Nampula (IKWELI) – O ministro moçambicano do Interior, Paulo Chachine, exortou, na tarde desta quarta-feira (12), a população do bairro de Namicopo, nos arredores da cidade de Nampula, a ser mais vigilante e a denunciar casos de criminalidade que possam colocar em risco a integridade física das instalações da 3.ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM).
Chachine pediu maior colaboração da população com os agentes da corporação, através da denúncia de actos criminosos e de outras acções que perturbem a ordem e a segurança públicas, tendo em conta que a segurança pública exige a participação activa da população.
O ministro falava durante um comício popular realizado no âmbito da cerimónia de inauguração e entrega das novas instalações da 3.ª Esquadra da PRM, na cidade de Nampula, uma subunidade policial que havia sido vandalizada durante as manifestações relacionadas com as eleições de 2024.
Paulo Chachine desafiou aos membros da corporação que serão afectos àquela subunidade policial a serem responsáveis pela preservação da infra-estrutura, com vista a assegurar a limpeza, conservação e manutenção das instalações, incluindo a correcta utilização dos bens e equipamentos da corporação, de modo a responder às necessidades da população local.
Aquele dirigente acrescentou que os agentes da corporação devem continuar a pautar-se pelo rigor, profissionalismo, disciplina e respeito pela lei e pelas liberdades fundamentais dos cidadãos, fazendo uso adequado e oportuno dos meios colocados à sua disposição.
Durante o seu discurso, o ministro do Interior da República de Moçambique, Paulo Chachine, sublinhou que as novas instalações da 3.ª Esquadra não vão apenas melhorar as condições de funcionamento daquela subunidade policial, que foi destruída durante as manifestações pós-eleitorais, mas também reforçar a capacidade de prestação de serviços de manutenção da ordem, tranquilidade e segurança públicas à população. (Virgínia Emília)
Nampula (IKWELI) – O governador da província de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, orientou, nesta quinta-feira (13), uma auscultação pública no âmbito da visita de três dias que efectua ao distrito de Nampula.
O representante do Fórum das Associações Moçambicanas das Pessoas com deficiência (FAMOD), Periha Amade, destacou a falta de oportunidades de emprego para pessoas com deficiência. “Temos encontrado situações em que as pessoas com deficiência têm tido poucas informações em termos de janelas de oportunidades, nalgum momento as pessoas com deficiência vão para os encontros, não tem havido acessibilidade em termos da tradução da informação por parte dos dirigentes, as pessoas com deficiência vão para lá e voltam como foram.”
Amade ainda pediu maior abertura do governo provincial para conversa com as pessoas com deficiência e a concessão de um espaço para execução das suas actividades. “Falta de resposta de algumas direcções quando pedimos uma audiência, alguns dirigentes, nem sequer dão resposta. Falta um espaço para desenvolver as nossas actividades, a promoção dos direitos das pessoas com deficiência, precisamos de um espaço apropriado para fazer o plano de acção de modo que os direitos das pessoas com deficiência sejam bem seguidos.”
Diante da inquietação do FAMOD, Abdula foi categórico: “oriento aqui ao governo local e ao presidente do município para que em menos de trinta dias criem esta condição.” O activista social e director executivo da Solidariedade Moçambique, António Mutoua, pediu intervenções céleres na exploração de recursos minerais. “Como organizações não dizemos que os recursos não podem ser explorados, mas temos que usar os três recursos de sustentabilidade.
Mutoua também destacou o fraco acesso a oportunidades de emprego por parte dos jovens nascidos em Topuito. “O Instituto de Topuito, veio da ideia de se formarem jovens para beneficiarem do emprego, a perspectiva que tivemos a 15/20 anos era empregar 50% dos jovens de Topuito naquele Instituto.”
Em reação, Abdula disse estar atento a denúncia e que vai tomar medidas. “Eu vou considerar isso uma denúncia, e a directora do Ambiente irá ao terreno para averiguar esta situação, porque se faz mal a alguns, faz mal a todos nós,” disse o Governador.
A auscultação pública contou com a presença de reitores de universidades públicas e privadas, sociedade civil e jovens de diferentes organizações. (Felismina Maposse, Foto: Belto Samuel)
Nampula (IKWELI) – O governador da província de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, em coordenação com os seus parceiros, apoiou, na tarde de quarta-feira (12), com uma cesta básica, a esposa e os dois filhos de um agente da Polícia da República de Moçambique (PRM), afecto a 3ª esquadra, que perdeu a vida durante as manifestações pós-eleitorais de Outubro de 2024.
A cesta básica composta é por arroz, farinha de milho, óleo de cozinha e feijão. A família recebeu ainda um electrodoméstico do tipo congelador, com vista a contribuir para o sustento do agregado familiar, constituído pela viúva e pelos filhos do agente falecido.
O governador da província de Nampula explicou que, para além da cesta básica que a família passa a receber, outro parceiro, em coordenação com o seu gabinete, decidiu apoiar a família durante um ano, sendo que a partir deste mês, a viúva e os filhos passam a beneficiar de um apoio mensal de 10.000,00Mt (dez mil meticais).
Por sua vez, Carolina Paulo, viúva há dois anos, mostrou-se satisfeita com o gesto de solidariedade manifestado pelo governador da província de Nampula, afirmando que o gesto vai aliviar as dificuldades dela e dos filhos.
Carolina Paulo, que guarda memórias tristes das manifestações, lembrou que “nesse dia, eu tinha falado com ele ao celular, as 18 horas. Dizia que tinha de fechar todas as portas, tirar a farda e deixá-la numa casa vizinha, porque os manifestantes estavam próximos de casa e procuravam por ele.”
Ainda segundo Carolina Paulo, algum tempo depois, recebeu em sua casa vários agentes da corporação, que procuravam saber do paradeiro do seu marido. “De repente, vejo polícias a chegar em casa. Estavam à procura dele. Só depois das 21 horas é que uma pessoa atendeu o celular do meu marido e disse que ele estava ferido e que eu tinha de ir ao comando. Eu não conseguia sair porque, a partir da minha casa até à estrada, estava cheio de pessoas que se manifestavam.”
Sem alternativa, sentiu-se obrigada a contactar os familiares do seu falecido marido para explicar o que estava a acontecer. Foi então que tomou conhecimento da morte do esposo. (Virgínia Emília)
Nampula (IKWELI) – A Universidade Rovuma (UniRovuma) deu mais um passo no processo de internacionalização do ensino superior ao estabelecer uma parceria com o Tanzania Institute for Accounting (TIA), uma instituição de ensino superior da Tanzânia.
O acordo, segundo uma nota da página da universidade, prevê cooperação em educação, investigação científica, desenvolvimento linguístico e formação profissional.
O Memorando de Entendimento (MdE) foi assinado na última terça-feira (11), na cidade de Maputo, pelo Reitor da UniRovuma, Prof. Mário Brito dos Santos, e pelo director do TIA, Prof. William Pallangyo, numa cerimónia que contou com a participação de representantes das duas instituições.
Para o reitor da UniRovuma, citado na publicação, a parceria representa uma oportunidade para aproximar académicos e estudantes dos dois países e criar novas possibilidades de colaboração.
Brito dos Santos considerou que o MdE “abre portas para o intercâmbio académico, para a pesquisa conjunta e para a formação de quadros mais preparados,”
O dirigente acrescentou que a cooperação com a instituição tanzaniana poderá contribuir para o fortalecimento do ensino superior na região, sublinhando que “é um passo concreto para o desenvolvimento do ensino superior na nossa região.”
Entre as áreas previstas no entendimento estão o intercâmbio académico, realização de pesquisas conjuntas e iniciativas de capacitação, criando condições para que docentes e estudantes das duas instituições possam beneficiar de experiências e conhecimentos partilhados. A assinatura deste instrumento constitui a primeira parceria formal estabelecida pela UniRovuma com uma instituição de ensino superior da Tanzânia, reforçando a estratégia da universidade moçambicana de ampliar as suas relações académicas para além das fronteiras nacionais.
A aproximação entre as duas instituições surge depois de uma visita efectuada, no início deste ano, pelo cônsul de Moçambique na Tanzânia, Agostinho Trinta, à Universidade Rovuma.
Na ocasião, o diplomata manifestou disponibilidade para facilitar contactos com instituições tanzanianas, tendo em vista a criação de futuras parcerias.
Com a assinatura do MdE, UniRovuma e TIA passam agora a dispor de uma base formal para desenvolver iniciativas conjuntas, numa relação que poderá ser ampliada para outras áreas de interesse académico e institucional entre Moçambique e Tanzânia. (Malito João)
Nampula (IKWELI) – O centro de saúde de Anchilo, que há mais de 10 anos não dispunha de água potável, conta, desde esta quinta-feira (13) com um furo de água, cuja construção foi mobilizada pelo governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula.
Em visita de trabalho ao distrito de Nampula, o governador escalou o posto administrativo de Anchilo, onde uma senhora residente colocou a preocupação da falta de água potável na unidade sanitária local. A situação comoveu o governante e, em menos de 24h, encontrou meios, por via de parceiros, para a abertura de um furo de água.
Técnicos da direcção provincial de Obras Públicas estão no terreno a monitorar a abertura do furo, que ao fim desta quinta-feira começou a emergir a água.
Nuro Ussene, director clínico do Centro de Saúde de Anchilo, não esconde a sua satisfação com o precioso líquido que a unidade sanitária passa a dispor.
“Estou há 3 anos e encontrei a situação assim. Desde que parou a água anterior, depois das obras de construção da unidade sanitária o hospital nunca mais teve água,” disse, agradecendo ao governador.
No local, mulheres pulam de alegria, pois sabem que o sofrimento, sobretudo na maternidade, chegou ao fim. (Redação)
Nampula (IKWELI) – O governo de Nampula e o sector privado, representado pelo Conselho Empresarial Provincial (CEP/CTA), antena local da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), mantiveram reunião, no fim da tarde desta quarta-feira (12), para a preparação da participação da província na 61ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM 2026).
O evento, segundo apurou o Ikweli, foi solicitado pelo CEP/CTA, tendo contado com a presença do governador da província, Eduardo Mariamo Abdula.
“Na FACIM 2025, a Província de Nampula conquistou duas importantes distinções: o 1.º lugar como Melhor Província Expositora e o prémio de Província Revelação,” recordou Shakeel Ahmed, presidente do CEP/CTA, anotando que “estes prémios representam a melhoria do ambiente de negócios na nossa província, um exercício que tem sido garantido pelo nosso Tio Salim.”
Num outro desenvolvimento, Ahmed referiu que “no corrente ano, em mais uma demonstração e reconhecimento, Sua Excelência Senhor Governador da Província de Nampula, Eduardo Mariano Abdula (Tio Salim), recebeu o Prémio Formiga durante a XXI edição da CASP 2026, pelo seu desempenho, boa governação e transparência. O CEP/CTA-Nampula, por sua vez, teve também a honra de receber um Prémio de Distinção, que entendemos como mais um fruto do crescente reconhecimento da Província de Nampula e do trabalho que temos vindo a desenvolver na promoção do diálogo público-privado.”
Os empresários de Nampula garantem que “mantemos o nosso cometimento para uma maior colaboração com o sector público, com a segurança que nos oferece o nosso governador, o tio Salim, nesses contactos permanentes que mantemos,” por isso “não podemos olhar para 2025 como um ponto de chegada. Temos de transformar este ciclo de reconhecimento num ciclo de continuidade, de melhoria e de excelência. E é aqui que o empresariado tem um papel decisivo. A FACIM não deve ser encarada apenas como uma exposição. Deve ser uma plataforma de negócios, investimento, parcerias, promoção de produtos e abertura de novos mercados, por isso, com as empresas e potencialidades que dispõe, e como empresários, mantemos o nosso compromisso de termos a província no mais alto pedestal desta principal montra comercial do país.”
E o governador de Nampula afirmou que “é sempre importante sentarmo-nos com o sector privado. Porque quando falamos de desenvolvimento económico, de emprego, de produção, de investimento e de oportunidades para os nossos jovens, estamos a falar de uma responsabilidade que o Governo e o sector privado devem assumir juntos.”
Segundo disse, “a FACIM é uma grande montra de Moçambique. É onde as províncias apresentam aquilo que produzem, aquilo que sabem fazer e, sobretudo, aquilo que têm para oferecer ao mercado e aos investidores. Por isso, para Nampula, participar na FACIM não deve ser entendido apenas como uma oportunidade, mas tambem como responsabilidade. Então, quando Nampula vai à FACIM, tem de ir à altura daquilo que representa para a economia nacional,” por isso que “aqui quero deixar uma mensagem muito clara: o sector privado deve assumir a dianteira da nossa participacao na FACIM.”
Abdula voltou a repisar que “o Governo deve facilitar, coordenar, mobilizar e criar condições. Mas quem produz, quem transforma, quem vende, quem exporta, quem conhece o mercado e quem sente diariamente os desafios de fazer negócios são os nossos empresários. Por isso, precisamos de maior articulação e preparação conjunta.”
“Não queremos chegar à FACIM apenas com produtos expostos numa prateleira, queremos chegar com negócios, projectos, propostas e soluções. Se temos dificuldades de escoamento, vamos pensar em soluções. Se precisamos de financiamento, vamos estruturar projectos capazes de atrair financiamento. Se produzimos matéria-prima mas ainda transformamos pouco, vamos apresentar oportunidades para a instalação de unidades de processamento. Se temos produtos de qualidade que ainda não chegam aos grandes mercados, vamos procurar parcerias, compradores e canais de distribuição,” enfatizou o governador, defendendo que “a FACIM deve produzir resultados para serem seguidos depois da FACIM.É esta mudança de atitude que gostaria de ver. Cada empresa que participar deve perguntar: “O que vou procurar na FACIM? Que parceria quero trazer? Que mercado quero conquistar? Que problema quero ajudar a resolver?” E há ainda outro aspecto. Devemos olhar para a FACIM 2026 como um passo importante para a preparação da FENA 2027.
Vamos observar. Vamos aprender. Vamos identificar boas práticas. Vamos perceber como outros organizam os seus espaços, apresentam os seus produtos, atraem investidores e promovem negócios. Aquilo que aprendermos na FACIM deve ajudar-nos a fazer uma FENA 2027 maior, mais empresarial, mais competitiva e mais orientada para resultados.” (Redação)
Nampula (IKWELI) – Um total de 5.964 alunos, da 1.ª à 9.ª classes, da Escola Básica de Carrupeia, nos arredores da cidade de Nampula, beneficia, desde esta quarta-feira (12), de dois novos furos de água potável.
Eduardo Mariamo Abdula, governador da província de Nampula, esteve em Carrupeia onde fez a entrega dos novos furos de abastecimento de água e explicou que a abertura dos furos de água enquadra-se na resposta à preocupação apresentada pela diretora da Escola Básica de Carrupeia, durante uma visita à sua residência protocolar.
“Esta senhora veio dizer-me que, na minha escola, tenho 30 salas sem carteiras; os meus alunos têm de atravessar a rua para ir buscar água e não estão a usar as casas de banho porque não há água. Mas hoje estamos a prometer que, daqui a dois meses, vamos trazer 600 carteiras para todas as salas de aula. Vamos pintar a escola, porque eu quero uma escola bonita. E o vosso presidente do município vai dar cinco bolas de futebol, além de equipamentos femininos e masculinos”, prometeu Eduardo Mariamo Abdula.
Para além da entrega dos dois novos furos de água naquele estabelecimento de ensino, o governador testemunhou que as salas de aula se encontram em processo de reabilitação e melhoria da sua imagem.
Os alunos e a diretora daquele estabelecimento de ensino mostraram-se satisfeitos e prometeram fazer um uso responsável daquele precioso líquido. (Virgínia Emília)
Nampula (IKWELI) – A 3ª Esquadra de Namicopo, na periferia da cidade de Nampula, que se encontrava encerrada desde dezembro de 2024, quando supostos manifestantes pós-eleitorais a destruíram, reabriu as suas portas nesta quarta-feira (12).
O evento de entrega daquela subunidade policial contou com a presença do ministro moçambicano do Interior, Paulo Chachine, e do governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, este último que mobilizou parceiros para a requalificação e reconstrução.
Na empreitada, o principal parceiro é a Nacala Logistics.
“Hoje é um dia de memória, de resiliência e de esperança. É de memória porque lembramos com dor que a antiga esquadra foi destruída de forma violenta no âmbito de manifestações ilegais e criminosas que abalaram o nosso país,” disse o governador, destacando que a cerimônia representa a abertura de uma nova esquadra para a população de Namicopo e arredores. Uma esquadra moderna, mais digna, mais forte e à altura do sacrifício dos nossos polícias e do povo de Namicopo. Uma esquadra que devolve segurança, dignidade e esperança a esta comunidade.”
Ainda na ocasião, Abdula recordou com tristeza a morte de um oficial da polícia e a destruição de bens. “Foi aqui neste mesmo solo, que perdemos um Oficial da Polícia da República de Moçambique, um filho desta pátria que tombou no cumprimento do dever. Foi aqui que foi queimada uma viatura Mahindra da PRM, símbolo do ataque directo às instituições do Estado.” (Redação)
Nampula (IKWELI) – O autarca da cidade de Nampula, Luís Giquira, reconhece a existência de dificuldades de acesso ao emprego por parte dos jovens, mas apela a juventude para manter a esperança e acreditar nos projectos de desenvolvimento pelo Governo.
A mensagem foi transmitida na manhã desta quarta-feira (12), durante as celebrações do Dia Internacional da Juventude, realizadas na praça dos heróis moçambicanos, onde admitiu que muitos jovens enfrentam dificuldades para encontrar emprego depois de concluírem o ensino médio ou superior.
Segundo o dirigente, esta realidade tem levado alguns jovens a abandonarem os seus sonhos ou a recorrer a actividades informais para garantir o sustento das suas famílias. “Temos conhecimento de que, em várias comunidades, vemos muitos jovens que terminam o nível médio ou até o nível superior e permanecem anos sem colocação no mercado de trabalho”, afirmou Giquirito.
Luís Giquira apontou que a implementação do FDEL [Fundo de Desenvolvimento Económico Local], Meu Kit Meu Emprego e Pro-jovem são parte dos esforços do Governo para responder os problemas da Juventude.
Por sua vez, o vice-presidente do Conselho Provincial da Juventude em Nampula, António Francisco, rejeitou os rumores de que as oportunidades de emprego e de financiamento disponibilizadas pelo Governo beneficiam apenas um grupo específico de jovens.
Falando ao Ikweli, Francisco defendeu que os jovens devem confiar nos processos de selecção e, sobretudo, aproveitar as novas iniciativas que procuram estimular o empreendedorismo juvenil.
“Quero acreditar que, quando as oportunidades são lançadas, são para todos os jovens moçambicanos. Aqui há um factor de pressa; vamos respeitar o processo”, afirmou.
Francisco explicou que os projectos em curso não estão direccionados apenas à procura de emprego, mas também à criação de condições para que os próprios jovens possam desenvolver iniciativas empresariais e gerar rendimento.
Segundo o dirigente juvenil, a aposta no empreendedorismo poderá reduzir a dependência dos jovens em relação ao emprego formal e permitir que mais pessoas criem os seus próprios meios de subsistência.
“Aqueles jovens que reclamam são, muitas vezes, os que procuram emprego. Mas estão a ser lançados projectos virados ao empreendedorismo juvenil, que vão ajudar a massificar esta aposta para que a juventude não esteja apenas a correr à procura de emprego”, explicou.
Neste ano, o Dia Internacional da Juventude, que se celebra desde 1991, foi celebrado sob o lema: “Contextos Diferentes, Inspirações Comuns”. (Fátima Mugaveia)
Nampula (IKWELI) – O Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP), na província de Nampula, registou uma redução no número de casos de afogamentos e incêndios em comparação com igual período do ano passado.
Segundo Abílio Chinai, porta-voz do SENSAP, no período em referência foram registados 3 casos de afogamento, contra 8 do mesmo período em 2025, e 9 de incêndios, contra 9 do ano passado.
Esta fonte disse que a redução é em resultado das campanhas de sensibilização promovidas pela instituição.
Dos três afogamentos registrados no presente ano, dois (2) aconteceram na cidade de Nampula, concretamente no bairro da Mutava-Rex, onde dois cidadãos com intervalos de lucidez se afogaram, e o último aconteceu no distrito de Rapale em que uma menor teria caído no rio quando tentava lavar a sua roupa.
Já os nove (9) incêndios, 3 (três) aconteceram na cidade de Nampula, 3 (três) no distrito de Nacala, um (1) em Nacala-à-Velha, um (1) em Murrupula e um no distrito de Rapale.
“Para além das palestras que os colegas têm levado nos estabelecimentos comerciais, também estão a levar a cabo mensagens de sensibilização quer nas escolas seguras onde falam de como prevenir os incêndios, daí que se verificou a redução. Não basta dizer que temos extintores nos estabelecimentos comercias e nas escolas, é preciso que haja colaboradores formados no combate aos incêndios,” disse.
Chinai fez, igualmente, saber que “estão a ser criadas brigadas de incêndios para alunos e professores, principalmente os chefes de turma na prevenção de incêndios para que quando um sinistro existir alguém em cada sala de aula saiba manusear o equipamento de proteção contra incêndios. Para além das escolas, vamos também efectuar formações para estabelecimentos comerciais de modo que os proprietários estejam munidos de conhecimentos preventivos.”
O nosso entrevistado lamentou o facto de os automobilistas não priorizarem a passagem dos carros do corpo de salvação pública quando estão numa operação, situação que dificulta a chegada atempada ao local do incêndio.
Chinai pediu a população para que não sinta receio de ligar para o serviço quando acontece um incêndio num determinado local, porque se as pessoas ficam assistindo e tirar foto, o serviço de salvação pública não tem informação, daí que existem aquelas situações em que é dito que os bombeiros chegam tarde.
O porta-voz, também, esclareceu que o Serviço Nacional de Salvação Pública não se paga. “Nós estamos abertos para qualquer tipo intervenção, portanto, é preciso que haja o hábito de visitar os nossos estabelecimentos de modo a conhecer as nossas actividades. Nós tivemos um caso de um incêndio em que uma senhora não chegou a comunicar porque pensava que os bombeiros quando forem ao local iriam cobrar,” sublinhou. (Francisco Mário)