Greve na saúde fragiliza combate a doenças na época chuvosa 

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Maputo (IKWELI) – A greve no sector da saúde está a fragilizar o combate a doenças e prestação de serviços à população num período crítico marcado pelas chuvosa.

Em entrevista exclusiva ao Ikweli a porta-voz da Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM), Idília Mariana Ndlaze, disse que apesar dos serviços de urgência continuarem em funcionamento, a redução das consultas normais tem dificultado o combate a doenças como malária e enfermidades hídricas, sobretudo entre as populações mais vulneráveis.

Ndlaze ainda explicou que a greve em curso há mais de dois anos, resulta do incumprimento por parte do governo do pagamento do 13ª salário, da falta de melhoria salarial e das precárias condições de trabalho, factores que tem reduzido a capacidade de resposta dos serviços de saúde especialmente para as populações mais vulneráveis.

“As unidades sanitárias continuam a registar os casos atendidos através de livros próprios, não permitindo algum controlo epidemiológico da APSUSM. Ainda assim, a redução do atendimento afecta principalmente as populações mais vulneráveis, que dependem exclusivamente dos serviços públicos de saúde e enfrentam maiores dificuldades de acesso aos cuidados durante este período.”

Os profissionais de saúde defendem como soluções o pagamento pontual de salários e benefícios, a melhoria das condições de trabalho, a valorização da classe e a previsão, no orçamento do Estado, de recursos suficientes para salários, subsídios e demais direitos, incluindo o 13º salário. 

Apelaram igualmente ao cumprimento dos acordos assinados, como forma de restaurar a confiança e garantir a normalização dos serviços de saúde em benefício da população. (Antónia Mazive)

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