Nampula (IKWELI) – O lixo acumulado há mais de dois anos numa casa abandonada, na zona residencial de Matadouro, no posto administrativo de Muatala, na cidade de Nampula, está a gerar grande preocupação entre os moradores locais.
O problema, várias vezes reportado às autoridades municipais, continua sem uma solução definitiva, colocando em risco a saúde pública e a segurança das crianças que frequentam o local.
Segundo os residentes, o município apenas retirou o lixo acumulado nas ruas, deixando toneladas de resíduos dentro do quintal da referida casa abandonada. O entulho, que vem crescendo ao longo do tempo, está a pressionar o muro do imóvel, o qual apresenta sinais evidentes de fragilidade. Parte da estrutura já desabou, aumentando o medo de que o restante possa ruir a qualquer momento.
O maior perigo, de acordo com os moradores, é que o muro danificado encontra-se próximo de uma área onde as crianças costumam brincar e realizar actividades recreativas.
“As crianças correm perigo. O muro pode cair a qualquer momento e provocar uma tragédia”, lamentou Juma Artur, apelando por uma intervenção urgente das autoridades municipais.
Para tentar reduzir o risco, os moradores decidiram unir esforços e remover manualmente parte do lixo acumulado junto ao muro.
No entanto, a acção comunitária tem sido insuficiente diante da quantidade de resíduos e da falta de apoio técnico e logístico. O local continua a exalar mau cheiro e atrair insetos e roedores, agravando o risco de doenças.
Além do perigo físico, a situação tem impacto directo na saúde pública. A presença constante de lixo em decomposição pode favorecer o surgimento de surtos de malária, diarreias e outras doenças infecciosas, especialmente entre as crianças e idosos.
“Estamos a viver num ambiente insalubre. Queremos apenas que o município retire todo o lixo e feche o acesso à casa abandonada”, desabafou uma moradora.
Os residentes de Matadouro pedem uma intervenção imediata do Conselho Municipal de Nampula, não só para remover completamente o lixo, mas também para reabilitar o muro que ameaça desabar.
“Não podemos esperar que aconteça uma tragédia para se agir”, alertam os moradores, que prometem continuar a denunciar o caso até que uma solução concreta seja implementada. (Malito João)




