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Governo aposta na literatura para fortalecer a identidade nacional

Nampula (IKWELI) – A ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, lançou na sexta-feira (26), em Maputo, o Concurso Nacional de Literatura, uma iniciativa que pretende incentivar a produção literária, promover a leitura e valorizar os autores e investigadores moçambicanos, no âmbito das celebrações dos 51 anos da Independência Nacional.

Durante a cerimónia, Samaria Tovela destacou que a literatura continua a desempenhar um papel essencial na construção da identidade nacional, recordando a sua importância antes e depois da independência.

“Antes de 1975, a literatura foi usada como uma arma de consciencialização política e mobilização rumo à libertação nacional. Após a independência, passámos a usar a literatura, deliberadamente, para criar um sentimento de pertença e unificar o povo sob uma identidade comum, desconstruindo os preconceitos eurocêntricos herdados do período colonial. Exaltámos a nossa história e a nossa herança cultural”, afirmou.

O concurso decorre até 11 de Setembro de 2026 e contempla as categorias de Poesia, Literatura Infanto-Juvenil, Ficção Narrativa (conto, novela e romance) e Ensaio sobre Literatura.

As obras concorrentes deverão reflectir a diversidade linguística, cultural e regional de Moçambique, incentivando a criatividade e a investigação sobre a literatura nacional.

A iniciativa insere-se na implementação do Programa Quinquenal do Governo (2025-2029) e da Estratégia Nacional de Desenvolvimento (2025-2044), tendo sido oficialmente anunciada pelo Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, a 6 de Dezembro de 2025.

O Ministério da Educação e Cultura apela à participação de escritores, professores, estudantes e investigadores de todo o país, estando o regulamento e os formulários de inscrição disponíveis nos serviços distritais de educação e no portal do Ministério. (Malito João)

Governador de Nampula Eduardo desafia sector da educação a transformar planos em resultados

Nampula (IKWELI) – O governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, defendeu, esta segunda-feira (29), que a planificação no sector da educação deve produzir resultados concretos e responder aos desafios enfrentados pelas escolas.
O pronunciamento foi feito durante a abertura da II Reunião Provincial de Planificação do Sector da Educação.
Na ocasião, o governador afirmou que a educação continua a ser o maior investimento para o desenvolvimento da província e apelou aos participantes para que os debates resultem em soluções práticas.
“Não estamos reunidos para produzir mais um documento que ficará arquivado. Estamos aqui para definir prioridades, assumir compromissos e construir um plano que responda às reais necessidades das nossas escolas, dos nossos professores, dos nossos alunos e das nossas comunidades.”
Eduardo Abdula reconheceu os avanços alcançados nos últimos anos, mas alertou que persistem desafios relacionados com infra-estruturas, mobiliário escolar, recursos humanos e o acesso de muitas crianças às escolas. “A educação continua a ser o investimento mais inteligente que uma sociedade pode fazer.”
O governante sublinhou ainda que a melhoria da qualidade do ensino não depende apenas do Governo, mas também dos professores, pais e encarregados de educação, líderes comunitários, parceiros e de toda a sociedade. “Educar uma criança é uma missão de todos nós.”
No encerramento da intervenção, Eduardo Mariamo Abdula manifestou confiança de que a reunião produzirá propostas capazes de fortalecer o sistema educativo da província, reafirmando que o futuro de Nampula depende das decisões tomadas em benefício das crianças e dos jovens. (Malito João)

Niassa satisfeita com VII edição da FENA

Nampula (IKWELI) – A vizinha província do Niassa mostra-se satisfeita com o nível de organização da VII edição da Feira Económica de Nampula (FENA), justificando que a partir do fórum, mais outra vez permitiu mostrar potencialidades daquele ponto do país e criar parcerias para o desenvolvimento.

Niassa levou consigo potencialidades como objectos de arte, café do Niassa, macadâmia, assim como grandes quantidades de feijões, uma vez que a província produz acima de 16 variedades de feijões. “Trouxemos aqui uma parte para venda e outra para a exposição, correu muito bem. A macadâmia, assim como café, está sendo bem concorrido,” avançou Domingos Bernardo em representação da delegação da Província de Niassa.

Bernardo garantiu que existe muita gente interessada e que já está a firmar conexões com os agricultores, principalmente para a batata rena, feijão, em grande quantidade que querem encontrar um mercado fixo na província de Nampula.

“A Feira Económica de Nampula está a ser muito valiosa e gostaria que continuasse nos próximos anos, pois, permite facilidade aos produtores e outros que exercem suas actividades a terem contactos. Nós, como província, sempre vamos continuar a fazer parte neste tipo de feiras em Nampula,” realçou Bernardo. (Francisco Mário)

Liupo desperta interesse de investidores e encanta visitantes na FENA

Nampula (IKWELI) – O distrito de Liupo, em Nampula, voltou a afirmar-se como um território de grandes oportunidades económicas ao participar, na sexta-feira (26), no Seminário das Potencialidades dos distritos, integrado na Feira Económica de Nampula (FENA 2026).

O administrador distrital, César Nacuo, apresentou as principais riquezas e oportunidades de investimento que o distrito oferece. Na sua intervenção, Nacuo iniciou por saudar os régulos de Liupo, reconhecendo o seu papel na preservação da identidade cultural e no desenvolvimento harmonioso do distrito.

Em seguida, destacou os sectores com maior potencial para impulsionar a economia local e atrair novos investidores e a apresentação despertou o interesse dos participantes, que acompanharam com atenção as potencialidades agrícolas, turísticas e comerciais do distrito.

O stand de Liupo foi um dos espaços que mais despertou curiosidade entre os visitantes da feira. Muitos dos que passaram pelo stand manifestaram o desejo de visitar Liupo para conhecer de perto as suas paisagens, explorar as oportunidades de investimento e saborear as iguarias típicas que dão fama ao distrito, transformando a curiosidade em expectativa de uma futura visita.

Sara Hilário disse que “Liupo de ontem não é de hoje, a li onde eles estão muita coisa bonita e importante, cheguei Liupo quando era criança agora assim meu sonho é visitar com meus filhos para turismo, então para mim essa FENA foi muito emocionante “.

Rui Felizardo acredita que a FENA deste ano “superou expectativas de cada um, isso está num outro nível, esse governador não de brincadeiras, espero que no próximo ano seja de duas semanas”.

A presença de Liupo na FENA reforça a estratégia do Governo distrital de promover os seus recursos naturais, culturais e económicos, criando um ambiente favorável à captação de investimentos e ao estabelecimento de novas parcerias para o desenvolvimento local.

Espera-se que a participação neste seminário resulte em novos contactos de negócios e contribua para tornar Liupo um destino cada vez mais procurado por investidores, turistas e empreendedores interessados em aproveitar as inúmeras oportunidades que o distrito oferece. (Malito João)

Piscicultura exibe potencialidades e oportunidade na FENA 2026

Nampula (IKWELI) – A exposição e venda de alvinos registou uma aderência significativa durante a VII edição da Feira Económica de Nampula (FENA 2026) que terminou neste domingo (28), através de filiação de parcerias e com promessas de compra de variedades tipos de peixes.

“Estamos a dar explicações sobre o cultivo de peixe, promovendo actividades de cadeia de valores para os jovens de modo a combaterem o desemprego e aumentar a renda familiar. Estamos a ensinar as pessoas que é possível criar peixe, mesmo sem a ração industrial, pois temos aqui a ração caseira para que quando alguém não tiver o dinheiro para comprar a industrial, ter uma alternativa, como a farinha de peixe, soja, farinha de farelo de milho, celeste com farelo e o amendoim. Então, produzimos essa razão para alimentar o peixe,” explicou Carlos Assane, técnico de Aquacultura de Nampula.

Esta prática já permitiu ganhar parcerias com algumas instituições.

O nosso entrevistado fez saber que a compra de alvinos é um processo complexo, pois o peixe não se coloca numa água simples, utiliza-se um galão de oxigénio, sacos plásticos. (Francisco Mário, Foto: Silvério Nipaco)

Anchilo: População de Muthali aposta na poupança para garantir estabilidade financeira

Nampula (IKWELI) – A população da comunidade de Muthali, no posto administrativo de Anchilo, distrito de Nampula, está apostada em grupos de poupança e crédito rotativo para garantir maior estabilidade financeira, uma iniciativa que é implementada com o acompanhamento do projeto CASCADE.

Os moradores entrevistados pelo Ikweli afirmam que a criação dos grupos de poupança e crédito rotativo permite aos seus membros juntar pequenas quantias de dinheiro regularmente, facilitando o acesso ao crédito para investir em pequenos negócios locais e fazer face a situações de emergência.

Abel Veriado, de 28 anos, contou que, através de uma poupança semanal de 500,00Mt (quinhentos meticais), conseguiu montar um negócio após conhecer o projeto CASCADE.

“Além da poupança, também tenho machambas onde produzo amendoim e milho. Gostaria de aumentar o número de moagens, porque fazem muita falta nesta comunidade e ajudam a aumentar a renda da minha família”, afirmou.

Por sua vez, Ancha José reconhece que a poupança transformou a vida da comunidade “A poupança mudou as nossas vidas. Além de pouparmos, aprendemos várias formas de preparar alimentos nutritivos, porque a nossa principal atividade é a agricultura. Estamos satisfeitos e esperamos que o projecto abranja mais pessoas em Muthali”, disse.

Já Célia António, de 30 anos e mãe de dois filhos em idade escolar, afirma que o projecto trouxe mudanças significativas para as mulheres. “Anteriormente, as mulheres apenas iam à machamba, cuidavam da casa, dos filhos e dos maridos. A nossa vida era limitada e o dinheiro era controlado apenas pelos homens. Com a chegada do projeto, aprendemos a preparar alimentação nutritiva, a poupar dinheiro e a desenvolver pequenos negócios. Hoje notamos um desenvolvimento na comunidade, porque as crianças frequentam a escola com todo o material escolar graças à poupança”, explicou.

Também Amisse Artur, morador de Muthali, afirma que superou vários obstáculos através da prática da poupança. Em 2025, conseguiu acumular cerca de 30 mil meticais em 12 meses, valor que lhe permitiu reforçar a renda familiar.

“A comunidade de Muthali fica a cerca de 43 quilómetros da cidade de Nampula. Por isso, as dificuldades sempre foram maiores, devido ao reduzido acesso às oportunidades. Mesmo assim, nunca desistimos. Com o projeto CASCADE, as nossas vidas começaram a mudar. Graças à poupança, comecei a vender carvão vegetal e consegui comprar uma motorizada. Hoje trabalho como mototaxista e obtenho um rendimento que ajuda a sustentar a minha família”, contou.

Além da componente de poupança, a comunidade de Muthali beneficia de acções do projecto CASCADE nas áreas de agricultura e meios de vida, boas práticas nutricionais, género, advocacia, monitoria e avaliação, contribuindo para a melhoria das condições de vida da população. (Nelsa Momade)

“As nossas empresas encontraram novos parceiros”, Eduardo Mariamo Abdula, governador de Nampula no encerramento da 7ª edição da FENA

Nampula (IKWELI) – Encerrou, oficialmente, na tarde deste sábado (27), a 7ª edição da Feira Económica de Nampula (FENA 2026), e no seu discurso, o governador, Eduardo Mariamo Abdula, anotou que nestes dias foram estabelecidos muitos negócios e parcerias na maior montra comercial da província.

“As nossas empresas encontraram novos parceiros. Os nossos jovens encontraram inspiração. Os nossos distritos e municípios deram a conhecer as suas potencialidades. E as nossas instituições aproximaram-se ainda mais dos cidadãos,” disse Abdula, explicando que “hoje não encerramos apenas mais uma edição da Feira Económica de Nampula. Encerramos meses de trabalho, de planificação, de diálogo, de mobilização de parceiros e de construção colectiva de um projecto que pertence a toda a Província. A FENA não começou no dia em que abrimos estes portões. Começou muito antes, quando o Conselho Executivo Provincial reuniu instituições públicas, empresários, municípios, parceiros de cooperação, universidades, associações empresariais, produtores e investidores para desenhar uma feira capaz de responder aos desafios do desenvolvimento económico de Nampula. Foi um trabalho exigente, feito de muitas reuniões, de muitas ideias e de um objectivo comum: criar uma feira que fosse útil, que aproximasse pessoas, promovesse negócios e mostrasse, dentro e fora da Província, aquilo que Nampula tem para oferecer.”

Com satisfação, o governador anotou que o ciclo da FENA fecha com êxito e que o “objectivo foi alcançado. Mais do que isso: foi superado”, tanto é que “ao longo destes dias, milhares de visitantes passaram por este recinto, conheceram o potencial da nossa Província, estabeleceram novos contactos, abriram portas a futuras parcerias e descobriram oportunidades de investimento.”

“Esta edição da FENA voltou a demonstrar uma verdade simples: quando o sector público cria condições e o sector privado responde com confiança, surgem soluções, nasce investimento e toda a Província beneficia.Os resultados alcançados nesta edição reforçam essa convicção. Recebemos mais de 20 mil visitantes e mais de 386 expositores. A FENA contribuiu para a criação de 1.437 empregos sazonais e movimentou mais de 109milhões de meticais em vendas. O Pavilhão das Instituições Públicas voltou a demonstrar que esta Feira étambém um espaço de aproximação do Estado ao cidadão: foram emitidos 140 passaportes, 186 Bilhetes deIdentidade, celebrados 48 novos contratos pela EDM, emitidas cerca de 300 declarações de residência peloMunicípio, atribuídos mais de 100 NUIT pela Autoridade Tributária, para além do licenciamento de empresas,das publicações no Boletim da República e da emissão de 203 cartas de condução pelo INATRO. Sãoresultados que orgulham a Província e demonstram que a FENA gera oportunidades, cria riqueza e prestaum serviço concreto aos cidadãos,” concluiu o governador. (Redação)

Nampula: 10% do FDEL vai para as indústrias culturais e criativas

Nampula (IKWELI) – O governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, anunciou, nesta sexta-feira, na Feira Económica de Nampula (FENA 2026), que 10% do valor do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), na edição do ano em curso, será destinado ao financiamento de actividades dos actores das indústrias culturais e criativas.

“A decisão de reservar 10% do Fundo de Desenvolvimento Económico Local para o financiamento de projetos do sector de arte e cultura representa um marco estratégico para a diversificação da economia e valorização do potencial cultural das comunidades, contribuindo para a inclusão comunitária, reforço da identidade cultural e estímulo a participação juvenil, criando oportunidades que reduzem vulnerabilidades e ampliam o protagonismo social,” referiu o governador, que aproveitou a ocasião para falar do desempenho do fundo no ano anterior.

“Permitam-me expressar a minha profunda satisfação em ver reunidos, nesta sala, os principais actores da governação local e da coordenação interinstitucional da nossa província; Saúdo o empenho e a postura dos dirigentes locais na integração de todos os segmentos sociais sem distinção da cor partidária, religiosa, social e outras diferenças aquando do financiamento dos beneficiários, na implementação da primeira edição do FDEL (2025), pois ficou evidente que a província não registou motivos de alarme no processo,” disse Abdula, prosseguindo que “este encontro não é apenas um exercício administrativo, mas sim um momento de reafirmação do nosso compromisso colectivo com a transparência, a inclusão e a participação de todos os cidadãos. Em 2025, a província de Nampula alcançou resultados desafiantes, cobrindo um montante de143,17 Milhões de Meticais. Este número não é apenas estatística; representa sonhos, iniciativas e esforços das nossas comunidades para concretizar as suas iniciativas empreendedoras e transformar a realidade local.”

Por outro lado, o governador recordou que “este resultado demonstra a vitalidade da nossa província e a confiança que os cidadãos depositam no Fundo de Desenvolvimento Económico Local. Isto nos coloca diante de uma responsabilidade acrescida: Assegurar que cada projeto aprovado seja implementado com rigor, transparência e tenha impacto real. O nosso desafio é transformar números em resultados palpáveis, através de geração de emprego, inclusão de mulheres e jovens, fortalecimento da coesão social e promoção da resiliência comunitária,” por isso, “para tal, precisamos reforçar três pilares fundamentais: Disciplina financeira: garantir que os recursos sejam aplicados com responsabilidade e que cada metical investido seja monitorado e justificado; Transparência e inclusão: assegurar que os processos sejam claros e participativos, envolvendo as comunidades; e Participação activa: estimular que os cidadãos não sejam apenas beneficiários, mas protagonistas do desenvolvimento.” (Redação)

Nampula: CEP/CTA e BCI reforçam cooperação para promover o acesso ao financiamento empresarial

Nampula (IKWELI) – Nos encontros que decorrem no âmbito da 7ª edição da Feira Económica de Nampula (FENA 2026), o Conselho Empresarial Provincial (CEP/CTA) manteve encontro Business-to-Business (B2B) com o Banco Comercial e de Investimento (BCI), com vista ao reforço da cooperação institucional entre as duas entidades e a identificação de mecanismos que promovam um maior acesso ao financiamento por parte do sector empresarial da província de Nampula.

Na reunião, as partes analisaram a possibilidade de celebração de um Memorando de Entendimento, para a consolidação de uma parceria estratégica orientada para a dinamização do investimento privado e para a criação de melhores condições de financiamento às empresas.

Entre os principais assuntos debatidos destacou-se a perspectiva de disponibilização de linhas de financiamento em condições preferenciais, com taxas bonificadas, destinadas a empresários (PME’s) de todos os sectores de actividade económica, assegurando igualmente a abrangência de todos os distritos da Província de Nampula, de forma a promover uma maior inclusão financeira e territorial.

As duas instituições reiteraram a importância do fortalecimento da cooperação entre o sector privado e o sector financeiro, reconhecendo que o acesso ao financiamento constitui um factor determinante para o crescimento das empresas, a promoção do investimento, a criação de emprego e o desenvolvimento económico sustentável.

O CEP/CTA – Nampula reafirma o seu compromisso de continuar a promover o diálogo institucional e a estabelecer parcerias estratégicas que contribuam para a melhoria do ambiente de negócios, o fortalecimento do sector privado e o desenvolvimento socioeconómico da Província de Nampula e de Moçambique. (Redação)

“Três” denúncia uso indevido dos grupos de dança de Nampula

Nampula (IKWELI) – O representante dos grupos de dança na cidade de Nampula, Domingos Três, denuncia o uso dos grupos de danças por parte das autoridades governamentais da cidade da capital de Norte sem a devida remuneração e pede mudanças de atitudes.

De acordo com “Três”, a situação deixa os bailarinos agastados, uma vez que entendem que são lembrados apenas quando há eventos. “Muitos grupos estão a ter dificuldade por causa de não haver apoio e por conta disso alguns já estão destruídos. Muitos grupos têm muita vontade de continuar a exercerem suas actividades, mas enquanto não são remunerados devidamente complica os nossos trabalhos,” disse Três.

“Não nos pagam devidamente, há eventos que nos chamam e não pagam, responsáveis começam a ter problemas com os seus membros, e isso é complicado porque para ter material os membros é que fazem suas contribuições com objectivo de depois haver remuneração o que não acontece,” reafirmou a fonte.

O nosso entrevistado pede ao governo local que repare nos grupos culturais, apoiando, e se não tem como apoiar, então que paguem quando precisam de um grupo, “o governo não pode só esperar nos convidar, deve pensar também em visitar os grupos culturais para conhecerem as dificuldades que nós temos, verem como é a nossa vida. Nós temos famílias para alimentar e termos que sair fazer apresentações sem nada é um duelo, encontramos as crianças a chorarem, as mulheres saem, voltam e começam a pedir dez meticais sabendo que estava num evento, cria problemas,” realçou.

“Em alguns casos, recebemos uma água e um pacotinho de bolachas, e não devia ser, de vez enquanto recebemos água, muitas vezes nada e isso não devia ser, não corresponde ao nosso esforço, não estamos a ser valorizados,” frisou Três.

O nosso entrevistado, fez saber que o distrito de Nampula conta com 187 (cento e oitenta e sete) grupos de dança distribuídos nos postos de Napipine com 35 (trinta e cinco) grupos, Muhala-expansão 63 (sessenta e três), Muatala 24 (vinte e quatro), Natikiri 36 (trinta e seis) Namicopo, 22 (vinte e dois), posto administrativo Central sete (7). (Francisco Mário)