Nampula (IKWELI) – O edifício das Pescas, na cidade de Quelimane, amanheceu de portas fechadas, esta segunda-feira (29), depois que funcionários da empresa Missosso Segurança Limitada decidiram impedir o acesso às instalações em protesto à 18 meses de salários em atraso.
A paralisação surpreendeu os funcionários dos Serviços Provinciais de Actividades Económicas, que, ao chegarem ao local de trabalho, encontraram as portas encerradas e vigilantes posicionados no exterior, impossibilitando a entrada.
O delegado da Missosso Segurança Limitada, Joaquim Maloa, explicou que a empresa mantém um contrato de prestação de serviços com os Serviços Provinciais de Actividades Económicas, mas a instituição acumula uma dívida estimada em cerca de um milhão de meticais, correspondente ao não pagamento de aproximadamente 67 mil meticais mensais.
Maloa afirmou que a situação se tornou insustentável e apelou à intervenção urgente das autoridades para regularizar os pagamentos, alegando que dezenas de trabalhadores enfrentam graves dificuldades por estarem há um ano e meio sem receber salários.
Por sua vez, o director dos Serviços Provinciais de Actividades Económicas, Chamusse dos Santos, declarou que não possui informações detalhadas sobre o contrato, justificando que assumiu o cargo depois da sua assinatura pelo anterior dirigente.
Até ao final da tarde desta segunda-feira, o impasse mantinha-se, com as portas da instituição encerradas e os funcionários concentrados no exterior, ao longo da Avenida Marginal, à espera de uma solução. (Malito João)





