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Há cada vez mais mães a dispensarem o aleitamento materno exclusivo

Nampula (IKWELI) – Uma pesquisa recente que envolveu, pelo menos, 100 mães que frequentam o Hospital Geral de Marrere, na cidade de Nampula, revelou que todas usam com frequência produtos industrializados na alimentação de bebés durante a fase de introdução alimentar, sobretudo, até aos 10 meses de vida.

A nutricionista Patrícia Chitive, que conduziu a pesquisa disse, ao Ikweli que essa prática é preocupante, porque com os tais hábitos alimentares a saúde do bebê fica comprometida.

Segundo a profissional, a maioria das mulheres inquiridas recorre principalmente a papas e alimentos à base de farinha na alimentação dos bebés, mas várias vezes recorreram a iogurtes e sumos industrializados como alternativas para complementar a dieta das crianças.

Chitive afirma que, em alguns casos, as famílias recorrem a produtos industrializados mesmo tendo rendimentos reduzidos, o que pode representar um peso adicional para o orçamento familiar.

“Fui entrevistar 100 mulheres, mães, e constatei esta introdução alimentar que dão aos seus filhos, com sumos e iogurtes industrializados. São pessoas que, em algum momento, têm um rendimento que nem sequer cobre aquilo que acabam comprando para os seus bebés”, observou.

A nutricionista considera que os resultados preliminares da pesquisa evidenciam fragilidades na promoção da educação alimentar e nutricional, defendendo que as mães precisam de receber mais informação sobre alternativas acessíveis e disponíveis localmente.

Para Chitive, o facto de uma família comprar um produto industrializado não significa necessariamente que esteja a proporcionar uma alimentação adequada ao bebé.

“Elas acham que, pelo simples facto de adquirirem uma papa industrializada ou um iogurte industrializado, estão a fazer muito bem à sua criança.”

A profissional defende, por isso, o aproveitamento de produtos naturais existentes nas comunidades, como mandioca, batata-doce, banana e laranja, que podem ser utilizados na preparação da alimentação infantil.

A pesquisa realizada com as 100 mães também reforça, segundo a nutricionista, a necessidade de intensificar a educação alimentar ainda durante a gravidez, para que as mães recebam informação sobre nutrição antes do início da introdução alimentar dos bebés.

Patrícia Chitive apela, assim, ao reforço das campanhas de educação nutricional nas comunidades e unidades sanitárias, com maior enfoque em alternativas alimentares saudáveis, acessíveis e produzidas localmente. (Fátima Mugaveia)

Ladrões voltam a semear terror em Mukhurua

Nampula (IKWELI) – Um grupo de meliantes está, desde a semana passada, a semear terror nas residências da zona de Mukhurua, no posto administrativo de Napipine, cidade de Nampula, onde os moradores relatam uma onda de assaltos que tem aumentado a insegurança na comunidade.

Segundo os moradores, a situação está a tomar contornos alarmantes nos últimos tempos, com os larápios a saquearem bens da população na calada da noite, aproveitando-se da ausência de patrulhamento policial para invadirem residências e levar diversos bens.

Nas últimas 24 horas, os malfeitores terão assaltado dois agentes de carteira móvel, tendo aparecido durante a noite munidos de instrumentos contundentes. Os assaltos deixaram os agentes sem condições para continuar a exercer as suas actividades, devido aos prejuízos causados.

“Nesses dias, a gente não dorme, por exemplo, ontem por volta das 2 horas veio um grupo que estragou a minha janela e entrou dentro, levou uma pasta que eu guardava meu dinheiro e recolheu todos meus telefones, assim estou sem como continuar com a minha actividade porque esses malfeitores estão sempre aqui e eu suspeito que não são pessoas de longe, são jovens daqui no bairro,” explicou Nino Fernando Michone, uma das vítimas.

Perante a situação, os populares pedem a intervenção das autoridades competentes, sobretudo da Polícia da República de Moçambique (PRM), para reforçar o patrulhamento nocturno e travar a onda de assaltos que, segundo os moradores, ocorrem principalmente a partir da meia-noite.

“Se partirmos pela justiça pelas próprias mãos isso não vai ficar bem, nós somos da comunidade não custa nada fazer uma patrulha a noite e por causa de estar cansado e pela agitação da população a gente pegar um ladrão alguma coisa não vai correr bem, então por isso estamos a pedir intervenção da nossa polícia para fazer patrulhamento nas noites porque os ladrões começam a fazer estragos lá para zero horas,” disse Maria João.

A onda de assaltos acontece numa altura em que, recentemente, os meliantes que se dedicavam a agressão de cidadãos e motorizadas numa ponte conhecida por Céu Azul e foram detidos. Com as detenções e posterior libertação dos supostos criminosos, os moradores afirmam que os roubos em residências passaram a ser uma nova preocupação, aumentando o sentimento de insegurança naquela zona. (Malito João)

Governador de Nampula visita o distrito de Nampula com mensagem de paz e união

Nampula (IKWELI) – O governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, iniciou, nesta terça-feira (11), uma visita de trabalho de 3 dias ao distrito de Nampula, circunscrição que coincide com a capital provincial.

A sua chegada, Abdula conversou com parte da população que o aguardava junto do edifico do governo do distrito, tendo apontando que veio com uma mensagem de aproximação, paz e união.

“Viemos trabalhar juntos, viemos aprender, conversa familiar. Viemos fazer apelos a união e viemos dizer que só se pode governar, só podemos trabalhar e ter resultados positivos, se nós ouvirmos a cada um dos fazedores desta província,” disse o governador, antes de orientar uma sessão extraordinária do distrito de Nampula.

Abdula seguiu, a posterior para a comunidade de Maratane, onde visitou um beneficiário do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), uma rádio comunitária, um sistema de regadio e um centro de saúde.

Acompanham o governador na visita, os directores provinciais e quadros do seu gabinete. (Redação)

Através de estágios profissionalizantes UniRovuma aproxima estudantes da realidade agrícola

Nampula (IKWELI) – Oito estudantes finalistas do curso de Engenharia Agronómica da Universidade Rovuma (UniRovuma) iniciaram uma nova etapa da sua formação académica, através de um estágio profissionalizante na empresa Viveiros Central, localizada em Namaita, há cerca de 30 quilómetros a sul da cidade de Nampula.

A iniciativa, segundo escreve a universidade no seu sítio de internet, surge de uma parceria estabelecida entre a Faculdade de Ciências Alimentares e Agrárias (FCAA) da UniRovuma e a empresa privada, com o propósito de colocar os estudantes em contacto directo com os desafios e as oportunidades existentes no sector agrário.

Para a direcção da FCAA, a experiência representa uma oportunidade para os estudantes transformarem os conhecimentos adquiridos nas salas de aulas em competências práticas, através do contacto com produtores, comunidades e diferentes técnicas de produção agrícola.

O director da FCAA, Prof. Pompílio Vintuar, citado na publicação, considera que a experiência no terreno será determinante para a preparação dos futuros engenheiros agrónomos, sobretudo por permitir que os estudantes compreendam melhor as realidades enfrentadas pelas comunidades rurais.

A parceria prevê, igualmente, uma componente de investigação, com a Viveiros Central a esperar o envolvimento da UniRovuma na procura de soluções científicas para a produção de plantas, controlo de pragas e desenvolvimento de mudas mais acessíveis aos produtores.

Segundo o gestor da empresa, Rui Matos, a colaboração com a universidade poderá ajudar a transformar experiências práticas em conhecimentos cientificamente comprovados, capazes de responder às necessidades do sector agrícola.

A iniciativa conta também com o interesse do Instituto de Amêndoas de Moçambique, que defende que a ligação entre a academia e o sector produtivo pode contribuir para o desenvolvimento de soluções ambientais e para o aumento da produção de castanha de caju na província de Nampula.

Os oito estagiários fazem parte de um universo de 68 finalistas de Engenharia Agronómica da FCAA, num modelo de formação que procura aproximar cada vez mais a universidade do sector produtivo e preparar profissionais capazes de responder aos desafios da agricultura moçambicana. (Malito João)

Igreja católica nega que irmãs em Mecubúri tinham sofrido violência sexual

Nampula (IKWELI) – A Igreja Católica de Moçambique, em Nampula, desmente as informações que circulam em alguns canais de mídia, sobre uma suposta violação sexual às irmãs da paróquia nossa senhora da Assunção de Mecubúri, após um assalto por malfeitores na noite de 8 do mês em curso.

Segundo o padre Estêvão Júlio, vigário geral da Arquidiocese de Nampula, os agressores invadiram os aposentos das irmãs, passando por cima de um muro de vedação, e partiram para violência física, além de levarem alguns materiais informáticos, como computador, telefone e valores monetários.

“Quando recebemos a informação do ocorrido, fomos até lá para presenciar e dar apoio àquelas nossas irmãs, de facto encontramos as irmãs pelo caminho do hospital, porque estão mal, por conta dos ferimentos das catanadas,” disse o padre Estevão.

“Lá encontraram uma das irmãs, Verônica, que tanto sofreu, porque eles queriam dinheiro, e depois de levarem o dinheiro puseram-se em fuga, entraram no bairro, e as meninas que presenciaram o cenário correram para o posto Policial e mais tarde os agentes da polícia chegaram ao local no sentido de intervir na acção”, prosseguiu o representante da igreja em Nampula.

Para vigário geral da Arquidiocese de Nampula, os meliantes são pessoas mais próximas da paróquia.

Entretanto, a fonte que falava em conferência de imprensa, na tarde de segunda-feira (10), na cidade de Nampula, condenou a desinformação excessiva sobre o incidente nas redes sociais.

“A respeito da violação sexual, aquilo que passou nas redes sociais não é verdade, nem com as meninas no lar e muito menos com as irmãs, elas não sofreram violação sexual, ficamos muito indignado pelas informações mal apresentadas. Nós temos 3 irmãs consagradas lá em Mecubúri e 5 irmãs formandas e apenas foram 2 espancadas, mas sem violência sexual, aqui em Nampula é pela primeira vez que a gente reporta este tipo de cenário, não soubemos quais são as razões que os malfeitores vieram fazer aquele tipo de acto a nossas irmãs que estão a ser muito úteis para a comunidade daquele distrito”.

Dércio Samuel, porta-voz do Comando provincial da PRM em Nampula, questionado a respeito do caso, confirmou e disse que a corporação está a trabalhar no sentido de neutralizar os indiciados para responsabilizar criminalmente pelos seus actos, até porque há um detido suspeito no crime. (Hermínio Raja)

EMUSANA quer chefes de quarteirões na gestão de resíduos sólidos

Nampula (IKWELI) – O director da Empresa Municipal de Saneamento de Nampula (EMUSANA), Nuno Ibraimo, anuncia que aquela entidade vai passar a trabalhar com os chefes de quarteirões para garantir uma maior e melhor gestão de resíduos sólidos na urbe.

“Os chefes de quarteirão vão passar a ser agentes de limpeza, é uma estratégia que estamos a usar para chegar àquelas comunidades de lá de dentro que o camião não consegue chegar, mas está lá o chefe de quarteirão,” referiu Ibraimo, explicando que a iniciativa, igualmente, contribuirá para despoluir os rios, com vista a reduzir os casos de doenças de origem hídrica através da melhoria da qualidade da água.

Aquele dirigente sublinhou que, neste momento, estão em curso algumas acções de sensibilização ao nível das comunidades, sobre a gestão de resíduos sólidos e alocação de sacos de cerca uma tonelada para permitir que os munícipes deixem o hábito de depositar lixo no chão.

Aquele responsável ainda referiu que o aterro sanitário de Natikiri vai em grande medida contribuir para a gestão eficiente dos resíduos sólidos. “O aterro municipal de Natikiri vai trazer melhor abordagem no contesto de resíduos sólidos, já não vai ficar muito tempo parado, vamos ter menos poluição, pragas como moscas, doenças hídricas.”

A EMUSANA prevê adquirir um total de 60 novos contentores nos próximos tempos. (Virgínia Emília) 

Malfeitores inventam lista de vagas que não existem em Nampula e governador desmascara-os

Nampula (IKWELI) – Pessoas mal-intencionadas colocaram em circulação, nesta terça-feira (11), uma lista com dezenas de nomes, num despacho atribuído ao Gabinete do Governador de Nampula, alegadamente, de substituição de funcionários no sector da saúde.

Constando de um falso “despacho nº 303/2026 – Substituição de Técnicos de Saúde”, o mesmo solicita cidadãos que supostamente concorrem para vagas nas áreas de Técnicos de Medicina Geral SMI, Técnicos de Laboratório, Agentes de Serviço, Técnicos de Farmácia e Motoristas de Ambulância.

O governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, tratou de, imediatamente, desmentir a falsa notícia, referindo que, primeiramente, a assinatura e rubrica que constam do documento serem falsas, por isso “é uma acção criminosa de bandidos e malandros com objetivo de desestabilizar e enganar.”

Abdula convida aos cidadãos a não acreditarem, a não partilharem e a não darem seguimento, pois “o Governo só comunica assuntos oficiais através dos seus canais institucionais. Pedimos máxima atenção e serenidade.” (Redação)

SAAS aprimora estratégias para evitar a perda de água em Nampula

Nampula (IKWELI) – As perdas de água que se verificam nos sistemas públicos de abastecimento do precioso líquido na província de Nampula têm dias contados, pois a Águas e Saneamento de Nampula (SAAS – Nampula) tem vindo a discutir estratégias para ultrapassar a situação.

Com efeito, na semana passada, a SAAS – Nampula reuniu-se e concluiu que, durante o primeiro semestre, registou desperdício de mais de 50% de água produzida, condicionando assim a eficiência operacional e sustentabilidade dos serviços.

A primeira reunião oficial de balanço da Água e Saneamento de Nampula, S.A (SAAS-Nampula), juntou reuniu diretores centrais, gestores das Unidades de Negócio de Nampula e Nacala, responsáveis pelas zonas especiais de Angoche e da Ilha de Moçambique, chefes de gabinete, representantes dos trabalhadores e outros quadros da empresa.

Face a situação de desperdício da água, a SAAS-Nampula tem como estratégia, para o segundo semestre, a melhoria da facturação e cobranças, a reparação célere de fugas e o reforço da manutenção das infraestruturas.

“A empresa deverá concentrar esforços na melhoria de cadastro comercial e operacional, na expansão dos meios eletrónicos de pagamento e na preparação dos sistemas para as diferentes estruturas da empresa, reforçando uma cultura de gestão orientada para resultados, responsabilização e melhoria contínua.”

Todavia, com a medida, a SAAS-Nampula pretende assegurar uma gestão responsável, eficiente e coordenada, orientada para a sustentabilidade dos sistemas e para a melhoria progressiva da qualidade dos serviços prestados à população.

Na abertura, o administrador delegado do SAAS-Nampula, Gregório Cassamo Atibo, destacou a importância da reforma institucional em curso para o fortalecimento da gestão, a sustentabilidade dos sistemas e a melhoria contínua dos serviços de abastecimento de água e saneamento na província. (Francisco Mário)

Disputa por terreno em Mutotope leva 4 membros da mesma família a cadeia

Nampula (IKWELI) – Quatro (4) membros da mesma família, nomeadamente mãe, filho e dois sobrinhos, foram detidos pela Polícia de República de Moçambique (PRM), na cidade de Nampula, acusados de agressão e incêndio de residências do secretário e amigos do secretário da Unidade Comunal de Mutotope.

Segundo o porta-voz da PRM, Dércio Samuel, os detidos fizerem justiça pelas próprias mãos, quando, supostamente, estavam a impedir a venda de um terreno, um negócio que supostamente estava a ser materializado pelo secretário e um morador local.

“Estes teriam agredido um cidadão residente e chefe do quarteirão, do bairro de Muhala expansão, unidade comunal de Mutotope, alegando que este teria usurpado a terra da senhora que se encontra sob custódia policial, que incendiaram a casa do chefe do quarteirão, e a posterior os mesmos teriam vandalizado 4 residências”, disse, acrescentando que o secretário está de baixa num hospital a receber cuidados médicos.

Os indiciados, entrevistados pelo Ikweli, revelaram que partiram para cima das vítimas porque, alegadamente, o secretário teria agredido fisicamente uma idosa muda, neste caso a mãe da mulher detida, sem piedade.

Outro detido, de 36 anos de idade, explicou que “tenho talhão aqui na cidade [de Nampula] que meu avô me deu, e construi minha casa e levei meu sobrinho para ir me ajudar a cobrir, veio o secretário do bairro junto com os seus amigos e começaram a dizer que eu não tinha que fazer nada porque ele queria vender, uma vez que já vendeu todos os espaços de lá do bairro e só faltava o meu. Minha mãe como estava aí e é muda ele veio e bateu nela, e com dor batemos”, justificou, revelando que o terreno estaria a venda no valor de 500.000,00Mt (quinhentos mil meticais) a 300.000,00Mt (trezentos mil meticais).

A fonte disse ainda que ele e os familiares reagiram em legitima defesa. “Eram cerca de 10 pessoas com esse secretário, todos eles armados com arma branca como catanas, e nós estávamos indefesos, tiveram que bater meu irmão na cabeça com essa catana. No local tinha muita gente e foram eles que incendiaram as residências, não somos nós, sendo que cada pessoa estava a defender seu talhão que estavam a ser vendidos pelo secretário e nós não lhe agredimos, mas sim o secretário é que estava a nos agredir,” contou. (Virgínia Emília)

“Makha” e soruma levam aos calabouços 5 mulheres chefes de famílias

Nampula (IKWELI) – Pelo menos cinco mulheres chefes de família estão, desde semana finda, a ver o sol aos quadradinhos, por suspeita de consumo e venda de drogas.

As indiciadas são residentes nos bairros municipais de Namicopo, Carrupeia, Murrapaniua e Muatala e na posse delas foram apreendidas 372 gramas de cannabis sativa, droga popularmente conhecida por soruma, e 6 saquetas metafetamina, na fórmula designada por makha.

Uma das indiciadas explicou que terá sido chamada por sua amiga para comprar dreads, e a polícia a recolheu sem explicações claras. “Estou aqui porque meu amigo tinha me ligado para comprar dreads a 250,00Mt (duzentos e cinquenta meticais) e a polícia me levou sem eu perceber nada, eu apenas bebo bebidas alcoólicas há 5 anos, porque eu quero e nunca consumi droga.”

Outra referiu, ainda, que “estou aqui porque a polícia me levou enquanto acompanhava minha amiga na cidade, na casa do sogro, eu não sou consumidora de droga, até agora não sei, porque estou aqui, apenas bebo bebidas alcoólicas.”    

Na mesma ocasião, foram detidos 20 indivíduos também acusados de consumo e venda de drogas.

Um dos indiciados, de 19 anos de idade, confessou o crime que “estou aqui porque eu e o meu comparsa fomos interpelados por agentes da polícia as 4 horas, quando estávamos a sair da zona da Faina, e só tínhamos dois charos [cigarros de preparação rudimentar] de soruma, íamos atrás de umas moças. Não nego, sou consumidor de droga, e não sou vendedor.”

Ainda em entrevista ao Ikweli, o indiciado revelou que consome droga porque desenvolve um trabalho duro, “O que me leva a consumir droga, é que eu faço trabalhos duro, sou escavador de muitas atividades, como fossas, poços tradicionais e outros, e por dia posso consumir 3 a 4 gramas, e compro 50,00Mt (cinquenta meticais) a cada dia, para conseguir trabalhar, porque sem consumir não consigo fazer nada.”

O Porta-voz da PRM em Nampula, Dércio Samuel, explicou que foi possível a detenção dos indiciados, sobretudo as mulheres através de denúncias populares. (Virgínia Emília)