
Nampula (IKWELI) – Os residentes da unidade comunal 7 de Setembro, no bairro de Mutauanha, nos arredores da cidade Nampula, clama por segurança policial por alegadamente estarem a sofrer constantes assaltos na calada da noite.
“Nesta nossa zona sofremos muito por conta dos assaltos que sempre acontecem, e pedimos que a polícia possa estar a circular de noite por aqui. Não conseguimos dormir à vontade porque alguns jovens nos aterrorizam,” disse o morador Álvaro Inácio.
“Antes de ontem (16.06) os ladrões apareceram na casa do meu vizinho, arrombaram a janela, levaram computadores, telefones, e algum dinheiro, mas infelizmente não feriram o dono porque não mostrou resistência. É uma situação que precisamos de intervenção urgente,” revelou Vasco Alde.
Na mesma senda, um dos moradores disse que “na semana passada agrediram um jovem que fazia moto táxi e levaram a moto dele. Já tinham parado só que estes últimos dias os ladrões continuam a fazer atrocidades, estamos mal.”
Francisco Samane, Secretário daquela unidade comunal lamentou a situação que tem se registado e apontou o comportamento desviante de alguns jovens, “A situação é preocupante, mas já fui pedir ajuda ao posto policial e prometeram intervir de modo que possamos viver tranquilos, e tenho fé que vai se resolver, porque alguns jovens são identificáveis.”
Aquela autoridade apela os jovens a não se deixarem levar pelo consumo de makha porque no seu entender “estraga o futuro desses e é necessário abster-se, porque para além de prejudicar a própria saúde, a sociedade também sai em desvantagem, uma vez que sob efeitos de drogas pratica-se várias atrocidades.”
A fonte apelou, igualmente, aos pais e encarregados de educação para que sejam vigilantes com os seus filhos, apesar de reconhecer que não é tarefa fácil.
“Devemos controlar os nossos filhos com quem andam, brincam e saber se a companhia é boa ou não. As vezes é difícil porque às nossas crianças quando estão connosco mostram um comportamento diferente, e quando estão fora de nós têm outro, mas não deixemos de dar o nosso máximo,” frisou. (Francisco Mário)