Nampula (IKWELI) – A Universidade Rovuma (UniRovuma) iniciou, no final de Novembro, um curso de pós-graduação focado na gestão de riscos e desastres ambientais, apostando na ciência como resposta concreta aos desafios que se tornam cada vez mais frequentes no país.
A formação, não conferente grau académico, incide na Matemática Aplicada à Ciência de Dados Geoespaciais e do Ambiente e é financiada pela Fundação Calouste Gulbenkian.
Segundo o director da Faculdade de Ciências da UniRovuma, Elias Maxombe, o objectivo é utilizar as ferramentas matemáticas e estatísticas para apoiar a tomada de decisões em contextos reais de risco ambiental.
O curso conta com 29 estudantes provenientes de áreas como Matemática, Estatística, Gestão Ambiental e Geografia, assistidos por 10 docentes, entre nacionais e estrangeiros, incluindo especialistas de Espanha, Portugal e Brasil. A diversidade do corpo docente reforça a dimensão internacional e a qualidade científica da iniciativa.
As aulas decorrem em regime modular, entre 27 de Novembro e 27 de Fevereiro, tendo arrancado com um módulo de Estatística aplicada à Gestão de Riscos, orientado pela professora Begoña Vitoriano Villanueva, da Universidad Complutense de Madrid.
A docente reconheceu a existência de desafios para os estudantes oriundos de áreas não matemáticas, mas destacou o elevado interesse, empenho e vontade de aprendizagem demonstrados pelos formandos.
Para a UniRovuma, a aposta na formação avançada em gestão de riscos responde à necessidade de preparar quadros capazes de analisar dados, prever cenários e apoiar respostas a eventos extremos, num contexto em que a época chuvosa tem exposto fragilidades ambientais e sociais em várias regiões do País.
A iniciativa reforça o papel da universidade pública como actor activo na prevenção e mitigação de desastres, aproximando a produção científica das necessidades concretas das comunidades e das políticas públicas. Recorde-se que a região Norte do País, com particular destaque para Nampula, tem sido epicentro recorrente de eventos climáticos extremos, tornando esta formação fundamental para responder às actuais e futuras necessidades da região. (Redação)





