Marechal Manufredo entra no barulho da “makha”

Nampula (IKWELI) – O pesquisador social moçambicano em matérias de emergência e vulnerabilidade, Marechal Manufredo, submeteu na manhã desta segunda-feira (16) um documento ao Conselho Municipal da Cidade de Nampula, alertando para o aumento preocupante do consumo de metanfetamina, vulgarmente conhecida por makha, entre adolescentes e jovens.Segundo Marechal, a iniciativa pretende chamar a atenção das autoridades municipais para a necessidade de uma intervenção urgente face à expansão do consumo desta droga na cidade e em alguns pontos da província.No documento dirigido ao presidente do Conselho Municipal, o pesquisador destaca que o fenómeno tem sido observado em diferentes bairros da cidade através de conversas comunitárias e observações realizadas junto de jovens, educadores e líderes locais.Segundo ele, o consumo da substância tem vindo a crescer de forma silenciosa, mas com impactos cada vez mais visíveis nas comunidades.De acordo com a análise apresentada no documento, muitos dos consumidores são jovens com idades compreendidas entre os 14 e 18 anos. A situação preocupa porque atinge uma fase crucial da formação académica e social, podendo comprometer o futuro de muitos adolescentes.O pesquisador refere ainda que, em algumas unidades comunais da cidade de Nampula, estimativas preliminares indicam que em cada grupo de dez jovens, pelo menos três já consumiram ou experimentaram metanfetamina. Este dado, embora baseado em observações comunitárias, revela um cenário considerado alarmante.No documento, Marechal Manufredo explica ainda que a metanfetamina é uma droga altamente viciante que afecta directamente o sistema nervoso central, provocando alterações de comportamento, dependência química e graves problemas de saúde mental.O consumo da substância também tem sido associado ao abandono escolar, violência e marginalização juvenil.Nos últimos tempos, através de observações comunitárias e conversas com líderes locais, educadores e jovens, tem-se percebido uma tendência preocupante relacionada com o consumo desta substância psicoactiva entre jovens com idades compreendidas entre os 14 e 18 anos, refere o pesquisador no documento.Perante esta realidade, o pesquisador propõe a realização de um estudo social aprofundado para compreender melhor a dimensão do problema, identificar os factores que contribuem para o aumento do consumo e mapear as áreas mais vulneráveis da cidade.O estudo, segundo a proposta apresentada, poderá envolver consultas comunitárias, recolha de dados em unidades comunais, entrevistas com jovens, professores, profissionais de saúde e famílias, além da análise de factores sociais que influenciam o comportamento juvenil.A compreensão real da dimensão do problema é o primeiro passo para a construção de soluções eficazes e para a implementação de políticas públicas de prevenção e protecção da juventude, defende Marechal Manufredo Chilimile no documento submetido às autoridades municipais de Nampula. (Malito João)