Malema (IKWELI) – O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, destacou, esta quinta-feira, 23 de Julho, o trabalho desenvolvido pelo Governador da Província de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, na promoção da paz e da estabilidade, através do diálogo permanente com as comunidades.
Falando durante um comício popular na vila-sede do distrito de Malema, no âmbito da sua visita de trabalho à província, o Chefe do Estado apelou à população para seguir o exemplo do Governador, considerando o diálogo uma via essencial para acelerar o crescimento e o desenvolvimento sustentável de Nampula.
Daniel Chapo afirmou que o desenvolvimento da província depende da consolidação da paz, segurança, unidade e da estabilidade nas comunidades.
Neste contexto, o Presidente da República exortou a população a reforçar a vigilância nas comunidades, denunciando qualquer movimentação suspeita. Reiterou ainda o apelo para que cada cidadão seja um verdadeiro agente de segurança na prevenção e combate ao terrorismo e a outras ameaças, como as registadas em Mutuali, como fez no passado o Governador da Província de Nampula. (Redação)
Nampula (IKWELI) – O general Sérgio Faustino Age entregou, nesta terça-feira (22), as pastas de comandante provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) de Nampula, cargo que ocupava desde outubro de 2025, mas a medida não caiu bem para a população local.
Nas esquinas, nos “chapa-100”, nos mercados e nos bairros a conversa dominante é cessação de funções de um jovem general que, em cerca de 9 meses, devolveu, largamente, a ordem e tranquilidade públicas aos residentes do maior círculo eleitoral do país.
Os comentários de elogio ao comandante cessante, também, vigoram nas redes sociais, assim como o repúdio e protesto pela medida do ministério do Interior, também, ouvem-se em vários cantos na província.
“Parece que aqui em Nampula uma pessoa quando trabalha bem os chefes lá no Maputo não gostam. O comandante Sérgio Age estava a fazer um bom trabalho e respondia aquilo que o governador tio Salim quer para o seu povo,” comentou Jamila Ibraimo, residente no bairro de Murrapaniua, prosseguindo que “desde que ele chegou, membros do grupo 15 tinham sossegado, porque muitos foram capturados.”
Alberto João, residente em Muthita, afirmou que “este comandante que fizeram sair em pouco tempo é porque não facilitava bandidagem. Ele e o governador tio Salim não queriam que malfeitores maltratassem o povo. Veja que, em pouco tempo, com essa campanha de combate a “makha”, as coisas estavam a mudar. Eu acho que essa coisa de combater traficantes e consumidores de droga não agradou aos chefes no Maputo.”
Paulino Jorge, pai e encarregado de educação com educandos na escola de Napipine, disse ao Ikweli que “nós os pais estávamos aliviados, porque nas escolas já não havia essa brincadeira de alunos consumirem drogas. Isso coloca-nos em desespero, porque o comandante que cessou fazia um trabalho.”
“Essa situação [cessação de Sérgio Age] não nos agrada, a droga tinha diminuído de circular nas escolas, mesmo nos bairros, tudo porque o comandante da polícia estava a fazer um bom trabalho. Agora não sabemos como vai ser, porque jovens que tinham se perdido estavam a se recompor.”
Atija Cândido, residente em Memba, também comentou sobre a saída do comante, afirmando que “sentíamos que a polícia aqui em Memba estava moralizada, por isso que com a liderança do tio Salim, o comandante provincial conseguia colocar os seus homens a controlar o distrito contra qualquer tipo de invasão.” “Parece que estão a conspirar contra Nampula lá no Maputo.” (Redação)
Nampula (IKWELI) – Os profissionais do jornal Ikweli assinalaram, nesta quarta-feira (22), os 10 anos de existência da instituição como um momento de reflexão sobre o percurso trilhado, os desafios enfrentados e a responsabilidade de continuar a servir o público com informação credível.
Apesar das dificuldades inerentes à profissão, os trabalhadores consideram que o Ikweli se tornou numa verdadeira escola de formação de jornalistas e outros profissionais da comunicação.
Ao longo desta década, os colaboradores reconhecem que o exercício do jornalismo continua a ser marcado por vários obstáculos, desde a dificuldade de acesso à informação até às ameaças e intimidações.
Ainda assim, afirmam que esses desafios reforçam o compromisso com a missão de informar a sociedade com rigor, ética e responsabilidade.
A repórter Virgínia Emília considera que as intimidações por parte de algumas fontes oficiais continuam a ser um dos principais entraves ao trabalho jornalístico. “Como é um compromisso que eu dei a mim mesma quando estava a entrar na classe, para mim os vários desafios não criam nenhum obstáculo é mais um avanço.”
Por sua vez, o fotojornalista Hermínio Raja manifestou preocupação com o difícil acesso as fontes de informação e com as dificuldades no acesso a dados oficiais. “Basta você tentar fazer uma reportagem e buscares alguns dados, podem não ser oferecidos, ou mesmo serem ameaçados, outros até dão dados falsos, aí então iniciam ameaças.”
O produtor audiovisual Brandão do Rosário afirmou sentir-se realizado por integrar a equipa do Ikweli, destacando que a adaptação ao jornalismo que representou um importante desafio profissional. “Confesso que foi um desafio poder conciliar a minha área criativa que desde venho fazendo, ao jornalismo, mas com ajuda dos colegas vamos avançado.”
Já o repórter de imagem Belto Samuel, destacou as dificuldades encontradas durante a cobertura de acontecimentos no terreno, sobretudo em situações que envolvem restrições à captação de imagens. “Os desafios são vários, como ameaças, proibição de captação de imagens, então é sempre preciso articular para comunicar com responsabilidade.”
Por sua vez, o gestor de mídia Carlos Maliba afirmou que fazer parte do Ikweli representa um motivo de orgulho, enaltecendo o profissionalismo da equipa. “Temos profissionais bem formados, é minha primeira vez que trabalho numa empresa de mídia, mas estou a gostar muito e vale pena estar sempre perto desses colegas.”
Por seu turno, a administradora do jornal, Jéssica Mariano, revelou que o Ikweli conta actualmente com cerca de 20 trabalhadores distribuídos por diferentes áreas e que a instituição pretende expandir a sua presença em todo o território nacional, com correspondentes em todas as províncias.
“Actualmente o jornal Ikweli conta com mais de 20 funcionários uma boa parte são jornalistas, são profissionais íntegros, que vale a pena apostar neles, como sabem, trabalhar com pessoas é difícil, mas é muito bom, porque sempre ganhamos experiência,” afirmou Jéssica Mariano, destacando o empenho e a dedicação da equipa.
Ao celebrar uma década de existência, o jornal Ikweli reafirma o compromisso de continuar a promover um jornalismo independente, responsável e próximo dos cidadãos, mantendo o objectivo de crescer institucionalmente e fortalecer a qualidade da informação produzida em Moçambique. (Malito João)
Nampula (IKWELI) – A província de Nampula está prestes a declarar o fim da cólera, doença que registrou o seu mais recente surto na província em Setembro de 2025, afectando uma parte significativa dos distritos da província e que até o mês de Julho do corrente ano apenas um distrito é que apresentava indícios da doença.
O médico chefe provincial, Geraldinho Avalinho, aponta que a província de Nampula tinha um total de 12 (doze) distritos com surto da cólera desde o início de setembro do ano passado até o presente ano (21.07).
“Neste momento, temos 11 (onze) distritos declarados o fim do surto e o distrito de Nacala-à-Velha ainda continua em monitoria, pois regista entradas de casos de cólera, e se assim continuar, teremos a situação controlada a nível da nossa província. Temos uma série de actividades que acontecem com recurso as entidades comunitárias, também com apoio de parceiros para o corte desta doença,” disse.
“Sabemos que a nossa província infelizmente é ciclicamente afectada e estamos prestes na época chuvosa, estamos a preparar uma equipa de resposta rápida que vai envolver alguns técnicos de todos os distritos da província de Nampula para se por alguma eventualidade tivermos algum surto durante este ano, possamos ter equipas que possam imediatamente intervir, quer no manejo, bem como no corte da cadeia de transmissão a nível das comunidades,” esclareceu Avalinho.
O médico chefe garantiu que existe uma disponibilidade dos insumos, pois o Ministério de Saúde tem vindo a enviar diversos medicamentos para o tratamento da cólera. (Francisco Mário)
Nampula (IKWELI) – A ausência de sinalização rodoviária e de outros dispositivos de segurança em diferentes obras na cidade de Nampula está a gerar preocupação entre munícipes, que alertam para o aumento do risco de acidentes de viação, sobretudo na rua da Solidariedade, também conhecida como rua do Matadouro.
Embora algumas das novas estradas já estejam abertas à circulação, moradores afirmam que as obras ainda carecem de elementos essenciais, como lombas, sinais de trânsito e sinalização, factores que consideram fundamentais para garantir a segurança dos utentes.
O residente do bairro Matadouro, Júnior Lourenço, manifesta preocupação com a situação e apela a conclusão das obras. “A estrada é bonita, mas estamos a ver que falta lombas de verdade e isso cria muito problemas de acidentes e estamos com medo das crianças quando vão a escola, então o município para além de continuar com as outras obras, poderia terminar tudo,” explicou Júnior Lourenço residente em Matadouro.
Por outro lado, Carla Custódia considera que a prioridade da autarquia foi melhorar as condições de circulação e reduzir a poeira que afectava a população. “O presidente do município está a fazer um bom trabalho, porque como nós vimos que essa estrada estava péssima, então acho que para ele prioridade era nos tirar da poeira então isso me alegra bastante e agradeço, o resto tenho certeza que vai resolver.”
Entretanto, o presidente do Conselho Autárquico da Cidade de Nampula, Luís Giquira, reconhece a ausência de sinalização e de outros obstáculos de segurança, explicando que a situação resulta do facto de as obras ainda não estarem concluídas.
Segundo o autarca, a decisão de abrir algumas vias antes da conclusão dos trabalhos foi tomada para minimizar os constrangimentos enfrentados pelos munícipes e facilitar a circulação de pessoas e bens.
“O que nós estamos a dizer é que essas estradas, apesar de estarmos a abrir, ainda não estão concluídas, estas obras não estão concluídas, estamos a abrir porque não temos tido alternativas por causa do tráfico das pessoas que querem passar.”
Luís Giquira acrescenta que outras vias também poderão ser abertas antes da conclusão total das empreitadas, devido a necessidade de garantir a mobilidade da população. “Como por exemplo vou ter que abrir ainda amanhã esta zona da polícia municipal mesmo antes de fazer as pinturas necessárias para poder sinalizar.” (Malito João)
Nampula (IKWELI) – A Fundação de Caridade Tzu Chi iniciou, nesta quarta-feira (22), a distribuição de arroz para mais de 2.000 famílias em Nampula, naquela que é quarta iniciativa de assistência a comunidades vulneráveis na província.
No total, a Fundação de Caridade Tzu Chi Moçambique vai doar 54 toneladas de arroz para 2.389 famílias, 1.225 das quais um novo grupo de beneficiários, sendo as restantes parte do grupo que já estava a ser apoiado desde o ciclone Gombe, em 2022.
“Quando decidimos, pela primeira vez, apoiar as famílias afectadas em Nampula, a Tzu Chi Moçambique tinha a noção de que uma assistência em um único ciclo não era suficiente para devolver a dignidade a estas pessoas. Portanto, desenhamos um plano estrategicamente de uma assistência contínua e é isso que está a ocorrer nos últimos meses”, explicou Dino Foi, Presidente da Fundação de Caridade Tzu Chi Moçambique, no primeiro dia da distribuição de arroz nesta nova fase em Nampula.
A distribuição, que começa hoje na Cidade de Nampula, termina no Sábado, sendo os dois últimos dias dedicados às famílias da Ilha de Moçambique, abrangendo o grupo de famílias que já estavam a ser assistidas pela Tzu Chi nos últimos meses.
Em Dezembro de 2025, a Tzu Chi doou 80 toneladas de arroz, nove mil pares de sapatos e 30 mil peças de roupa a famílias deslocadas que se encontravam no distrito de Memba, na província de Nampula.
Um mês depois, já em Janeiro deste ano, a Tzu Chi voltou a Nampula para apoiar outras 2.700 famílias afectadas por ciclones. Neste caso, tratou-se de famílias afectadas pelos ciclones Gombe, em 2022, e Jude, em 2025, e que, além de sementes de culturas como gergelim, milho e feijão, beneficiaram de capacitações técnicas ministradas por agricultores experientes na região para garantir a sustentabilidade das suas pequenas produções.
Nos últimos três anos, só em Nampula, a Fundação de Caridade Tzu Chi Moçambique apoiou, com alimentos, capacitação e bens essenciais, mais de 14 mil famílias afectadas por ciclones.
Nesta província, a Fundação de Caridade Tzu Chi Moçambique também lançou em Junho deste ano um programa para capacitar cerca de 500 famílias em técnicas de construção de casas resilientes utilizando materiais locais, no âmbito do Projecto de Habitação Resiliente e Empoderamento Económico.
O treinamento vai decorrer até Setembro deste ano, num projecto que vai contar com o apoio do empresariado e autoridades locais.
“Todas estas iniciativas têm um único objectivo: apoiar de forma integrada a quem mais precisa. Essa é a virtude que caracteriza a nossa fundação, um valor baseado nos ensinamentos da nossa fundadora, a Mestre Cheng Yen, e que procuramos sempre cultivar no âmbito da nossa açcão voluntária”, concluiu o Presidente da Tzu Chi Moçambique.
Além da província de Nampula, em resposta aos apelos das autoridades face ao período de emergência no início do ano, a Tzu Chi já doou 95 toneladas de arroz para mais de quatro mil famílias nas províncias de Maputo, Gaza e Sofala, no âmbito da resposta às inundações registadas no início de 2026.
Fundada em Moçambique em 2012, o apoio da Tzu Chi às comunidades moçambicanas resulta das contribuições de mais de 10 milhões de voluntários desta fundação de origem budista distribuídos pelo mundo.
Com representações em mais de 60 países, a Tzu Chi, que neste ano celebrou globalmente o seu 60.º aniversário, foi fundada pela Mestre Cheng Yen, uma líder espiritual budista, tendo a Educação, Caridade, Medicina e Cultura Humanística como pilares. (Redação)
Quelimane (IKWELI) – O quotidiano de dezenas de famílias do bairro Manhaua C, na cidade de Quelimane, passou a ser marcado pela incerteza depois de uma vedação colocada pela empresa Aeroportos de Moçambique levantar dúvidas sobre os limites da área ocupada pelos moradores.
Muitos moradores dizem temer perder as casas onde vivem há mais de vinte anos e apelam à intervenção das autoridades antes que a situação se agrave.
Os residentes contam que ficaram surpreendidos com a colocação de novos marcos de delimitação, alegando que a infraestrutura passou a abranger uma zona onde existem habitações construídas há vários anos.
Segundo afirmam, nunca foram informados sobre alterações nos limites do terreno e receiam que as suas residências venham a ser consideradas ocupações irregulares.
Para os moradores, a presença de equipamentos públicos reforça a convicção de que a área sempre foi reconhecida como espaço comunitário. Além das casas, o local alberga uma escola e um centro de saúde, serviços que diariamente atendem centenas de pessoas da comunidade.
Entre os habitantes, cresce o sentimento de preocupação, sobretudo entre famílias que investiram as suas economias na construção das casas e que agora vivem sem saber qual será o seu futuro. Alguns afirmam que a possibilidade de uma eventual remoção tem causado ansiedade e receio, principalmente entre crianças e idosos.
Perante o impasse, os moradores defendem a abertura urgente de um diálogo entre a empresa Aeroportos de Moçambique, as autoridades locais e a comunidade e consideram que apenas uma solução negociada poderá esclarecer os limites da área e evitar conflitos ou despejos. (Malito João)
Nampula (IKWELI) – A população do bairro Muereti, na vila de Nacala-à-Velha, clama por água potável naquela circunscrição, mesmo com a existência de uma barragem de abastecimento de água.
Os moradores contaram ao Ikweli que recorrem a poços improvisados nas suas residências para acederem ao precioso líquido.
“Nós estamos perto da barragem, mas no nosso bairro de Muereti temos grandes dificuldades de água, não temos fontenárias funcionais, sempre reportamos e nada está sendo feito. Para beber água recorremos aos poços inadequados o que provoca algumas doenças,” declarou um dos líderes comunitários.
O líder usou da ocasião para pedir a pronta intervenção de quem é de direito. “Pedimos que se resolva esta situação, queremos que organizem as fontenárias ou coloquem torneiras para a população poder beber sem riscos,” disse. (Francisco Mário)
Quelimane (IKWELI) – A actividade laboral no conselho autárquico de Quelimane esteve fortemente condicionada desde o segundo dia da semana depois de os trabalhadores intensificarem a greve e bloquearem os acessos ao edifício municipal, exigindo o pagamento de cinco meses de salários em atraso.
Os manifestantes afirmam que a falta de remuneração colocou centenas de famílias em situação de grande dificuldade, impossibilitando o cumprimento de despesas essenciais como alimentação, transporte, renda e educação dos filhos.
Segundo os trabalhadores, várias tentativas de diálogo com a direção da autarquia não produziram resultados concretos. Apesar das sucessivas promessas de regularização da dívida salarial, dizem que a situação permanece inalterada, o que motivou o endurecimento da paralisação.
Segundo sabe o Ikweli, durante o protesto, um representante do presidente do Conselho Autárquico de Quelimane, Manuel de Araújo, procurou negociar com os grevistas, apelando à reabertura do sector de Finanças para permitir a cobrança de receitas municipais, consideradas fundamentais para assegurar o pagamento dos vencimentos.
Entretanto, os trabalhadores recusaram a proposta, defendendo que não irão levantar a greve enquanto não receberem garantias credíveis de que os salários em atraso serão pagos. Para os manifestantes, a confiança na administração municipal está abalada devido ao incumprimento de compromissos anteriores.
Os grevistas lembram que, na última paralisação, a autarquia liquidou apenas um dos meses em dívida, sem apresentar um plano para regularizar o restante montante, facto que, segundo afirmam, agravou o clima de insatisfação entre os funcionários.
Até ao final do dia, a greve mantinha-se sem previsão de término, com diversos serviços municipais a funcionar de forma limitada, enquanto os trabalhadores reiteravam que só regressarão às suas atividades após a regularização dos salários ou a apresentação de um calendário concreto para o pagamento da dívida. (Malito João)
Maputo (IKWELI) – O Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou que Moçambique pretende afirmar-se como um hub energético regional, defendendo que os recursos naturais devem impulsionar a industrialização, a diversificação da economia e a criação de empregos.
A intenção foi manifesta esta quarta-feira (22) durante a abertura do Mozambique CEO Summit, onde o Chefe de Estado apelou ao reforço do investimento privado, garantindo reformas para melhorar o ambiente de negócios e reiterou o compromisso do Governo com a segurança jurídica.
Chapo afirmou que o potencial energético deve, antes de tudo, servir o desenvolvimento nacional, defendendo que o país não deve limitar-se a exportação de energia ou matérias-primas, mas usar a energia para produzir mais, transformar, criar mais postos de emprego e reforçar a competitividade da economia.
Para concretizar essa visão, o chefe do Estado destaca que investimentos estão em curso no sector energético, incluindo o aproveitamento do potencial da Hidroeléctrica de Cahora Bassa e o desenvolvimento de projetos de Mphanda Nkuwa, Lupata, Boroma e outros empreendimentos viáveis na Bacia do Zambeze.
No sector dos hidrocarbonetos, o Presidente apontou os projectos Coral Sul e Norte avaliados em cerca de 50 mil milhões de dólares norte-americanos, sublinhando que estes investimentos devem contribuir para a formação de quadros, o desenvolvimento de empresas nacionais, a criação de emprego e a aceleração da industrialização de Moçambique e na região da SADC.
O governante destacou ainda os investimentos previstos nos corredores de desenvolvimento de Nacala, Beira e Maputo com a modernização de portos, estradas, bases logísticas e postos fronteiriços, com o objectivo de reduzir custos logísticos, facilitar o comércio e consolidar Moçambique como uma plataforma regional de energia, indústria, tecnologia e transportes.
Durante o seu discurso, reiterou que os grandes investimentos devem criar benefícios concretos para a economia nacional, através da promoção do conteúdo local, da transferência de conhecimento, da criação de oportunidades para as micro, pequenas e médias empresas e do respeito pelas comunidades, proteger o ambiente e obedecer legislação nacional.
Chapo garantiu ainda que o executivo vai continuar a trabalhar para simplificar procedimentos, reduzir barreiras burocráticas, combater a corrupção, melhorar a qualidade dos serviços públicos, reforçar a integridade das instituições e, sobretudo, combater, com firmeza, todas as práticas que prejudicam o Estado, o empresário, seja nacional ou estrangeiro, que afastam o investimento e o crescimento da economia do país.
“Aos parceiros de desenvolvimento e às instituições financeiras, apelamos para que continuem a caminhar connosco, apoiando projectos que reforcem a base produtiva, as infra-estruturas, a formação de quadros e a diversificação da economia nacional,” Concluiu. (Antónia Mazive)