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Napipine: Autoridades municipais vão ajudar população a “lutar” contra crocodilos

Nampula (IKWELI) – A chefe do posto administrativo municipal de Napipine, Abiba Miguel Hassane, garantiu que decorrem acções com vista a travar, de forma definitiva, os ataques de crocodilos no rio Monapo, concretamente na zona da barragem, onde nos últimos anos foram registadas várias vítimas mortais.

“Sobre a questão de crocodilos no rio Monapo, nós já fizemos uma reunião no mês de junho com líderes comunitários lá no bairro, são secretários dos bairros, régulos e outros, eles disseram que o problema de crocodilo era pessoal e precisávamos de uma intervenção. Não paramos por aí, os munícipes já tinham feito uma carta no passado encaminharam na direção provincial de ambiente e lá tivemos uma resposta que foi no mês passado e autorizaram ao senhor Bernardo Mualeite para fazer seguimento ao posto.”

A responsável explicou que o processo já recebeu autorização das autoridades competentes e que, neste momento, aguarda-se apenas pela disponibilização do equipamento necessário para o início da operação de controlo dos répteis, “porque precisa material de caça, são armas para levar avante esta actividade de matar, neste caso para que os crocodilos não periguem a vida dos munícipes.”

Abiba Miguel referiu ainda que o rio Monapo constitui a fronteira entre o distrito de Nampula e o distrito de Rapale, razão pela qual o problema exige uma intervenção coordenada entre as duas autoridades.

Falando sobre o impacto dos ataques, a dirigente revelou que, no ano passado, perderam a vida cerca de sete munícipes. Já este ano, registaram-se quatro vítimas mortais e três pessoas sobreviveram com ferimentos, na sequência de ataques de crocodilos.

Entretanto, segundo Abiba Miguel, decorrem igualmente campanhas de sensibilização junto das comunidades, com o objectivo de alertar a população para os riscos de atravessar o rio Monapo e incentivar a adopção de medidas de precaução enquanto a situação não é definitivamente resolvida. (Malito João)

Karama fez vibrar Namicopo no último fim-de-semana

Nampula (IKWELI) – O bairro de Namicopo, na cidade de Nampula, acolheu, entre os dias 25 e 26 do mês corrente, o festival “Karama” um evento que alia a cultura, gastronomia, saúde e valorização das tradições locais.

O festival reuniu 12 (doze) grupos culturais das províncias de Nampula e Zambézia, num ambiente de intercâmbio e confraternização, incluindo Feira de Saúde, Feira de Gastronomia, desfile de grupos culturais e apresentação de danças tradicionais Tufo e Nsope, proporcionando ao público momentos de celebração da diversidade cultural das regiões Norte e Centro do país.

Na ocasião, a directora da Casa Provincial da Cultura de Nampula, Andarina Julião Bolacha, em representação da directora provincial da Cultura e Turismo (DPCT) de Nampula, destacou a importância da dança tufo como expressão cultural e cartão de visita da província de Nampula, apelando à valorização e preservação das tradições culturais.

Bolacha anotou que a cultura de um povo só pode ser reconhecida quando os próprios indígenas a valorizam, daí que “valorizar significa o que estamos a viver neste momento aqui em Namicopo. Por isso, peço que todos exaltemos a nossa cultura, do Rovuma ao Maputo, do Zumbo ao Indico,” frisou a fonte.

“Queremos encorajar aos organizadores desta prestigiada cerimônia, que pelo impacto e significado que representa para todos nós, resta dizer, bem-haja a cultura, bem-haja a 3ª edição de Karama de tufo,” sublinhou.

Todavia os praticantes das danças tradicionais enalteceram o evento pois, o Festival KARAMA consolida-se como um espaço de promoção da cultura, tradição, gastronomia e bem-estar comunitário, contribuindo para o fortalecimento da identidade cultural e para a união entre as comunidades de Nampula e Zambézia. (Francisco Mário)

População de Nampula expectante com a redução do preço do cimento

Nampula (IKWELI) – Os munícipes da cidade de Nampula, na região norte do país, manifestam expectativa de que a ampliação e modernização da Fábrica de Cimento de Nacala venha a facilitar o acesso ao cimento e reduzir o seu preço, tornando mais acessível a construção e melhoria de habitações.

Falando ao Ikweli, vários cidadãos elogiaram a iniciativa do Presidente da República, Daniel Chapo, ao inaugurar a nova infraestrutura industrial, afirmando que o aumento da capacidade de produção possa reflectir-se na diminuição do preço actualmente praticado no mercado.

Titos Paulo afirmou que, neste momento, na sua zona um saco de cimento é comercializado a 510,00Mt (quinhentos e dez meticais) e espera que, com a modernização da fábrica, o preço possa baixar para cerca de 400,00Mt (quatrocentos meticais), beneficiando milhares de famílias.

“Para mim a iniciativa é boa, espero que, pelo menos, o cimento venha a baixar até 400,00Mt, porque, como nós acompanhamos, a produção vai aumentar três vezes mais. Então, com esse novo preçário, quem não tiver casa melhorada o problema já será ele, porque, como sabemos, aqui na cidade de Nampula, quando chove, muitas casas caem por conta da falta de resiliência. Então esse assunto do cimento acolhemos com muita felicidade,” declarou.

Por sua vez, Mira Calisto disse ter recebido com entusiasmo o anúncio do aumento da capacidade de produção da fábrica, por considerar que poderá facilitar a concretização do sonho de construir a sua casa.

“Eu, quando ouvi o Presidente a falar, a primeira coisa que senti foi alívio, porque estou à espera de construir a minha casa. Então estou muito, mas muito mesmo feliz com o aumento da produção de cimento em Nacala”, afirmou.

Segundo apurou o Ikweli, a ampliação e modernização da fábrica permitirá elevar a produção para cerca de 1,2 milhões de toneladas de cimento por ano, reforçando a capacidade de abastecimento do mercado nacional e contribuindo para a redução da importação de matérias-primas.

A expectativa da população é que o aumento da oferta de cimento no mercado se traduza na redução do preço do produto, impulsionando a construção de habitações mais resistentes e contribuindo para a melhoria das condições de vida das famílias, sobretudo nas zonas mais vulneráveis às chuvas. (Malito João)

Parlamento Pan-Africano quer maior integração africana

O Presidente do Parlamento Pan-Africano, Fateh Boutbig, defendeu nesta segunda-feira (27 de Julho), uma nova fase de transformação institucional durante a abertura da Primeira Sessão Ordinária do Parlamento Pan-Africano, destacando a necessidade de reforçar o papel do órgão na promoção da paz, da integração económica e da implementação da Agenda 2063 da União Africana.

No seu discurso de abertura, Boutbig afirmou que o continente enfrenta um momento decisivo, marcado por desafios geopolíticos, económicos, sociais, ambientais e de segurança, que exigem respostas concretas das instituições africanas.

“Chegou o momento de o Parlamento Pan-Africano tornar-se um actor mais influente na definição das decisões continentais, mais sensível às transformações em curso e mais próximo das aspirações dos cidadãos africanos. África já não precisa de instituições que apenas debatam; precisa de instituições que liderem a mudança”, declarou.

O presidente do PAP, destacou que a sua equipa pretende implementar um amplo programa de reformas institucionais, com foco na modernização dos métodos de trabalho, no reforço da transparência, da governação e da eficácia legislativa.

Segundo Boutbig, a Agenda 2063 deve servir como referência para a atuação parlamentar africana “A Agenda 2063 é muito mais do que um documento estratégico, é um projeto civilizacional que reflete a determinação coletiva dos povos africanos de construir um continente forte, unido, próspero e pacífico.”, vincou.

A integração económica também ocupou lugar de destaque na intervenção. O representante do PAP sublinhou a importância da Zona de Comércio Livre Continental Africana (AfCFTA), defendendo a harmonização das legislações nacionais, a eliminação de barreiras comerciais e o fortalecimento da supervisão parlamentar para impulsionar o comércio intra-africano.

Na área da paz e segurança, Boutbig alertou para a persistência dos conflitos armados, do terrorismo, do extremismo violento e das mudanças inconstitucionais de governo, defendendo uma resposta africana baseada no diálogo, na mediação e no respeito pelo Estado de direito.

“Não pode haver desenvolvimento sem estabilidade, nem integração sem segurança”, observou.

O presidente reafirmou ainda o compromisso do Parlamento com a promoção dos direitos humanos, da democracia, da boa governação e da participação de mulheres e jovens na vida política do continente.

Entre as prioridades da sessão está também a segurança hídrica e o saneamento, considerados desafios estratégicos para o futuro de África, por isso, Boutbig apelou ao reforço da cooperação entre os Estados africanos na gestão dos recursos hídricos e ao aumento dos investimentos em infraestruturas de água e saneamento.

O seu discurso o introdutório foi marcado por uma mensagem de confiança no potencial africano e no papel do Parlamento Pan-Africano como motor da transformação continental.
“Esta é a hora de África, e é também a hora do seu Parlamento”, declarou.

A Primeira Sessão Ordinária decorre com uma agenda centrada nas reformas institucionais, na integração regional, na paz e segurança, na implementação da Agenda 2063 e no fortalecimento da diplomacia parlamentar como instrumento para enfrentar os desafios do continente. (Amade Abubacar)

“O Canto do Planeta Ferido” lançado em Nampula

Nampula (IKWELI) – Foi lançada nesta Sexta-feira (24), a obra poética “O Canto do Planeta Ferido” do escritor Bonifácio Fabião, que exorta a gestão eficiente do meio ambiente, considerando o desmatamento e destruição de espécies, muitas vezes feito sem salvaguardar uma herança para as futuras gerações. 

Falando na ocasião, Bonifácio Fabião referiu que a urbanização e a industrialização devem ser feitos considerando certos parâmetros. “As alterações climáticas são consequência das nossas actividades, aquilo que são as acções humanas. A urbanização de alguma forma acaba causando o desmatamento, fora da urbanização, temos o processo da industrialização que também é um processo que trouxe muitas questões ligado ao carbono que de alguma forma acaba alterando o clima,” afirmou Bonifácio, acrescentando que, “estamos todos a sentir falta de chuvas porque as épocas não são as mesmas em a mesma cai, e isso é o resultado das alterações. Nas zonas costeiras as águas acabam subindo mais e de alguma forma acaba provocando cheias. E há outras zonas onde acontecem secas, o que acaba afectando a produtividade e não só, todos os sectores acabam sentindo as influências das alterações climáticas,” declarou.

Face à problemática das alterações climáticas, o autor apela a consciência de cada ser humano porque tudo depende dele, “Se nós estamos assim agora e continuarmos com a mesma atitude de destruir o meio, é possível que as alterações climáticas venham causar uma catástrofe, haver extinção de uma parte da humanidade, o mundo não se tornar mais habitável,” alertou o escritor.

O escritor Bonifácio Fabião, é natural do distrito de Cahora-Bassa, Província de Tete, licenciado em Ensino de Biologia e além da obra “O Canto do Planeta Ferido,” é autor da obra “A Juventude e as Mídias sociais” que traz uma reflexão crítica em torno das dinâmicas juvenis na era digital, lançada em 2023. (Francisco Mário)

Nacala Logistics abre portas para futuros engenheiros da UniRovuma

Nampula (IKWELI) – A Nacala Logistics reforçou a sua aposta na formação de quadros nacionais ao apresentar programas de estágio destinados aos estudantes dos cursos de Engenharia da Universidade Rovuma (UniRovuma), numa iniciativa que culminou com a selecção de 20 estudantes para integrarem oportunidades de aprendizagem prática.

A actividade decorreu no campus de Napipine, em Nampula, e envolveu estudantes das licenciaturas em Engenharia Mecânica, Engenharia Electrotécnica, Engenharia Eléctrica, Engenharia Informática e Engenharia de Construção Civil, ministradas pela Faculdade de Engenharia da UniRovuma.

Durante o encontro, foram esclarecidos os critérios de candidatura, as áreas de actuação da empresa e as perspectivas de desenvolvimento profissional.

Na ocasião, o Analista de Recursos Humanos da Nacala Logistics, Arcanjo Marcos, destacou que a empresa pretende aproximar os estudantes da realidade do sector ferroviário e portuário, através de programas de formação prática.

“Para além do estágio académico, a empresa oferece também programas de estágios remunerados, bem como apoio a Projectos de Pesquisa e Extensão”.

O responsável explicou ainda que os programas foram concebidos para proporcionar experiência profissional aos futuros engenheiros, permitindo-lhes desenvolver competências técnicas e conhecer o funcionamento das diferentes áreas de actividade da empresa.

Por sua vez, o Director Adjunto de Pós-graduação, Pesquisa e Extensão da UniRovuma, Growene Queirós Mugas, considerou que a iniciativa fortalece a ligação entre a universidade e o sector produtivo.

“A iniciativa reforça a parceria entre a instituição e o sector empresarial, aproximando a academia do mercado de trabalho e contribuindo para a formação de profissionais mais qualificados e preparados para responder às necessidades da indústria. O programa é mais uma mais-valia para a universidade, em particular, e para a sociedade em geral. O país também ganha com isto.”

Os estudantes presentes manifestaram satisfação com as oportunidades apresentadas, destacando que a palestra permitiu esclarecer dúvidas sobre o mercado de trabalho e conhecer as possibilidades de crescimento profissional oferecidas pela Nacala Logistics, empresa responsável pela gestão do Terminal Portuário Multiusuário de Nacala-à-Velha e pela operação ferroviária de cerca de 1.700 quilómetros de linha férrea que liga Nacala a Moatize, passando pelo Malawi. (Malito João)

Psicólogos da UniRovuma levam atendimento 25 de Junho em Nampula

Nampula (IKWELI) – Cerca de dez psicólogos da Universidade Rovuma (UniRovuma), na cidade de Nampula, prestaram atendimento aos alunos da Escola Básica de 25 de Junho na sexta-feira) (24), com intuito de identificar dificuldades de aprendizagem e criar estratégias que facilitem o estudo dentro da sala de aula, no âmbito das celebrações do dia do psicólogo.

Trata-se de uma iniciativa levada a cabo por alguns psicólogos do Centro de Estudos de Psicologia Clínica da universidade em epigrafe que se juntaram ao grupo de pesquisa de saúde mental e qualidade de vida, para comemorar o dia daqueles profissionais fazendo uma actividade prática de atendimento às crianças.

Rosário Martinho Sunde, docente e chefe do departamento de Psicologia Clínica daquela instituição de ensino superior, disse ao Ikweli que cuidar da saúde mental permite que o individuo possa desenvolver outras capacidades cognitivas que tem, pois se a pessoas estiverem bem mentalmente estarão numa situação de bem-estar. 

“Nós trabalhamos com as crianças da 1ª classe à 3ª classe, porque são crianças que estão em fase de adaptação, e uma criança que está a entrar na escola precisa de se adaptar ao ambiente social. Estamos a dizer que é uma criança que acaba de sair de casa, um lugar fechado e vai a um ambiente social. Então esse tipo de crianças costumam ter muitos problemas e um deles é a adaptação. Quando uma criança fica sentada durante muito tempo numa sala de aula é anormal para ela, porque são novas regras a que é submetida,” disse Sunde.

De acordo com o psicólogo, quando uma criança entra na escola com novas exigências, uma das coisas que se faz é ajudá-la a se adaptar.

“Atendemos também crianças com problemas mentais, emocionais, problemas de falta de atenção, impulsividade, comunicação, crianças fechadas, que não têm uma orientação adequada. Conversamos com muitas crianças e fomos perceber que precisam de um atendimento psicológico,” revelou Sunde. 

De acordo com o nosso entrevistado, há uma necessidade de as escolas começarem a ter um psicólogo porque, no entender da fonte, “existem tantos problemas psicológicos conhecidos como transtornos de neuro desenvolvimento, aqueles que acontecem na idade de primeira etapa da escola das crianças, são problemas que podem ser hereditários ou durante o parto onde a criança nasce com os mesmos que podem afectar o desenvolvimento da pessoa, como défice intelectual, hiperatividade, impulsividade, dislexia, disgrafia, discalculia entre outros,” destacou o nosso entrevistado.

Por seu turno, a direcção da escola Básica de 25 de Junho enalteceu a presença dos profissionais de psicologia em reservar o dia para atender os alunos, e com promessas de sempre solicitar assim que poder para o acompanhamento dos meninos. (Francisco Mário)

UniRovuma desafia futuros professores a ensinarem por vocação

Nampula (IKWELI) – A Universidade Rovuma (UniRovuma) defendeu, na sexta-feira, (24) em Nampula, que o sucesso na carreira docente depende, antes de tudo, da vocação, do amor pelo ensino e do compromisso com a transformação da sociedade.

A mensagem foi transmitida durante uma palestra realizada no Instituto de Formação de Professores de Marrere, dirigida aos futuros educadores.

A iniciativa, inserida nas acções de extensão universitária e responsabilidade social da instituição, procurou incentivar os estudantes a reflectirem sobre o verdadeiro significado da profissão docente, destacando a necessidade de exercer a carreira com ética, dedicação e sentido de missão.

As docentes da UniRovuma, Graça Zinocacassa e Felismina Vantitia, orientaram a sessão e defenderam que a principal motivação de um professor deve ser a paixão pelo ensino e o desejo de contribuir para a formação de cidadãos. Segundo explicaram, a docência vai muito além da remuneração, sendo uma profissão capaz de marcar gerações.

“Não existe salário para pagar um professor verdadeiramente comprometido,” sustentaram as oradoras, acrescentando que “é preciso trabalhar com amor para poder transformar vidas.”

Os participantes consideraram que a palestra constituiu um espaço de partilha de experiências, reflexão e aprendizagem sobre os desafios e oportunidades da profissão. O encontro permitiu ainda aproximar os futuros professores da realidade vivida por profissionais que já actuam no sector da educação.

“Tivemos o privilégio de adquirir experiências de quem, também, passou por aqui; falamos de desafios e oportunidades que caracterizam a carreira do professor, principalmente o do ensino primário na actualidade,” afirmou Ambrósio Fernando, coordenador de actividades do Instituto de Formação de Professores de Marrere, acrescentando que a iniciativa reforçou a importância de uma escolha consciente da profissão e renovou a motivação para educar com responsabilidade, profissionalismo e espírito de trabalho. (Malito João)

Para residentes na diáspora: Portugal tem sido o país que mais emite BI’s moçambicanos

Maputo (IKWELI) – A Direcção Nacional de Identificação Civil (DNIC) revelou, recentemente em Maputo, que Portugal está entre os países no exterior que mais emitiu Bilhetes de Identidade (BI’s) para moçambicanos, com 988 documentos, seguido da África do Sul, com 603, e Alemanha com 299.

Segundo a porta-voz da DNIC, Gilda Lameque, a emissão de Bilhetes de Identidade no exterior é feito através das 14 missões diplomáticas e consulares, tendo igualmente sido registrado um aumento na emissão quando comparado o ano transacto onde foram emitidos 1 902, contra 2 602 do presente ano. 

Ainda segundo a porta-voz, no mesmo período foram recebidos 813.307 pedidos de emissão de BI, acima dos 677.305 registados no primeiro semestre do ano passado. O número de documentos levantados pelos cidadãos atingiu 857.478 equivalentes a 100,16% dos bilhetes produzidos, em resultado do remanescente transitado do exercício económico anterior.

Entre as principais realizações do semestre, Lameque destacou a expansão do sistema de pré-agendamento para todas as capitais provinciais desde 12 de janeiro, tendo sublinhado que os cidadãos podem marcar o atendimento para emissão do Bilhete de Identidade através da plataforma eletrónica da DNIC ou da linha telefónica 1488, medida que visa reduzir filas, melhorar a organização do atendimento e facilitar o acesso aos serviços.

Esta fonte destacou, igualmente, que com a campanha de massificação da emissão gratuita de Bilhetes de Identidade para cidadãos que tratam o documento pela primeira vez, iniciativa implementada no âmbito do projeto EDGE, e financiado pelo Banco Mundial, beneficiou cerca de 297.470 cidadãos entre janeiro e junho do ano em curso.

No âmbito do reforço da aproximação dos serviços aos cidadãos, no período em análise foram realizadas 1.749 brigadas móveis, contra 1.705 no mesmo período de 2025, permitindo atender 86.942 cidadãos em diferentes pontos do país. Paralelamente, continuam em curso brigadas móveis integradas de registo e identificação civil que visam alcançar todos os cidadãos que não tiverem bilhetes de identidade.

Com vista a responder a demanda na procura de bilhetes de identidade, a porta-voz fez saber que foram abertos dois novos postos de atendimento na cidade de Maputo, localizados nos bairros George Dimitrov e Mahotas.

No âmbito da prevenção e combate à fraude documental, a DNIC detetou quatro tentativas de obtenção ilícita de Bilhetes de Identidade entre janeiro e junho de 2026. Os casos envolveram três cidadãos de nacionalidade paquistanesa e um bengali, registados nas províncias de Nampula, Manica, Sofala e Maputo, encontrando-se os respetivos processos em tramitação legal. (Antónia Mazive)

Chapo aponta FENA como motor do crescimento económico de Nampula

Nacala (IKWELI) – O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, considera a Feira Económica de Nampula (FENA) uma plataforma estratégica para impulsionar o desenvolvimento da província e do país, destacando o elevado nível de organização e a capacidade do evento de promover o potencial produtivo local. 

As declarações foram feitas este sábado (25), no balanço da sua visita de trabalho de três dias à  província.

Durante a conferência de imprensa, realizada no término da visita, em Nacala-Porto, o Chefe do Estado afirmou que Nampula possui condições privilegiadas para liderar o crescimento económico nacional.

Segundo disse, a feira realizada em Malema permitiu constatar a força do sector agrícola e o dinamismo dos produtores e empreendedores locais.

Daniel Chapo defendeu que o aproveitamento das potencialidades da província, aliado ao incentivo ao empreendedorismo e ao aumento da produção, é essencial para gerar emprego, atrair investimentos e acelerar o desenvolvimento sustentável de Moçambique.

Na ocasião, o Presidente apelou à população para combater a desinformação e aos boatos que possam comprometer o ambiente de negócios, reforçando que a paz, a unidade nacional e a estabilidade são factores indispensáveis para o progresso do país. Chapo manifestou ainda satisfação pelo acolhimento recebido ao longo da visita e pelos encontros mantidos com as comunidades e autoridades locais. (Malito João)