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Atletas de Nampula podem adiar sonho de participar o campeonato nacional de atletismo

Nampula (IKWELI) – A Associação Provincial de Atletismo de Nampula enfrenta dificuldades para financiar quatro (4) atletas que vão representar a capital do norte no campeonato nacional da modalidade em destaque a decorrer entre 3 a 7 do mês de Outubro em Maputo.

A dificuldade foi manifestada ao Ikweli pelo vice-presidente daquela associação a nível da província de Nampula, Aduhuri Júlio Mutavi, destacando que o impasse centra-se na aquisição das passagens, alojamento, assim como alimentação para a equipa que vai sair em direção a capital de Moçambique.

“Até agora não sabemos se poderão ir ou não, porque a comissão gestora da Federação Moçambicana de Atletismo prometeu apenas apoiar dois atletas e a meta é de seis elementos que anseia-mos para a viagem e isso implica que a província também deve fazer a sua parte. Com as dificuldades que enfrentamos de modo a poder participar, pelo menos cento e dez mil metical poderia custear as nossas despesas,” disse Mutavi apelando intervenção de pessoas de boa fé.

“O atletismo é uma associação sem fins lucrativos, a fonte de aquisição de rendimento é menor e como tal, estamos em todos momentos a correr de um lado para outro, as léguas são únicas formas de massificação do próprio atletismo. Gostaríamos que as empresas locais nos apoiassem, recentemente fizemos um campeonato provincial e até agora não premiamos os vencedores,” frisou a fonte.

Apesar das dificuldades, o nosso entrevistado garantiu que os trabalhos estão a ser feitos para que os atletas que possivelmente vão participar no campeonato tragam uma boa prestação. “Caso tenhamos a oportunidade de viajar, prometemos fazer o máximo de modo a trazermos o nome da província em atletismo,” prometeu Mutavi. (Francisco Mário)

UniLúrio e parceiros vacinam mais de 33 mil crianças contra o sarampo em Nacarôa

Nampula (IKWELI) – A Universidade Lúrio (UniLúrio), em parceria com a Amref Health Africa e as autoridades de saúde, participou na campanha de bloqueio do surto de sarampo no distrito de Nacarôa, que alcançou 33.457 crianças dos seis aos 59 meses, correspondentes a 108% da meta inicialmente estabelecida.

A intervenção decorreu, segundo um comunicado de imprensa da instituição, de 7 a 11 de Agosto, no âmbito do projecto Strengthening Vaccine Delivery Systems (VDS) in Mozambique, financiado pela Pfizer Foundation, sob coordenação estratégica da UniLúrio e da Amref Health Africa, em parceria com a Direcção Provincial de Saúde de Nampula e o Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social (SDSMAS) de Nacarôa. A meta inicial era vacinar 31.040 crianças.

Para garantir maior cobertura territorial, segundo a mesma nota de imprensa, foram mobilizadas 67 equipas de vacinação para sete áreas de saúde, através de postos fixos, brigadas móveis e brigadas porta a porta. A estratégia permitiu levar a vacinação às unidades sanitárias e a diferentes pontos das comunidades, incluindo escolas, creches, igrejas, mesquitas e feiras.

“No primeiro dia foram vacinadas 6.847 crianças, número que subiu progressivamente até atingir 33.457 no quinto e último dia, superando a meta em 2.417 crianças. O resultado corresponde a uma cobertura de aproximadamente 108%,” lê-se na nota, que prossegue referindo que “a campanha permitiu ainda identificar 50 crianças que nunca tinham sido vacinadas e alcançar 32.899 pessoas através da mobilização social e educação em saúde. Não foram registados Eventos Adversos Pós-Vacinação durante os cinco dias, enquanto a taxa de desperdício vacinal se manteve em níveis

reduzidos.”

A UniLúrio esteve envolvida no acompanhamento das actividades no terreno e na gestão e implementação da campanha, em articulação com a Amref Africa, Direcção Provincial de Saúde e SDSMAS-Nacarôa.

A campanha surge num contexto em que, em Julho de 2026, a província de Nampula contabilizava 801 casos de sarampo, dois óbitos e oito distritos em situação de surto activo, levando ao reforço da vacinação e da vigilância epidemiológica e à identificação de Nacarôa como uma das áreas prioritárias de intervenção. (Redação)

Em resultado de uma luta travada pelo governador: Munícipes de Nampula celebram melhoria no abastecimento de combustível

Nampula (IKWELI) – Os munícipes da cidade de Nampula mostram-se satisfeitos com a melhoria no abastecimento de combustível registada nos últimos dias, depois das medidas adoptadas pelas autoridades provinciais para travar a proliferação da venda informal de gasolina e reduzir a concentração de pessoas nas bombas de combustível.

Eduardo Mariamo Abdula, governador de Nampula, lançou uma campanha contra a proliferação da venda de combustíveis em locais não autorizados e condições inapropriados.

De acordo com alguns cidadãos e moto-taxistas ouvidos pelo Ikweli, actualmente verifica-se maior tranquilidade nas bombas da cidade, situação que contraria o cenário registado anteriormente, marcado por longas filas e pela presença de pessoas que procuravam adquirir grandes quantidades de combustível para posterior revenda.

Raiton Júlio, moto-taxista que opera na praça de Trim Trim, conta que chegou a deixar de trabalhar devido ao elevado preço e a dificuldade de acesso ao combustível. “Mas com essa nova regra do tio Salimo, você pode ir a uma bomba e não encontrar ninguém. Há muito tempo todo mundo estava galões e aquilo nos prejudicava muito, porque não tínhamos como acordar às cinco horas para comprar somente um litro de gasolina. Então estamos muito satisfeitos com essa nova realidade,” afirmou.

Fabião Silvestre também revelou ao Ikweli que guarda más recordações do período em que a escassez de combustível se agravou. Segundo conta, chegou a enfrentar dificuldades para conseguir gasolina para transportar uma pessoa doente ao hospital. “Um dia tinha minha filha doente e eu queria lhe mandar ao hospital, mas queria somente um litro e ninguém me deixou abastecer, porque para eles a prioridade eram tambores. Quando ouvi que já estão a proibir galões, fiquei muito feliz. Assim, estou aqui nas bombas sem precisar seguir bicha, estamos a abastecer à vontade.”

Rafael Manuel antigo vendedor informal de combustível, considera que as medidas adoptadas pelo Governo vieram para corrigir uma situação que estava a prejudicar tanto os consumidores como os vendedores que já trabalhavam no sector.

“Era de pior o que estava a acontecer. Até nós, para abastecer, tínhamos que ser através da bolada lá nas bombas. E cada pessoa queria vender gasolina e nós, que tínhamos iniciado o negócio não tínhamos um lucro, por isso quando começaram a proibir gostei muito apesar de que todos estamos no bairro, então o que tio Salimo fez gostei muito,” disse.

Manuel defendeu ainda que medidas semelhantes sejam aplicadas em outros pontos da província, sobretudo no distrito de Nacala Porto. “Se chegasse em Nacala essa regra seria muito bom, porque pessoas de Nacala estão a piorar, toda a rua você encontra gasolina, a partir do controlo de Matibane encontra-se combustível e nas bombas a confusão não acaba, com homens de tambores e galões.”

Segundo apurou o Ikweli, a maioria das bombas de combustível visitadas na cidade de Nampula apresenta actualmente um ambiente mais tranquilo, sem as longas filas e aglomerações que se verificavam anteriormente, permitindo que os consumidores tenham maior facilidade para abastecer as suas viaturas e motorizadas.

A melhoria é vista pelos munícipes como um sinal positivo, sobretudo por quem depende diariamente do combustível para trabalhar, como os moto-taxistas. Os consumidores esperam que as medidas de controlo continuem a ser aplicadas para garantir maior disponibilidade de combustível e evitar o regresso das filas e da venda informal que, segundo os entrevistados, dificultavam o acesso ao produto. (Malito João)

Suposto ladrão carbonizado em Liupo

Nampula (IKWELI) – Um cidadão de 30 anos de idade, casado e pai de três filhos, foi carbonizado por populares nesta quarta-feira (18) no bairro de Namunlo, vila distrital de Liupo, a sul de Nampula, por suspeita de roubo.

Trata-se de mais um caso de justiça pelas próprias mãos, onde o malogrado foi encontrado numa residência a tentar furtar e a população decidiu colocar fim a sua vida. “Quando regressei da machamba ouvi que existe um cidadão que foi carbonizado, fui verificar e encontrei o corpo. Nunca aconteceu aqui no nosso bairro, mas segundo informações, era um ladrão que protagonizava assaltos. Por enquanto não sei se foi devido a sua actividades maléficas que foi morto, “disse Ussene Raul, secretario do bairro de Namunlo.

Juma Agostinho, familiar do finado, não descarta a possibilidade de ter sido carbonizado devido a roubo em residências. “Provavelmente voltou a fazer actividades ilícitas, e como familiar é de lamentar a situação, apesar de ser uma profissão não aconselhável, é triste para nós,” lamentou.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) a nível do distrito de Liupo apelou a população para que não paute em resolver os problemas com as próprias mãos.

“Daquilo que podemos perceber, o cidadão morto era um larápio e foi numa das casas próximo à escola secundária protagonizar assalto e a população tomou algumas medidas que não devem ser. Ele foi carbonizado e acabou perdendo a vida. Quero pedir a população para em caso de encontrar um ladrão, levem para justiça,” sublinhou Nakuite Rafael Manuel, representante do SERNIC em Liupo. (Francisco Mário)

Larde transforma citrinos em negócio e conquista mercados de Nampula

Nampula (IKWELI) – O distrito de Larde, na província de Nampula, está a afirmar-se como uma das zonas com potencial para a produção de citrinos, impulsionado pelo crescimento de iniciativas agrícolas de média e grande escala e pela capacidade dos produtores locais de abastecer mercados dentro da província.

O cenário foi constatado durante a Monitoria da Campanha Agrária 2025/2026, realizada por uma equipa de técnicos do Serviço Distrital de Actividades Económicas (SDAE), liderada por Sousa Ussene, Chefe da Repartição da Agricultura, que acompanhou de perto a produção e comercialização agrícola no distrito.

Entre os produtores que se destacam está Delfim Bonifácio Auiba, que explora cerca de cinco hectares exclusivamente dedicados à produção de citrinos.

Actualmente em fase de colheita, a produção já está a alcançar outros pontos da província, com o produtor a preparar o segundo carregamento de citrinos para os mercados das cidades de Nampula, Nacala e outros centros de comercialização.

A actividade de Delfim Bonifácio Auiba não se limita aos citrinos. O produtor também aposta no cultivo de diversas culturas agrícolas, tanto na primeira como na segunda época, com destaque para a produção de hortícolas.

″Vendemos em muitos sítios até ao mercado do Waresta, Nacala e Nampula. Também produzimos repolho entre outras culturas e isso nos ajuda muito porque conseguimos sobreviver sem preocupação por causa desta nossa actividade, então somos felizes e produzimos muito.”

A dimensão do empreendimento revela ainda um potencial de crescimento significativo, uma vez que o produtor possui mais de 100 hectares em exploração, demonstrando a possibilidade de expansão da actividade agrícola e de aumento da oferta de produtos para os mercados. (Malito João)

Corpo sem vida encontrado junto a linha férrea no bairro de Namicopo

Nampula (IKWELI) – Corpo sem vida de um cidadão, de aparentemente 30 anos de idade, foi encontrado na manhã desta quarta-feira, (19), à beira da linha férrea, na zona da Padaria Nampula, bairro de Namicopo, cidade de Nampula, apresentando sinais visíveis de espancamento.

Fontes no local disseram não conhecer o cidadão encontrado sem vida e afirmaram que situação do género não acontecia há bastante tempo naquela zona residencial. O achado surpreendeu os moradores, que se deslocaram ao local logo nas primeiras horas da manhã para perceber o que teria acontecido.

Perante o acontecimento, José Caetano, residente naquela área, contou que a população foi surpreendida ainda de madrugada e voltou a alertar para a necessidade de reforço da segurança na zona.

“Nessa área há muita marginalidade, isso já reportamos várias vezes para nossa polícia para que venha reforçar, com isso poderia diminuir em termos deste acontecimento mas também não vou condenar a polícia porque antes tínhamos a nossa terceira esquadra a mesma população vandalizou agora com essa nova inauguração da esquadra está funcionar a polícia vai fazer o seu trabalho, porque até agora esse que perdeu vida mesmo se é ladrão não merece morrer desse jeito, então precisamos colaborar junto com a polícia.”

Por sua vez, Joaquina Maurício disse que, este ano, é a primeira vez que presencia uma situação desta natureza naquela zona e manifestou preocupação com o sucedido. “Eu também estou preocupada com isso, tentamos ver ali a pessoa ninguém conhece, mas estamos muito tristes porque as pessoas agrediram o seu corpo e pedimos socorro para essa situação não se repetir e esperamos que a polícia possa investigar, perceber como e quem matou aquele jovem se é ladrão não sei, mas também esse tipo de crime não ajuda para o bem do nosso bairro.”

Já Diniz Sebastião levantou a possibilidade de o cidadão ter sido morto noutro local e posteriormente transportado para a zona da Padaria Nampula, numa tentativa de encobrir o crime. “Aqui no bairro ninguém conhece esse jovem então aquilo que estamos a ver foi morto num outro sítio e lançado aqui na linha férrea para pensarem que foi comboio enquanto não.”

As declarações dos moradores revelam diferentes percepções sobre as circunstâncias da morte, enquanto a comunidade aguarda por esclarecimentos das autoridades competentes. Os residentes apelam para uma investigação que permita determinar a identidade da vítima e as circunstâncias que levaram à sua morte.

Antes da retirada da equipa do Ikweli do local, o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) encontrava-se no local a criar condições para a retirada do corpo e realização dos trabalhos subsequentes. Até aquele momento, não eram conhecidas oficialmente as circunstâncias da morte nem a identidade da vítima. (Malito João)

Nampula: Jovens trabalhadores desconhecem movimento sindical que defende seus direitos laborais 

Nampula (IKWELI) – O comité nacional do jovem trabalhador da Organização dos trabalhadores de Moçambique-OTM Central Sindical em Nampula mostra-se preocupado com o desconhecimento dos jovens da organização que defende seus direitos laborais, facto que se verifica pela fraca procura daquele tipo de serviços.

Cecília Awenavila, coordenadora do comité nacional da organização, refere que a situação tem dificultado a defesa dos direitos laborais por parte daquela entidade.

“Actualmente o desfaio é aproximar o trabalhador e ganhar a confiança da organização, muitos não conhecem ou não acreditam que podem ter acolhimento, pretendemos ter ferramentas que se adequem a realidade para militar a favor dos que realimente precisam. Como sindicato nós achamos que temos que nos reinventar e queremos sair um pouco do formalismo e aproximar trabalhador de forma descontraída.”

Para melhorar a relação entre a OTM-Central Sindical e os trabalhadores, Awenavila garantiu que estão em manga actividades desportivas. “Nós queremos usar o desporto que vai decorrer no distrito de Nacala-Porto no dia 21 de Agosto para dizer que nós existimos, mostrar quem somos e estarmos próximos do trabalho da organização e organização do trabalhador, esta é uma estratégia que acreditamos que vai solucionar os interesses laborais dos jovens moçambicanos.”

A Organização dos Trabalhadores de Moçambique-Central Sindical celebra no próximo dia 13 de Outubro 50 anos da sua existência. (Nelsa Momade)

Artistas de Nampula prometem imortalizar o legado de Cardoso

Nampula (IKWELI) – Artistas da cidade de Nampula prometem continuar com os ensinamentos do ícone Justino Cardoso, artista gráfico e escritor, que perdeu a vida nesta segunda-feira (17) no Hospital Central de Nampula, vítima de doença.

Em entrevista ao Ikweli, os artistas afirmaram que Justino Cardoso não foi apenas um artista gráfico e escritor, foi um homem profundamente comprometido com a preservação da história, da identidade e das memórias, pois ao longo da sua vida, dedicou o seu talento a valorização da cultura do povo de Moçambique, particularmente a cultura macua e maconde.

“O mestre Justino Cardoso compreendia que a cultura não é apenas aquilo que herdamos do passado. É também aquilo que temos a responsabilidade de preservar e transmitir as gerações vindouras. Foi essa consciência que fez da sua caminhada uma referência,” entende o escritor Nélio da Costa.

O nosso entrevistado afirmou que a sua obra deu rosto a histórias de Moçambique, pessoas, costumes e acontecimentos do seu tempo através da sua arte, contribuiu para que a história permanecesse viva, por isso, a sua morte não representa apenas a partida de um artista.

“É a partida de um homem que compreendeu que pintar, desenhar, escrever, e criar são também formas de servir o povo, como artistas temos a responsabilidade de continuar a criar, preservar e valorizar a cultura moçambicana com a mesma consciência de que a arte é memória, identidade e património,” sublinhou da Costa.

A fonte deixou um apelo as autoridades e as instituições culturais para que a obra e o legado de Justino Cardoso sejam preservados, estudados e apresentados as novas gerações, para que o seu nome continue a ocupar o lugar que merece na história da cultura moçambicana.

Michael Nivorocha, escritor e presidente dos escritores de Nampula (GEN) afirmou que a classe artística e a população em geral perderam uma grande pessoa.

“É um vazio grande, mas o seu legado permanecerá em todos nós, e em particular aquele que cruzou a sua arte, sua simplicidade e forma inigualável de ser. Devemos honrar a memória do mestre Justino Cardoso para que sua contribuição não seja em vão,” realçou Nivorocha.

Já o músico e secretário executivo da Associação dos Músicos de Nampula (AMUNA), Sebastião Damas, advoga que há uma necessidade de honrar a pessoa que dá contribuição para a sociedade ainda em vida, porque está se tornar moda falar bem quando um artista de destaque morre, portanto há necessidade de reverter está situação.

Todavia, “temos que ter a cultura de enaltecer os artistas, por exemplo porque não se dar uma das ruas o nome de Justino Cardos porque foi uma grande figura. Devemos começar a pensar localmente, valorizar aquilo que é o nosso valor cultural,” rebateu Damas. (Francisco Mário)

Campeonato província de futsal de Nampula: GDX GOLEIA MUHALA EXPANSÃO NO ARRANQUE DA 2ª VOLTA

Nampula (IKWELI) – Arrancou no passado domingo (16) a segunda volta do campeonato provincial de futsal de Nampula, da presente época desportiva. O destaque vai para a vitória folgada do Grupo Desportivo Xicomu (GDX) frente da equipa de Muhala Expansão (XPS), por 7-1.

A expectativa da maioria dos desportistas era que o Xicomu tivesse uma vitória não assuada, por conta das fragilidades que Muhala Expansão demonstrou durante a primeira volta da competição, mas a realidade do jogo do último domingo provou o contrário, pois foi uma equipa de Muhala que de tudo fez para complicar a poderosa equipa do Xicomu.

Nos primeiros dois minutos do jogo a turma de Xicomu abriu o activo por intermédio de ASK, o que acentuou as previsões de uma possível goleada à moda antiga, mas minutos depois Muhala Expansão anulou o resultado, após Beluxo chegar ao golo de empate.

Era susto para os “gladiadores”, alcunha com que é tratada a equipa do Xicomu. Aliás, depois do empate, Expansão renovou as esperanças e ia procurando aumentar o golo, quiçá conseguir um resultado histórico na competição. Mas, a inexperiência da equipa fez com que abrisse espaço de manobra do Xicomu e Celso devolveu a vantagem para a sua equipa.

Com 2-1, a esforças do Muhala passou a retardar significativamente, favorecendo ainda mais a exibição do adversário.

O terceiro golo veio nos pés de Zira, e Celso voltou a brilhar ao marcar o seu segundo golo, e o quarto para o seu conjunto. Assim, a primeira parte terminou em 4-1, vantagem para o Xicomu.

Outros golos que selaram o triunfo dos gladiadores surgiram na etapa complementar, por intermédio de Nick, Saugy e Amadinho.

Outros jogos desta jornada, a 12ª do campeonato, forneceram os seguintes resultados: AMSS FC 0-4 Padaria Ayaan FC, UDN 2-1 DMS, Academia Militar 3-8 Ferroviário de Nampula, Etoile de Guineé 6-2 Construções Auro, Moznaf 7-4 Onena FC. (Constantino Henriques, colaboração)

Fase final do Nampulense 2026: Sporting de Nampula empata em Nacala e dá um passo à frente

Nampula (IKWELI) – O Sporting de Nampula deslocou-se a Nacala, no pretérito fim-de-semana, por onde empatou diante do Desportivo local, por 1-1.

O jogo estava inserido na 2ª jornada, da primeira volta da fase final, do campeonato provincial de futebol de Nampula, o Nampulense, visando apurar duas equipas representantes da considerada província mais populosa de Moçambique, na poule norte de apuramento ao Moçambola do próximo ano.

Os jogos envolvendo o Desportivo de Nacala e Sporting de Nampula têm sido os verdadeiros clássicos da província de Nampula, e no domingo passado não foi diferente. Foram duas equipas que se bateram duramente, tendo em conta o principal objectivo da época das duas colectividades, que passa por disputar a poule, competição que dá acesso ao Moçambola, desta feita para a edição do próximo ano.

No Campo da Bela Vista, em Nacala, o público mobilizou-se na sua máxima força para testemunhar o duelo, como era de esperar, e os artistas de tudo fizeram para corresponder as expectativas.

A primeira parte terminou com o equilíbrio das forças, sem abertura de contagem, e os artistas recolheram ao intervalo.

Com um quarteto de arbitragem chefiado pelo melhor árbitro do Moçambola da edição passada, Aiuba Hilário, o jogo retomou para a segunda parte. Nesta fase da partida, os atletas de ambas partes voltaram a demonstrar o crer de sair da Bela Vista com um resultado satisfatório. Depois de tentativas falhadas de atingir o alvo, o finalmente surgiu o primeiro golo da partida, para o Sporting de Nampula, aos 86 minutos.

O golo foi apontado por Lenk, avançado dos leões que continua a lutar para terminar a presente edição do Nampulense, como melhor artilheiro.

Era balde de água fria nas bancadas do Campo da Bela Vista, pois a vitória dos leões de Namutequeliua comprometia as contas dos canarinhos de Nacala.

Entendendo a mensagem, o Desportivo continuou a procura do golo de equilíbrio, o qual só viria dois minutos depois do tempo de compensação.

O empate só foi possível graças a uma grande penalidade convertida por Aiuba. A decisão da equipa de arbitragem, em assinalar o castigo máximo, foi severamente contestada pelo Sporting de Nampula, por considerar sentença que não espelhava a verdade desportiva.

Trata-se de um empate que leva aos antigos Namutequeliuas a darem um passo à frente, rumo ao regresso ao regional norte de apuramento ao Moçambola.

Neste momento, o Sporting de Nampula lidera esta fase com 4 pontos, o mesmo numede pontuação do Sporting de Monapo.

Para atingir os 4 pontos, o Sporting de Monapo foi a Angoche de onde empatou diante da Associação Desportiva local, sem golos.

O Desportivo de Nacala, com um jogo a menos, é o terceiro classificado com 1 ponto, seguido pela Associação Desportiva de Angoche, também com 1 ponto. Academia Militar tem zero pontos na última posição. (Constantino Henriques, colaboração)