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Dom Inácio Saure considera pagão quem se baptiza “a bolada”

Nampula (IKWELI) – O Arcebispo de Nampula e Presidente da Conferência Episcopal de Moçambique (CEM), Dom Inácio Saure, afirmou, na manhã desta quinta-feira (25), que as pessoas que recebem o baptismo apenas por influência de outras pessoas ou por “boladas”, sem uma verdadeira convicção de fé, continuam a viver como pagãos.

A posição foi manifestada durante a abertura da sua visita pastoral à Paróquia de São Pedro de Napipine, na cidade de Nampula. A visita, iniciada esta quinta-feira, culminará com as celebrações do Jubileu dos 75 anos de existência daquela comunidade paroquial.

Na sua mensagem aos fiéis, Dom Inácio Saure alertou para a necessidade de uma adesão consciente à fé cristã, defendendo que o baptismo deve resultar de uma decisão pessoal e comprometida com os valores do Evangelho.

O prelado abordou, igualmente, a questão da sustentabilidade da Igreja local, exortando os cristãos a cultivarem o espírito de contribuição para o desenvolvimento das actividades pastorais e para a manutenção das infra-estruturas e serviços da Igreja.

“Vocês têm direito na Igreja de receber os sacramentos, mas também têm o dever de contribuir para o crescimento da Igreja, porque a energia compra-se, então precisamos ter a cultura de colaboração.”

Dom Inácio Saure falou ainda sobre aquilo que classificou como “vagabundagem espiritual”, referindo-se aos fiéis que mudam constantemente de igreja. Segundo o líder religioso, trata-se de uma situação que deve ser revista, pois enfraquece o compromisso dos cristãos com a sua comunidade de fé. (Malito João)

Chapo apela união para o alcance da independência económica

Nampula (IKWELI) – O Presidente da República de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, apelou a união de todos os moçambicanos, no âmbito das celebrações dos 51 (cinquenta e um) anos da independência nacional, para alcançar a independência econômica.

Durante o seu discurso, Chapo afirmou que nenhuma juventude realiza plenamente seus sonhos sem oportunidade de criar, inovar e transformar os recursos naturais em prosperidade.

“Hoje a nossa pátria se ergue em memória, gratidão, em memória e com esperança nascida de um longo processo de sonhos, entrega e determinação para conduzir uma causa. Celebramos 51 anos lembrando grandes heróis moçambicanos, homens e mulheres que movidos apenas pela coragem, pelo amor a terra, ousaram enfrentar a opressão para devolver ao povo moçambicano o direito,” disse o chefe do Estado no seu discurso.

O estadista asseverou ainda que o dia serve para recordar os heróis que tombaram nas matas, os que carregaram o peso nos ombros e conheceram a fome, a separação das famílias e a incerteza do amanhã sem nunca desistir da esperança de ser uma nação livre, independente e soberana.

“Voltamos a dizer hoje com o devido respeito, que o vosso sacrifício não foi em vão. Foi do sangue derramado dos combatentes, firmeza dos camponeses, dos operários, da resistência silenciosa das mães moçambicanas e da determinação da juventude que nasceu a nossa independência nacional,” disse.

Chapo frisou que a independência nacional não foi apenas uma conquista de um território, foi uma celebração “da nossa humanidade, da nossa afirmação, dos nossos direitos, a Victória da dignidade de um povo moçambicano. Queremos celebrar os heróis de hoje que combatem o terrorismo em alguns distritos na Província de Cabo-Delgado, demostrando a sua firmeza na defesa da soberania, na integridade territorial, pois a nossa independência não pode ser alineada nunca.” (Francisco Mário)

Descentralização e Representação de Estado fazem vibrar o 25 de Junho em Nampula

Nampula (IKWELI) – Os órgãos de governação descentralizada e os Conselho dos Serviços de Representação do Estado em Nampula inauguraram uma nova fase de relacionamento e coordenação e ensejo chegou aos 51 anos da independência nacional.

Lado-a-lado, o governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, e o Secretário de Estado na província, Fernando Bemane, estiveram na praça dos heróis moçambicanos na manha de hoje, quinta-feira (25), para onde formam depositar coroa de flores em homenagem a conquista da pátria.

No local, crianças, adolescentes e jovens, mulheres e adultos procuravam a sua oportunidade para tirar uma fotografia ao lado dos governantes.

Os comentários eram de satisfação. “Essa coordenação vai ser boa. O Secretário do Estado deve mesmo é andar ao lado do governador, com tio Salim se aprende muito,” disse Emanuel, jovem estudante da Universidade Rovuma, que foi a praça honrar os heróis nacionais.

Matilde, que também estuda em uma instituição de ensino superior na cidade de Nampula, contou que “parece que as coisas já mudaram. Sempre esperávamos ver o nosso tio Salim aqui na praça. Acho que ele está aqui porque o Presidente [da República] aceitou revisar a Lei sobre a Descentralização.”

E a praça dos heróis estava mesmo cheia, porque as pessoas queriam estar ao lado governador do Secretário de Estado na província. (Redação)

Nível de menores em conflito com a lei continua preocupante em Moçambique

Nampula (IKWELI) – O projecto de promoção da assistência jurídica a menores diz que o nível de menores em conflito com a lei é ainda crítico no país e convida a todos actores da sociedade a buscarem mecanismos de protecção deste grupo vulnerável, principalmente nas grandes cidades.

Márcia Massossote, oficial de protecção da criança no Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD) e gestora do projecto de promoção da assistência jurídica a menores, disse ao Ikweli, que as províncias de Maputo, Nampula e Zambézia são as que mais casos registam.

“É nosso trabalho prover assistência jurídica a esses menores que acabam ficando presos por se envolverem no mundo do crime,” disse Mussossote.

A nossa fonte defende ainda que a sua agremiação tem trabalhado para sensibilizar menores a não se envolverem no mundo do crime. “Nós sempre tratamos estes menores como vítimas inocentes, pois não têm a consciência das consequências que podem advir das suas acções, daí que olhamos como responsabilidade de todos nós proteger as crianças para não entrarem para circuitos diferentes do processo educativo.” Sabe-se, no entanto, que as crianças em conflito com a lei em Moçambique enfrentam conflitos significativos, incluindo a falta de assistência jurídica, programas de reabilitação e reinserção social. (Nelsa Momade)

Fiéis católicos denunciam perda de terrenos da Igreja e temem retrocesso da missão em Nampula

Nampula (IKWELI) – Fiéis da Arquidiocese de Nampula, na região pastoral da cidade, manifestam crescente preocupação com a ocupação e alegada venda ilegal de terrenos pertencentes à Igreja Católica, uma situação que consideram estar a ameaçar o presente e o futuro da missão evangelizadora em várias comunidades da província.

Segundo relatos apresentados durante um encontro com o Arcebispo de Nampula, vários espaços da Igreja encontram-se actualmente nas mãos de terceiros, sem a devida autorização das autoridades eclesiásticas, num problema que se arrasta há anos e que continua a preocupar os cristãos.

Os fiéis afirmam que a perda destes terrenos compromete, não apenas as actividades pastorais, mas também projectos sociais, educativos e comunitários que a Igreja pretende desenvolver em benefício das populações.

Entre os casos apontados está a ocupação de áreas pertencentes ao Seminário Filosófico de Marrere e à Missão de Marrere e outros terrenos e casas da igreja, onde particulares terão tomado posse de parcelas de terra consideradas património eclesial.

A situação tem gerado inquietação em diversas comunidades católicas, cujos membros receiam que o património eclesiástico continue a diminuir, reduzindo as possibilidades de expansão das actividades religiosas e sociais.

O fiel Lazo lamentou o agravamento do problema e atribuiu parte da responsabilidade a algumas lideranças comunitárias e anciãos que, alegadamente, têm facilitado a venda de terrenos pertencentes à Igreja.

“Estou a chorar por causa dos terrenos da Igreja. A situação está pior nos últimos tempos e precisamos de fazer um trabalho forte, porque se continuarmos assim, vamos perder todo o terreno da Igreja”, afirmou.

Por sua vez, Victorina Diamantino, vice-anciã da Comunidade Sede de Napipine, apelou à intervenção urgente das autoridades competentes para travar a ocupação dos espaços e recuperar as áreas já perdidas.

“Existem muitos terrenos aqui na paróquia que estamos a perder”, lamentou, defendendo uma resposta firme para proteger o património da Igreja.

Respondendo às preocupações dos fiéis, o Arcebispo de Nampula e presidente da Conferência Episcopal de Moçambique (CEM), Dom Inácio Saure, reconheceu a gravidade da situação e apelou à reposição da legalidade.

“Aqueles que venderam devem devolver o terreno da Igreja. Estamos a pedir aos anciãos para devolverem o dinheiro aos compradores e recuperarmos os terrenos da Igreja”, afirmou o prelado, garantindo que a Igreja não permanecerá indiferente perante um problema que considera preocupante e prejudicial para a sua missão evangelizadora. (Malito João)

Da UniRovuma: Estudantes de Direito transformam FENA em palco de educação jurídica e procura de oportunidades

Nampula (IKWELI) – Os estudantes finalistas do curso de Direito da Universidade Rovuma (UniRovuma) estão a aproveitar a Feira Económica de Nampula (FENA) para aproximar a justiça aos cidadãos e fortalecer a sua ligação com o mercado de trabalho.

Através do aconselhamento jurídico gratuito e actividades de sensibilização, os futuros juristas procuram contribuir para a resolução pacífica de conflitos e ampliar o acesso à informação legal junto da comunidade.

Instalados no stand da UniRovuma, os estudantes têm interagido com dezenas de visitantes, esclarecendo dúvidas sobre direitos laborais, mecanismos de resolução de conflitos e formas de acesso à justiça. A iniciativa demonstra o compromisso da academia em responder aos desafios sociais e jurídicos da província de Nampula.

Uma das participantes da actividade, Neiry da Carolina Simão, estudante do 5.º ano, considera que a presença da Faculdade de Direito num evento económico é uma oportunidade para aproximar a justiça dos cidadãos e promover uma cultura de diálogo.

“É de extrema importância participar em eventos como este, porque aqui estão reunidas várias áreas ligadas à economia. A nossa missão é garantir que as pessoas saibam quais são os princípios gerais dos seus próprios direitos e fazê-las acreditar que os conflitos decorrentes das relações laborais podem ser resolvidos de forma pacífica, sem que, necessariamente, tenham de chegar aos tribunais.”

Além da componente de assistência jurídica, os estudantes reconhecem a FENA como um espaço privilegiado para estabelecer contactos profissionais e explorar oportunidades de inserção no mercado de trabalho. Para muitos finalistas, a feira representa uma oportunidade de mostrar competências e interagir directamente com instituições públicas e privadas.

Por sua vez, Ivan Marcelo José Raúl, estudante do 4.º ano da FADIR, destacou a importância do evento na aproximação entre os futuros profissionais do Direito e as comunidades que ainda enfrentam dificuldades no acesso à justiça.

“Olhamos para esta Feira Económica com grande relevância, pois oferece a oportunidade de nos encontrarmos com pessoas de diversas zonas da província, onde o acesso à justiça ainda é um grande desafio. A FENA constitui um meio para nós, como técnicos da ciência jurídica podermos abranger estas pessoas, acolher as suas preocupações e consciencializá-las sobre os vários mecanismos existentes para regularizar e dirimir conflitos na sociedade.”

Na ocasião, o estudante incentivou os colegas que não participaram da feira a aproveitarem iniciativas semelhantes no futuro, defendendo que o sucesso profissional exige proactividade e busca constante por oportunidades.

Com esta participação, a UniRovuma reafirma o seu papel na formação de profissionais comprometidos com o desenvolvimento social, jurídico e económico da província de Nampula. (Malito João)

Empresários de Nampula anseiam novos investimentos indianos e transferência de conhecimento

Nampula (IKWELI) – O presidente do Conselho Empresarial Provincial de Nampula (CEP/CTA), Shakeel Ahmad, manifestou, na noite de quarta-feira (24), a expectativa de que o encontro de negócios entre empresários da Índia e de Moçambique resulte em novos investimentos, parcerias duradouras e transferência de conhecimento, contribuindo para o desenvolvimento económico da província e do país.

Falando durante o encontro que reuniu o embaixador da Índia e uma delegação empresarial daquele país, Ahmad afirmou que a iniciativa representa uma oportunidade para aproximar os sectores privados dos dois países e fortalecer os laços económicos existentes.

“Este encontro representa mais do que uma oportunidade de negócios. Representa a aproximação entre empresários, a construção de novas parcerias e o reforço dos laços económicos entre a Índia e Moçambique”, declarou o presidente do CEP/CTA.

Segundo Shakeel Ahmad, o desenvolvimento económico exige a criação de pontes entre investidores, produtores e inovadores, razão pela qual o sector privado deve continuar a promover espaços de diálogo e cooperação que permitam gerar emprego, renda e novas oportunidades de crescimento.

“Ao CEP/CTA cabe continuar a desempenhar o seu papel de facilitador do diálogo entre o sector privado e os potenciais investidores, em benefício do crescimento económico e da criação de oportunidades para a nossa população”, sublinhou. O dirigente aproveitou a ocasião para agradecer ao Governo da Província de Nampula, à Embaixada da Índia, à APIEX e aos demais parceiros que contribuíram para a realização do encontro. (Malito João)

“Makha” preocupa lideranças do centro hípico em Nampula

Nampula (IKWELI) – O consumo de drogas, de forma particular a metanfetamina vulgarmente conhecida por “makha”, por parte de adolescentes e jovens da zona do Centro-hípico, bairro de Carrupeia, nos arredores da cidade de Nampula, preocupa autoridades daquele ponto, que apelam vigilância de todos para combater o fenómeno.

A preocupação foi manifestada em exclusivo ao Ikweli por Lemos André, líder do segundo escalão do bairro em alusão, afirmando que a zona enfrenta grandes problemas de marginalidade, o que deixa a população inquieta. “Essa marginalidade deriva do consumo de drogas, especificamente o consumo de “makha”. Isso envolve muito mais a juventude que depois de consumir perturba a comunidade, muito mais nos sítios de [venda] bebidas alcoólicas, onde após saírem criam mais confusão, chegam nas suas casas, colocam volume dos seus aparelhos no alto, portanto, enfrentamos muita coisa,” disse André.

Aquela autoridade do bairro apela aos jovens a optarem por outra metodologia de convivência e não em drogas. “É muito melhor apostar no empreendedorismo para o bem-estar deles, assim como da comunidade. A população deve se engajar também para combater com este mal e não ser só o líder comunitário ou autoridades competentes a lutarem sozinhos,” apelou o nosso entrevistado.

A fonte insta, igualmente, aos pais ou encarregados de educação a concentrarem os seus filhos, apesar de os filhos não obedecerem seus progenitores, “mas devem lutar, fazerem de tudo por tudo no sentido de ver se seus filhos não possam se desviar,” exortou. (Francisco Mário)

Nacala: Família do Menor assassinado pelo padrasto exige justiça 

Nampula (IKWELI) – Um menor, de apenas 16 anos de idade, foi assassinado pelo padrasto no passado mês de fevereiro de 2025 quando tentava salvar sua mãe de mais uma agressão por parte daquele a quem jurou amar.  

O caso que chocou vizinhos e organizações de defesa dos direitos das crianças, aconteceu no bairro de Maiaia, na cidade de Nacala.

Três meses após o sucedido, familiares recordam com dor daquele trágico dia, “O menor foi passar férias junto da sua mãe e seu padrasto, após ter descoberto que sua mãe era constantemente vítima de agressão doméstica, decidiu repudiar a acção, o padrasto ficou revoltado, colocou fim a vida do menino.”

Os familiares exigem igualmente maior celeridade processual. “O menor foi assassinado em fevereiro de 2025 e até hoje não há esclarecimentos sobre o caso, pese embora que numa primeira fase o arguido teria sido preso e em um curto tempo foi solto, o que indica que a justiça está longe do seu alcance e situações iguais vão se repetindo na sociedade.” (Nelsa Momade)

Governo de Nampula envolve Parlamento Infantil no espaço de luta contra a desnutrição crónica

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Nampula (IKWELI) – A secretária do Parlamento Infantil da cidade de Nampula, Cheinize Narciso, defendeu nesta quarta-feira (24) o envolvimento das crianças nos processos de tomada de decisão relacionados com a sua vida e bem-estar, durante a abertura da II Conferência Internacional de Nutrição e Agronegócios (CINA), que decorre na cidade de Nampula.

Na sua intervenção, a representante das crianças destacou a importância da participação infantil nas discussões sobre nutrição, educação e desenvolvimento social, sublinhando que as decisões que afetam diretamente as crianças devem contar com a sua contribuição.

Cheinize Narciso reforçou esta posição recorrendo ao lema “nada sobre nós sem nós”, defendendo que a voz das crianças deve ser ouvida na definição de políticas públicas voltadas para a infância.

“Ao longo dos últimos meses testemunhei com muita alegria crianças a terem espaço e encontros com o Governo, centenas de crianças a participarem em diálogos de nutrição realizados em diferentes distritos do país e outras iniciativas que tinham como objectivo reflectir sobre nutrição infantil envolvendo crianças nesses encontros”, afirmou.

Em nome das crianças de Nampula, a secretária do Parlamento Infantil apresentou cinco recomendações destinadas a melhorar a situação nutricional da infância na província e no país.

“Em nome das crianças de Nampula gostaria de partilhar cinco algumas recomendações, primeiro garantir a participação significante das crianças nos espaços de tomada de decisão relacionada com a nutrição, alimentação escolar e bem-estar infantil; segundo, garantir que a alimentação escolar utilize produtos locais e nutritivos, apoiando também os pequenos agricultores e produtores das comunidades, terceiro, reforçar a educação nutricional nas escolas e comunidades para que crianças, pais e encarregados de educação possam fazer escolhas saudáveis, quarto, aumentar os investimentos do Governo e parceiros do Governo em programas de nutrição, assegurando que os compromissos assumidos se transformem em ações concretas, quinto, expandir os programas de alimentação escolar para que mais crianças tenham acesso a refeições nutritivas e saudáveis nas escolas”, declarou.

Para a representante infantil, o investimento na nutrição das crianças vai muito além do combate à fome, constituindo igualmente um instrumento para melhorar o desempenho escolar e reduzir os índices de abandono escolar.

Por sua vez, o governador da província de Nampula, Eduardo Abdula, defendeu uma atuação conjunta de todos os sectores da sociedade no combate à desnutrição crónica, destacando a capacidade local de mobilização de recursos.

“Esta Feira que está a acontecer aqui, o dinheiro não vem dos Estados Unidos, está a sair daqui de empresários locais. Planifiquemos o combate à desnutrição de forma conjunta, Governo, sector privado, academia, parceiros de cooperação, líderes religiosos e comunitários e organizações da sociedade civil se sintam na mesma mesa e construam soluções comuns”, afirmou.

Já o secretário de Estado na província de Nampula, Fernando Bemane, destacou o potencial económico da região, afirmando que “a nossa província de Nampula tem condições para desenvolver a economia azul, pois possui uma costa extensa, podendo impulsionar a indústria de processamento, entre outros investimentos”.

Na mesma ocasião, a secretária executiva da SETSAN, Judite Mussacula, enalteceu os esforços do Governo no combate à desnutrição crónica, afirmando que “queremos saudar a liderança do governador de Nampula neste processo porque só juntos faremos diferença. Estamos a fazer chegar às comunidades orientações sobre como preparar uma alimentação saudável”. (Malito João)