Maputo (IKWELI) – O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, endereçou esta terça-feira (21) uma mensagem de felicitações ao seu homólogo do Uganda, Yoweri Kaguta Museveni, pela renovação do mandato, na sequência das eleições gerais presidenciais e legislativas realizadas a 15 de Janeiro corrente.
Na mensagem, o Chefe do Estado moçambicano manifestou, em nome do Povo e do Governo de Moçambique, as suas “calorosas felicitações” pela expressiva reeleição de Museveni, considerando o resultado eleitoral como uma clara demonstração da confiança do povo ugandês na sua liderança.
Daniel Chapo sublinhou que a renovação do mandato reflecte o compromisso do Presidente do Uganda com a estabilidade, a paz, o progresso e o desenvolvimento socioeconómico sustentável do país. Destacou igualmente a longa trajectória de Museveni ao serviço da nação ugandesa, classificando-a como um exemplo inspirador de dedicação à unidade nacional, à consolidação da paz e ao crescimento económico inclusivo.
O Presidente da República destacou ainda os laços históricos que unem Moçambique e o Uganda, recordando que as relações bilaterais entre os dois países assentam nos princípios da amizade, solidariedade e cooperação, com raízes na luta comum pela libertação e nos ideais do pan-africanismo.
Daniel Chapo reafirmou o compromisso do Governo e do Povo moçambicanos em continuar a trabalhar de forma estreita com o Uganda, com vista ao reforço das excelentes relações bilaterais entre os dois países.
Outrossim, o reconhecimento do chefe do estado ao Yoweri Museveni, acontece numa altura em que o líder da oposição local Bobi Winie contesta os resultados eleitorais, enquanto acusa o governo declarado vencedor de responsável pela violação de direitos humanos incluindo sua própria tentativa de morte.
A comissão de observação das eleições da África oriental também classificou que as eleições foram caracterizadas por perseguição e mortes de civis pelas forças governamentais.
Yoweri Museveni que antes ordenou o bloqueio de internet em todo o país antes das eleições, está no poder há cerca de quatro décadas. (Redação)





