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Nampula lança campanha para organização de processos individuais na função pública

Nampula (IKWELI) – A província de Nampula lançou, no último dia do mês de abril findo, no distrito de Monapo, a campanha “Um Funcionário, Um Processo Individual Completo”, numa cerimónia orientada por Luís Moiane, director do Gabinete do Secretário de Estado com o objectivo de reforçar a organização e eficiência na Administração Pública.

O acto contou com a presença de diversas autoridades governamentais, dirigentes distritais e municipais, bem como representantes de instituições públicas e parceiros de cooperação.

Na ocasião, Luís Moiane destacou que a iniciativa visa responder aos desafios ainda existentes na organização dos processos individuais dos funcionários, considerados fundamentais para a gestão eficiente dos recursos humanos no Estado.

Segundo explicou o dirigente, apesar dos avanços registados, persistem fragilidades que comprometem a tomada de decisões, atrasam progressões na carreira e reduzem a confiança nas instituições públicas.

“Hoje, em nome do Conselho dos Serviços Provinciais de Representação do Estado, iniciamos um acto estruturante no processo de consolidação institucional do Estado, com implicações directas na capacidade de gestão e na qualidade da intervenção administrativa”, afirmou.

O responsável sublinhou que o processo individual do funcionário deve ser encarado como um instrumento essencial, que reflecte todo o percurso profissional e sustenta decisões importantes ao longo da carreira.

De acordo com Moiane, a falta de organização adequada desses processos tem dificultado consultas técnicas e contribuído para erros administrativos, prejudicando tanto os funcionários como o próprio funcionamento das instituições “Organizar o processo individual não é uma tarefa meramente técnica. É o resgate da memória administrativa de Moçambique no geral e da Província de Nampula em particular”, destacou.

A campanha prevê a padronização e estruturação dos processos, incluindo dados pessoais, formação académica, avaliação de desempenho e outros elementos relevantes para uma gestão mais transparente e baseada no mérito.

O Director do Gabinete do Secretário de Estado fez entender que o Governo pretende assegurar que cada funcionário público disponha de um processo completo, contribuindo para decisões mais justas, valorização profissional e melhoria dos serviços prestados ao cidadão. (Malito João)

Governo moçambicano reforça compromisso com a qualidade do ensino

Maputo (IKWELI) – A ministra moçambicana da Educação e Cultura, Samaria Tovela, destacou, na semana passada, na cidade de Maputo, o crescimento da rede escolar nacional como um marco importante rumo à melhoria da qualidade de ensino no país, tendo defendido que o avanço é um sinal concreto de que os investimentos no sector começam a produzir resultados visíveis para a população.

A governante falava durante a abertura da 27ª Reunião Anual de Revisão do Sector (RAR), um encontro que reuniu quadros do ministério, parceiros de cooperação e representantes da sociedade civil, com o objectivo de avaliar os resultados alcançados em 2025 e traçar estratégias para o próximo ciclo de planificação.

“A nossa rede escolar cresceu 1,7%. Mais do que um dado estatístico, isto significa que 705 novas salas de aula foram erguidas, garantindo dignidade a mais de 28 mil alunos que agora estudam protegidos das intempéries”, afirmou Samaria Tovela.

Na ocasião, a ministra enfatizou que os números apresentados traduzem o esforço do Governo em assegurar melhorias reais na vida dos cidadãos, sobretudo no acesso a condições adequadas de aprendizagem. “Aqui, não estamos apenas a rever números. Estamos a avaliar a nossa capacidade de transformar políticas públicas em progresso humano”, reforçou.

A 27ª RAR decorreu no Centro Cultural Moçambique-China e constitui um espaço estratégico de diálogo e concertação, onde foram analisadas as metas alcançadas ao longo de 2025 e definidas as prioridades que irão orientar o sector da educação e cultura nos próximos tempos. (Malito João)

Há mesmo crise em Nampula, no informal um litro de gasolina chega a custar 300 meticais

Nampula (IKWELI) – A situação de combustíveis, sobretudo a gasolina, está mesmo caótica na cidade e província de Nampula. Há mais de duas semanas que as pessoas dormem, praticamente, nas estações de abastecimento de combustíveis, vulgarmente chamadas por bombas.

O Ikweli acompanhou, neste fim-de-semana, a situação em várias estações de abastecimento de combustíveis, incluindo o negócio paralelo.

Percorremos ao longo da avenida Eduardo Mondlane, começando pelo mesmo exercício na avenida Samora Machel no final do dia de sábado, e pela madrugada visitamos bombas da avenida de Trabalho. Tudo cheio. Motorizadas, viaturas, cidadãos com recipientes plásticos [não recomendados] a procura de gasolina.

A narrativa oficial insiste haver combustível e, de facto, há combustível, tanto é que uma fonte do Ikweli confirmou que na terminal oceânica de Nacala os reservatórios estão cheios e há navios na barra para descarregar.

O fenómeno que não se percebe é o porquê da indisponibilidade para o consumidor final. Os proprietários das estações de abastecimento não conseguem arrumar alguma explicação. O facto está em Nacala, junto dos importadores, incluindo a estatal Petróleos de Moçambique (PETROMOC) que não consegue satisfazer aos seus clientes.

“Isso está demais. Ouvimos que há combustível em Nacala, mas aqui não chega,” disse António, que dormiu em uma estação de abastecimento na avenida do Trabalho, tendo referido que “quando a gasolina chega, não demora. Parece que há algum negócio dos bombeiros [frentistas]. Eles abastecem muitos galões de plástico.”

Uma outra fonte, entrevistada na zona da Rex, bem na estação de abastecimento Eco Company, também, mostrou-se agastada e comentou que “pelo menos aqui a pessoa consegue abastecer. Os bombeiros [frentistas] não têm mania, não priorizam a ninguém, basta fazer a fila, se encontrar gasolina abasteces.”

“A noite tive de comprar um litro de gasolina a 300,00Mt (trezentos meticais), nas barbas de umas bombas na Faina, porque os motoqueiros vão encher os tanques e depois drenam para vender a esse preço,” disse a senhora Catarina, a qual desconfia que “os bombeiros andam metidos nisso, porque não é normal. As motorizadas gozam de prioridade em algumas bombas, então penso que o negócio é feito, também, com os bombeiros.”

Ao nível da província de Nampula, os Serviços Provinciais de Infra-estruturas ainda não se pronunciaram sobre o dilema, enquanto isso a população vai sofrendo. (Aunício da Silva)

Angoche ganha reforço de motorizadas para travar desnutrição

Nampula (IKWELI) – Vinte e dois agentes do projecto “Nutrição Vida” receberam, na semana passada, motorizadas com o objectivo de reduzir longas percorridas durante as acções de intervenção nutricional e facilitar o trabalho de sensibilização junto de mulheres grávidas e crianças vulneráveis à desnutrição.

A entrega das 20 motorizadas foi dirigida pelo administrador do distrito de Angoche, Maurício Mutolino, marcando um passo importante no reforço das condições de trabalho dos agentes envolvidos no combate à desnutrição.

Segundo Eutácia Malate, coordenadora provincial do projecto “Nutrição Vida”, os novos meios de transporte vão apoiar os mentores na divulgação de mensagens de sensibilização às mulheres grávidas e a crianças, no âmbito do combate à desnutrição.

“Apelamos a toda a população, principalmente às mulheres grávidas, para que adiram massivamente às unidades sanitárias e cumpram com as orientações médicas sobre o estado nutricional da criança”, reforçou Malate.

Alguns beneficiários afirmaram que a falta de meios de transporte dificultava as suas atividades. “Com as motorizadas recebidas, teremos mais aproximação com a comunidade”, destacaram.

O projeto “Nutrição Vida” desenvolve as suas actividades e em parceria com as unidades sanitárias e em colaboração com os Agentes Polivalentes Elementares de Saúde (APE). A iniciativa é implementada pela ADPP Moçambique, com financiamento do Global Given, e tem a duração prevista de dois anos. (Malito João)

Cidadãos de Nampula apelam o respeito contínuo pela vida humana

Nampula (IKWELI) – Os cidadãos da cidade de Nampula andam preocupados com a elevada onda de desinformação, sobretudo, com o suposto desaparecimento dos órgãos genitais que está a causar vítimas mortais, e apelam que haja mais respeito pela vida humana, pois ninguém tem o direito de pôr fim a vida do outro.

Entrevistados pelo Ikweli, afirmam que é preciso tomar algumas medidas no sentido de controlar a circulação dos conteúdos nas redes sociais, como por exemplo, bloquear as mensagens sensíveis. “As redes de telefonias móveis deviam estar a interditar as mensagens que colocam em causa a vida das pessoas. Poderia não ser eficaz, mas seria uma das medidas porque o que está em causa é a vida humana, junto com a educação da sociedade,” disse o cidadão Juvenal Nkugavila.

A fonte sublinhou ainda que há um sentimento que a vida perdeu valor em Moçambique, “pois, o facto de alguém gritar que foi tocada, as pessoas aparecem com catanas sem interrogar o que aconteceu de verdade. Portanto, a vida precisa ser preservada, temos que dar valor a vida.”

Para o cidadão Tomé Soares, ainda não existe um fundamento científico, mesmo tradicional de que existem pessoas que retiram órgãos genitais masculinos e “não havendo provas, volta-se ao obscurantismo, mito, e, portanto, está a se viver diante de uma psicose social. O mais grave ainda é que existem pessoas para proliferarem boatos que acabam tirando a vida das pessoas por serem acusadas.”

“É preciso perceber que há pessoas que têm órgãos masculinos um pouco reduzidos pela nascença, portanto é preciso muito cuidado, porque provavelmente alguém pode tocar uma pessoa que tenha este tipo de patologia natural. Tem que haver muito cuidado, porque as pessoas podem sofrer consequências como está acontecendo,” realçou Soares.

O nosso entrevistado frisou que é preciso preservar a vida, e começa no uso racional das redes socias, ou seja, de forma positiva para não proliferar boatos porque há resultados negativos, uma vez que muita gente inocente está a sofrer. “É importante não compactuar com algumas informações, porque quando alguém é acusado não há espaço para explicação, simplesmente a pessoa é batida sem explicação,” realçou Soares.

Por sua vez, Solomone Lino, outro cidadão entrevistado pelo Ikweli, disse que está difícil acreditar, pois “não é fácil encontrar uma explicação, até que pode não ser pelo toque, mas uma coisa que está a acontecer com as pessoas, talvez pode ser por medo,” disse.

Lino não descarta a possibilidade de ser um negócio, “porque provavelmente alguém está a ganhar com isso, quando as pessoas se batem e se matam. Não se pode descartar totalmente que não está a acontecer algo, porém precisa que se investigue a situação profundamente,” entende o nosso entrevistado.

Porém, o nosso entrevistado, também apela que independentemente do que aconteça as pessoas não podem estarem a tirar vidas dos outros. (Francisco Mário)

Cidade de Nampula conta com novas rotas de “chapa-100”

Nampula (IKWELI) – A Assembleia Municipal da cidade de Nampula aprovou, na sua última sessão realizada a 29 de abril, a introdução de novas rotas para o transporte semi-colectivos de passageiros.

Segundo a decisão do órgão, as rotas serão estabelecidas nas ruas 3 de Fevereiro, Monomotapa, Daniel Napatima, José Macamo, rua 1001, incluindo os bairros de Natikiri, Muhala, Namicopo e Napipine.

Na mesma sessão, foi, também, aprovada a proposta da criação de novos postos administrativos e bairros, incluindo a redistribuição das unidades comunais.

O autarca Luís Giquira explicou, na ocasião, que cada posto administrativo recém-criado, será composto por 4 bairros, sendo que cada unidade requer um investimento de 4. 000.000,00 Meticais, para a construção, e 1.500.000,00 meticais destinado ao apetrechamento, totalizando um custo de 5.500.000,00 meticais por cada posto administrativo, totalizando 16.500.000,00 meticais.

Segundo Giquira, este orçamento associa-se aos outros 40.500.000,00 igualmente para construção de secretarias em 18 bairros, com vista a assegurar o funcionamento administrativo, sendo que cada secretaria de cada bairro irá consumir um valor simbólico de 1.750.000,00 meticais, 500.000,00 para apetrechamento da infraestrutura, totalizando em 2.250.000,00 meticais por cada unidade. Para o efeito, o município necessita de um total de 57.000.000,00 meticais, para a construção e apetrechamento das infraestruturas, sem contar com a contratação de recursos humanos, custos operacionais, manutenção das infraestruturas e investimentos em equipamentos adicionais. (Virgínia Emília)

Mais de 600 empresas não canalizam descontos ao INSS alarmam em Nampula

Nampula (IKWELI) – O Secretariado da Organização dos Trabalhadores de Moçambique (OTM – Central Sindical) em Nampula manifesta preocupação com o elevado número de empresas que não canalizam as contribuições obrigatórias ao Instituto Nacional de Segurança Social (INSS).
Segundo o secretário provincial da OTM, Mário Mujala, dos 266.105 trabalhadores registados no INSS, distribuídos por 21.271 empresas, pelo menos 620 encontram-se em incumprimento com o sistema de segurança social.
De acordo com o responsável, a situação pode ter consequências graves para os trabalhadores, sobretudo no acesso à pensão após o término da vida laboral.
“Isso pode impactar negativamente a pensão dos trabalhadores após o desligamento”, alertou.
Na ocasião, Mujala saudou o Governo pelos esforços em melhorar as condições dos trabalhadores, destacando o diálogo em curso entre centrais sindicais, sector privado e o Executivo, com vista à revisão e possível aumento salarial.
Por outro lado, o dirigente sindical mostrou-se satisfeito com a ligeira redução dos conflitos laborais na província, que passaram de 168 casos em 2025 para 164 no presente ano. (Malito João)

Trabalhadores domésticos continuam a sofrer maus-tratos em Nampula

Nampula (IKWELI) – O Sindicato Nacional de Empregados Domésticos (SINED), em Nampula, aproveitou as celebrações do Dia Internacional do Trabalhador para denunciar casos de maus-tratos contra trabalhadores domésticos nos seus locais de trabalho.

Segundo a secretária-adjunta do SINED, Ancha Hilário, os trabalhadores domésticos continuam a ser desvalorizados no exercício das suas funções, enfrentando baixos salários e maus-tratos por parte de alguns empregadores.

Hilário referiu ainda que, na prática, esta camada social não é devidamente reconhecida, apesar da importância do trabalho que desempenha no quotidiano das famílias.

Para o SINED, não se exige que os empregados domésticos recebam salários equivalentes aos de profissionais licenciados, mas sim que sejam tratados com dignidade e respeito, como seres humanos com direitos consagrados na lei.

“Nós estamos preocupados com a situação dos trabalhadores domésticos, porque ma parte deles tem contrato verbal, mas há muito sofrimento dos trabalhadores domésticos, são tratados mal, em termos de ofensas daqueles que são os trabalhadores domésticos, por isso que á pedir os patrões tenham piedade dos trabalhadores domésticos porque também são pessoas com sentimentos a pesar que são considerados que são vulnerável”.Além dos empregados domésticos, outros trabalhadores também relataram situações difíceis, como é o caso de Paulo Samuel Magai, guarda de uma loja e chefe de trabalho.

Segundo Magai, há empregadores que chegam a valorizar mais os animais do que os próprios trabalhadores, destacando a precariedade das condições de trabalho enfrentadas pelos guardas.

“É normal guarda trabalhar 24 horas sem comer nada e depois vamos ver o salário, dá pena isso tudo nós passamos, não deixemos porque não temos como sustentar os nossos filhos”.

Outra preocupação levantada por Magai está relacionada com a falta de segurança, uma vez que muitos guardas trabalham sem qualquer material de defesa, ficando expostos a diversos riscos.

As celebrações decorreram sob o lema “OTM Central Sindical – 50 anos na luta pelos direitos laborais e sindicais”. (Malito João)

Moçambola 2026 Ferroviário de Nampula prepara-se para a recepção do homónimo de Nacala

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Nampula (IKWELI) – O arranque do campeonato nacional da primeira divisão, sénior masculino, vulgo Moçambola, está previsto para o seu arranque na próxima sexta-feira, em pleno dia do trabalhador, mas as equipas de Nampula entram em cena dias depois, entre sábado e domingo, nomeadamente Ferroviário de Nampula e Ferroviário de Nacala.

Os dois representantes da província de Nampula nesta competição defrontam-se nesta jornada inaugural, no Estádio 25 de Junho na capital provincial.

Apesar de não se ter certeza se, realmente o Moçambola vai arrancar no próximo fim-de-semana, uma vez que até ao momento não existe um comunicado oficial que marca os jogos, por parte da Liga Moçambicana de Futebol, os clubes em Nampula mostram-se preparadas para proporcionarem um bom começo desta considerada maior prova futebolística nacional.

Nesta quarta-feira (29), o Ikweli testemunhou mais uma sessão de treinos da equipa tecnicamente orientada pelo mister Nacir Armando, e foi possível observar a prontidão dos atletas para o embate do próximo fim-de-semana.

A conquista doa supertaça provincial de Nampula, bem como do torneio quadrangular realizado na cidade de Pemba, envolvendo as equipas do Moçambola de Pemba, Nacala e Nampula, aliado a goleada sobre Associação Desportiva de Angoche, está por detrás da motivação do plantel dos chamados axinenes de Nampula.

“Exactamente, depois da goleada que tivemos, isso trouxe muita confiança para nós, afinal temos uma equipa que podemos começar o Moçambola”, começou por dizer mister Mau-Mau, adjunto treinador do Ferroviário de Nampula.

“Agora, sobre o Moçambola está sem data por escrito, porque quando está escrito e de forma oficial pode-se tomar em consideração. Mas, estamos preparados a todo custo, a todo vapor para que qualquer dia que tivermos o documento de forma oficial, possamos atacar o Moçambola, com dignidade, de forma a procurar devolver a coroa que há muito tempo foge aos axinenes de Nampula”, prosseguiu o mister.

“O facto de termos vencido o quadrangular em Pemba, não pode ser motivo de que tudo esta feito. Penso que aquele torneio foi o medir do pulsar de todos nós porque o propósito nem era para ganhar, mas para cada um tirar o TPC e tentar melhorar alguns aspectos para fazer face ao tecnicamente. Agora, dizer que temos a mínima informação sobre o adversário, temos a informação, mas não podemos dormir na sombra da bananeira, porque eles não virão da mesma maneira, depois da derrota que teve connosco, aprimorou alguns aspectos, nós também aprimoramos alguns aspectos, e penso que estamos a 90% preparados para fazer face, e outros 10% vamos esperar que o jogo em si dite”, precisou a fonte.

Já o treinador do Ferroviário de Nacala, Zainadine Mulungo, entende que a sua tem alguns aspectos a melhorar para fazer face ao jogo diante do homónimo de Nampula assim como as jornadas subsequentes do Moçambola.

“Cada jogo descobrimos aspectos a melhorar, mas acredito que com o tempo que falta para o Moçambola, a equipa esteja em 100% coesos, em termos de aspectos defensivos e ofensivos. Até porque em termos ofensivos a equipa está melhor, mas pecamos no aspecto defensivo”, referiu o mister Mulungo. (Constantino Henriques)

Luís Giquira “mima” chefes dos postos administrativos municipais com novas viaturas em Nampula

Nampula (IKWELI) – Pela primeira vez, os actuais chefes dos postos administrativos municipais da cidade de Nampula recebem meios circulantes para facilitar a sua deslocação no exercício das suas atividades diárias, na manhã desta quarta-feira (30), no Conselho Municipal, um acto liderado por Luís Giquira, presidente do município, com vista a melhorar as condições de trabalho dos seis chefes de postos, oferecendo igual número de novas viaturas.

Trata-se de uma iniciativa que custou um total de 22 milhões de meticais aos cofres do Conselho Municipal da cidade de Nampula, provenientes do pagamento de diversos impostos pelos munícipes. Ao todo foram adquiridas 10 viaturas, porém, numa primeira fase, e priorizando as principais necessidades da população, foram entregues apenas seis meios circulantes.

As restantes quatro viaturas serão atribuídas a diferentes pelouros municipais para igualmente reforçar o cumprimento das metas.

Luís Giquira explicou, durante uma conferência de imprensa, que a iniciativa se enquadra na materialização das promessas feitas durante a campanha eleitoral, bem como na resposta às reclamações sobre a falta de meios de transporte para a locomoção dos chefes dos postos, situação que, em alguns momentos, impactava negativamente nas suas actividades.

Até então, os chefes dos postos administrativos recorriam frequentemente ao apoio de vizinhos e conhecidos para se deslocar e cumprir actividades do Conselho Municipal.

Na ocasião, o edil exortou os chefes dos seis postos administrativos municipais agora beneficiados com os meios, a trabalharem com vista a responder às necessidades dos munícipes “os chefes devem cuidar dos meios, porque não são deles, mas da nossa população, que contribuiu para a sua aquisição. Não são carros privados, nem para uso individual, mas sim para o trabalho e para servir a população. Sabemos que temos doentes e que, por vezes, as ambulâncias chegam tarde; estas viaturas também podem ser usadas para esses serviços.”

Ainda na sua intervenção, Giquirito almejou que irá cumprir o seu manifesto eleitoral “Esperamos conseguir cumprir pelo menos 90% das nossas promessas durante o mandato, apesar de termos perdido um ano devido às manifestações. Falta-nos um ano e meio, e pretendemos cumprir o nosso manifesto. Reconhecemos que ainda existem promessas por cumprir, pois queremos aproximar cada vez mais a administração da população.”

A equipa de reportagem entrevistou alguns chefes dos postos administrativos municipais beneficiados, os quais se mostraram satisfeitos com a iniciativa, afirmando que esta poderá contribuir positivamente para a sua mobilidade e para uma resposta mais célere às necessidades dos munícipes, anteriormente dificultada pela falta de meios.

A título de exemplo, Luzete Florêncio, chefe do posto administrativo municipal de Natikiri, disse estar satisfeita e acredita que “com estes meios será possível melhorar a interação com os munícipes, mesmo nos pontos mais distantes, como Migonha, Marrere e Murrapaniua. Agora conseguiremos garantir maior cobertura, uma vez que os munícipes apresentavam denúncias relacionadas com uso e aproveitamento de terra, escavações e perfurações ilegais, e não tínhamos meios para nos deslocar, contando apenas com duas motorizadas também utilizadas pelos fiscais”.

Por sua vez, Hígido Mauro, chefe do posto administrativo municipal de Muatala, afirmou que “estes meios vão melhorar significativamente a nossa mobilidade e poupar tempo de trabalho nos bairros mais distantes. O posto é muito extenso, e enfrentávamos grandes dificuldades para cobrir todas as áreas, recorrendo, por vezes, às motorizadas dos nossos fiscais”.

Já Abiba Mussa, chefe do posto administrativo municipal de Napipine, referiu que “estas viaturas vão encurtar as distâncias no trabalho comunitário. Em situações como funerais, tínhamos dificuldades em apoiar as famílias no transporte de urnas, mas agora a viatura será de grande ajuda”. (Virgínia Emília)