Nampula (IKWELI) – Um grupo da delegação política provincial do partido RENAMO em Nampula manifestou preocupação com as condições em que vivem os reclusos no Estabelecimento Penitenciário Provincial de Nampula, após uma visita de caráter humanitário realizada na quinta-feira (30.08).
O partido afirma ter encontrado um cenário marcado por sobrelotação, carência de medicamentos e dificuldades no atendimento das necessidades básicas dos detidos.
A visita foi liderada pela delegada política provincial da RENAMO, Abiba Aba, quem explicou que a iniciativa teve como objetivo avaliar as condições de vida dos reclusos e prestar apoio humanitário aos mais necessitados.
Durante a deslocação, a comitiva constatou que algumas celas acolhem cerca de 120 reclusos, número que, segundo a delegação, compromete as condições de habitabilidade e o bem-estar dos detidos.
Além da superlotação, foram identificadas limitações no acesso a medicamentos destinados a reclusos com doenças crónicas, insuficiência de esteiras para dormir e dificuldades no fornecimento de alimentação.
Como resposta imediata, a RENAMO entregou diversos bens de apoio, entre os quais farinha, arroz, óleo alimentar, sabão, sabonetes, escovas de dentes e esteiras, visando aliviar parte das dificuldades enfrentadas pela população prisional.
No decurso da visita, Abiba Aba encontrou-se igualmente com o activista Jota Pachoneia, tendo afirmado que o mesmo se encontra em boas condições de saúde. A dirigente referiu que, embora o activista não seja membro da RENAMO, considera-o um cidadão que tem defendido causas de interesse público.
A delegada aproveitou a ocasião para apelar às instituições da administração da justiça a imprimirem maior celeridade aos processos dos cidadãos que permanecem em prisão preventiva por longos períodos.
Como exemplo, mencionou o caso de um adolescente de 16 anos que, apesar de já ter cumprido a pena de oito meses a que foi condenado, continua detido e, segundo informações recebidas pela delegação, deverá ser libertado apenas dentro de aproximadamente 20 dias, situação que classificou como preocupante. (Malito João)

