Nampula (IKWELI) – O Conselho Islâmico de Moçambique (CISLAMO) na província de Nampula exige as autoridades competentes a investigarem e responsabilizar os autores da morte, por espancamento, de dois líderes muçulmanos por alegadamente terem rejeitado contribuir para rituais de curandeirismo na localidade de Napruma, posto administrativo de Nametória, no distrito de Angoche.
Abdulmagid António, delegado do CISLAMO na província de Nampula, repudia a atitude não só por Moçambique ser laico, mas porque ninguém deve ser perseguido ou privado de usufruir os seus direitos de religião.
“O Estado deve responsabilizar esses indivíduos pelos actos cometidos, porque tirar uma vida é punível nos termos da Lei, portanto chamamos as autoridades a agirem, a seguirem os processos para que os protagonistas sejam punidos disciplinarmente no sentido que este tipo de situações não se alastre,” apelou António.
“Esses criminosos devem ser responsabilizados porque o crime não compensa. Você não deve obrigar alguém a ir ao curandeiro, não se pode forçar porque cada um tem suas crenças, então deve haver respeito da liberdade do outro. A pessoa não deve ser perseguida por não aderir a crença do outro, por isso não pode ser um crime que deve ficar impune sob risco dos outros repetirem o mesmo acto,” frisou. (Francisco Mário)

