Ribáuè: Aluno da escola secundária local inventa energia com base no limão e cebola 

0
475

Nampula (IKWELI) – Um aluno da 11ª classe na escola secundária de Ribáuè, na província de Nampula, desenvolveu a produção da energia eléctrica com base no limão e na cebola, com o intuito de minimizar a falta deste recurso nas comunidades daquele distrito.

Faife da Costa, de 19 anos de idade, entende que a sua iniciativa é, também, motivada pelo facto de o custo da energia eléctrica da rede pública ser cara para muitas famílias.

O aluno, reconhecido, teve o seu feito exposto numa feira da ciência e tecnologia alusiva ao Dia Mundial da Ciência pela Paz e Desenvolvimento, assinado nesta segunda-feira (10), sob lema “Unir a ciência a sociedade”.

O evento contou com a participação do Secretário de Estado na província de Nampula, Plácido Pereira.

“O que me motivou para fazer essa experiência, é que na minha casa e outras da minha comunidade não havia corrente elétrica, então pensei em levar limão e cebola, onde a cebola conectei com fio de cobre e o limão no outro fio depois conecto com um fio de alumínio na cebola e limão, para transmitir a corrente elétrica para iluminar e a durabilidade depende do ácido que está no limão,” conta o jovem de 19 anos de idade, o qual afirma que “quando meus pais descobriram eles ficaram muito satisfeitos, esta conexão aprendi na disciplina de física, quando frequentava a 10ª classe, assim penso em distribuir nos bairros sem corrente elétrica, para a população passar a usar essa experiência”.

No mesmo evento, outros alunos expuseram as suas invenções, como é o caso da aluna da 10ª classe no distrito de Mogincual Dina José Celestino, a qual criou velas para iluminação caseira. Este produto foi inventado com base em água potável, óleo da cozinha, papel e pano, podendo durar até três dias. 

De 15 anos de idade e aluno da 10ª classe na escola secundária de Nametil, no distrito de Mogovolas, Lucinda Baltazar inventou um repelente, o qual produz-se com base no álcool da castanha de caju, vinagre, alho, cebola e água potável.

De Nacala-à-Velha, Ancha Ramadan inventou um xarope caseiro com base no coração da banana, o qual pode curar doenças como a bronquite e a tosse.

E Plácido Pereira ficou maravilhado com o que viu, por isso apelou maior investimento nestas iniciativas.

O dirigente está certo de que investir na inovação científica e tecnológica, feita por jovens moçambicanos, na província de Nampula, é investir num futuro sustentável, criativo e competitivo. (Virgínia Emília)

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui