“Não podemos ter deslocados de maneira permanente, muitos anos, não” – defende o Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário

Nampula (IKWELI) – O Primeiro-Ministro (PM) de Moçambique, Carlos Agostinho do Rosário, considera ser demasiado longo o período em que as famílias deslocadas internas, vítimas do terrorismo na província de Cabo Delgado, recebem a assistência humanitária, sobretudo por parte do governo.

Durante a semana passada, Carlos Agostinho do Rosário trabalhou na província de Nampula, onde fez o acompanhamento da situação pós-depressão tropical ANA, e foi na ocasião que fez estes pronunciamentos.

Era expectável que o PM visitasse alguns deslocados, mas “não fomos a tempo de vermos os deslocados”, tanto que “essa filosofia de deslocados, também, temos que atacá-la bem”.

Segundo o governante, “não podemos ter deslocados de maneira permanente, muitos anos, não. O deslocado é um período muito curto, a partir do qual as pessoas têm que produzir comida para comer, tem que produzir”.

“Produzir, depois os que puderem regressar regressam, os que ficam lá para de vez que fiquem, mas de uma maneira mais organizada e produzirem para elas. Essa política de deslocados receber do INGD (Instituto Nacional de Gestão e Redução do Riscos de Desastres), não é boa coisa, não é boa coisa”, reiterou o governante.

Enquanto, na cidade de Nampula, o PM fazia estes pronunciamentos, há famílias, no centro de reassentamento de Corrane, que passavam por momentos difíceis, pois viram as suas residências, sobretudo as improvisadas em tendas, a serem arrastadas pelos ventos fortes que se fizera sentir em consequência do extremo evento climático.

O fenómeno de deslocados interno, na província de Nampula, a mais populosa do país, começou a ganhar ímpeto em 2020, e o PM “ataca” isso como não sendo uma boa prática, que as vítimas continuem a receber assistência humanitária, por alegadamente reunirem condições para garantir o seu autossustento. (Constantino Henriques)

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