Início Site Página 87

Luís Vasconcelos denuncia corrupção no abastecimento de combustíveis e alerta para risco de tragédia

Nampula (IKWELI) – O presidente da Associação dos Transportes Rodoviários (ASTRA) em Nampula, Luís Vasconcelos, manifesta preocupação com a escassez de gasolina no país, afirmando que a situação está a favorecer práticas de corrupção, especulação e o crescimento do mercado informal de combustíveis, com consequências graves para a segurança pública.

Segundo Vasconcelos, o acesso ao combustível tem sido condicionado por esquemas ilícitos nos postos de abastecimento, onde alguns cidadãos conseguem prioridade mediante pagamentos informais, enquanto outros permanecem durante horas nas filas sem sucesso.

“Aquilo que deveria ser um produto essencial para garantir a mobilidade, a produção e o desenvolvimento transformou-se, em muitos locais, num instrumento de especulação, corrupção e, tragicamente, de perda de vidas humanas,” afirmou Luís Vasconcelos.

O presidente da ASTRA considera que a escassez está a impulsionar a proliferação de revendedores informais que armazenam gasolina em condições inadequadas, aumentando o risco de incêndios e explosões. Segundo ele, os recentes casos de viaturas incendiadas e de pessoas que perderam a vida em acidentes relacionados com combustível demonstram a gravidade da situação.

Vasconcelos entende que, embora os revendedores informais tenham responsabilidade no problema, existe igualmente responsabilidade de alguns operadores dos postos de abastecimento que facilitam a venda de grandes quantidades de combustível destinadas ao mercado paralelo.

“A gasolina deve continuar a mover a economia e o desenvolvimento, e não a alimentar a corrupção, a especulação e a tragédia,” defendeu.

Perante este cenário, Luís Vasconcelos apela às autoridades para reforçarem a fiscalização nos postos de abastecimento, responsabilizarem os infratores e intensificarem campanhas de sensibilização sobre os perigos do armazenamento clandestino de combustíveis, considerando que a situação deixou de ser apenas um problema económico para se tornar uma questão de segurança pública. (Malito João)

Destruição de ponte expõe população de Saua Saua a ataques de crocodilos

Nampula (IKWELI) – Os moradores de Saua Saua, no distrito de Nampula, província de Nampula, vivem há vários anos sob o risco constante de ataques de crocodilos devido à destruição da ponte sobre o rio Monapo, uma situação que continua a comprometer a mobilidade e a segurança da população.

A falta da infraestrutura obriga centenas de pessoas a atravessarem o rio diariamente para chegarem aos seus campos de cultivo, locais de pesca e outros pontos de trabalho, transformando cada travessia numa verdadeira aventura.

Segundo os residentes, os ataques de crocodilos tornaram-se frequentes, aumentando o medo e o sofrimento das famílias, que apontam a reconstrução da ponte como a única solução definitiva para o problema.

Os moradores afirmam que enfrentam dificuldades diariamente e apelam à intervenção urgente das autoridades competentes para devolver a segurança à população.

A antiga ponte, que durante anos garantiu a ligação entre as duas margens do rio, encontra-se destruída, tornando a travessia um verdadeiro “calcanhar de Aquiles” para quem depende daquele percurso.

Júlio Carlos, morador de Saua Saua, é uma das vítimas dos ataques de crocodilos e recorda o momento que quase lhe custou a vida.

“Eu estava lá com rede mosquiteira com meu brada [brother] procurar peixe da aqui mesmo saiu um crocodilo mi sacudiu aqui em baixo, salvei e parei no hospital, até agora já recuperei e estou normal. Tenho medo, mas não tenho maneira, assim quando amanhece estou sempre aqui porque não tenho como”.

Entretanto, o chefe do Departamento de Estradas e Pontes na Direção Provincial de Obras Públicas em Nampula, Américo Arnaldo, assegura que o processo para a reabilitação da ponte já está em curso.

“E porque é do interesse do governo a intervenção daquela ponte houve a necessidade de buscar outros recursos para que se materializa essa iniciativa. Portanto, dessa iniciativa foi se conseguir um fundo e a partir do fundo vai ser alocado para a infraestrutura. E de lá para cá o que aconteceu, após a mobilização desse recurso enviou-se uma equipa para fazer levantamento, lançou-se o concurso, por causa da extensão da própria ponte houve a necessidade de se faze se faseadamente”.

Segundo Arnaldo, o projeto aguarda apenas o visto do Tribunal Administrativo para que as obras possam arrancar.

O responsável explicou ainda que a empreitada será executada em duas fases. “A primeira fase compreende em o reforço a partir da base dos pilares e termina por aí, e a segunda fase será a execução do próprio tabuleiro da ponte”.

De acordo com a Direção Provincial de Obras Públicas, a futura ponte terá cerca de 150 metros de comprimento e três metros de largura, uma infraestrutura aguardada com expectativa pelos moradores, que esperam ver reduzidos os riscos durante a travessia do rio Monapo. (Malito João)

Detidos ladrões de motorizadas em Mukhurua

Nampula (IKWELI) – A Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, deteve seis indivíduos apontados como integrantes de uma quadrilha especializada no furto de motorizadas durante a calada da noite, na zona residencial de Mukhurua, nos bairros de Napipine e Murrapaniua.

A operação policial ocorreu dias depois de uma denúncia tornada pública pelo Ikweli, através de uma reportagem baseada em relatos de moradores de Mukhurua, que identificavam os suspeitos como jovens residentes naquela zona.

Na sequência das informações, a PRM desencadeou uma rusga que culminou com a detenção dos seis indivíduos. Segundo a corporação, quatro detenções ocorreram na área da 3ª Esquadra e duas na área da 1ª Esquadra, no âmbito de uma operação que também abrangeu a 8ª Esquadra.

Falando ao Ikweli, a porta-voz da PRM em Nampula, Rosa Nilza Chaúque, explicou que a operação permitiu igualmente recuperar motorizadas e várias peças provenientes de veículos desmontados.

“Dos vários trabalhos que temos levado a cabo cá na província de Nampula, tivemos seis detenções, bem como a recuperação de quatro motorizadas assim como peças de motorizadas que teriam sido desmontadas.”

Chaúque manifestou preocupação com o envolvimento de jovens em práticas criminosas, sublinhando que muitos deles deveriam estar dedicados aos estudos ou a outras actividades produtivas.

“É uma preocupação, porque são jovens que poderiam se ocupar com outra actividade que sustente aquilo que é a sua vida e estes optam por vias criminais e saques na via pública bem como roubo dessas motorizadas na via pública e as motorizadas temos no caso em que se fazem às residências e têm subtraído, então este é uma preocupação e temos um plano operativo em curso, também em colaboração com populares temos tido bons resultados.” (Malito João)

Angoche: Autoridades marítimas negam apreensão de embarcação que transportava estrangeiros

Nampula (IKWELI) – O Instituto de Transporte Marítimo (ITRASMAR) e o Instituto Nacional do Mar (INAMAR), autoridades marítimas em operação no distrito de Angoche, deitaram a baixo a narrativa de que há uma embarcação apreendida naquela jurisdição costeira, esclarecendo que se trata de um simples boato.

A informação que tem estado a circular nas redes sociais dava conta que a embarcação supostamente apreendida transportava cidadãos de nacionalidade estrangeira com destaque para angolana e tanzaniana e que terá sido interpelada por agentes marítimos para averiguação.

Em entrevista ao Ikweli, o administrador Marítimo de Angoche, Simão Timóteo Tambala, foi categórico ao afirmar que a informação é falsa. “A embarcação não foi apreendida e nem capturada não. É uma embarcação que estava de passagem e estava a deriva no alto mar, e o próprio meio tinha problemas mecânicos e a embarcação não conseguia ir para esquerda e nem para a direita, e como consequência estava a descer para baixo do mar tendo encontrado a superfície. E chegou na área de jurisdição marítima de Angoche, onde estavam a se aproximar da costa quase a 10 mil milímetros até conseguiram ver a terra, onde ficaram presos no alto mar quase há um mês, e só conseguimos tirar no dia 16 Junho,” explicou a autoridade marítima de Angoche.   

Contudo, Tambala reconhece que a embarcação em causa era de origem estrangeira e saia da Namíbia. “Nós apenas fizemos uma intervenção após recebermos um grito de socorro dos ocupantes, porque o mesmo estava em deriva no alto mar do território marítimo de Angoche, onde não foi possível registar nenhum dano humano e nem material.” (Virgínia Emília) 

Governador de Nampula visita o artista Justino Cardoso no leito hospitalar 

Nampula (IKWELI) – O governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, visitou o mestre Justino Cardoso, artista e desenhador gráfico, no Hospital Central de Nampula (HCN), onde se encontra internado naquela unidade sanitária.

Abdula foi solidarizar-se com Cardoso e oferecer conforto e carinho. “Vais ficar bem, vais ficar bem. Agora tens que ajudar os médicos a fazer a medicação de forma correcta. Eu quero que fiques bem para fazer a minha caricatura.”

“Justino, tens que ter muita força. Estão aqui muitos médicos para cuidar de ti” disse o governador. 

Visivelmente emocionado, Cardoso balbuciou palavras de agradecimento e satisfação pelo reconhecimento dado pelo governador. (Redação)

HCN recebe 10 novas cadeiras de rodas

Nampula (IKWELI) – O Hospital Central de Nampula (HCN), maior unidade sanitária da região norte de Moçambique, beneficiou, nesta terça-feira, 30 de junho, de 10 novas cadeiras de rodas para responder aos anseios dos pacientes com dificuldades de locomoção.

O Director-geral do HCN, Frederico Sebastião, assumiu que a oferta de cadeiras de rodas para os pacientes, permitirá o transporte rápido de pacientes para as urgências. 

“As novas cadeiras de roda serão alocadas nos serviços de cirurgia e medicina geral. Antes o HCN movia os pacientes com maca mesmo com lesões menores e era difícil especificar que doente precisa usar as cadeiras de roda, assim como a maca.”

Por outro lado, Frederico Sebastião fez saber que “com a oferta, o hospital passará a contar com 54 cadeiras de roda para melhorar o atendimento dos pacientes com diferentes patologias. Ainda precisamos de mais doações numa altura em que recebemos muitos doentes oriundos das províncias da Zambézia e Cabo Delgado.”

Aquele responsável ainda mencionou que a gestão de acompanhantes a nível daquela unidade de saúde ainda constitui um desafio, ” nós temos muitos desafios mesmo, porém temos a questão de acompanhantes dos pacientes que se instalam nos corredores do hospital, temos parqueamentos com viaturas e motorizadas parqueadas de qualquer maneira, no entanto a equipe está a trabalhar para garantir a livre circulação nesta unidade hospitalar.”

A doação das 10 cadeiras de roda foi realizada por uma agência bancária que opera na província de Nampula, no âmbito da responsabilidade social, com vista a reforçar a frota interna de transporte de pacientes. (Nelsa Momade)

Moma reforça pesca artesanal com entrega de equipamentos a associações de pescadores

Nampula (IKWELI0 – O governo do distrito de Moma entregou, na tarde de terça-feira (30.06), um conjunto de equipamentos de apoio à pesca artesanal a três associações de pescadores da vila-sede, numa iniciativa enquadrada no Programa Mais Peixe Sustentável, implementado pelo PROAZUL.

A medida visa aumentar a capacidade produtiva e melhorar as condições de trabalho dos beneficiários.

Cada associação recebeu barcos de pesca com motores, motorizadas, arcas frigoríficas, caixas térmicas, anzóis, coletes salva-vidas, botas, fatos impermeáveis, alicates, tanques de salmoura, linhas de pesca, balanças eletrónicas, facas, bacias, máquinas de gelo, entre outros materiais essenciais para a actividade pesqueira.

Na ocasião, o administrador do distrito, Juma Cateria Assane, afirmou que a entrega dos equipamentos demonstra o empenho do Governo em impulsionar o desenvolvimento económico das comunidades, através do fortalecimento da pesca artesanal e da melhoria das condições de vida das famílias.

Segundo o dirigente, os meios disponibilizados deverão contribuir para o aumento da produção pesqueira, conservação do pescado e geração de renda, com impacto directo na redução da pobreza e na dinamização da economia local.

O administrador apelou aos beneficiários para utilizarem os equipamentos de forma responsável e exclusivamente para os fins previstos, recomendando ainda que não apresentem candidaturas ao Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), permitindo que outros cidadãos tenham igualmente acesso às oportunidades criadas pelo Governo. (Malito João)

“Deus não está nos templos,” afirma escritor Padre

Nampula (IKWELI) – O escritor, poeta, contador de estórias, actor e encenador teatral, Agi Arnaldo Padre, com o pseudónimo Yamwery Yaansuhoo, afirma que Deus se encontra no amor interior de cada ser humano e não nos templos ou em outros lugares onde é pregada a palavra de Deus.

Para Padre, Deus é aquele que está em frente de cada um, aquele que cada pessoa fala com Ele e lhe dá resposta. A ideia de Deus é essa energia de amor que as pessoas têm, essa harmonia que as pessoas partilham. “Deus é você, sou eu e outrem que está ao nosso lado. É essa africanidade que pelo menos o povo macua chama de Mwanene muluku.”

Para o nosso entrevistado, Deus é aquele que fez surgir na solidão dele mesmo o homem para com ele ter uma companhia. “Para mim Deus é a mandioqueira que está na nossa frente, o solo que pisamos, toda refinaria feita e transformada em uma boa camisa, um bom óculo, um bom sapato, portando, Deus é tudo que combina connosco, por isso esse respeito que nós temos por tudo aquilo tudo que convivemos,” disse.

“O Deus que estou a falar não quer ser seguido com ninguém, não está na farinha que o povo macua coloca no chão e nem no templo onde para um padre ou um pastor. Deus está em mim, se eu vou a igreja no intuito de buscar aquele que Deus que está dentro de mim, então a igreja vai me libertar. O homem se faz para criar qualquer divindade e o importante é o amor, harmonia com tudo aquilo que nós temos, falo do mor de Jesus Cristo, Buda e que outros que falaram em diferentes períodos da vida,” reiterou Padre.

A fonte entende que no Namuli sempre se fala do amor porque “muluku”, quer que haja união, por isso, nas tradições africanas sempre houve e existe a reza conjunta onde se chama um conhecedor dos ciclos da natureza, do sol e conversa bem com o dia, noite e esse conhecedor que é chamado de curandeiro que trabalha para um bem de uma determinada região.

Padre sublinhou que “no tempo da guerra civil, numa região poderiam aparecer inimigos e não atacar um certo bairro porque tinha um curandeiro que se encarregava de fazer tratamento para que o mal não acontecesse numa determinada, isso por causa de um Deus novo, muitos irmãos acabam não aderindo, satanizam. Estão no processo de sonegação porque a organização social trouxe uma disputa de que existe um Deus cristão, pagão, dos muçulmanos e outros.”

No entender do nosso entrevistado, a origem é única, Deus não vai criar uma coisa por duas vezes, apenas vai evoluindo, “se existe único homem também existe único Deus, a natureza não vai cometer o erro de passar onde anteriormente passou, por isso “nós nascemos dos nossos ancestrais e guardamos traços dos mesmos.” (Francisco Mário)

Para reforçar transparência e fiscalização: MEC aposta na capacitação de inspectores

Nampula (IKWELI) – O Ministério da Educação e Cultura (MEC) está a reforçar competências dos seus inspetores com vista a tornar mais eficiente a fiscalização das actividades do sector.

A iniciativa decorreu nos dias 29 e 30 de Junho de 2026, em Maputo, reunindo inspectores de diferentes áreas para fortalecer a articulação entre a Inspecção da Educação e Cultura, unidades orgânicas e instituições tuteladas e subordinadas.

Na abertura da capacitação, a ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, destacou que o trabalho conjunto entre as diversas estruturas é essencial para garantir uma fiscalização mais eficaz e uma gestão pública de maior qualidade.

“Os conteúdos partilhados vão ampliar a visão e a compreensão sobre as competências das diferentes unidades orgânicas, instituições tuteladas e subordinadas, bem como aprofundar as formas de articulação com a Inspecção Sectorial,” afirmou.

Segundo a governante, a formação enquadra-se nos esforços do Governo para consolidar uma cultura de prestação de contas, fiscalização e responsabilização na administração pública, atribuindo aos inspectores um papel determinante na concretização desses objectivos.

“Os inspectores desempenham um papel fundamental para a efectivação destes objectivos. Apelamos a todos para que encarem este momento como uma oportunidade de enriquecer as vossas capacidades e habilidades, de modo a contribuírem para o alcance das metas do Governo e da sociedade moçambicana,” sublinhou Tovela.

Com esta iniciativa, o MEC pretende fortalecer a capacidade interventiva da Inspecção Sectorial, promover uma actuação mais coordenada entre as diferentes instituições do sector e assegurar que todas as unidades desempenhem as suas funções em conformidade com a legalidade e as boas práticas de gestão pública. (Malito João)

Está a se passar fome no Infantário Provincial de Nampula

Nampula (IKWELI) – O Infantário provincial de Nampula, entidade responsável pela acomodação de crianças em situação de vulnerabilidade, está supostamente a registrar fuga de crianças, motivada pela fome que tem estado a assolar o centro.

Segundo Óscar Tito, responsável do Departamento da Criança, na Direcção Provincial de Género, Criança e Acção Social (DPGCAS), só no primeiro trimestre do presente ano, pelo menos 9 crianças evadiram-se do centro, sendo 5 do sexo masculino e 4 feminino, contra 14 do mesmo período do ano passado.

O nosso entrevistado explicou que a crise no centro tem estado a se registar há já algum tempo. “Em relação a fome no infantário, todos nós sabemos que a questão financeira e económica, é global, e mesmo a própria Direcção não tem recursos para apoiar, mas de referir que as crianças do infantário provincial são tuteladas pelo Instituto Nacional de Acção Social, dentro das condições que a organização apresenta para as crianças, mas nós continuaremos a trabalhar para garantir a protecção dessas crianças,” declarou.

A fonte ainda menciona o medo e a falta de adaptação como factores que, igualmente, contribuem para a fuga das crianças. “Para além da fome, também temos muitas crianças que fogem porque têm medo de serem reintegradas no seio familiar, e são passados uns diagnósticos no infantário provincial, devido a situação que eles enfrentam.”

Uma fonte residente naquele orfanato explicou ao Ikweli que o governo vem sensibilizar as pessoas vivendo em situação de rua, garantindo melhorar a vida dos mesmos, com a oferta de uma boa acomodação, assistência alimentar e médica, mas quando chegam ao local, o tratamento é diferente das promessas feitas.

O Ikweli contactou o Infantário provincial de Nampula para compreender a situação vivida internamente, e uma fonte daquele centro disse sem gravar entrevista que a alimentação não constitui problema para as crianças albergadas naquele local de acolhimento, que têm oferecido o pouco que têm e as crianças que abandonaram o centro, o fizeram por pura rebeldia.

Actualmente, o Infantário provincial de Nampula conta com pelo menos 17 crianças, dos quais 14 rapazes e 3 meninas. (Virgínia Emília)