Nampula (IKWELI) – A liderança comunitária de Kuthuxi, na zona residencial de Nahene, bairro da Barragem, na cidade de Nampula, afirma que há pessoas disponíveis para eliminar crocodilos que continuam a provocar mortes no rio Monapo, aguardando apenas autorização do Governo.
A preocupação surge numa altura em que, nas últimas semanas, várias pessoas perderam a vida após serem atacadas por crocodilos quando tentavam atravessar o rio Monapo, situação que tem mergulhado diversas famílias em luto e gerado medo entre as comunidades que dependem daquela travessia.
Em declarações exclusivas ao Ikweli, o líder comunitário do segundo escalão, Albino João, explicou que, após várias reuniões comunitárias, apareceram cidadãos dispostos a enfrentar os répteis, pedindo apenas apoio alimentar. “Depois de muitas reuniões existiram pessoas de boa vontade que somente pediram farinha de milho para acabar com crocodilos no rio Monapo,” afirmou.
Albino João acredita que, caso o Governo autorize a iniciativa, será possível reduzir o número de crocodilos. “Muitas pessoas que vivem em Natikiri, Nahene até Murrapaniua fazem as suas Machambas aqui em Monapo, então o único caminho é esse. E nesse tempo de pouca água algumas pessoas tentam atravessar sem canoa, mas são mordidos por crocodilos, mesmo em tempo de muita água tem pessoas que não têm possibilidades de pagar canoa, 100 meticais,” disse.
Segundo a liderança comunitária, o perigo não escolhe hora, uma vez que os ataques acontecem até ao entardecer, aumentando o receio entre os moradores que diariamente atravessam o rio para trabalhar nas suas machambas.
“Existe um senhor que vive na outra margem, lá no rio Monapo, disse que pode matar todos crocodilos e já fizemos informação. Assim queremos remeter para ver se seremos autorizados chamar esse senhor para vir diminuir esses crocodilos”, acrescentou Albino João.
A comunidade espera agora uma resposta das autoridades, considerando que a redução da população de crocodilos poderá evitar novas tragédias e impedir que mais famílias continuem a perder os seus entes queridos nas águas do rio Monapo. (Malito João)





