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Répteis aterrorizam moradores e colocam crianças em risco na zona da Barragem

Nampula (IKWELI) – Os moradores do bairro de Carrupeia, zona residencial da Barragem, posto administrativo de Napipine, na cidade de Nampula, manifestam preocupação com o aumento de casos de mordeduras de cobras, sendo as crianças as principais vítimas.

A situação tem vindo a agravar-se nos últimos dias, colocando em risco a saúde e a segurança da população daquela circunscrição.

Segundo relato dos residentes, os répteis têm sido vistos com frequência em diferentes pontos da comunidade, chegando mesmo a entrar nas residências. Os moradores apontam a existência de capim alto e arbustos como possíveis factores que favorecem a proliferação destes animais mortíferos, comprometendo a livre circulação das pessoas e exigindo uma intervenção urgente das autoridades competentes.

Dados recolhidos pelo Ikweli indicam que, numa única semana, cerca de dez pessoas foram vítimas de mordeduras de cobras, um cenário que está a gerar preocupação entre os residentes

Mira Suate relatou um dos casos registados recentemente. “Essas cobras são muitas nesses dias, estão a morder muito e não sei de onde estão a sair essas cobras. Aqui estamos mal,” lamentou.

Por sua vez, Saraiva Castro considera que a comunidade está a enfrentar uma situação difícil e preocupante. “Isso é azar que temos, estamos a enfrentar cobras e crocodilos, então não sabemos porque essas coisas estão a encher logo de uma só vez, então estamos a pedir para nos ajudares para quem sabe combater essas coisas,” disse.

Entretanto, o líder comunitário do segundo escalão da zona da Barragem, Albino João, reconheceu a gravidade da situação e apelou para uma resposta rápida. “Também eu, como líder, estou preocupado. Assim agora temos informações que há uma criança que foi mordida, então há mesmo preocupação nessas cobras,” afirmou. (Malito João)

51 anos da Independência de Moçambique: Munícipes da cidade de Nampula lamentam falta de emprego

Nampula (IKWELI) – Os munícipes da cidade de Nampula comemoram os 51 anos da Independência de Moçambique na nesta quinta-feira (25), sob lamentações por conta da falta de emprego principalmente pra os jovens.

Os nossos entrevistados, além de exaltar a Independência como grande ganho dos moçambicanos não deixaram de clamar pela falta de oportunidade de emprego, sobretudo para jovens recém-formados.

“Nestes 51 anos nada mudou, as únicas pessoas que beneficiam da independência são os jovens da Frelimo, quando queremos abrir um negócio há excesso de burocracias e que os jovens de Nampula foram esquecidos pelo governo disse um dos nossos entrevistados. “

“Quando há financiamento para os jovens, eles se podem escolher entre os filhos dos chefes, mas esses benefícios devem abranger todas gentes,” acrescentou um dos nossos entrevistados, identificado por Anifo Amade.

Na mesma senda, Benedito Pedro mostrou insatisfação como se tem feito a selecção para trabalhar nas empresas de extracção de recursos minerais no pais, apontado que a oportunidade é dada aos estrangeiros, principalmente nas mineradoras que estão no norte e que o governo tem que colocar indústrias para permitir que haja mais moçambicanos trabalhando nessas empresas.

Na mesma linha, Alfredo Caetano não deixou de elógios, ao afirmar que também há bons resultados no desenvolvimento do país. “Muita coisa mudou nestes 51 anos de independência, temos estradas, hospitais, pese embora não haja medicamentos nos hospitais, mas existiram muitos avanços e que os jovens devem parar de se lamentar e nos unirmos para construção do nosso belo país e não podemos esperar trabalhar em gabinetes, temos que ser criadores dos nossos empregos para evitar frustrações e evitar culpar o governo pelo mau comportamento que a camada jovem tem tido”. (Fátima Mugaveia)

Terceiro dia da FENA 2026 encanta visitantes com diversidade de Nampula

Nampula (IKWELI) – A Feira Económica de Nampula, FENA 2026, viveu ontem o seu terceiro dia com movimentação intensa e elogios de quem passou pelas tendas. Expositores e visitantes destacaram a qualidade das exposições e o potencial económico mostrado pelos distritos da província.

Representando todos os distritos de Nampula, a feira tornou-se ponto de encontro para quem quer conhecer de perto a produção local. O clima foi de satisfação e orgulho pelos produtos apresentados.

Zé Muhamade, 24 anos, estudante universitário natural e residente em Nampula, contou que esta é a sua primeira vez numa feira económica. “As exposições bonitas mostram o melhor de nós. Estou muito impressionado com a exposição de aves e poedeiras. Esta feira incentiva a aprender como abrir negócio e a praticar atividades que não tínhamos conhecimento. De forma geral, se aderirem positivamente pode haver um grande impacto. Espero poder fazer-me presente na próxima edição”, disse.

Andia Amade, 29 anos, visitante vinda do bairro de Muhivire e natural de Meconta, disse que ficou impressionada com a organização. “Pela primeira vez vejo todos os distritos juntos num só espaço. As exposições estão bonitas e bem organizadas. Dá gosto ver o que Nampula produz”, afirmou.

Gil Carlos, residente há 17 anos em Nampula e natural de Ribáuè, destacou um produto típico da sua região que tem chamado atenção. “Trouxe feijão holoco de Ribáuè. Muita gente não conhecia, mas depois de provar quer levar para casa. A FENA está a valorizar o que é nosso”, contou.

António Juma, produtor agrícola do distrito de Mogovolas, realçou a força do campo. “Aqui mostramos milho, gergelim, batata-doce. A feira prova que a agricultura de Nampula tem qualidade e pode alimentar Moçambique inteiro”, disse.

Já Celestino Fernando, de Rapale, viu na FENA uma oportunidade de negócio. “Agora as pessoas já sabem das nossas potencialidades. Querem visitar Rapale, irão comprar muita coisa por lá”, explicou.

Angelina Leves, visitante da cidade de Nampula, resumiu o sentimento de quem percorreu as tendas. “Estou satisfeita. Vi produtos agrícolas, artesanato, comidas típicas. A FENA mostra que Nampula é rica e tem talento. Saio daqui com vontade de consumir mais produto local”, declarou.

No terceiro dia, a FENA 2026 confirmou o seu papel de vitrine económica. Ao reunir agricultura, avicultura e produtos tradicionais como o feijão oloco de Ribáuè, a feira reforça a identidade de Nampula e aproxima produtores de consumidores.

A feira continua aberta ao público nos próximos dias, com expectativa de ainda mais visitantes. (José Pinto)

UIT apela à colaboração para impulsionar o desenvolvimento digital inclusivo em moçambique

Maputo (IKWELI) – O diretor regional para África da União Internacional das Telecomunicações (UIT), Emmanuel Manasseh, afirmou esta quarta-feira (24) que Moçambique vive um momento decisivo da sua jornada digital, tendo destacado a necessidade de fortalecer a colaboração entre o governo, o sector privado, a academia e a sociedade civil para acelerar a transformação digital.

Intervindo por ocasião do Dia Mundial da Evolução Digital que se celebra esta quarta-feira, o responsável defendeu investimentos na conectividade, capacitação digital, inteligência artificial responsável e cibersegurança como pilares para promover o desenvolvimento económico inclusivo, aumentar as oportunidades para os cidadãos e reforçar a participação do país na economia digital global.

Segundo o dirigente, as tecnologias digitais já não são apenas ferramentas de comunicação. Elas estão a tornar-se a base de oportunidades, produtividade, resiliência e progresso humano.

Sublinhou que a conectividade deve ser significativa para todos, permitindo aos cidadãos não apenas o acesso à internet, mas também o desenvolvimento de competências e o acesso a serviços que melhorem as suas condições de vida.

Manasseh defendeu ainda que a inteligência artificial deve servir as pessoas e as prioridades sociais, contribuindo para a reinvenção de sectores como a agricultura, educação, saúde, serviços públicos e ação climática.

Outro ponto destacado foi a importância da cibersegurança como elemento essencial para consolidar a confiança digital. “A confiança torna-se um dos nossos ativos mais valiosos. As pessoas devem acreditar que o sistema que utilizam é seguro, confiável e respeitador dos seus direitos.”

O responsável da UIT concluiu apelando à união de esforços entre todos os intervenientes do ecossistema digital para construir um futuro digital inclusivo, seguro e sustentável, capaz de gerar crescimento económico e fortalecer os serviços públicos e a qualidade de vida das populações. (Antónia Mazive)

“Valores morais da cultura macua estão a desaparecer,” entende especialista

Nampula (IKWELI) – O Professor Doutor em Ciências da Comunicação e Padre Cantífula De Castro, alertou recentemente, em Nampula, para o gradual desaparecimento dos valores morais e culturais do povo macua, fenómeno que atribui a influência do multiculturalismo e a crescente exposição das novas gerações ao mundo digital.

Segundo o académico, a cultura representa o conjunto de valores, costumes, hábitos e práticas que caracterizam um povo e orientam a sua forma de viver. No caso dos macuas, esses valores têm sido transmitidos de geração em geração, mas enfrentam actualmente vários desafios para a sua preservação.

“O multiculturalismo contemporâneo trouxe novas realidades que enfraquecem a preservação da cultura. O povo macua não vive isolado, está inserido num contexto global onde recebe influências de outras culturas e práticas sociais. Isso faz com que muitos dos valores preservados pelos nossos antepassados já não tenham o mesmo peso,” afirmou.

Para Padre Cantífula De Castro, um dos principais problemas é a perda da identidade cultural entre os jovens, muitos dos quais deixam de valorizar a sua origem por associarem a modernidade ao abandono dos costumes tradicionais.

“Hoje existe um dilema entre manter os valores herdados dos antepassados e aderir aos novos valores trazidos pela globalização. Infelizmente, muitas das novas gerações não conseguem aceitar nem viver os valores das gerações anteriores,” explicou.

O especialista destacou ainda a importância da língua Emakwa como elemento fundamental da identidade cultural. Na sua opinião, a perda do domínio da língua contribui para o enfraquecimento da cultura.

“Uma cultura sustenta-se, acima de tudo, na sua língua. Muitos jovens já não falam nem conhecem a língua macua. Sem conhecer a língua, torna-se difícil compreender e praticar os valores culturais do seu povo,” disse.

Padre Cantífula igualmente defendeu que a preservação cultural exige um envolvimento tanto das gerações mais velhas como das mais novas. Enquanto os mais velhos devem transmitir os conhecimentos tradicionais, os jovens precisam demonstrar interesse em aprender e conhecer as suas raízes.

O académico também alerta para a perda do conhecimento sobre características fundamentais da organização social macua, como o sistema matrilinear, que distingue este povo de outros grupos culturais.

“Um povo sem cultura é um povo sem identidade. Quando deixamos de preservar os nossos valores, tornamo-nos vulneráveis à assimilação de valores externos sem termos uma base sólida daquilo que somos,” afirmou.

Aliado a estes desafios, Cantífula De Castro considera que o multiculturalismo não deve ser visto como uma ameaça, mas sim como uma oportunidade de enriquecimento cultural, desde que os valores fundamentais sejam preservados.

“Quando um povo preserva a sua cultura, cresce, fortalece a sua identidade, é reconhecido e valorizado. Mas isso exige que os próprios membros dessa cultura sejam os primeiros a valorizá-la,” sublinhou.

Por sua vez, o actor teatral Crimildo Sabonete defende que a cultura se resume aos valores, costumes e hábitos transmitidos entre gerações, sendo fundamental manter vivas as práticas tradicionais.

“Preservar a cultura significa não abandonar os ensinamentos dos nossos antepassados. É importante investigar e conhecer melhor a nossa história para transmitir esse conhecimento às futuras gerações,” afirmou.

O actor explicou que utiliza o teatro como ferramenta de educação cultural, divulgando mensagens sobre a valorização da identidade macua através de peças apresentadas em rádios, televisões e espetáculos ao vivo.

Crimildo Sabonete manifestou preocupação com algumas mudanças observadas nos ritos de iniciação, considerando que, em certos casos, já não cumprem plenamente o seu papel de transmitir valores de respeito e responsabilidade.

Segundo ele, a preservação da cultura pode também contribuir para o desenvolvimento do turismo e da economia local, ao permitir que visitantes conheçam a gastronomia, os costumes e as tradições da região.

“Quando os visitantes conhecem e apreciam os nossos hábitos e costumes, tornam-se divulgadores da nossa cultura. Isso pode atrair mais turismo e contribuir para o desenvolvimento do país”, concluiu esta fonte. (Fátima João)

“Desnutrição não se combate com seminários e workshops,” Eduardo Mariamo Abdula, governador de Nampula, na abertura da CINA II

Nampula (IKWELI) – O governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, lançou duras críticas em relação aos modelos que têm sido adoptados e impostos pelos parceiros de cooperação no combate à desnutrição na província.

Abdula entende que, muitas vezes, aas organizações dedicam-se ao “turismo”, indo as comunidades apenas para produzir relatórios e não resultados práticos na vida das comunidades.

“Esqueçam lá de pensar que vamos ultrapassar tudo isso com bla, bla, bla, esqueçam-lá. Precisamos abraçar cada vez mais a academia,” disse o governador, chamando as instituições de ensino superior para darem o melhor de si em pesquisas para o combate a desnutrição crónica, dando primazia as formas de pensamento local. “Precisamos investir nas universidades, potenciar as universidades que já têm meio caminho andado. O Secretário de Estado [na província] disse e bem, temos muito feijão, temos gergelim, temos amendoim, temos castanhas e porquê temos a desnutrição? A resposta só pode vir se respeitarmos a ciência, se não vamos passar a vida em seminários e workshops. Queremos em Nampula trabalhar com as universidades, se não há dinheiro digam-me, eu vou procurar. As nossas universidades estão preparadas para desempenhar esse papel.”

O governador deu garantias que a província está preparada para reverter a situação da desnutrição crónica, mas pede que os parceiros não desvirtuem a planificação.

“Temos investigadores qualificados, temos laboratórios, temos conhecimento acumulado, temos jovens, talentos capazes de ajudar a encontrar soluções adequadas à nossa realidade. Peço encarecidamente aos parceiros, estou a falar de parceiros nacionais e estrangeiros, não podemos trazer a soja dos Estados Unidos, tenho amendoim aqui, tenho gergelim aqui, vamos lá estudar, vamos lá perceber o que é que se passa, vamos lá trabalhar juntos de forma a podermos resolver esse assunto [desnutrição]. Precisamos de mais insumos científicos sobre as causas determinantes da desnutrição crónica em Nampula e isso não vai acabar com seminários e workshops. Precisamos de compreender melhor os hábitos alimentais, as dinâmicas sociais e os factores culturais que influenciam esse fenómeno,” explicou o governador, apelando a necessidade de os parceiros trabalharem de acordo com a agenda do governo provincial no combate à desnutrição crónica, tanto é que referiu que caso não se esteja alinhado é capaz de dispensar a actuação das organizações na província. (Redação)

FADIR da UniRovuma leva assistência jurídica gratuita e conhecimento científico à FENA

Parlamento Infantil ganha voz na Conferência Internacional de Nutrição e Agronegócios

O Governo da Província de Nampula abriu espaço para a participação activa das crianças na II Conferência Internacional de Nutrição e Agronegócios (CINA), ao integrar o Parlamento Infantil nas discussões sobre estratégias de combate à desnutrição crónica. O evento que decorreu na cidade de Nampula e reúne diferentes intervenientes comprometidos com a melhoria da nutrição e do desenvolvimento social.

Durante a sessão de abertura realizada nesta quarta-feira (24), a secretária do Parlamento Infantil da Cidade de Nampula, Cheinize Narciso, defendeu que as crianças devem ser ouvidas sempre que estiverem em causa decisões que impactam diretamente as suas vidas. A representante considerou que a inclusão da voz infantil fortalece as políticas e programas voltados para o bem-estar da criança.

Formação profissional abre novas oportunidade para raparigas em Nacala

Nampula (IKWELI) – Quarenta e cinco raparigas do distrito de Nacala iniciaram uma formação profissional nas áreas de Informática, Culinária e Eletricidade, numa iniciativa que visa fortalecer as suas competências técnicas e criar oportunidades de emprego e autoemprego.

O programa financiado pela ONU Mulheres e implementado pela YOUNG AFRICA, terá uma duração que varia entre 45 dias e 6 meses, de acordo com a especialidade escolhida. A acção pretende promover a inclusão económica das jovens, reforçando a sua autonomia financeira e contribuindo para a melhoria das condições de vida das beneficiárias e das suas comunidades.

Na cerimónia de abertura, o director dos Serviços Distritais de Trabalho, Carmon Caetano Mucarrua, em representação do Governo do Distrito de Nacala, apelou às formandas para encararem a formação com responsabilidade e dedicação.

Segundo o dirigente, os conhecimentos adquiridos devem servir de base para a criação de pequenos negócios, geração de rendimento e aproveitamento das oportunidades proporcionadas pelas tecnologias digitais.

“Esta formação representa uma oportunidade única para o vosso crescimento pessoal e profissional. Aproveitem-na para desenvolver competências, criar soluções para as vossas comunidades e contribuir para o desenvolvimento económico do distrito e do país,” afirmou Mucarrua.

O responsável sublinhou ainda a importância da disciplina, assiduidade e compromisso ao longo do processo formativo, defendendo que o sucesso profissional depende não apenas da aprendizagem, mas também da capacidade de aplicar os conhecimentos na prática.

Com este projecto a ONU Mulheres e a YOUNG AFRICA reafirmaram o compromisso de continuar a investir na capacitação da rapariga e da mulher, reconhecendo o seu papel fundamental na promoção do desenvolvimento sustentável e na transformação socioeconómica das comunidades. (Malito João)

“Makha” preocupa lideranças do centro hípico em Nampula

Nampula (IKWELI) – O consumo de drogas, de forma particular a metanfetamina vulgarmente conhecida por “makha”, por parte de adolescentes e jovens da zona do Centro-hípico, bairro de Carrupeia, nos arredores da cidade de Nampula, preocupa autoridades daquele ponto, que apelam vigilância de todos para combater o fenómeno.

A preocupação foi manifestada em exclusivo ao Ikweli por Lemos André, líder do segundo escalão do bairro em alusão, afirmando que a zona enfrenta grandes problemas de marginalidade, o que deixa a população inquieta. “Essa marginalidade deriva do consumo de drogas, especificamente o consumo de “makha”. Isso envolve muito mais a juventude que depois de consumir perturba a comunidade, muito mais nos sítios de [venda] bebidas alcoólicas, onde após saírem criam mais confusão, chegam nas suas casas, colocam volume dos seus aparelhos no alto, portanto, enfrentamos muita coisa,” disse André.

Aquela autoridade do bairro apela aos jovens a optarem por outra metodologia de convivência e não em drogas. “É muito melhor apostar no empreendedorismo para o bem-estar deles, assim como da comunidade. A população deve se engajar também para combater com este mal e não ser só o líder comunitário ou autoridades competentes a lutarem sozinhos,” apelou o nosso entrevistado.

A fonte insta, igualmente, aos pais ou encarregados de educação a concentrarem os seus filhos, apesar de os filhos não obedecerem seus progenitores, “mas devem lutar, fazerem de tudo por tudo no sentido de ver se seus filhos não possam se desviar,” exortou. (Francisco Mário)

Descentralização e Representação de Estado fazem vibrar o 25 de Junho em Nampula

Nampula (IKWELI) – Os órgãos de governação descentralizada e os Conselho dos Serviços de Representação do Estado em Nampula inauguraram uma nova fase de relacionamento e coordenação e ensejo chegou aos 51 anos da independência nacional.

Lado-a-lado, o governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, e o Secretário de Estado na província, Fernando Bemane, estiveram na praça dos heróis moçambicanos na manha de hoje, quinta-feira (25), para onde formam depositar coroa de flores em homenagem a conquista da pátria.

No local, crianças, adolescentes e jovens, mulheres e adultos procuravam a sua oportunidade para tirar uma fotografia ao lado dos governantes.

Os comentários eram de satisfação. “Essa coordenação vai ser boa. O Secretário do Estado deve mesmo é andar ao lado do governador, com tio Salim se aprende muito,” disse Emanuel, jovem estudante da Universidade Rovuma, que foi a praça honrar os heróis nacionais.

Matilde, que também estuda em uma instituição de ensino superior na cidade de Nampula, contou que “parece que as coisas já mudaram. Sempre esperávamos ver o nosso tio Salim aqui na praça. Acho que ele está aqui porque o Presidente [da República] aceitou revisar a Lei sobre a Descentralização.”

E a praça dos heróis estava mesmo cheia, porque as pessoas queriam estar ao lado governador do Secretário de Estado na província. (Redação)