
Quelimane (IKWELI) – A actividade laboral no conselho autárquico de Quelimane esteve fortemente condicionada desde o segundo dia da semana depois de os trabalhadores intensificarem a greve e bloquearem os acessos ao edifício municipal, exigindo o pagamento de cinco meses de salários em atraso.
Os manifestantes afirmam que a falta de remuneração colocou centenas de famílias em situação de grande dificuldade, impossibilitando o cumprimento de despesas essenciais como alimentação, transporte, renda e educação dos filhos.
Segundo os trabalhadores, várias tentativas de diálogo com a direção da autarquia não produziram resultados concretos. Apesar das sucessivas promessas de regularização da dívida salarial, dizem que a situação permanece inalterada, o que motivou o endurecimento da paralisação.
Segundo sabe o Ikweli, durante o protesto, um representante do presidente do Conselho Autárquico de Quelimane, Manuel de Araújo, procurou negociar com os grevistas, apelando à reabertura do sector de Finanças para permitir a cobrança de receitas municipais, consideradas fundamentais para assegurar o pagamento dos vencimentos.
Entretanto, os trabalhadores recusaram a proposta, defendendo que não irão levantar a greve enquanto não receberem garantias credíveis de que os salários em atraso serão pagos. Para os manifestantes, a confiança na administração municipal está abalada devido ao incumprimento de compromissos anteriores.
Os grevistas lembram que, na última paralisação, a autarquia liquidou apenas um dos meses em dívida, sem apresentar um plano para regularizar o restante montante, facto que, segundo afirmam, agravou o clima de insatisfação entre os funcionários.
Até ao final do dia, a greve mantinha-se sem previsão de término, com diversos serviços municipais a funcionar de forma limitada, enquanto os trabalhadores reiteravam que só regressarão às suas atividades após a regularização dos salários ou a apresentação de um calendário concreto para o pagamento da dívida. (Malito João)






