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Ribáuè já tem combustível e população agradece intervenção do governador de Nampula

Nampula (IKWELI) – As bombas de combustível na vila de Ribáuè, na província de Nampula, já estão a abastecer diesel e gasolina desde a manhã deste sábado e a população atribui o mérito ao governador Eduardo Mariamo Abdula que intercedeu para que a situação fosse minimizada.

Na sexta-feira (9), Abdula esteve em missão de trabalho de um dia ao distrito de Ribáuè, momentos em que foi interpelado por um grupo de mototaxistas, os quais pediam a sua ajuda para resolver o problema da escassez de combustível naquela circunscrição.

“Tio Salimo, nós estamos preocupados. Gasolina, aqui não temos,” disse, na sexta-feira, Manuel Muhariua, em representação dos taxistas que interpelaram o governador.

Na ocasião, Abdula prometeu trabalhar para que uma solução chega-se a Ribáuè com maior brevidade possível.

Neste sábado, as bombas de combustível em Ribáuè estavam já a abastecer, para a alegria da população.

“Já estamos nice aqui no nosso distrito. A vida melhorou, nós estávamos mal,” gritavam, de alegria, os mototaxistas que não poupam palavras de agradecimento ao governador de Nampula. (Redação)

“Queremos que Tete passe progressivamente de um território de recursos para um território de valor,” PR na abertura da conferência internacional de investimentos de Tete   

Tete (IKWELI) – O Presidente da República, Daniel Chapo, disse, na quinta-feira (08), na abertura oficial da Conferência Internacional de Investimentos de Tete que a terra do Songo deve ser vista mais do que uma terra de recursos, uma terra de geração de valor. 

Na ocasião, o PR destacou que Tete, antes conhecida como a terra dos seis “C’s”, traduzidos pelo Calor, Capenta, Cahora-Bassa, Carvão, Cabrito e Chicoa, é lhe adicionada o sétimo, Criatividade. 

A localização geográfica de Tete, aliada as suas potencialidades, também rendeu homenagem do PR. “Tete liga Moçambique ao Zimbabwe, à Zâmbia e ao Malawi e aproxima os países do interior da África Austral dos corredores e dos portos moçambicanos, principalmente o Porto da Beira e de Nacala. A localização geográfica de Tete torna-a um ativo econômico. Tete é energia, Tete é logística, Tete é comércio, Tete é corredor de desenvolvimento, Tete é produção, é integração regional, é acesso a mercados, é promessa e é esta combinação entre recursos, energia, terra, água, pessoas e localização que devemos transformar numa verdadeira plataforma de investimento.”

O Estadista Moçambicano ainda chamou a acção as diferentes frentes sociais para o avanço da economia da actual terra dos 7 C’s. “Precisamos de encontrar recursos para financiar a economia produtiva. Os bancos comerciais, as instituições financeiras devem disponibilizar o crédito para quem produz, porque queremos aumentar a produção e, consequentemente, aumentar a autossustentabilidade da nossa economia e aumentar as exportações. E só com o aumento da produção e o aumento das exportações é que podemos captar mais divisas. O nosso objetivo é inverter a balança de pagamentos para começarmos a ter mais exportações e menos importações.”

Daniel Chapo reiterou também a necessidade de a economia de Tete gerar valor local e nacional. “Não queremos apenas carvão que sai, queremos uma indústria que fica, que gera emprego, gera renda, gera salários, gera imposto a nível local. Não queremos apenas energia que atravessa fronteiras, mas energia que mova fábricas localmente, irrigue campos localmente, conserva alimentos localmente e cria novas empresas em Moçambique. Não queremos apenas produtos agrícolas, mas agroindústria que gera valor aos nossos produtos agrícolas. Não queremos apenas minerais, mas cadeias de valor que esses minerais criam e, sobretudo, oportunidade de negócio empresariado local moçambicano,” declarou. (Felismina Maposse)

Residentes de Mope “ganham” uma unidade sanitária moderna

Nampula (IKWELI) – O governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, inaugurou, nesta sexta-feira (9), o centro de saúde de Mope, no distrito de Ribáuè, com apelos virados à conservação da infraestrutura avaliada em 380 mil de dólares norte americanos.

As obras foram executadas com fundos do Banco Mundial, no âmbito do projecto MozNorte, implementado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável (FNDS).

“Não podemos olhar esta obra apenas como um conjunto de paredes, temos que olhar pelo que ela representa, proteção e segurança para cerca de 21 mil pessoas em 14 comunidades,” avançou o governador.

Antes da construção daquela unidade sanitária, os residentes de Mope percorriam cerca de 17 quilómetros para ter acesso a cuidados de saúde, uma distância que representava um desafio para o atendimento atempado, sobretudo em situações de emergência e para mulheres grávidas.

“As nossa mães, crianças e pais poderão ser atendidos nesta unidade sanitária em menos 5 quilômetros de distância, por isso, que queremos agradecer aos nossos parceiros e ao empreito.”

O Centro de Saúde de Mope dispõe de uma maternidade, um bloco para serviços externos, duas casas para profissionais de saúde, um centro de tratamento de lixo hospitalar, um sistema de abastecimento de água, que também irá abastecer a comunidade. Estas componentes foram concebidas para contribuir para a melhoria das condições de atendimento, da prestação de cuidados de saúde materno-infantil e das condições de trabalho e permanência dos profissionais de saúde.

A construção da infra-estrutura enquadra-se nos esforços do Governo de Moçambique para expandir o acesso aos serviços sociais básicos e reforçar a resiliência das comunidades rurais, através de investimentos em infra-estruturas comunitárias essenciais.

“Estamos aqui para responder a um pedido da população feito ao Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, em 2024, durante a campanha eleitoral e eu vinha como cabeça-de-lista para governador da província de Nampula, daí que o presidente Chapo garantiu que vai envidar esforços através de parceiros face ao pedido,” recordou Abdula.

Na ocasião, a população da comunidade de Mope, no distrito de Ribáuè, mostrou-se satisfeita pela iniciativa do governo e parceiros de cooperação, acreditando que o sofrimento das mulheres grávidas, principalmente, será minimizado. (Nelsa Momade)

Governador de Nampula exige qualidade e celeridade nas obras de construção das pontes da estrada Ribáuè-Lalaua

Ribáuè (IKWELI) – O governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, dedicou a manha desta sexta-feira (9) a monitoria das obras de construção de pontes localizadas na estrada que liga as sedes distritais de Ribáuè e Lalaua, onde exigiu celeridade e qualidade das mesmas.

“Esta é uma das sete pontes  que nós vamos visitar ao longo desta e próxima semana ,estão em curso e esta é a primeira que está em curso, mas é preciso saber que elas estão garantidas, porque material cá está e o empreiteiro já concentrou  todo o seu equipamento para trabalhar,” disse o governador quando visitava as obras da ponte sobre o rio Mepuipui, prosseguindo que  “os tempos [prazos] da obra estão patentes e o que nós estamos a fazer é garantir que a obra corra com qualidade pelo menos até dezembro e janeiro, antes das chuvas intensas  assolarem.”

Abdula tem em memória o quão é difícil chegar a Lalaua na época chuvosa, por conta da dificuldade em se atravessar os rios Mepuipui e Lalaua.

“Todos vocês devem se lembrar o que vivemos no ano passado, foi um pesadelo que eu queria acordar  o mas rápido possível.”

“Este ano, o Presidente da República criou  condições junto  do ministério de Transporte e Logística , também da ANE [Administração Nacional de Estradas], todos os dias tem feito pressão a essas entidades no sentido de haver desbloqueio, quer financeiro, quer material,” referiu o governador, que garante não arredar o pé para garantia o cumprimento de prazos, assim como da qualidade.

Segundo explicou na ocasião, a “ponte tem cerca de 90 metros e quero acreditar que o empreiteiro vai fazer e vamos ter votos de confiança. O dinheiro vai chegando com toda a pressão que estamos a fazer e ANE todo o esforço para que haja desbloqueio para que haja dinheiro para esta ponte e outras.”

Satisfação da população

Os utentes daquela via não escondem a sua satisfação com o início das obras, pois consideram que viviam numa situação de desespero. 

Cornelio António, residente em Ribáuè, comentou que “a iniciativa do governo da província de Nampula é boa, porque será construía uma ponte metálica que vai ligar o distrito de Ribaue e Lalaua .

Lúcia Estevão, também de Ribáuè, partilha da mesma satisfação, afirmando que “estou feliz por enquanto, só irei ficar satisfeita quando terminarem as obras de construção da ponte. Neste momento estamos com esperança porque antes os nossos dias eram difíceis , para atravessar o rio era preciso subir canoa e cobravam o valor entre  10,00Mt (dez meticais) e 50,00Mt (cinquenta meticais) por pessoa. Antes eu vi crianças a morerem arrastadas pelas águas das chuvas, com a ponte concluída vai permitir a livre circulação para diferentes destinos como hospital, escola e outros pontos.”

E Belito Pascoal concluiu afirmando que “se aponte for concluída ou a metade antes das chuvas será satisfatório, vamos passar a circular das nossas bicicletas  durante o processo de venda de carvão vegetal em busca de melhores condições de vida.” (Nelsa Momade, em Ribáuè)

Mecubúri: Gasolina chega a custar quinhentos meticais o litro

Nampula (IKWELI) – O custo do litro da gasolina nos postos administrativos de Muiti e Milhana, no distrito de Mecubúri, chega aos 500,00Mt (quinhentos meticais), por conta da escassez de combustíveis naquela circunscrição.

Para além da população, os principais lesados são automobilistas e motoqueiros, os quais se mostram preocupados com a situação.

Segundo nossos entrevistados, muitas vezes a única bomba disponível regista escassez daquele produto, não conseguindo responder à elevada procura, mas a situação, de acordo com os mesmos, tem-se agravado nos últimos meses, sobretudo depois de o governo provincial ter ordenado o desmantelamento da venda informal de combustível nos mercados, por considerar que esta actividade colocava em risco a segurança e a vida da população.

Os automobilistas afirmam que a situação tem comprometido directamente as actividades dos taxistas de motorizada e dos transportadores semicolectivos de passageiros, que dependem do combustível para garantir o sustento das suas famílias.

Os automobilistas explicam ainda que, em determinadas situações, alguns trabalhadores da bomba de abastecimento se aproveitam da escassez, sobretudo nos momentos de crise, para cobrar valores acima do preço aprovado pelo Governo moçambicano.

“Está difícil conseguir combustível aqui no distrito, porque nós só temos apenas uma bomba de abastecimento de combustível. A gerência depende do dono e é normal ficarmos sem abastecer, e ninguém consegue reclamar porque é ele que está a gerir sozinho. Então, esse problema será muito difícil de ultrapassar”, explicou um dos motoqueiros do posto administrativo de Muite, distrito de Mecubúri, Alberto João. (Virgínia Emília)

Governo declara “tolerância zero” ao contrabando da castanha de caju

Maputo (IKWELI) – O governo moçambicano quer endurecer o combate ao contrabando da castanha de caju, defendendo que a prática deixe de ser tratada apenas como infração administrativa e passe a configurar crime, com responsabilização criminal dos envolvidos.

A posição foi reiterada pelo ministro da Agricultura, Ambiente e Pesca, Roberto Mito Albino, na quarta-feira (7), em Maputo, durante a primeira reunião do Comité de Amêndoas, encontro no qual foi alcançado consenso para fixar o preço de referência da campanha 2026/27 em 48,00Mt (quarenta e oito meticais) o quilograma.

A medida surge na sequência do aumento da sobretaxa sobre a exportação da castanha de caju, agora fixada em 22%. Segundo o Executivo, a alteração poderá aumentar a apetência pelo desencaminho do produto e pela evasão de receitas fiscais.

Nos últimos três anos, foram contrabandeadas 35 mil toneladas de castanha de caju, causando um prejuízo directo de 457 milhões de meticais ao Instituto de Amêndoas. A este valor somam-se as divisas provenientes das exportações que, segundo o Governo, não regressaram ao país.

Perante este cenário, o Executivo pretende acelerar a digitalização da comercialização da castanha de caju, de modo a garantir que as transações sejam realizadas através de plataformas digitais e permitir um maior rastreio do produto, desde a origem até à exportação.

O Governo considera, contudo, que a fiscalização e a recuperação das receitas em falta não são suficientes. Defende que os responsáveis pelo desvio de recursos que deveriam entrar nos cofres do Estado devem responder criminalmente.

“Se queremos acabar com o contrabando, temos que deixar de tratar os contrabandistas apenas como infratores administrativos. Temos que criminalizar”, defendeu Roberto Mito Albino.

O ministro afirmou ainda que as autoridades já identificaram empresas envolvidas na exportação de castanha de caju para mercados internacionais sem a devida declaração.

“Nós sabemos quem exportou e não declarou aquela exportação como sendo de castanha. Fizemos o rastreio e temos o nome das empresas que exportaram castanha para a Índia e para o Vietname e que não declararam, e por isso não pagaram as taxas.” Segundo os dados apresentados no encontro, estão em causa 35 milhões de quilogramas de castanha de caju, tendo várias empresas sido identificadas através do rastreio das operações. (Antónia Mazive)

Grupo de poupança apoia mulheres vulneráveis em Nampula

Nampula (IKWELI) – Um grupo de Poupança e Crédito Rotativo (PCR), composto por mulheres, conhecido por Wiwanana, localizado no bairro de Mutauanha, na cidade de Nampula, já apoiou do ano passado a esta parte, pelo menos 20 mulheres em situação de vulnerabilidade, através de iniciativas de geração de renda e empreendedorismo, com o objetivo de promover a sustentabilidade familiar e a independência económica.

As beneficiárias são, na sua maioria, viúvas, mulheres solteiras, vítimas de violência doméstica, física e sexual, bem como mulheres abandonadas pelos parceiros ou familiares, dos bairros de Napipine, Mutauanha, Muahivire e Natikiri, e de algumas localidades dos distritos de Nacala e Pemba.

Em entrevista a nossa reportagem, a presidente daquele grupo, Gilda Paulo, explicou que  Wiwanana foi criado em 2022 e começou por apoiar 14 mulheres através da venda de bolinhos e outras actividades comerciais informais.

Gilda Paulo afirmou que cerca de metade das beneficiárias conseguiu concretizar alguns dos seus objectivos pessoais e económicos, incluindo a compra de terrenos, construção de casas e abertura de pequenos negócios, inclusive já criaram oportunidades de emprego para outras mulheres jovens desempregadas.

“Hoje já temos mulheres que estavam a sofrer, mas conseguiram superar. Graças a esse grupo, conseguiram superar o sofrimento, conseguiram construir, comprar o seu espaço e ajudar outras pessoas na comunidade que também sofrem”, disse.

A presidente do grupo Wiwanana revelou ainda no mesmo período nove mulheres vítimas de violência doméstica, sexual e agressões físicas receberam apoio financeiro para recomeçar as suas actividades comerciais e garantir alguma autonomia económica. “Nós criamos uma poupança e abrimos no final do ano, para poder ajudar a festejar com a sua família e outras para resolverem as suas actividades que não era possível fazer por questões de condições financeiras. Estamos a falar de cerca de 50% de mulheres que sofreram violência e três ainda continuam a sofrer violência nos seus lares, mas estamos a trabalhar com vista a tirar essas mulheres dessa situação”, garantiu.

No futuro, conforme a fonte, aquelas mulheres estão a pensar criar uma associação de avicultura, neste caso para a produção de frangos e a construção de um orfanato destinado a acolher mulheres e crianças em situação de vulnerabilidade.  (Virgínia Emília)

Estudantes de Direito da UniRovuma aprimoram conhecimento na Subprocuradoria-geral da República

Nampula (IKWELI) – Um grupo de estudantes do curso de licenciatura em Direito da Universidade Rovuma (UniRovuma), na cidade de Nampula, realizou uma actividade lectiva prática na Subprocuradoria-Geral da República, na quarta-feira (7), onde inteirou-se sobre os mecanismos de administração da justiça naquela instituição.

Amâncio Lucas Zimba, subprocurador-geral adjunto, foi quem recebeu os estudantes e ministrou uma palestra subordinada ao tema “Articulação de competências entre a Procuradoria da República e a Procuradoria da Província e o seu contributo na administração da Justiça moçambicana”.

De acordo Zimba, a acção faz parte de um conjunto de palestras ligadas ao início de um estágio profissionalizante, com duração de dois meses, destinado a 18 estudantes da Faculdade de Direito da Universidade Rovuma, na Subprocuradoria-Geral da República.

“Como Subprocuradoria-Geral da República, temos uma parceria estabelecida com a Universidade Rovuma, com o objectivo de estimular os universitários finalistas. Também foi estabelecido o papel da estrutura regional como elo intermédio entre a Procuradoria-Geral da República e as Procuradorias Provinciais, sobretudo na apreciação de recursos provenientes das províncias abrangidas pela sua jurisdição”, explicou Zimba.

Durante a conferência de imprensa, o magistrado destacou a importância da aproximação entre a academia e as instituições de Justiça. “Queremos que os estudantes universitários comecem, desde já, a ter uma ideia do que são as instituições, principalmente do sistema de administração da justiça, igualmente para que não tenham dúvidas sobre as obrigações de um magistrado. Às vezes, a pessoa escolhe uma profissão que não consegue levar avante e, depois, surge o arrependimento. Mas nada é fácil e tudo requer sacrifício”, indicou.

Por outro lado, o director da Faculdade de Direito da UniRovuma, Melquisedeque Muhapala, afirmou que a iniciativa prevê complementar os conhecimentos teóricos ministrados em sala de aula.

“O principal objectivo é mesmo introduzir os nossos estudantes nos mecanismos de justiça e dar-lhes a conhecer aquilo que fazem as nossas instituições aqui ao nível da província de Nampula. A ideia é também perceber como a Justiça funciona no terreno. Neste momento, temos o primeiro grupo a realizar o estágio na Subprocuradoria-Geral e estamos satisfeitos. O nosso desafio ainda é juntar as aulas teóricas e práticas para formar futuros juristas”, explicou.

Muhapala afirmou que a participação dos estudantes no debate permitiu-lhes adquirir mais conhecimentos na área da magistratura, entre outras matérias. (Nelsa Momade)

SdE leva mensagem de combate a VBG à Rapale

Nampula (IKWELI) – O Secretário de Estado (SdE) na província de Nampula, Fernando Bemane, reforçou o apelo à denúncia e as acções de prevenção contra a Violência Baseada no Género (VBG) no distrito de Rapale, onde trabalhou nesta quinta-feira (8).

Segundo o dirigente, existem esforços contínuos do governo moçambicano e dos parceiros sociais para mitigar os impactos da vulnerabilidade social e proteger as comunidades locais. “Quando há violência, quando há conflito, quando o homem bate na sua esposa em casa, aí há mais pobreza. Quando não manda a criança para a escola, é pobreza. Quando não leva a criança doente ao hospital, aí há pobreza”, afirmou.

Bemane recordou que a violência doméstica é um mal que compromete o bem-estar das famílias e contribui para o aumento da pobreza.

Entretanto, o Secretário de Estado na província de Nampula disse que o governo continua a trabalhar para construir escolas, centros de saúde e estradas, bem como incrementar os serviços de assistência à população. (Nelsa Momade)

Menor de 16 anos denuncia pai por alegada violação sexual reiterada na Beira

Beira (IKWELI) – Uma adolescente, de 16 anos de idade, denunciou o próprio pai, de 37 anos, por alegada violação sexual reiterada, num caso registado pela secção de Atendimento à Família e Menor Vítima de Violência (SAFMVV) do Comando Distrital da Polícia da República de Moçambique (PRM) na Beira, província de Sofala.

Segundo o registo policial, os alegados actos terão ocorrido desde 2022, na residência onde ambos viviam. A vítima declarou à polícia que era submetida a actos de violência sexual, além de agressões físicas e ameaças, alegadamente com o objectivo de impedir que denunciasse a situação.

De acordo com o relato da menor, em consequência dos alegados abusos, engravidou por três vezes, tendo interrompido todas. A adolescente afirmou ainda que era mantida sob controlo do pai e que este a teria agredido fisicamente em diferentes ocasiões.

Segundo as autoridades, a denúncia foi formalizada em Setembro de 2026, tendo a Polícia registado o caso como crime de violação.

Ouvido sobre as acusações, o pai negou ter cometido qualquer acto de natureza sexual contra a filha. O indiciado afirmou que as acusações resultam de uma alegada manipulação envolvendo a filha e outro jovem, sustentando que possui elementos que, na sua perspectiva, contradizem a versão apresentada pela adolescente.

O homem afirmou que já tinha recorrido às autoridades anteriormente devido a situações relacionadas com a filha e mencionou a existência de outros processos.

No entanto, a PRM registou a denúncia e a versão apresentada pelo indiciado e o caso segue os procedimentos legais aplicáveis para a investigação e eventual responsabilização criminal, competindo às autoridades judiciais apreciar as provas e determinar a responsabilidade do acusado. (Aunícia Avelino)