Malfeitores atormentam alunos da Escola Secundaria de Cossore

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Alunos a caminho do aeroporto internacional de Nampula

Nampula (IKWELI) – Os alunos do curso diurno da Escola Secundária de Cossore, nos arredores da cidade de Nampula, queixam-se de frequentes assaltos, roubos, violência sexual e física, no recinto escolar, actos protagonizados por indivíduos desconhecidos.

Segundo apurou o Ikweli, estes malfeitores actuam, supostamente, em conluio com alunos do curso nocturno que ingressaram no mundo do crime, sendo que as operações iniciam logo depois das 15h. Os malfeitores recorrem a objectos contundentes para ameaçaram as vítimas e roubar telefone celulares, calçado, dinheiro e outros bens alheios.

Por exemplo na sexta-feira (21) do corrente mês, foram registados três (3) casos de assaltos e roubo, tendo um dos assaltantes, por sinal aluno do curso noturno da mesma escola, sido capturado por membros do Policiamento Comunitário de Namavi.

Dércio Celestino, de 17 anos de idade e aluno da 11ª classe, mostra-se preocupado e diz que não há paz no meio, sobretudo porque alguns dos seus colegas servem de reconhecedores de quem porta com bens valiosos.

“Outra parte, também, que contribui para o aumento da onda criminalidade é a falta de uma esquadra para a gente fazer denúncias, visto que a escola também não tem muro”, disse.

“Nós temos uma colega que, também, está inserida nesse grupo de marginais. Ela vê o movimento da escola e dá sinal aos amigos, há dias roubou o celular da sua parceira de carteira. Isso aconteceu depois da outra ter recebido uma mensagem de confirmação de entrada de um valor de 5.000,00Mt (mil meticais). Foi possível  recuperar o celular quando um grupo de colegas, junto com a direcção da escola, deslocou-se para a casa dela. Assim ela já foi perdoada porque prometeu não voltar a roubar de novo na escola”, disse ao Ikweli o aluno Assanito Chamara, da 11ª classe.

Aluno da 8ª classe, Belito Danguem já foi vítima dos malfeitores, por duas vezes, no recinto da escola, tendo perdido 2.500,00Mt (dois mil e quinhentos meticais) e um telefone celular. “Estamos mal nessa escola, com esse assunto de roubos, assaltos e outros casos, assim essa é a segunda vez”.

Um dos indiciados, agora com à contas com o Conselho de Segurança Comunitário de Namavi, é aluno do curso nocturno, com 27 anos de idade, e confessa que tem investido em práticas criminosas.

“Os outros meus amigos já fugiram, só eu fui neutralizado sozinho, perseguiram-me porque eu é que estava com uma pasta de cor preta, tinha 15,00Mt (quinze meticais), isqueiro e um chapéu de muçulmanos. O isqueiro uso para fumar cigarro, agora esse assunto de dinheiro o jovem está a mentir, também o celular não tinha pasta”, disse.

A direcção da escola não aceita falar sobre o assunto. Aliás, no distrito de Nampula as escolas públicas não aceitam prestar informações  à imprensa sem autorização do director dos Serviços Distritais de Educação, Juventude e Tecnologia.

No entanto, os responsáveis do Conselho de Segurança Comunitária de Namavi dizem-se preocupados com a situação.

“Nós tomamos conhecimento graças as denúncias feitas pelas vítimas que são os próprios alunos e a direcção da escola, então saímos com um grupo de colegas só conseguimos neutralizar um e dois fugiram. Na na altura em que fizemos estas  diligências só conseguimos recuperar um celular, e uma pasta de cor preta que tinha um valor de 2.500,00Mt”, disse Orlando João daquele grupo de policiamento comunitário. (Virgínia Emília)

 

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