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Fazedores do teatro em Nampula clamam por financiamentos

Nampula (IKWELI) – Os fazedores do teatro na província de Nampula clamam por financiamentos para desenvolver as suas actividades, denunciados que a ausência de apoios pode concorrer para a extinção da prática.

A cidade de Nampula acolhe, desde esta quinta-feira (9), a FESTECENA, evento teatral organizado pelo grupo Nguenha e junta actores das províncias da Zambézia, Cabo Delgado, Niassa e a anfitriã Nampula.

Janete Sidik Selemane, representante da província da Zambézia, fala de actores que decidiram tomar outros rumos profissionais devido a falta de progresso em suas vidas.

“Infelizmente, o teatro ultimamente não é valorizado, eis a razão que muitos artistas já desistiram desta causa. Nós temos organizado sessões e convidamos estruturas, não aparecem, e a própria população também não aparece, e isso desmoraliza a classe dos fazedores de teatro. Infelizmente o povo moçambicano só valoriza os fazedores de cultura de fora, nós moçambicanos somos feitos de pouco pelo nosso povo. Essa situação nos entristece e desvaloriza o nosso esforço.” 

Por outro lado, o representante de Cabo Delgado, Nando Matebul, garante que vai engajar-se cada vez mais para que o teatro não morra. “O que temos feito para que o nosso teatro não morra, com ou sem dinheiro, estamos lá, se há ou não há financiamento estamos no palco. Nós não paramos, e continuamos a sensibilizar os fazedores da nova geração a aderirem aos nossos grupos para terem encaminhamento, porque eles sem dinheiro não funcionam e tentamos sensibilizar para que não trabalhem apenas quando há dinheiro.”

A fonte ainda lamentou a falta de qualidade de alguns grupos cultuais, factor que defende estar a dispersar os admiradores do teatro. ” (Fátima Mugaveia)

Amigos de infância espancam amigo até a morte em Muatala

Nampula (IKWELI) – Um jovem de 21 anos de idade foi assassinado na última quarta-feira (7), dentro do seu próprio quarto, por um suposto grupo de amigos de infância, no bairro de Muatala, zona residencial de Mwaweryaka, nos arredores da cidade de Nampula.

Segundo relatos dos vizinhos, entre os supostos agressores está um amigo de infância da vítima, apontado como responsável pelo grupo, situação que chocou a comunidade de Mwaweryaka, que clama pela responsabilização dos envolvidos.

De acordo com os moradores, a vítima era um jovem trabalhador e suspeita-se que o crime possa estar relacionado com inveja pelas suas pequenas conquistas.

“O jovem fazia estampagem de camisete, motorizadas e pintura. Acontece que ontem ele fez o seu trabalho e veio até em casa, os vizinhos perceberam que ele teve alguma coisa, eles vieram bateram a porta entraram lá dentro, espancaram e fugiram, são jovens vizinhos, um deles o bilhete deleá aqui”, explicou uma fonte da comunidade.

Luís Baptista disse que não é a primeira vez que o grupo causa problemas naquele bairro, mas desta vez terá ultrapassado os limites. “Eles mataram, enrolaram o corpo junto a uma rede mosquiteira. Eu também fui agredido pelo mesmo grupo.”

Uma fonte próxima revelou ainda que o jovem sofria de roubos frequentes e que o crime chegou ao conhecimento das autoridades depois de a mãe de um dos indiciados ter denunciado o caso.

“A mãe lhe viu a saltar da janela para fora e ela falou que o meu filho lhe vi a saltar da janela para fora e quando ela procurou saber o que aconteceu, ele disse já cometi e ele pôs-se em fuga e dois dos seus amigos já estão na 1ª Esquadra”.

Os moradores pedem apoio da polícia para intensificar acções de patrulhamento na zona de Mwaweryaka, que consideram perigosa, de modo a garantir a segurança da comunidade e evitar novos casos de violência. (Malito João)

Governador de Nampula leva mais de 400 carteiras à Carrupeia

Nampula (IKWELI) – O governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, efectuou, nesta quinta-feira (8), a entrega de 467 carteiras escolares à escola básica de Carrupeia, na periferia da capital provincial.

Segundo sabe o Ikweli, estas carteiras vão beneficiar a cerca de 4.200 alunos que aprendiam a ler e a escrever sentados no chão.
Abdula disse que a disponibilização das carteiras representa o cumprimento de uma responsabilidade do Estado de garantir melhores condições para o Processo de Ensino e Aprendizagem.

“É sim um motivo de satisfação, mas não é nenhum favor que Tio Salimo está a fazer, é obrigação nossa como Estado, é uma obrigação nossa como Governo, criar condições para os nossos filhos e para as nossas escolas, isto é um direito básico, é um direito elementar que vocês têm. Nós vamos lutar, dentro das dificuldades, dentro do que pudermos ultrapassar, vamos trabalhar para que todos os meninos na nossa província estudem em condições dignas”.

Eduardo Abdula acredita que o material representa “uma oportunidade para os nossos alunos escreverem melhor, prestar mais atenção e sonhar mais alto. Cada carteira representa investimento na vossa formação e no vosso futuro, cada carteira representa um líder para amanhã, vocês são nossos futuros líderes”.
O governador apelou ainda aos alunos para que cuidem das carteiras, de modo a garantir que o mobiliário possa beneficiar também as futuras gerações.

“Queridos alunos, a escola é vossa, as carteiras são vossas, cuidem, zelem com responsabilidade para que não sirvam apenas para vocês, mas também para os irmãos e primos amanhã. Não risquem e não partam. Aos pais e encarregados de educação, vocês são parceiros essenciais nessa caminhada, porque a educação é uma responsabilidade partilhada entre a escola e a família. Acompanhem os vossos filhos e incentivem-nos a estudar. Aos meus queridos professores e à direcção da escola, continuamos a apelar para que continuem a desempenhar a sua missão com dedicação, contribuindo para que cada carteira seja um lugar de aprendizagem, conhecimento e construção do futuro”.

Em representação dos pais e encarregados de educação, Alberto Constantino disse que a entrega das carteiras representa o cumprimento de um compromisso assumido pelo governador durante uma visita realizada à escola no dia 12 de Agosto de 2026.
“Naquela altura, uma das preocupações era o facto de muitos alunos passarem anos a assistir às aulas sentados no chão por falta de carteiras escolares. Aquela visita marcou o início de uma etapa para a nossa escola. Desde então, a comunidade tem testemunhado melhorias significativas das condições, com destaque para a pintura da escola, a reparação das fontanárias para garantir melhores condições de abastecimento de água e o melhoramento da corrente eléctrica, entre outras intervenções que trouxeram mais dignidade ao ambiente escolar. Naquele mesmo dia, o governador assumiu o compromisso de trazer as carteiras para os nossos alunos e hoje, com muita alegria e emoção, testemunhamos o cumprimento desta promessa. Obrigado, Tio Salimo”. (Malito João)

Crianças com deficiência ganham meios assistivos em Nampula

Nampula (IKWELI) – A Save the Children, uma organização humanitária internacional, fez a entrega, nesta quinta-feira (8), diversos meios assistivos para crianças com deficiência da província de Nampula.
Os meios foram entregues ao governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, nas instalações do Conselho Executivo Provincial e serão destinados aos distritos de Nacarôa, Nacala-à-Velha, Muecate, Eráti e Memba.

Ao todo são 788 unidades, compostas por muletas, cadeiras de rodas, triciclos, andadores, aparelhos auditivos, protectores solares, chapéus, entre outros artigos, que, segundo o governo, deverão contribuir para melhorar as condições de vida das pessoas que necessitam destes meios nos distritos beneficiários.

“A entrega desses meios assistivos representa, para muitos, simples objecto, mas na vida de quem recebe significa quase tudo. Para criança que vive em Eráti significa autonomia para ir à escola, para mãe de Nacala-à-Velha representa esperança renovada para se deslocar e retomar o seu negócio, para pai de Nacarôa representa liberdade que antes não conhecia, jovens com albinismo em Memba significa cuidado e protecção, para pessoa idosa de Memba significa voltar a ouvir e participar na convivência da família, não se trata apenas de cadeira de rodas, trata-se de uma acção concreta que mudará a vida da população beneficiária e as suas famílias”.




Abdula acredita que, apesar de o número de meios ser limitado, a ajuda representa um contributo importante. “É um número grande, é uma ajuda modesta, o pouco em Deus é muito, muito sem Deus é nada, quem não agradece com pouco não vai agradecer com nada. O nosso governo tem como pilar central não deixar ninguém para trás, com parceiros como a Save the Children, com esse gesto de solidariedade, demonstra que a inclusão não é apenas discurso, mas acção. Podemos reduzir as assimetrias assistenciais na nossa sociedade”.

O governador entende que a deficiência não define o ser humano, mas sim a sua capacidade de sonhar, lutar e contribuir para a sociedade. “O que define é a sua capacidade de sonhar, de lutar e de contribuir para a sociedade. Com esses meios pretendemos contribuir para que as barreiras à concretização de sonhos físicos, sociais e económicos sejam removidas, por isso reafirmamos o nosso compromisso de construir uma sociedade mais justa, mais acessível, onde as pessoas tenham as mesmas oportunidades. Aqui fica o meu apelo, aos beneficiários, não estão sós, a sociedade reconhece o vosso valor e aposta no vosso potencial, esses meios são vossos, usem para alcançar a vossa independência”.

Aos administradores e secretários permanentes distritais, Eduardo Abdula instou à transparência na distribuição dos meios. “Garantam que seja justa, transparente, que chegue realmente a quem precisa nas comunidades, sem olhar para factores religiosos, raça ou tendências políticas. Devem fazer chegar a quem realmente precisa e foram escolhidos. A sociedade acabe com o estigma, a deficiência não é incapacidade, promovamos todos”.

Por sua vez, Romão Xavier, gestor provincial da Save the Children, disse que a entrega dos meios representa a celebração de resultados concretos da parceria entre a Save the Children, a AJUDEMOS e o Governo da Província de Nampula. “A cerimónia representa muito mais do que a entrega de dispositivos assistivos, representa a reafirmação de um princípio fundamental: todas as crianças têm direito a aprender, participar, desenvolver-se, a alcançar o seu pleno potencial, independentemente da sua condição física, sensorial ou intelectual. Cada cadeira de rodas que entregamos hoje vai representar mais do que equipamento de mobilidade, representa liberdade, representa independência”.

Administradores de alguns dos distritos abrangidos pela iniciativa disseram que as orientações do governador sobre a distribuição inclusiva dos meios serão cumpridas, garantindo que os equipamentos cheguem às pessoas que realmente necessitam. (Malito João)

Governador de Nampula insta empresariado local a pautar por liderança guiada pelo exemplo

Nampula (IKWELI) – Empresários da cidade de Nampula estiveram reunidos nesta quinta-feira (09), num encontro de negócios designado Business to Business (B2B), evento que tem por objectivo criar um espaço de networking entre empresários de diversas áreas.
Falando na ocasião, o governador da província de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, exortou aos empresários a pautarem por uma liderança guiada pelo exemplo.

“A liderança é muitas vezes associada a cargos, títulos e posições de destaque, mas liderança é antes de tudo uma responsabilidade. Liderar é tomar decisões difíceis, assumir responsabilidades e ter coragem para mudar. No mundo empresarial, estas decisões directas têm múltiplas responsabilidades, de adaptar-se e competir, precisamos desta capacidade porque o cenário económico está a mudar com muita velocidade. Hoje, os mercados estão mais conectados, a concorrência é cada vez mais global, as cadeias de abastecimento estão a ser reorganizadas.”

Abdula disse ainda que o evento se reveste de crucial importância, uma vez que se acopla aos objectivos do seu governo que é transformar Nampula num hub de negócios. “A nossa visão é estimular uma liderança capaz para o novo cenário económico, e reafirmar Nampula como hub de negócios da região norte, um hub de negócios não se constrói apenas com infraestruturas, mas com pessoas capazes de liderar, empresas capazes de competir e conexões capazes de gerar valor. A ferramenta mais importante de um líder é o seu próprio exemplo,” declarou.

Já a comissão organizadora, representada por Maria Ermelinda Chaile, entende que Nampula é um ponto estratégico para o desenvolvimento de parcerias estratégicas que venham impactar positivamente o país.
“O B2B é um evento corporativo, cujo objectivo é juntar o sector empresarial assim como o Estado para troca de experiências no que diz respeito ao empreendedorismo a nível de Moçambique. Estamos em Nampula com o intuito de impactar e dar a conhecer aos empresários de cá que é possível termos conexões verdadeiras através da troca de contactos. Servimos como uma ponte para novos negócios.” (Texto Felismina Maposse *Fotografia: Carlos Maliba Júnior)

Governador de Sofala destaca valorização dos professores durante saudação da ONP/SNPM

Beira, (Ikweli) – O Governador da Província de Sofala, Lourenço Bulha, destacou a importância da valorização e dignificação da classe docente, durante a cerimónia de saudação promovida pela Organização Nacional dos Professores (ONP/SNPM), no âmbito da Semana do Professor.

O encontro realizou-se na Sala Anexa de Sessões do Conselho Executivo Provincial e contou com a participação de representantes da ONP/SNPM, professores, membros do Conselho Executivo Provincial e quadros do sector da Educação.

Na ocasião, Lourenço Bulha reconheceu o papel dos professores na transformação social, económica, política e cultural da sociedade, salientando que a profissão docente constitui a base para a formação de outras áreas profissionais.

O Governador afirmou que o Executivo Provincial reconhece os desafios enfrentados pelo sector e reiterou o compromisso de trabalhar com os professores na busca de soluções para a melhoria da qualidade de ensino. Entre as prioridades apontadas estão a redução do rácio aluno-professor e o combate às uniões prematuras.

Bulha destacou ainda a necessidade de uma relação de colaboração entre o Governo e a organização sindical, defendendo uma nova cultura sindical baseada não apenas na reivindicação, mas também na apresentação conjunta de propostas para a resolução dos problemas do sector.

Como parte das acções de melhoria das condições de ensino, o Governador revelou que, no primeiro semestre de 2026, foram adquiridas e distribuídas 5.450 carteiras escolares, contra as 5.362 planificadas, correspondendo a uma execução superior a 100 por cento.

A cerimónia enquadrou-se nas celebrações do Dia do Professor Moçambicano a assinalar-se a 12 de Outubro, que coincide com os 45 anos de história da ONP/SNPM, que decorrem sob o lema “45 anos de história por uma nova cultura sindical”.

Na ocasião, o Governador endereçou uma mensagem de reconhecimento aos professores pelo seu contributo para o desenvolvimento das comunidades, considerando o exercício da docência não apenas como uma profissão, mas também como uma missão de serviço ao Estado e à sociedade. (Aunícia Avelino)

XII Gala Provincial do Prémio Jovem Criativo selecciona 15 jovens para fase nacional

Beira (Ikweli), Quinze jovens foram seleccionados para representar a província de Sofala na fase nacional da XII edição do Prémio Jovem Criativo, numa gala realizada esta quarta-feira, na Sala dos Grandes Actos do Gabinete do Secretário de Estado na cidade da Beira.

A edição deste ano contou com a participação de 914 jovens, dos quais 39 chegaram à fase provincial e 15 foram seleccionados para a etapa nacional. Os concorrentes apresentaram iniciativas enquadradas nas categorias de Criação Artística, Empreendedorismo e Inovação Tecnológica.

A cerimónia contou com a presença do Secretário de Estado na Província de Sofala, Manuel Rodrigues Alberto, da Administradora da Cidade da Beira, Bernardete Roque, da representante do Serviço Provincial de Justiça e Trabalho, Nazarete Reginaldo, da Presidente do Conselho Provincial da Juventude, Berta Gimo, além de representantes de instituições públicas, privadas, líderes associativos, membros do júri e jovens concorrentes.

Na sua intervenção, Manuel Rodrigues Alberto destacou o papel da juventude na promoção do desenvolvimento económico e social, defendendo a necessidade de os jovens transformarem ideias e talentos em iniciativas capazes de gerar oportunidades, emprego e soluções para as comunidades.

O governante apelou ainda aos jovens para adoptarem uma postura proactiva, responsável, inovadora e empreendedora, aproveitando as oportunidades existentes e utilizando as novas tecnologias e as redes sociais para fins positivos.

Manuel Rodrigues Alberto considerou que os 914 participantes demonstraram a existência de um potencial significativo entre os jovens da província e felicitou tanto os vencedores como os restantes concorrentes pela participação na iniciativa.

Aos 15 seleccionados para a fase nacional, o Secretário de Estado apelou à responsabilidade na representação de Sofala, encorajando-os a levar à competição nacional o talento e a criatividade demonstrados na fase provincial.

A XII edição do Prémio Jovem Criativo pretende promover e valorizar iniciativas juvenis nas áreas de criação artística, empreendedorismo e inovação tecnológica, colocando os jovens como protagonistas no processo de desenvolvimento. (Aunícia Avelino)

Na campanha de comercialização: Castanha de caju passa a custar 48 meticais

Maputo (IKWELI) — O preço de referência ao produtor da castanha de caju para a campanha de comercialização 2026/2027 foi fixado em 48,00Mt (quarenta e oito meticais) por quilograma, contra os 45,00Mt (quarenta e cinco meticais) praticados na campanha anterior.

A proposta foi apreciada na primeira sessão do Comité de Amêndoas, que reúne produtores, comerciantes, processadores, exportadores e representantes do Governo para definir as condições da nova campanha.

Na abertura da sessão, nesta quarta-feira (7), em Maputo, o Ministro da Agricultura, Ambiente e Pesca, Roberto Mito Albino, afirmou que a definição do preço constitui um exercício de grande responsabilidade, por contribuir para criar previsibilidade na cadeia de valor e garantir que a produção de caju continue economicamente atractiva para os produtores.

Albino explicou que a definição do novo preço ocorre no contexto da implementação dos principais instrumentos de orientação estratégica do sector agrário, entre os quais o Programa Quinquenal do Governo 2025-2029, o Plano Estratégico do Sector Agrário (PESA) 2020-2030 e o Programa de Desenvolvimento da Cadeia de Valor do Caju (PDC) 2025-2034.

Sobre a campanha anterior, em que o preço de referência foi fixado em 45 meticais, o ministro disse que o valor foi estabelecido num contexto específico de produção, comercialização e mercado. Para a nova campanha, defendeu uma análise dos factores que influenciam a formação do preço, incluindo os custos de produção, a qualidade da castanha, os preços internacionais, os custos de comercialização e logística, a taxa de câmbio e a capacidade da indústria nacional.

O governante destacou ainda a necessidade de equilibrar um preço atractivo para o produtor com a competitividade da cadeia de valor, particularmente da indústria nacional de processamento e dos operadores de comercialização e exportação. Segundo Albino, produtores, comerciantes, processadores e exportadores devem ser vistos como partes integrantes da mesma cadeia de valor.

Albino considerou igualmente importante fortalecer o quadro legal do subsector, destacando a aprovação do Regulamento da Lei do Caju pelo Conselho de Ministros, explicando, o novo quadro deverá clarificar regras e responsabilidades e melhorar o funcionamento do subsector, desde a produção até ao processamento e à comercialização.

Outro desafio apontado pelo ministro está relacionado com os riscos climáticos, incluindo o fenómeno El Niño e a possibilidade de ocorrência de secas em algumas regiões do país, por isso, para este subsector do cajú, defendeu maior atenção à produtividade, disponibilidade de água, maneio das plantas e reforço da capacidade dos produtores para enfrentar choques climáticos, de modo a aumentar a resiliência da cadeia de valor. (Antónia Mazive)

Professores de Nampula pedem maior precisão na tramitação dos actos administrativos

Nampula (IKWELI) – Os professores de Nampula pediram, na manhã desta quarta-feira (7), clareza e celeridade na tramitação dos actos administrativos para progressão e mudança de carreira, um pedido expresso durante uma audiência com o Secretário de Estado na província de Nampula, Fernando Bemane, no âmbito da preparação das comemorações do 12 de Outubro, Dia do Professor Moçambicano.

André Jana, secretário provincial da ONP em Nampula, disse que existe um trabalho coordenado com as direcções das escolas, visando motivar os professores a serem exemplares e dedicados ao processo de ensino e aprendizagem, mas para maior efectivação é preciso que haja resposta das preocupações como o pagamento de horas extras e de outros actos administrativos.

“Sabemos que temos problemas que apoquentam os nossos professores e estamos a manter um diálogo permanente com o Governo para buscar soluções, por exemplo, para as horas extras, o turno e meio e os actos administrativos, que sabemos que estão em tramitação e que acreditamos que terão os seus desfechos”, disse André Jana.

No encontro, o Secretário de Estado na província de Nampula reconheceu o papel desempenhado pela ONP no incentivo aos professores para o cumprimento das suas obrigações de docência, mesmo em meio as dificuldades que, segundo afirmou, estão a ser gradualmente sanadas pelo Governo “uns ainda permanecem sem mudar de carreira, mas o Governo já anunciou a tramitação dos actos administrativos e isso vai acontecer”, indicou Bemane.

Na mesma ocasião, Bemane repudiou acções de alguns professores que incitam os seus alunos a participar em actos de sabotagem do processo de ensino, envolvendo-os nas reivindicações por benefícios dos professores. “Isto não pode acontecer. Não podemos ensinar as crianças a serem rebeldes”, afirmou.

Bemane disse ainda que “a ONP deve ajudar as direcções das escolas a saberem elaborar os turnos e horários de trabalho, de modo a evitar os problemas relacionados com as horas extras, pois muitas vezes existe um esquema que deve ser eliminado”.

Por outro lado, o levantamento feito pela Direcção Provincial de Educação revela que 142 professores perderam a vida entre os meses de Janeiro e Setembro do ano em curso, enquanto 1.159 professores enfrentam desafios relacionados com a saúde.

Neste ano, o dia do professor é celebrado sob o lema “Pela docência, 60 anos defendendo a profissão, ampliando o seu conhecimento e construindo os nossos futuros, tendo sido explicado que este lema permite proteger a profissão docente, reafirmar as normas internacionais sobre os direitos profissionais e o trabalho justo, bem como valorizar o papel do docente ao nível global. (Nelsa Momade)

Namiepe: Vendedores do mercado local não querem pagar taxas municipais porque desconhecem os benefícios

Nampula (IKWELI) – Os vendedores que exercem diversas actividades comerciais no mercado de Namiepe, no posto administrativo de Namicopo, nos arredores da cidade de Nampula, mostram-se preocupados com a degradação do mercado e acusam o governo autárquico de cobrar taxas diárias sem cumprir as promessas de melhorar e requalificar o local.

Mário Amisse, chefe adjunto do mercado de Namiepe, é quem denuncia a situação, apontando que a mesma constitui um perigo para a vida dos utentes.

Segundo aquele responsável, esta situação leva aos vendedores a acusar o autarca Luís Giquira de se limitar à cobrança das taxas, sem, contudo, resolver os problemas relacionados com a requalificação do mercado, sobretudo no que diz respeito à construção de bancas fixas ou barracas.

De acordo Amisse, actualmente, o local conta com cerca de 100 vendedores, que são obrigados a exercer as suas actividades debaixo do sol, sem casas de banho, furo de água potável e instalação de energia eléctrica, recorrendo a ligações precárias, que não têm sido suficientes, mas mesmo assim são obrigados a pagar a taxa diária do mercado, impostos e licenças.

“Já tivemos reuniões, nos meses passados, com os chefes dos mercados, no pelouro de Mercados e Feiras do Município, e, no mês de maio deste ano, apresentámos novamente esta questão, sempre com promessas de que poderão vir a resolver, mas nunca realizam”, afirmou.

“Quando tivemos o incidente em que se queimaram algumas bancas, fomos informar o município, mas não tivemos nenhuma resposta até agora”, acrescentou a nossa fonte.

O entrevistado revelou ainda que, para além das péssimas condições do mercado, os comerciantes também são obrigados a partilhar o mesmo espaço com montões de lixo produzido durante as suas actividades comerciais, e, estranhamente, o município nunca procedeu a remoção dos resíduos, nem disponibilizou contentores para o depósito de lixo.

“Estamos mal com o problema do lixo aqui. Não temos nenhum meio para transportar o lixo nem um contentor. Às vezes, somos obrigados a depositá-lo numa casa de banho que já não está em funcionamento ou mesmo num riacho que fica a cerca de 300 metros do mercado. E também a nossa estrada está degradada, o que dificulta a passagem dos comerciantes”, lamentou.

Aquele responsável acrescentou que os vendedores estão descontentes com a situação e, por isso, questionam a continuidade do pagamento das taxas diárias, uma vez que, segundo ele, os problemas do mercado continuam por resolver.

“Assim, lamentamos não ter vontade de continuar a pagar as taxas diárias, por não conseguirmos ver organizadas e resolvidas as nossas preocupações. Mas ainda continuamos a pagar e, por dia, conseguimos arrecadar 170.850,00Mt (cento e setenta mil, oitocentos e cinquenta meticais)”, concluiu o responsável do mercado.

 Giquira diz que não tem dinheiro para cumprir todas as promessas

O autarca da cidade de Nampula, Luís Giquira, reconhece os desafios enfrentados pelos comerciantes e moradores relativamente a requalificação do mercado e estradas da urbe, mas afirma que a edilidade não dispõe de recursos financeiros suficientes para realizar as intervenções.

Mesmo assim, Giquira pede aos comerciantes que continuem a pagar as taxas diárias municipais, com vista a garantir a realização de intervenções e a melhoria das condições do mercado.

“Nós estamos a procurar fazer várias estradas, e a estrada de Namiepe está no nosso manifesto, mas também estamos a jogar com o nosso caixa. Sabemos que o município de Nampula só com salários consome quase 25 milhões de meticais por mês, o que tem reduzido sobremaneira algumas das intervenções que estamos a realizar. Queremos que as receitas possam melhorar”, explicou o presidente do Conselho Municipal da Cidade de Nampula, Luís Giquira. (Virgínia Emília)