
Nampula (IKWELI) – Corpo sem vida de um cidadão, de aparentemente 30 anos de idade, foi encontrado na manhã desta quarta-feira, (19), à beira da linha férrea, na zona da Padaria Nampula, bairro de Namicopo, cidade de Nampula, apresentando sinais visíveis de espancamento.
Fontes no local disseram não conhecer o cidadão encontrado sem vida e afirmaram que situação do género não acontecia há bastante tempo naquela zona residencial. O achado surpreendeu os moradores, que se deslocaram ao local logo nas primeiras horas da manhã para perceber o que teria acontecido.
Perante o acontecimento, José Caetano, residente naquela área, contou que a população foi surpreendida ainda de madrugada e voltou a alertar para a necessidade de reforço da segurança na zona.
“Nessa área há muita marginalidade, isso já reportamos várias vezes para nossa polícia para que venha reforçar, com isso poderia diminuir em termos deste acontecimento mas também não vou condenar a polícia porque antes tínhamos a nossa terceira esquadra a mesma população vandalizou agora com essa nova inauguração da esquadra está funcionar a polícia vai fazer o seu trabalho, porque até agora esse que perdeu vida mesmo se é ladrão não merece morrer desse jeito, então precisamos colaborar junto com a polícia.”
Por sua vez, Joaquina Maurício disse que, este ano, é a primeira vez que presencia uma situação desta natureza naquela zona e manifestou preocupação com o sucedido. “Eu também estou preocupada com isso, tentamos ver ali a pessoa ninguém conhece, mas estamos muito tristes porque as pessoas agrediram o seu corpo e pedimos socorro para essa situação não se repetir e esperamos que a polícia possa investigar, perceber como e quem matou aquele jovem se é ladrão não sei, mas também esse tipo de crime não ajuda para o bem do nosso bairro.”
Já Diniz Sebastião levantou a possibilidade de o cidadão ter sido morto noutro local e posteriormente transportado para a zona da Padaria Nampula, numa tentativa de encobrir o crime. “Aqui no bairro ninguém conhece esse jovem então aquilo que estamos a ver foi morto num outro sítio e lançado aqui na linha férrea para pensarem que foi comboio enquanto não.”
As declarações dos moradores revelam diferentes percepções sobre as circunstâncias da morte, enquanto a comunidade aguarda por esclarecimentos das autoridades competentes. Os residentes apelam para uma investigação que permita determinar a identidade da vítima e as circunstâncias que levaram à sua morte.
Antes da retirada da equipa do Ikweli do local, o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) encontrava-se no local a criar condições para a retirada do corpo e realização dos trabalhos subsequentes. Até aquele momento, não eram conhecidas oficialmente as circunstâncias da morte nem a identidade da vítima. (Malito João)






