Governador de Sofala defende financiamento sustentável para impulsionar o sector cultural

Beira (IKWELI) – O governador da província de Sofala, Lourenço Ferreira Bulha, defende a criação de mecanismos sustentáveis de financiamento e o estabelecimento de parcerias entre os sectores público e privado para impulsionar o desenvolvimento da cultura, gerar rendimentos e criar oportunidades de emprego para os artistas, sobretudo os jovens.

A posição foi manifestada esta terça-feira (20), na cidade da Beira, durante a abertura da Sessão Plenária de Auscultação Provincial para a elaboração do Plano Estratégico da Cultura 2027–2036.

Na ocasião, Bulha destacou que o novo instrumento estratégico deve resultar de um processo participativo e inclusivo, capaz de responder às necessidades dos artistas e das comunidades, contribuindo para a preservação da identidade cultural moçambicana e para o desenvolvimento socioeconómico do país.

Por isso, o governador apelou aos participantes para apresentarem propostas concretas sobre financiamento, mobilização de recursos, parcerias e sustentabilidade, defendendo que a cultura deve assumir um papel relevante na criação de emprego e na melhoria das condições de vida dos fazedores das artes.

Bulha sublinhou igualmente a importância do envolvimento do sector privado no financiamento das actividades culturais, incentivando as empresas a apoiarem os artistas e as manifestações culturais e que os promotores de eventos e aos canais televisivos que reforçarem a divulgação e valorização das obras nacionais.

Na mesma ocasião, destacou o papel dos festivais culturais na promoção da identidade provincial, mencionando a realização do primeiro Festival Utse e a terceira edição do Festival de Danças Tradicionais, aliás, até porque anunciou igualmente a realização do Festival Aruângua, prevista para 21 de Novembro.

Por sua vez, a representante da Direcção Provincial da Cultura e Turismo, Sónia Lopes, apontou a insuficiência de financiamento sustentável, a carência de infra-estruturas culturais, a fraca coordenação institucional e a falta de dados sistematizados como alguns dos principais desafios que justificam a elaboração do Plano Estratégico da Cultura 2027–2036.

Segundo Sónia Lopes, o novo plano deverá dar continuidade aos aspectos positivos do instrumento anterior, referente ao período 2012–2022, e corrigir as limitações identificadas, tendo em conta os novos desafios do sector.

Entre as prioridades, destacou a transformação digital, o crescimento das indústrias culturais e criativas, a profissionalização dos agentes culturais e a articulação entre cultura, turismo, educação, inovação e desenvolvimento local.

Aquela responsável explicou que as contribuições recolhidas durante a auscultação provincial serão debatidas, priorizadas e validadas, com vista à consolidação do diagnóstico da província de Sofala e à sua integração no processo de elaboração do plano nacional. (Aunícia Avelino)

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