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Nampula: ANAMOLA repudia a proposta de criminalizar da autoproclamação de vitórias nas eleições

Nampula (IKWELI) – O partido Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA), na província de Nampula, repudia os pronunciamentos sobre a proposta de criminalizar a autoproclamação de vitória nas eleições antes do anúncio das autoridades competentes.

O repúdio foi feito durante uma conferência de imprensa nesta segunda-feira (6) pelo coordenador provincial do partido em alusão, Castro Niquina, quem afirmou que a proposta mostra a existência de um plano para legalizar fraude de forma antecipada.

“Entendemos que o pronunciamento não é isolado, mas é uma informação institucionalizada porque ela representa um papel muito importante no partido Renamo e quando ela aparece publicamente a se expressar desse modo, ficamos indignados, sem compreender o sentido das suas palavras,” disse.

Niquina disse que o projecto de lei que se pretende levar à Assembleia da República para sua legalização é ilegal e falso, por isso “a província de Nampula repudia, rejeita e não aceita que seja levado avante porque é contra lei, não existe nenhum fundamento legal. No nosso entendimento, o voto vem da urna e depois é expresso por via de editais e se o resultado é colocado nos editais, duvidamos porque se deve ignorar os resultados que vierem nos editais e respectivas actas e termos que ficar vinculados a informação que vierem de outras pessoas que estão fora da mesa,” asseverou.

O Coordenador do ANAMOLA em Nampula afirmou que as instituições do Estado estão instrumentalizadas para o roubo nos próximos pleitos eleitorais e o partido diz estar a se preparar em todos os ângulos e vírgulas de modo a responder as eleições com precisão.

“Nós estamos preparados e com capacidade plena de controlar o voto e apresentar provas concretas dos resultados e se ganharmos vamos celebrar a partir do momento em que os editais forem colados e se quiserem que nos prendam de forma antecipada, não vamos admitir esta manobra que se pretende criar, porque este projecto quer fazer com que a Renamo e a Frelimo, depois de acontecer a votação, sentem em portas fechadas e venham dividir os assentos, e a Renamo sabe que nem em segundo lugar vai ficar, quer a todo custo forçar e estar na segunda posição por via negociada e isso não vai funcionar,” rematou.

No entender do político, as pessoas estão com medo do partido ANAMOLA e viram que no passado as pessoas usaram armas e desta vez estão conscientes que as armas podem não funcionar e querem manipular a própria lei para intimidar.

A fonte repudiou, igualmente, a proposta das três eleições no mesmo dia considerando que é outro esquema, porque o partido no poder percebeu que ao começar com as eleições autárquicas vai perder muito a favor do ANAMNOLA, uma vez que as autarquias vão ser controladas, querem baralhar e fazerem com que seja um jogo único a validação seja a nível central.

“A justificação de que é para poupar economia, não constitui verdade porque o Estado tem dinheiro para questões inúteis, tudo é preparativo, manipulação, tudo é uma manobra que se pretende criar, sabem que a situação será complicada,” afirmou. (Francisco Mário)

Malema recebe bem Bemane

Nampula (IKWELI) – O Secretário de Estado na província de Nampula, Fernando Bemane de Sousa, iniciou, na sexta-feira (3), a sua primeira visita oficial ao distrito de Malema, onde foi calorosamente recebido pela população.

A deslocação, que decorre no âmbito da sua apresentação às comunidades e acompanhamento da governação local, contou igualmente com a presença da sua esposa, que também foi acarinhada pelos residentes.

No encontro com a população, Fernando Bemane reafirmou o compromisso de dar continuidade ao trabalho desenvolvido pelo seu antecessor, recentemente transferido para a província de Cabo Delgado.

O dirigente apelou ao envolvimento das comunidades, garantindo que pretende manter o mesmo ritmo de trabalho e proximidade com os cidadãos.

“Ele deixou aqui o lugar para eu continuar a trabalhar, a fazer aquilo que ele fazia nesta província, as actividades que ele fazia eu vou continuar a fazer, ele foi a Cabo Delgado onde eu estive também a trabalhar, ele vai continuar a trabalhar a fazer as mesmas tarefas, só trocamos de local, ele foi para Cabo Delgado, eu vim para Nampula. Estou a pedir todo apoio que vocês estavam a dar para ele que também me deem esse apoio, aquela energia que vocês tinham de trabalhar, como disse senhor administrador, continuem a ter a mesma energia comigo aqui a trabalhar.”

Durante a intervenção, o Secretário de Estado aproveitou igualmente a ocasião para mobilizar a população em torno da futura visita do Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, ao distrito de Malema, apelando para uma participação massiva da população no comício popular.

“O segundo ponto da nossa visita aqui, acho que vocês já ouviram através do administrador ou governador sobre a vinda do nosso Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, neste distrito de Malema. Senhor governador disse que vai ainda reforçar aquela mensagem que o presidente há-de vir aqui nesse distrito para falar com a população, o Presidente vem aqui não para falar com o administrador, mas com a população, a liderança comunitária é responsável por trazer a sua população toda neste local de comício, nós queremos que Malema seja o melhor distrito a receber o Presidente, mais que outros na província onde ele passou. O Presidente não vem aqui para falar com 20 mil pessoas não é isso, mais de 80 mil pessoas devem vir falar com o Presidente aqui em Malema.”

Segundo Fernando Bemane, a visita presidencial deverá constituir uma oportunidade para reforçar o diálogo directo entre o Chefe de Estado e os cidadãos, razão pela qual desafiou as lideranças comunitárias a mobilizarem as comunidades para uma participação expressiva no encontro.

A agenda da primeira visita de trabalho do Secretário de Estado em Nampula incluiu os distritos de Malema e Ribaué, além de manter contactos com as autoridades locais e a população, o governante pretende acompanhar de perto alguns dos principais programas de desenvolvimento em curso.

No distrito de Ribáuè, Fernando Bemane deverá reunir-se com beneficiários do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), num encontro destinado a avaliar o impacto da iniciativa e recolher preocupações e propostas que possam contribuir para o fortalecimento dos projectos financiados pelo Governo. (Malito João)

Suspeito de crimes violentos escapa à fúria popular no Niassa

Nampula (IKWELI) – Na vila de Metangula, no distrito do Lago, província do Niassa, um homem escapou a uma tentativa de linchamento no último fim-de-semana graças à intervenção da Polícia da República de Moçambique (PRM), depois de ter sido apontado por moradores como suspeito da prática de vários crimes violentos.

Segundo relatos da população, o suspeito é acusado de ter assaltado uma mãe e a sua filha quando regressavam da machamba. Alegadamente armado com uma catana, tentou atrair as vítimas para uma zona isolada com o pretexto de que um amigo precisava de ajuda. Perante a recusa, terá recorrido à violência, chegando a ferir ligeiramente a mulher antes de fugir com um telemóvel da vítima.

Dois dias depois, o mesmo indivíduo voltou a ser acusado de atacar quatro jovens que procuravam lenha numa mata. De acordo com os relatos, as vítimas foram ameaçadas com uma catana, levadas até as margens de um rio e, alegadamente, sujeitas a violação sexual. O suspeito terá ainda roubado um telemóvel Android e um par de chinelos antes de abandonar o local.

Indignados com a sucessão de crimes, moradores localizaram o suspeito e tentaram fazer justiça pelas próprias mãos. A intervenção rápida da PRM evitou o linchamento e permitiu que o homem fosse retirado do local e encaminhado às autoridades para os procedimentos legais.

“Eu também acompanhei de perto a situação, mas não fiz parte, foi momento muito triste que se viveu aqui, mas as autoridades precisam explicar a população que a única de resolver problemas é na polícia,” afirmou Dino Varieque.

O caso reacende o debate sobre a crescente onda de justiça popular no país. Na cidade de Nampula, na madrugada deste domingo, um outro homem apontado como suposto ladrão foi linchado e queimado por populares no bairro de Murrapaniua, após alegadamente tentar assaltar uma residência com outros comparsas. (Malito João)

Suspeito de furto linchado em Terrene

Nampula (IKWELI) – Um homem suspeito de integrar um grupo envolvido em furtos foi morto por populares na madrugada de domingo (6), na zona de Terrene, bairro de Murrapaniua, na cidade de Nampula.

O corpo da vítima foi posteriormente queimado, num episódio que voltou a expor a crescente onda de justiça pelas próprias mãos na capital provincial.

De acordo com relatos de moradores, o suposto malfeitor fazia-se acompanhar por outros três indivíduos quando o grupo terá invadido uma residência com a intenção de furtar bens.

Ainda segundo as mesmas fontes, os proprietários da casa aperceberam-se da presença dos suspeitos e pediram socorro, levando vários moradores a perseguirem os alegados criminosos pelas imediações.

Durante a perseguição, três dos suspeitos conseguiram colocar-se em fuga. No entanto, um deles foi alcançado nas proximidades do rio Nicutha.

Testemunhas afirmam que o homem foi violentamente agredido por um grupo de populares. O espancamento terminou com a morte da vítima, cujo corpo foi posteriormente incendiado.

“Quando chegamos ao local já havia muita gente. A polícia estava a guardar o corpo enquanto se aguardava a chegada do SERNIC [Serviço Nacional de Investigação Criminal] para a remoção,” contou um residente que acompanhou a ocorrência.

Outra moradora, Gina Macário, condenou o acto de linchamento, embora reconheça que os casos de criminalidade têm gerado medo e revolta entre os residentes do bairro. “É muito triste ver uma pessoa morrer dessa forma. Ninguém deve fazer justiça com as próprias mãos. Precisamos que a polícia reforce o patrulhamento, porque há muitos casos de roubos e a população vive com medo,” afirmou.

Até ao momento, as autoridades ainda não divulgaram informações oficiais sobre a identidade da vítima, nem confirmaram as circunstâncias em que o alegado furto ocorreu também não há informações sobre o paradeiro dos restantes suspeitos.

Os casos de linchamento têm-se tornado frequentes em vários bairros da cidade de Nampula, um fenómeno que preocupa líderes comunitários e outros populares com lucidez mental.

A prática, além de constituir crime, evidencia a necessidade de reforçar a segurança pública, melhorar a investigação criminal e restaurar a confiança da população nas instituições responsáveis pela administração da justiça. (Malito João)

Gestantes que ignoram o pré-natal aumentam riscos de doenças cardiovasculares para os seus bebés

Nampula (IKWELI) – O Hospital Central de Nampula (HCN), maior unidade sanitária da região norte do país, revelou que há falta de consultas pré-natais por parte de gestantes, facto que tem estado a contribuir para o registro de crianças dos 0 aos 5 anos com doenças cardiovasculares na província.

A preocupação foi recentemente tornada pública durante a campanha “Coração com Moçambique”, um programa da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) que actua em parceria com o Hospital Central de Nampula. 

Lígia Mendes, cardiologista do projecto, esclareceu que a colaboração com o HCN vai possibilitar a transmissão de conhecimento a profissionais moçambicanos. “Mais do que o rastreio, queremos trazer conhecimento aos colegas e fazer diagnósticos que permitem fazer um exame de imagem para identificar doenças cardiovasculares, esta missão abrange adultos e pediatria, temos material disponível, não temos uma meta específica, durante estas duas semanas nos dividimos em duas equipas e enquanto decorre a capacitação dos profissionais, também o rastreio vai decorrendo nas escolas e algumas unidades de sanitárias como é o caso Marrere.”

A cardiologista portuguesa mostrou-se, igualmente, preocupada com a existência de doenças cardiovasculares em adultos e, principalmente, em crianças, daí que exorta aos pais para que optem de forma urgente na realização das consultas pré-natais.

“Durante o primeiro dia da campanha foram rastreados cerca de 40 pacientes e poucos tinham coração normal, há muitas crianças com doenças congênitas e não sabiam, estamos chocados com isso, e escolhemos esta província de Nampula e por sinal a mais população do país para reduzir as doenças cardiovasculares,” disse Lígia Mendes.

A fonte fez saber que o principal objectivo da campanha é garantir que a doença cardiovascular seja efetivamente eliminada. (Nelsa Momade)

Pesca ilegal preocupa autoridades do distrito de Liupo

Nampula (IKWELI) – O governo do distrito de Liupo, na província de Nampula, mostra-se preocupado com a fraca fiscalização pesqueira, que em práticas nefastas tem trazido impacto directo na destruição de habitats, extinção de espécies marinhas e severas perdas econômicas.


De acordo com o administrador do distrito de Liupo, César Nacuo, está em curso a construção da sede do Conselho Comunitário de Pesca (CCP) que pretende dar voz aos pescadores locais na gestão dos recursos marinhos, definir regras de pesca, reduzir conflitos e garantir o sustento das comunidades.


“A atividade de pesca no nosso distrito é preponderante e a base de sobrevivência nas famílias, daí que a pesca deve ser planificada, regrada e reflectida, de modo que os desafios sejam eliminados e haja melhorias para impulsionar a economia local.”


Nacuo entende ser preciso estabelecer regras claras que evitam disputas entre pescadores e asseguram o uso justo das águas. “É preciso que haja respeito no processo da pesca, deve ser regrada e como governo do distrito de Liupo, porém continuaremos a proteger os interesses económicos e sociais de quem depende da pesca para viver.”


Por outro lado, o administrador do distrito de Liupo defende o transporte adequado do pescado para garantir a segurança alimentar e nutricional, “Queremos que o distrito de Liupo e o seu posto administrativo de Quinga, sejam o centro das atenções, onde o pescado é saudável e acessível, para isso se torne realidade, há necessidade do envolvimento de todos na fiscalização do peixe.” (Nelsa Momade)

“Hoje recebem um cargo, mas amanhã o povo vai cobrar resultados,” governador de Nampula, no empossamento novos directores provinciais

Nampula (IKWELI) – O Governador de Nampula, Eduardo Marimo Abdula, empossou na  tarde desta segunda-feira (6) dois novos directores provinciais, nomeadamente da Agricultura e Pescas e dos Transportes e Comunicações, e advertiu a eles  para que apresentam resultados concretos, sublinhando que a população acompanhará de perto o seu desempenho.

Trata-se de Luís Vasconcelos, como director provincial dos Transportes e Comunicações, e Joaquim Tomas, como director provincial da Agricultura e Pescas. 

Na ocasião, o governador traçou as prioridades para ambos os sectores, considerados fundamentais para o desenvolvimento da província.

“Hoje recebem um cargo, mas amanhã o povo vai cobrar resultados. Na agricultura e pescas não queremos apenas boas intenções, queremos mais produção, mais produtiva, mais rendimento para as famílias e mais oportunidades para os jovens e mulheres. O programa dos 100 hectares por distrito deve deixar de ser uma iniciativa do governo. Já começou em seis distritos, mas o nosso objectivo é acelerar a sua implementação até abranger toda a província. Uma agricultura moderna, competitiva, capaz de atrair investimentos. Queremos devolver a pecuária, a pesca e trabalhar lado-a-lado com as cooperativas, parceiros de cooperação e investidores nacionais e internacionais,” disse o governador.

Relativamente ao sector dos Transportes e Comunicações, o governador reforçou a necessidade de melhorar as infra-estruturas e os serviços, afirmando que “no sector dos transportes e comunicações o desafio também é enorme. Uma estrada interrompida atrasa vidas, uma comunidade sem comunicação fica isolada, um transporte ineficiente trava o desenvolvimento. Por isso, espero uma coordenação permanente com todos os intervenientes do sector para melhorar a mobilidade. Nas comunicações não podemos aceitar que existam comunidades onde uma chamada telefónica seja um privilégio.”

Os recém-empossados manifestaram disponibilidade para cumprir as orientações deixadas pelo governador e prometeram trabalhar com dedicação para responder às expectativas da população.

Luís Vasconcelos, novo director provincial dos Transportes e Comunicações, afirmou que  “é retornar porque eu vinha desenvolvendo actividade, conheço a área, tenho um desafio. Daquilo que foi o desafio da sua excelência governador, as linhas que foram traçadas aqui sobre estradas e comunicações, tudo o que foi dito aqui é um desafio que, dentro do sector, com os colegas, vamos avançar porque não estou sozinho.”

Por sua vez, Joaquim Tomas, que transita do sector dos Transportes para dirigir a Agricultura e Pescas, declarou “nós, como sector, vamos conhecer a casa primeiro, depois vamos pôr em prática tudo quanto ele recomendou.”

Com estas nomeações, o Governo Provincial de Nampula pretende reforçar a capacidade de resposta nos sectores da Agricultura e Pescas e dos Transportes e Comunicações, apostando na melhoria da produção, da mobilidade e das condições de vida das comunidades. (Malito João )

Associação Desportiva de Angoche contesta decisão disciplinar e vai recorrer às instâncias competentes

Nampula (IKWELI) – A Associação Desportiva de Angoche manifestou o seu desacordo com a decisão do Conselho Disciplinar da Associação Provincial de Futebol, que homologou a vitória do São Simão de Nampula por 5-0, na sequência da interrupção do encontro disputado no domingo, 28 de junho, no Campo Municipal de Angoche.

A partida do Nampulense foi interrompida antes do fim do tempo regulamentar, depois de um incidente envolvendo o jogador da formação anfitriã, Ali Abubacar, conhecido por Faizal, acusado de agredir fisicamente um adversário.

Na deliberação tornada pública, o Conselho Disciplinar atribuiu a derrota à Associação Desportiva de Angoche por 5-0, manteve o triunfo do São Simão de Nampula, aplicou uma multa de 7.500,00Mt (sete mil e quinhentos meticais) ao clube e suspendeu o atleta Ali Abubacar, por tempo indeterminado, de todas as competições organizadas pela associação.

Apesar de concordar com a punição aplicada ao jogador, a direcção da Associação Desportiva de Angoche rejeita a sanção desportiva imposta ao clube e considera que a decisão não está em conformidade com os regulamentos.

O director desportivo do clube, Ezidine Momade, explicou a posição da colectividade, afirmando que “estamos a favor da suspensão do jogador, pois aquela acção não demonstra a nossa natureza futebolística. Mas o que deixa a direcção executiva de cabeça para baixo é a atribuição da derrota à nossa equipa. Consideramos a decisão ilegal porque não reflecte o que diz a lei, o confronto foi entre jogadores e o próprio comunicado já penaliza o jogador e não a equipa. Por mais incrível que pareça, é visível que o resultado foi manipulado a favor deles, porque sabem que as equipas de Angoche sempre foram uma pedra no sapato. Nós vamos organizar as nossas defesas e submeter o caso às entidades competentes.”

A direcção do clube afirma que irá recorrer da decisão junto das instâncias competentes, procurando a reapreciação do caso e da sanção aplicada.

No momento da interrupção, a Associação Desportiva de Angoche vencia o encontro por 1-0. Caso a decisão disciplinar seja mantida, a equipa de Angoche desce para a quinta posição da tabela classificativa, enquanto o São Simão de Nampula aproxima-se do terceiro lugar na classificação do campeonato Nampulense. (Malito João)

Governo reafirma compromisso com a valorização da arte na abertura da retrospectiva de Zeca Craveirinha

Maputo (IKWELI) – A ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, reafirmou o compromisso do Governo com a promoção e valorização das artes como elemento essencial da identidade nacional, durante a abertura oficial da exposição de Artes Plásticas “Primeira Retrospectiva de Zeca Craveirinha”, realizada no Museu Nacional de Arte (MUSART), em Maputo.

Na ocasião, a governante destacou o contributo de Zeca Craveirinha para o património artístico moçambicano, sublinhando que a sua produção artística dialoga a profundamente com a poesia de seu pai, o poeta José Craveirinha, tornando-se uma importante expressão da resistência cultural e da afirmação da identidade nacional.

“A sua obra recupera a autoestima dos povos marginalizados, valoriza os princípios de pertença e questiona as narrativas coloniais que procuravam sufocar a imaginação e a criatividade do povo moçambicano. Os trabalhos, que remontam ao final dos anos 60 e ao início dos anos 70, testemunham o papel revolucionário da arte como instrumento de emancipação cultural”.

Samaria Tovela salientou ainda que a ausência prolongada de Zeca Craveirinha do circuito expositivo contribuiu para que parte significativa da sua obra permanecesse pouco conhecida do grande público. Ainda assim, considerou que o artista se destacou como intelectual e crítico social, utilizando a pintura e o desenho para denunciar a opressão colonial e defender a dignidade humana.

“Zeca Craveirinha é um nome que merece ser inscrito com precisão no rol dos artistas que moldaram consciências durante o período de luta pela libertação nacional. Filho do grande poeta José Craveirinha, ele não apenas herdou uma sensibilidade poética, mas transformou-a em obra visual de envergadura transformadora”, disse Tovela.

A cerimónia de inauguração da exposição, que aconteceu no fim-de-semana, reuniu membros do Governo, personalidades ligadas às artes e à cultura, artistas e diversos agentes culturais, marcando o reconhecimento público do legado artístico de Zeca Craveirinha e da sua contribuição para a história cultural de Moçambique. (Malito João)

Fraca conexão entre o sector privado e cultura preocupa autoridades do Niassa

Nampula (IKWELI) – A direção provincial da Cultura e Turismo do Niassa, no norte de Moçambique, enfrenta desafios ligados a fraca conexão entre o sector privado e o sector cultural, de forma particular nas questões ligadas ao financiamento dos artistas daquela parcela dos pais.

“Nós temos tido grandes problemas ligados ao financiamento, porque muitos artistas pensam que o governo tem dinheiro. Mas sempre que existe lançamento de um determinado concurso para projectos, partilhamos com os aristas no sentido de eles concorrerem para essas chamadas,” disse Domingos Bernardo, técnico da direcção provincial de Cultura e Turismo do Niassa.

O nosso entrevistado asseverou ainda que para ajudar os artistas a ultrapassarem os desafios da classe, já se harmonizou o estatuto do artista, o que os vai permitir a fixarem os seus preços durante os exercícios das suas actividades diárias.

“O que acontece é que agora quem fixa o preço é o promotor, mas deve ser o artista a dizer qual o seu ordenado. Aliás, com base no seu estatuto, no seu nível de permanência na função, o promotor vai saber que se contracto fulano, o pagamento dele é tanto,” frisou a fonte. (Francisco Mário)