Eleições gerais 2024: AMUSI só poderá apoiar um candidato presidencial com uma visão de inclusão

Nampula (IKWELI) – O partido Acção do Movimento Unido para Salvação Integral (AMUSI) estará na última posição no boletim de voto nas eleições gerais do próximo dia 9 de Outubro do ano em curso, pelo menos na província de Nampula, onde concorre para a Assembleia da República e Provincial, segundo o sorteio recentemente realizado pelos órgãos eleitorais.

Para além da província de Nampula, onde concorre ao cargo de governador provincial, o partido AMUSI concorre para as legislativas, também, nas províncias de Cabo Delgado, Zambézia, Sofala e Maputo.

Para Mário Albino, Presidente do AMUSI, o último lugar no boletim de voto calhou a sua formação reflecte a vontade de Deus, dado que vai facilitar a sua publicitação aos potenciais eleitores, durante a campanha eleitoral. 

“Nós, de facto, tomamos conhecimento através do nosso mandatário nacional, ele foi convidado através da Comissão Nacional de Eleições, neste exercício de sorteio. Nós estamos em último lugar. Nos símbolos dos partidos, o AMUSI está em último lugar e vocês, como sabem, esse sentido de fechar porta, esse sentido de Deus proporcionar este espaço, mostra claramente que o AMUSI é esperança, o AMUSI representa chefe porque mesmo numa reunião as pessoas entram e quando entra o chefe fecha-se a porta, e nós estamos na última posição. Significa de baixo para cima é o primeiro, por isso agradecemos a Deus que proporcionou este lugar”, disse exclusivamente ao Ikweli, Mário Albino, líder do AMUSI. 

Neste ciclo eleitoral, Mário Albino viu sua candidatura ao cargo de presidente da República chumbada pelo Conselho Constitucional, por razões obscuras, segundo considera o político, porque, no seu entender, o partido seguiu todas as normas plasmadas na lei eleitoral, e apresentou mais de 19 mil proponentes que suportaram a candidatura presidencial, não fazendo sentido a sua exclusão a corrida para a Ponta Vermelha. 

“Queremos aqui, mais uma vez, aproveitar lamentar a nossa candidatura que foi chumbada. Nós reclamamos junto do Conselho Constitucional, remetemos a reclamação com conhecimento das embaixadas, o Provedor de Justiça, os nossos representantes marcaram uma conferência de imprensa no Maputo e reportaram isso, mas nem resposta tivemos”, recordou o timoneiro do AMUSI.

Questionado sobre quais dos quatro candidatos a presidência da República, até aqui homologados pelo Conselho Constitucional, o AMUSI pensa em apoiar durante a campanha, Mário Albino precisou que poderá apoiar ao candidato que manifestar interesse, desde que o mesmo esteja movido pelo espírito de desenvolvimento inclusivo do país, uma figura que seja de consenso do povo moçambicano.

“Enquanto não aparecer um candidato que pensa como nós, em mudanças, que pensa sobre agenda dos moçambicanos, aqueles comunistas e seus aliados, nós não vamos apostar. Aí vamos mostrar ao mundo de que, de facto, as presidenciais tinham alguém que era esperança para o povo moçambicano, porque vamos apelar para não votar nenhum candidato presidencial, só em caso de aparecer um candidato que mostre um manifesto, um interesse de consenso nacional, aí podemos apoiar”, disse Mário Albino.

“Deve ser um candidato que luta pelo desenvolvimento equilibrado do país, por uma formação de um governo quase de unidade nacional. A constituição de governo não pode ter um peso regional, ter uma região que traz consigo mais quadros para serem governantes, não. Então, se aparecer um candidato presidencial com uma visão de inclusão, nós podemos apostar”, destacou o líder do AMUSI. (Constantino Henriques)