
Maputo (IKWELI) – O Governo de Moçambique precisa mobilizar cerca de 240 milhões de dólares para a reconstrução de infraestruturas rodoviárias afectadas na época chuvosa 2025/2026, que já impactou cerca de 8.103 km de estradas, incluindo 1.088 km totalmente danificados, bem como 35 pontes, 11 pontões, 13 drifts, 1 passagem molhada e 129 aquedutos.
Os dados foram avançados esta segunda-feira (13) pelo secretário de Estado dos Transportes, Chinguane Mabote, por ocasião da reunião do grupo focal da ARMFA da região da África Austral, realizado em Maputo.
Segundo sublinhou o governante, os dados apresentados reforçam a pressão sobre financiamento do sector e a urgência de soluções sustentáveis para garantir a resiliência da rede viária nacional.
O encontro de dois dias, 13 e 14 de Abril, que decorre sob o lema: “Mecanismos de financiamento sustentável para as infraestruturas rodoviárias.”
“O tema que hoje nos reúne reveste-se de particular relevância, não apenas para Moçambique, mas para toda a região da África Austral”, disse o secretário de Estado dos Transportes.
Mabote afirmou que, perante este cenário, torna-se essencial consolidar e optimizar as fontes tradicionais de financiamento incluindo as taxas sobre os combustíveis, as taxas rodoviárias, as portagens, os impostos de circulação de veículos, e outros instrumentos baseados no princípio do utilizador-pagador.
“A par destes desafios, a transparência e a boa governação assumem um papel determinante.”
Na ocasião o dirigente fez o lançamento do Portal de Divulgação de Dados de Infraestrutura, tendo destacado o instrumento como um avanço significativo na promoção da prestação de contas e da gestão baseada em evidências.
“Esta ferramenta permitirá ampliar o acesso público à informação sobre investimentos e desempenho das infraestruturas, reforçando a confiança dos cidadãos e dos parceiros, e apoiando os processos de planeamento, monitoria e investigação.”
Já o Vice-Presidente da Associação dos Fundos de Manutenção de Estradas de África (ARMFA), Ângelo Macuácua, destacou durante a reunião que não se podem ignorar os desafios que o sector de infraestruturas rodoviárias enfrenta muitos desafios em particular, com especial enfoque para o aumento dos preços dos combustíveis, os efeitos das mudanças climáticas e a pressão económica e social para ampliar a proporção da rede revestida. (Antónia Mazive)



