Nampula (IKWELI) – A Polícia da República de Moçambique (PRM), na província de Nampula, deteve e apresentou publicamente, na tarde desta segunda-feira (12), três mulheres, esposas de supostos marginais envolvidos em crimes à mão armada.
Na mesma operação, a corporação recuperou três armas de fogo do tipo pistola, um carregador de arma do tipo AK-47 e as respectivas munições, alegadamente utilizadas nas acções criminosas do grupo.
Segundo a PRM, as detidas são indiciadas do crime de encobrimento, por supostamente tentarem “tapar o sol com a peneira”, ocultando informações e meios usados pelos seus cônjuges na prática de crimes com recurso a armas de fogo, facto que terá contribuído para a continuidade das actividades ilícitas.
De acordo com Dércio Amândio Samuel, chefe das Relações Públicas no Comando Provincial da PRM em Nampula, a quadrilha era composta por nove indivíduos. Durante uma das operações policiais, um dos membros perdeu a vida na sequência de um confronto armado com as forças da ordem.
Samuel disse, ainda, que, para além de aterrorizarem a província de Nampula, os integrantes do grupo também actuavam na vizinha província de Cabo Delgado, o que evidencia a dimensão e a perigosidade da rede criminosa desmantelada pelas autoridades.
“Parte dos integrantes encontrava-se no bairro de Namicopo, onde preparava novas estratégias para assaltos à mão armada. No cumprimento do mandado de busca e captura, os suspeitos aperceberam-se da presença policial e confrontaram-se com as forças da ordem, efectuando disparos para impedir a aproximação”, explicou Dércio Samuel.
Ainda segundo a PRM, duas das mulheres detidas são primas e esposas do líder da quadrilha, que vivia em regime de poligamia. A polícia manifesta preocupação com a existência de outras armas que se encontram em parte incerta, sobretudo na província de Cabo Delgado, bem como com a fuga de alguns membros do grupo, entre os quais o marido de uma das mulheres actualmente sob custódia policial. “Todos os envolvidos deverão ser responsabilizados para que a sociedade possa viver livre deste tipo de criminalidade”, sublinhou Dércio Samuel.
Por sua vez, as mulheres detidas afirmam desconhecer as actividades criminosas do líder da quadrilha. Uma delas declarou que o mesmo se apresentava como comerciante de peixe seco no distrito de Nacala. “Ele nunca aparentou ser ladrão, sempre dizia que vendia peixe seco. A arma encontrei em casa e entreguei ao meu cunhado para guardar, porque tinha medo. Ele passava muito tempo fora e eu não sabia onde estava. Por isso, o meu cunhado também acabou detido”, relatou. (Malito João)





