
Maputo (IKWELI)- A Aldeias de Crianças em Moçambique (SOS) apresentou, esta terça-feira (30), o seu Plano Estratégico 2024–2028, com a ambiciosa meta de beneficiar 500 mil crianças vulneráveis e órfãs, por meio de parcerias com o Governo, sociedade civil e sector privado.
A organização, presente no país desde 1986 e actualmente a operar em seis províncias nomeadamente, Cabo Delgado, Maputo, Manica, Inhambane, Tete e Sofala, reconhece que a redução do financiamento externo, os conflitos em Cabo Delgado e as mudanças climáticas representam os principais desafios para ampliar a protecção e o bem-estar da infância.
De acordo com o Diretor Nacional da SOS Moçambique, Gerson Machevo, a missão deste plano centra-se nos cuidados alternativos para crianças, garantir que elas cresçam num lar e um ambiente saudável, de forma a que se tornem cidadãos que estejam preparados para enfrentar a vida e não estejam abandonados na sua vulnerabilidade.
Machevo reconhece que a meta de beneficiar 500 mil crianças até 2028 será difícil de alcançar devido à redução do financiamento externo destinado às organizações não-governamentais, ainda assim, a instituição acredita que o reforço das parcerias com o Governo, o sector privado, a sociedade civil e outras organizações permitirá ampliar o impacto das suas intervenções.
Segundo o representante da organização, a estratégia passa por estabelecer sinergias com parceiros que já desenvolvem acções nas comunidades, colocando à disposição metodologias e abordagens que possam ser replicadas para beneficiar um maior número de crianças e famílias.
A fonte sublinhou que a organização não pretende atingir a meta de forma isolada “os fundos são muito reduzidos, mas, se trabalharmos em colaboração, poderemos chegar mais longe.”
Actualmente, os programas da SOS beneficiam cerca de 83 mil pessoas, entre beneficiários directos e indirectos, sendo Cabo-Delgado, uma das províncias mais afectadas pela insegurança, é onde a SÓS implementa projectos de empreendedorismo juvenil, preparação para o emprego, agricultura resiliente e adaptação a mudanças climáticas, além de promover acções de sensibilização sobre paz, coesão social e proteção da criança.
Apesar dos avanços a organização considera que persistem desafios significativos, entre os quais a violência contra a criança, a insegurança alimentar, desnutrição e práticas como casamentos prematuros
O Diretor Nacional, explicou que o plano estratégico 2024-2028 pretende construir uma agenda centrada na criança e desenvolvida com a participação ativa das comunidades, garantindo que os resultados alcançados possam ser sustentados ao longo prazo. (Antónia Mazive)




