
Nampula (IKWELI) – A nutricionista do Hospital Rural de Angoche, Lelina Amisse, manifesta preocupação com o aumento do consumo de alimentos industrializados por crianças nos primeiros anos de vida, alertando que esta prática pode trazer consequências graves para o crescimento e desenvolvimento infantil.
A especialista explicou que a introdução inadequada de produtos industrializados na alimentação das crianças pode comprometer o desenvolvimento psicomotor e contribuir para casos de desnutrição crónica, um problema que continua a afectar várias comunidades do distrito de Angoche.
Perante este cenário, Lelina Amisse apelou as mães, encarregados de educação e mulheres grávidas para adoptarem hábitos alimentares saudáveis e procurarem acompanhamento regular nas unidades sanitárias durante a gestação e nos primeiros anos de vida da criança.
“É fundamental que os pais e encarregados de educação saibam selecionar os alimentos. A diversificação alimentar deve ser feita com produtos naturais e adequados à faixa etária da criança, para garantir saúde e bom desenvolvimento”, afirmou Lelina Amisse.
Aquela profissional de saúde destacou que a prevenção e combate à desnutrição não dependem apenas das famílias, mas exigem o envolvimento de vários actores sociais.
Segundo explicou, as autoridades governamentais, líderes comunitários, líderes religiosos e agentes polivalentes elementares de saúde têm um papel importante na sensibilização das comunidades sobre práticas alimentares adequadas.
“É importante que toda a comunidade siga as recomendações dos profissionais de saúde e procure as unidades sanitárias para o controlo nutricional das crianças menores de 3 anos”, reforçou a nutricionista.
Lelina Amisse, considera que o fortalecimento da educação nutricional nas comunidades poderá contribuir significativamente para a redução dos índices de desnutrição infantil e para a formação de uma geração mais saudável e preparada para o futuro. (Malito João)
