Nova Democracia considera ser um roubo o aumento do preço de combustíveis em Moçambique

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Maputo (IKWELI) – O partido Nova Democracia (ND) descreve o actual cenário de aumento de preço dos combustíveis em Moçambique, como sendo um roubo oficial perpetrado pelas autoridades governamentais nacionais.

Em Moçambique os preços de combustíveis registaram um aumento desde semana passada, trazendo consigo várias consequências. Na província de Nampula, por exemplo, houve a paralisação do serviço de transporte público por dois dias consecutivos, porque os seus operadores exigem o aumento de tarifa de passagem nas rotas urbanas, passando dos actuais 10,00Mt para 20,00Mt, alegando o aumento dos preços de combustíveis.

Para a Nova Democracia, o agravamento de preços de combustíveis é ilegítimo. Aliás segundo o posicionamento do partido, através de um comunicado enviado à nossa redacção, a subida de preços de combustíveis é uma estratégia dos governantes moçambicanos que detém empresas do ramo de combustíveis.

“As incongruências destes aumentos são denunciáveis se se olhar que a referida guerra [entre a Rússia e a Ucrânia] apenas dura duas semanas”, refere o mesmo comunicado.

Para aquela formação política, as autoridades governamentais moçambicanas deviam pautar pela redução de preço em benefício dos cidadãos, visto que “no mercado internacional o barril do crude caiu consideravelmente, após duas semanas de pico chegando a vender-se abaixo de 100 dólares baril, o que em todo mundo se celebra pelo aparente alívio no preço de retalho”.

“Uma eventual subida de preço de combustíveis deveria recair nunca sobre produto em estoque, mas sobre o produto a estocar cujos custos de aprovisionamento se elevaram e justificariam tal aumento.  Nada! Este aumento só cabe na cabeça dos lobos que nos governam”, lê-se no comunicado

Num outro ponto de análise, a ND recordou que “Moçambique é e foi transformada na contramão de tudo o que acontece no mundo. Aqui o aumento de preços não tem nada a ver com a indexação de custos de produção ou provisão de bens, mas da quantidade de lucro a obter, para manter o ranking e performance das ditas empresas”.

Para além dos combustíveis, ND generaliza ao cenário de outros produtos.  “Sim este é um roubo oficial a que o desgoverno de Moçambique quer para os seus cidadãos. Acontece este fenómeno, para o arroz, o açúcar, a farinha de milho madeira, placas de construção, ferro, cimento e etc. Que estejam estocados nos armazéns de todo país, sempre que os lacaios do capitalismo subalterno entendam ganhar mais, roubando do bolso do cidadão. Produtos adquiridos e com margem de lucro bastante e, do nada, inflacionam nos armazéns. Acontece em todas as ferragens, mercearias, quinquilheiros e ninguém pia! O povo é sacrificado sempre que pretendem roubar ou acumular de forma selvagem”.

Por outro lado, o ND considera que a Autoridade Tributária (AT), também, não está a desempenhar com rigor o seu papel. “A Autoridade Tributária não vê este crime e sua preocupação é eliminar a pobreza e os pobres de Milange e Molumbo, matando os pobres através do seu braço terrorista, acampado na polícia do povo, a PRM”, ironiza a fonte que temos vido a citar.

“A Autoridade Tributária não controla este negócio onde poderia multar e repor o preço ao cidadão. O assalto a que o povo está sujeito, esta dita autoridade não vê, pois come ali e seus chefes têm alianças com os candongueiros e que não podem ser tocados e em função da quantidade de dinheiros que pretendam numa determinada semana, inflacionam os preços de produtos estocados nos armazéns. É um roubo total. Isto tem violência não é apenas uma burla. mas isto é mesmo roubo e violenta de forma sangrenta o povo. Morre tanta gente porque não pode prover meios de subsistência e isso é violento. É roubo”, refere.

“Sim isto é um autêntico linchamento humano, perpetrado por um estado falhado, que decidiu juntar criminosos da mais alta perigosidade a frente do negócio público, desumanos, assassinos e mercenário de agendas inconfessas, que determinaram matar o povo sim, porque daqui, todos os factores de preços vão registar aumentos desde a alimentação, o transporte de pessoas e mercadorias e toda a cadeia comercial ficará mais cara e afectada”, continuou.

No mesmo comunicado que leva a assinatura do respectivo líder do partido, Salomão Muchanga, a Nova Democracia reitera que “este aumento é criminoso, visa objectivos que não têm nada a ver com Moçambique e os moçambicanos, mas com a gangue que assaltou o poder e quer perpetuar o assalto, enquanto se morre de mãos em chapa, de tanto aplaudir sem energia no corpo”.

Diante deste cenário, “A Nova Democracia faz o grito do despertar para que se saia desta cadeia em que aprisionam a Nação e o povo. Basta desta sujeira, agora que chove e muitas famílias ficaram afectadas, eles, a gangue, fingem que não viu e não vê, e deleita-se no café cheiroso da manhã, enquanto o cidadão está no mercado, na banquinha e há aqueles que saem no orvalho e pingo de chuva, para colher folhas verdes e raízes selvagens para a próxima refeição, sem condições de se defenderem destas intempéries, da desgraça acometida, e sem poder viver condignamente”. (Redação)

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