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Malema: INSS enfrenta défice de recurso humanos

Nampula (IKWELI) – O Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) no distrito de Malema, província de Nampula, enfrenta uma situação de insuficiência de quadros, situação que compromete o funcionamento célere daquela instituição.

A constatação foi feita pelo administrador do distrito em alusão, Bernardino Paulo Campira, nesta terça-feira (4), aquando da sua visita de trabalho àquela instituição tendo prometido levar a preocupação para as entidades competentes, de modo a ultrapassar a situação que compromete o atendimento da população local.

“Há desafios que a nossa delegação enfrenta, nomeadamente a insuficiência de recursos humanos, porque está a trabalhar a delegada sozinha, e temos muitos espaços, quer para o atendimento do pessoal, tanto para a análise de documentos. Temos que contactar entidades superiores para nos ajudarem de modo que mais outras pessoas possam trabalhar,” disse Campira.

O administrador disse ainda que existem alguns agentes económicos que não estão a colaborar em fazer contribuições para os seus trabalhadores, “e isso é grande preocupação para nós porque no fim do dia se os trabalhadores que não estão inscritos no INSS não terão benefícios depois da reforma,” sublinhou o governante.

Na ocasião, a delegada o INSS em Malema, Marinela De Amorim, sublinhou que os trabalhadores por conta própria não querem se escrever e que a instituição está numa campanha no sentido de puder aumentar o número de trabalhadores inscritos porque “até então, temos 199 (cento e noventa e nove) trabalhadores por conta própria inscritos.”

Todavia, De Amorim apelou a todos trabalhadores do distrito de Malema para que possam se inscrever para o benefício próprio e das suas famílias, pois só assim é possível se beneficiar de vários subsídios, como por exemplo, de paternidade, velhice e tantos outros. (Francisco Mário)

Feijão-fava transforma vida de mulheres em Nahene 1

Nampula (IKWELI) – A comercialização do feijão-fava, conhecido localmente por “Namakotho”, tornou-se uma importante fonte de sustento e esperança para dezenas de mulheres da unidade comunal de Nahene 1 e de outras zonas do bairro de Mutava Rex, no posto administrativo municipal de Namicopo, nos arredores da cidade de Nampula.

O Ikweli constatou que muitas delas são mães solteiras, chefes de família ou foram abandonadas pelos seus companheiros e encontraram neste pequeno negócio uma oportunidade para reconstruir as suas vidas com dignidade.

Preparado durante dois dias nas suas residências, o feijão-fava é transportado diariamente em bacias e panelas para diversos pontos de venda, entre eles o Mercado do Condomínio, Angola, Mathuve, Rex e em frente à Escola Primária Completa de Nahene 1. Em muitos casos, o produto é servido acompanhado de chima de mandioca, conhecida por caracata, sendo uma refeição acessível para trabalhadores, estudantes e outros consumidores.

Vendido em pequenas porções, medidas num copo de sardinha, por preços entre cinco e dez meticais, o feijão-fava tornou-se uma alternativa alimentar para famílias de baixo rendimento e, ao mesmo tempo, uma importante fonte de rendimento para as comerciantes.

As mulheres entrevistadas afirmam que os lucros obtidos permitem cobrir despesas essenciais como alimentação, educação dos filhos, assistência médica, pagamento de renda, aquisição de terrenos e até a construção de habitações, reduzindo a dependência de familiares ou de terceiros.

Entre os exemplos está Mariza Mussa Felisberto, de 30 anos, residente em Mutava Rex. Separada do marido e responsável pela criação de três filhos, conta que iniciou a actividade há cerca de um ano, quando enfrentava dificuldades para garantir o sustento da família e sem emprego e outra fonte de rendimento, Mariza pediu emprestados 200 meticais para iniciar o negócio.

Em menos de uma semana conseguiu devolver o valor e comprar alimentos para os filhos. Actualmente, afirma obter um lucro diário que varia entre 300 e 500 meticais, valor que lhe permite pagar a renda mensal de 600 meticais, assegurar a educação das crianças e planear a compra de um terreno para construir a sua própria casa.

“No princípio não foi fácil, porque estava habituada a depender do pai dos meus filhos. Hoje já não espero que alguém me ajude. Consigo sustentar os meus filhos com o pouco que ganho no meu negócio”, afirmou.

Outra história de superação é a de Delfina Américo, de 23 anos, mãe de uma criança de dois anos. Depois de ser abandonada pelo marido, encontrou na venda de feijão-fava uma forma de sobreviver. No início enfrentou dificuldades, incluindo assédio sexual e humilhações de pessoas que desacreditavam da sua capacidade de vencer. Apesar dos desafios, Delfina diz que a actividade lhe devolveu a autoestima e a independência financeira.

“Agora sou feliz. As mesmas pessoas que me humilhavam hoje procuram-me para pedir ajuda. Com o lucro que consigo, compro comida para o meu filho e continuo a lutar para melhorar as nossas condições de vida”, relatou.

Já Narsa Marques, de 34 anos e mãe de seis filhos, conta que a sua realidade mudou desde que começou a vender feijão-fava em 2024, após o abandono do marido. Segundo a comerciante, antes da actividade a família enfrentava dificuldades para garantir alimentação diária. Hoje, consegue assegurar pelo menos duas refeições por dia para os filhos, adquiriu um espaço próprio e construiu a sua casa embora de material local.

“Depois de começar este negócio, consegui dar almoço e jantar aos meus filhos e já tenho a minha própria casa. Hoje não dependo mais da ajuda de vizinhos ou familiares”, disse emocionada.

Narsa defende ainda que o Governo deve promover formações de curta duração em empreendedorismo e comércio formal, para incentivar outras mulheres em situação de vulnerabilidade a iniciarem pequenos negócios e conquistarem a sua independência económica. (Virgínia Emília)

Tio Salimo surpreende aniversariantes com motorizadas durante campanha STOP Makha

Nampula (IKWELI) – O governador ia de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, conhecido por tio Salimo, surpreendeu, na manhã desta quarta-feira (5), quatro jovens aniversariantes com a oferta de motorizadas e plasmas, durante a cerimónia da replica da campanha “STOP Makha” no seio das instituições do ensino superior na província.

Os três aniversariantes receberam uma motorizada cada, num gesto que o governador classificou como demonstração de carinho e incentivo a juventude, aproveitando a coincidência de celebrarem mais um ano de vida no mesmo dia em que decorria a campanha.

Na ocasião, após o lançamento da iniciativa, o dirigente começou por perguntar quem eram os aniversariantes e, de seguida, entregou-lhes as motorizadas como presente. “Faça o bom uso das motorizadas, filhos. Essa mota não é para transportar makha”, exortou o governador.

Os beneficiários agradeceram o gesto inesperado do governador de Nampula e afirmaram que a oferta representa um grande incentivo para as suas vidas. “Eu não contava com esse gesto do nosso governador, porque eu quando cheguei aqui vinha participar nesse grande evento de prevenção e combate ao consumo de drogas”, declarou um dos contemplados.

A emoção também tomou conta dos familiares e amigos. Nuro Jacinto, amigo de um dos aniversariantes, disse que a motorizada poderá contribuir para o sustento e continuidade dos estudos do beneficiário.

“Estamos muito feliz eu juntamente com eu e amigo, assim ele foi comprar gasolina para agente sair para casa”, afirmou Nuro Jacinto, acrescentando que pretendem utilizar a motorizada para fazer serviço de táxi-mota e, desta forma, ajudar a custear despesas com cópias e outras actividades académicas. (Malito João)

Moza Banco regista desempenho positivo no primeiro semestre de 2026 e reforça trajectória de crescimento

Nampula (IKWELI) – O Moza Banco encerrou o primeiro semestre de 2026 com um desempenho financeiro positivo, consolidando a sua estratégia de crescimento sustentável e reforçando a sua posição como um dos principais bancos comerciais de Moçambique.

Nos primeiros seis meses do ano, o Banco registou um Resultado Líquido de 274 milhões de Meticais, um marco que demonstra que o trabalho desenvolvido está a gerar valor e a produzir resultados concretos.

O desempenho foi igualmente impulsionado pela evolução do Produto Bancário, que melhorou 16%, reflectindo o crescimento da Margem Financeira em 13% face ao período homólogo, a evolução das Comissões Líquidas em 31% ..

Os Depósitos de Clientes cresceram 6%, atingindo 56,7 mil milhões de Meticais, evidenciando a crescente confiança dos clientes na instituição.

Os Activos Totais ascenderam a 72,8 mil milhões de Meticais, representando um crescimento de 14% face ao fecho do ano de 2025.

Para Manuel Soares, Presidente da Comissão Executiva do Moza Banco, “estes resultados reflectem a consistência da estratégia que temos vindo a implementar, baseada na proximidade com os clientes, na disciplina de gestão, na inovação e no compromisso de criar valor sustentável para a economia moçambicana. Continuaremos focados em apoiar as famílias, as empresas e os sectores produtivos, contribuindo activamente para o desenvolvimento do país.”

Ao longo do primeiro semestre, o Banco reforçou igualmente o seu posicionamento institucional através da celebração de novas parcerias estratégicas, do lançamento de soluções orientadas para diferentes segmentos de clientes e da participação activa em fóruns nacionais dedicados ao desenvolvimento económico e financeiro.

O desempenho alcançado confirma a solidez financeira do Moza Banco e reforça a confiança dos seus clientes, accionistas, parceiros e colaboradores na capacidade da instituição em continuar a gerar valor e a contribuir para uma economia mais inclusiva, dinâmica e sustentável. (Redação)

Transferida de Mogovolas: Mãe e bebé perdem a vida no HCN após parto complicado

Nampula (IKWELI) – Uma mulher e o seu bebé perderam a vida na sequência de complicações durante o parto, após a gestante ter sido transferida do distrito de Mogovolas para o Hospital Central de Nampula (HCN).

O caso foi registado nas últimas 72 horas e confirmado esta terça-feira (5) pelo porta-voz daquela maior unidade hospitalar, Dr. António Carlos.

Segundo o responsável, a parturiente deu entrada no HCN em estado crítico, apresentando roptura uterina e anemia severa, complicações que colocavam em risco a sua vida e a do bebé. Apesar dos esforços desenvolvidos pela equipa médica, não foi possível evitar o desfecho fatal.

O óbito materno foi o único registado na maternidade do HCN durante o período em análise. No mesmo intervalo, a unidade assistiu 89 mulheres grávidas, realizou 48 partos normais e 36 cesarianas.

Durante a conferência de imprensa, o porta-voz do HCN explicou que a paciente já chegou transferida de Mogovolas com um quadro clínico muito grave, o que reduziu significativamente as possibilidades de sucesso da intervenção médica.

“Aqui foi registado um óbito, é uma paciente dos seus 38 anos que vinha transferida de Nametil, em Mogovolas, para um trabalho de parto arrastado e também roptura uterina e anemia e foi feito tudo que era possível fazer e não persistiu e tivemos um nado morto devido ao trabalho arrastado”.

As autoridades hospitalares reiteram a importância da consulta pré-natal e do encaminhamento atempado de mulheres com gravidez de risco para unidades de saúde com maior capacidade de resposta, de modo a reduzir a mortalidade materna e neonatal na província. (Malito João)

Venda ilegal de combustíveis na rua: Governador de Nampula entende que a situação está a sair do controle e chama gasolineiras para encontrar solução

Nampula (IKWELI) – O governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, reconheceu, nesta quarta-feira (5), em reunião de emergência com as gasolineiras/estações de abastecimento de combustíveis que operam na província, que a situação de venda informal e ilegal de produtos petrolíferos caminha para uma situação de descontrolo, o que agudiza a crise no sector.

“Fizemos uma ronda, fizemos um mapeamento aqui, em Nacala, em Namialo, em Angoche. Trabalhamos com o IGREME [Inspecção Geral dos Recursos Minerais e Energia] e as FDS [Forças de Defesa e Segurança]. Temos um mapa que nós produzimos e descobrimos que há uma enorme concentração de combustível fora das bombas, dos vossos estabelecimentos. Venda a retalho,” disse o governador na contextualização sobre a reunião.

Num outro desenvolvimento, Abdula garantiu que “trabalhamos durante o dia, durante as tardes e nas noites,” e que “estamos numa situação que se está a perder o controlo.”

O governo referiu ainda que a reunião não se tratava de “uma reunião de julgamento, não é uma reunião de acusações, é uma reunião de concertações e de procura de solução. Queremos saber quanta quantidade vocês receberam na semana da crise e na semana antes da crise. Estamos reunimos aqui para encontrar solução.”

“Neste momento que estamos reunidos aqui, há uma operação das FDS a recolher combustível em tambores, em grandes quantidades nas casas e na via pública,” anunciou o governante.

“Temos muito combustível fora do controlo das bombas, do Estado. Nas palhotas,” recordou o governador, lançado para pergunta de discussão: “como vocês acham que esse combustível está a chegar lá?”

Miguel Amorim, do grupo Eco, foi dos primeiros a comentar, antecedido por um dos representantes da Confederação das Associações Económicas (CTA) na reunião, que denunciou haver viaturas que abastecem, tanque cheio, mais de 4 vezes ao dia.

“Nós, também, não estamos numa boa situação. Temos ouvido que entrou navio com combustível, mas nós não somos fornecidos. Continuamos na mesma. A minha empresa ficou desde semana sem ser fornecida, mas hoje foi fornecida em quantidades muito ínfimas,” disse Amorim, que prosseguiu apontando que “em alguns postos podem estar a fazer vendas avulsas, mais a questão de abastecimento de viaturas, mas não justifica a quantidade de combustíveis que há no mercado informal.”

Gil, representante da Casa Fabião, comentou que a situação é complicada, sobretudo porque há clientes, com contratos, que levam o combustível em recipientes para os distritos.

Um entendimento ficou claro entre as partes reunidas, estando a culpa a recair sobre os frentistas, profissionais que popularmente são conhecidos por bombeiros.

Um outro entendimento dos vendedores a retalho tem a ver com a desonestidade dos fornecedores, que, por vezes, ficam mais de 10 dias para responderem a uma solicitação que se envia por e-mail, por isso pediram uma visita do governador à terminal oceânica de Nacala.

“Senhor governador estamos mal, estamos a pedir ajuda. Chegar na terminal oceânica,” pediu um dos participantes.

Até as 16h desta quarta, segundo foi anunciado na mesma reunião, pelo menos 22 pessoas foram detidas em conexão com a venda ilegal e informal de combustível na cidade de Nampula, numa operação liderada pela Polícia da República de Moçambique. (Redação)

Jovens comprometem-se a apoiar governador de Nampula no combate a venda ilegal de combustíveis

Nampula (IKWELI) – Jovens da cidade de Nampula garantiram ao governador provincial, Eduardo Mariamo Abdula, na manhã desta quinta-feira (6), apoiá-lo na luta contra a venda ilegal e informal de combustíveis.

Uma estação de abastecimento de combustível do grupo Êxito pegou fogo na manhã desta quinta-feira, e o governador foi ao local para aperceber-se da situação. Foi nessa ocasião que centenas de jovens o acarinharam, com gritos e mensagens de conforto e elogio a sua governação.

“Salimo, Salimo, Salimo,” gritavam os jovens quanto mais o governador aproximava-se deles.

“Acabar mesmo, estamos a comprar muito caro esse combustível aqui,” pediu um dos jovens no local, referindo que a prática de venda inapropriada de combustível é falta, citando o exemplo das bombas que pegaram fogo.

Um outro jovem, do fundo da multidão, gritou referindo que “vamos apoiar a sua operação [de retirada de combustível a venda na rua e em condições inapropriadas], estamos cansados.” (Redação)

Bombas da Êxito pegam fogo na periferia de Nampula e abastecimento em recipientes inapropriados pode estar na origem

Nampula (IKWELI) – O Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP) suspeita que o incêndio que deflagrou, na manhã desta quinta-feira (6), numa bomba de combustível, do grupo Êxito, localizada no bairro de Muhala, na zona dos Quatro Caminhos, na cidade de Nampula, tenha sido provocado por uma viatura que transportava galões de combustível no seu interior.

A informação foi avançada pelo porta-voz do SENSAP em Nampula, Abílio Chinai, que explicou que as primeiras evidências apontam para a existência de chamas abertas resultantes do aquecimento de recipientes inapropriados para a conservação de combustível transportados na viatura.

No entanto, a fonte sublinhou que as causas do incêndio continuam sob investigação. “O SENSAP neste momento está a fazer um trabalho e não só SENSAP, mas um trabalho multissectorial, de modo a apurar, na verdade, o que aconteceu,” disse a fonte, que garantiu que para evitar incidentes do género, a entidade que representa tem realizado trabalhos de sensibilização. “Nós sempre sensibilizamos os proprietários de bombas de combustível para que não deixe os jovens adquirir o combustível em galões, até que fizemos papel que tem a ver como devemos abastecer o combustível, principalmente para galões.”

A equipa multissectorial referida por Chinai é composta, para além do SENSAP, o conselho autárquico da cidade de Nampula, a Inspecção Geral dos Recursos Minerais e Energia [IGREME] e o Serviço Nacional de Investigação Criminal [SERNIC].

Testemunhas no local, como é o caso do senhor Jacinto, um mototaxista, explicou que “estava a abastecer uma minibus e também alguns galões, depois de terem abastecido os galões, quando o minibus queria sair, caiu um galão e teve um contacto que originou o incêndio, as chamas devoraram o minibus por completo, mas ninguém sofreu.” (Malito João)

Hospital Distrital de Mocuba ganha máquina de produção de oxigénio dos americanos

Nampula (IKWELI) – O Hospital Distrital de Mocuba, na província da Zambézia, recebeu do governo dos Estados Unidos da América (EUA) uma máquina de produção de oxigénio, equipamento que visa responder as necessidades daquela unidade sanitária e reforçar a capacidade de prestação de cuidados de saúde.

Falando ao Ikweli, o director-geral do Hospital Distrital de Mocuba, Adelino Joaquim Sabonete, manifestou satisfação pela entrega do equipamento, afirmando que a máquina irá beneficiar significativamente aos utentes que recorrem àquela unidade sanitária, uma vez que nunca teve serviço idêntico.

“Esta máquina representa um importante ganho para o nosso hospital e não só. Recebemos um equipamento de produção de oxigénio que, em 24 horas, produz cerca de 10 cilindros, embora a sua capacidade instalada seja superior. Anteriormente abastecíamos todos os distritos da zona norte da Zambézia, com a gestão feita a partir do Hospital Distrital de Mocuba. Actualmente enfrentamos algumas dificuldades devido a uma peça que apresenta problemas, mas, para o consumo interno, a máquina continua a funcionar, garantindo o enchimento dos cilindros e o fornecimento de oxigénio canalizado. O sistema, que chamamos de rampa, está ligado a todas as enfermarias, permitindo que o doente receba tratamento directamente no seu leito, sem necessidade de deslocação. Este foi um grande ganho para o nosso hospital.”, congratula o responsável.

Na mesma ocasião, o dirigente destacou a abertura da nova enfermaria especializada no tratamento da tuberculose multirresistente. “Esta é uma enfermaria nova e a única existente em toda a zona norte da província da Zambézia para o tratamento deste tipo de casos. O nosso hospital está agora mais reforçado, o que representa um grande motivo de satisfação para nós. Anteriormente, os doentes tinham de se deslocar a Quelimane para receber este tipo de atendimento.

O director acrescentou ainda que o hospital registou avanços nos serviços de ortopedia e fisioterapia.

“Outro ganho importante foi o reforço dos serviços de ortopedia e fisioterapia. Actualmente realizamos a correcção do pé boto, uma deformidade congénita que provoca a curvatura do pé. Já efectuamos cirurgias de correcção ao nosso nível, dependendo da gravidade da lesão. Nos casos mais complexos, continuamos a encaminhar os pacientes para o Hospital Central de Quelimane.”

A fonte apelou à população para preservar os bens públicos “Estes bens que temos aqui não pertencem ao Governo, pertencem ao nosso povo. Quero pedir aos utentes que nos ajudem a cuidar destes equipamentos que foram doados pelo Governo dos Estados Unidos. Aproveito também para agradecer, sem qualquer intenção de fazer publicidade, à organização muçulmana de Quelimane, que trabalhou incansavelmente para que tivéssemos uma sala de TAC. A organização contribuiu significativamente para a construção da sala e para a instalação do equipamento.”

Por sua vez, Salvador Armando, paciente e residente em Mocuba, entrevistado pelo Ikweli, elogiou as melhorias verificadas nos últimos meses naquela unidade sanitária.

“Antigamente sofríamos muito, pois tínhamos de viajar até Quelimane ou Nampula para receber estes serviços. Hoje, muita coisa mudou. O nosso hospital já consegue resolver grande parte das nossas preocupações. É gratificante ver o trabalho que está a ser realizado e estou muito satisfeito.” (Fátima Mugaveia)

Venda ilegal de combustíveis na rua: Governador de Nampula entende que a situação está a sair do controle e chama gasolineiras para encontrar solução

Nampula (IKWELI) – O governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, reconheceu, nesta quarta-feira (5), em reunião de emergência com as gasolineiras/estações de abastecimento de combustíveis que operam na província, que a situação de venda informal e ilegal de produtos petrolíferos caminha para uma situação de descontrolo, o que agudiza a crise no sector.

“Fizemos uma ronda, fizemos um mapeamento aqui, em Nacala, em Namialo, em Angoche. Trabalhamos com o IGREME [Inspecção Geral dos Recursos Minerais e Energia] e as FDS [Forças de Defesa e Segurança]. Temos um mapa que nós produzimos e descobrimos que há uma enorme concentração de combustível fora das bombas, dos vossos estabelecimentos. Venda a retalho,” disse o governador na contextualização sobre a reunião.

Num outro desenvolvimento, Abdula garantiu que “trabalhamos durante o dia, durante as tardes e nas noites,” e que “estamos numa situação que se está a perder o controlo.”

O governo referiu ainda que a reunião não se tratava de “uma reunião de julgamento, não é uma reunião de acusações, é uma reunião de concertações e de procura de solução. Queremos saber quanta quantidade vocês receberam na semana da crise e na semana antes da crise. Estamos reunimos aqui para encontrar solução.”

“Neste momento que estamos reunidos aqui, há uma operação das FDS a recolher combustível em tambores, em grandes quantidades nas casas e na via pública,” anunciou o governante.

“Temos muito combustível fora do controlo das bombas, do Estado. Nas palhotas,” recordou o governador, lançado para pergunta de discussão: “como vocês acham que esse combustível está a chegar lá?”

Miguel Amorim, do grupo Eco, foi dos primeiros a comentar, antecedido por um dos representantes da Confederação das Associações Económicas (CTA) na reunião, que denunciou haver viaturas que abastecem, tanque cheio, mais de 4 vezes ao dia.

“Nós, também, não estamos numa boa situação. Temos ouvido que entrou navio com combustível, mas nós não somos fornecidos. Continuamos na mesma. A minha empresa ficou desde semana sem ser fornecida, mas hoje foi fornecida em quantidades muito ínfimas,” disse Amorim, que prosseguiu apontando que “em alguns postos podem estar a fazer vendas avulsas, mais a questão de abastecimento de viaturas, mas não justifica a quantidade de combustíveis que há no mercado informal.”

Gil, representante da Casa Fabião, comentou que a situação é complicada, sobretudo porque há clientes, com contratos, que levam o combustível em recipientes para os distritos.

Um entendimento ficou claro entre as partes reunidas, estando a culpa a recair sobre os frentistas, profissionais que popularmente são conhecidos por bombeiros.

Um outro entendimento dos vendedores a retalho tem a ver com a desonestidade dos fornecedores, que, por vezes, ficam mais de 10 dias para responderem a uma solicitação que se envia por e-mail, por isso pediram uma visita do governador à terminal oceânica de Nacala.

“Senhor governador estamos mal, estamos a pedir ajuda. Chegar na terminal oceânica,” pediu um dos participantes.

Até as 16h desta quarta, segundo foi anunciado na mesma reunião, pelo menos 22 pessoas foram detidas em conexão com a venda ilegal e informal de combustível na cidade de Nampula, numa operação liderada pela Polícia da República de Moçambique. (Redação)