Nampula (IKWELI) – O sector de saúde da província de Nampula, extremo norte de Moçambique, continua sem datas para a reabertura da segunda maior unidade sanitária do distrito de Mogovolas, localizada no posto administrativo de Nanhupo-rio, encerrada devido as manifestações violentas ocorridas no país, bem como a desinformação sobre a cólera.
Em conferência de imprensa, havida recentemente, o chefe de Saúde Publica no Serviço Provincial de Saúde, Geraldino Avalinho, revelou haver renitência por parte de alguns populares que não querem ver o centro reaberto.
“No dia em que o centro seria reaberto, as pessoas que não querem que o centro seja aberto reapareceram e infelizmente acabaram inviabilizando a reabertura da unidade e isto fez com que nós entrássemos em confronto com a comunidade”.
A não reabertura do centro não só prejudica a comunidade do centro, mas também preocupa o sector da Saúde, pois, segundo explica, a falta de serviços básicos como a administração da vacina em crianças pode contribuir para o aparecimento de um surto.
“Nós como sector ficamos preocupados porque podemos ter ocorrências de surtos ou outros problemas de saúde pública naquela área, tendo em conta que não estamos a fazer quase nada. É importante compreender que devíamos estar a oferecer vacinas às crianças para garantir que fiquem imunes, mas infelizmente não estamos a oferecer. É uma preocupação para nós, mas sobretudo para a própria comunidade que tem que percorrer distâncias para ter alguma assistência”.
No entanto, a fonte garante que decorrem negociações junto das comunidades, no sentido de compreender o verdadeiro motivo por detrás da resistência para a não reabertura do centro.
“Neste momento não podemos trazer respostas sobre quando é que vamos reabrir, porque isto depende destes encontros desta auscultação que estão a ser feitass a nível do distrito para a reabertura do mesmo”.
Por conta do encerramento da unidade sanitária, a população de Nanhupo-rio é obrigada a percorrer 30 quilómetros até a vila sede de Nametil, Muatua ou Nametória, no distrito de Angoche para ter acesso aos serviços de saúde.
Importa referir que das oito unidades sanitárias existentes no distrito, a de Nanhupo-rio é a segunda com maior oferta de serviços que atendia cerca de 60 mil habitantes existentes naquele local. (Ângela da Fonseca)





