Nampula (IKWELI) – Os residentes da localidade, no distrito de Rapale, na província de Nampula, clamam pela introdução do ensino secundário do Sistema Nacional de Educação naquela circunscrição.
Segundo conta, actualmente, Tchaiane conta apenas com o ensino básico, o que tem sido desafiante para os alunos que terminam o ciclo.
De acordo com Silva Manhamba, chefe da localidade de Tchaiane, dos 120 alunos que teriam sido aprovados para 10ª classe no corrente ano, pelo menos 80 tiveram que abandonar, contra 200 dos últimos dois anos (2024-2025) que corresponde a uma percentagem de 80%.
Esta fonte explicou ainda que a maior parte dos alunos que não conseguiu dar continuidade com os seus estudos abraçaram o comércio informal, a produção de hortícolas, e em outros casos as raparigas foram obrigadas a casar.
“Maior parte dessas famílias não têm condições suficientes, e isso já levamos para o governo do distrito de Rapale, onde nos responderam que só pode-se se responder esse nosso pedido no ano de 2027.” A nossa fonte acrescentou ainda que para além da falta de uma escola secundária, Tchaiane também debate-se com a degradação acentuada da principal via de acesso, falta de transporte público adequado, entre outros desafios. (Virgínia Emília)
Nampula (IKWELI) – A Faculdade de Educação e Comunicação (FEC) da Universidade Católica de Moçambique (UCM) promoveu, recentemente, uma palestra subordinada ao tema “O Profissional de Economia e Contabilidade em Nampula 2026”, com o objectivo de aproximar os estudantes da realidade profissional.
O tema foi apresentado por Pereira Napuanha, contabilista, empresário, consultor financeiro e assessor económico do conselho autárquico da cidade de Nampula, quem partilhou com os participantes conhecimentos e experiências ligadas às áreas de Economia e Contabilidade.
Durante a apresentação, Napuanha falou sobre a preparação para o mercado de trabalho, educação financeira, transição de carreira e oportunidades de autoemprego.
Como parte da iniciativa, Pereira Napuanha ofereceu cinco exemplares dos seus livros à FEC, que passam a fazer parte da biblioteca da instituição. Os participantes mostraram-se satisfeitos com a palestra e consideraram a iniciativa importante para a sua preparação profissional. (Redação)
Nampula (IKWELI) – Taxistas de mota que fazem a ligação entre Natikiri e o mercado grossista do Waresta, na cidade de Nampula, denunciam o aumento de casos de criminalidade na zona da mata do Vieira, onde indivíduos mascarados são acusados de assaltar cidadãos mesmo durante o dia.
Segundo relatos recolhidos pelo Ikweli, os supostos malfeitores actuam sem aparentar receio, abordando pessoas que circulam pela via, roubando bens e, em alguns casos, arrancando motorizadas aos seus proprietários. A situação está a preocupar particularmente os moto-taxistas que usam diariamente aquele percurso.
As fontes dizem ainda que, para além dos assaltos, há relatos de mulheres e crianças que terão sido vítimas de violência sexual naquela zona. Os moradores consideram a situação grave e pedem uma intervenção urgente das autoridades para reforçar a segurança e impedir que a mata continue a ser usada como esconderijo de criminosos.
Informações obtidas no local indicam que a mata do Vieira já terá feito muitas vítimas ao longo do tempo, incluindo casos com desfecho mortal. Alguns moradores afirmam que corpos de pessoas alegadamente assassinadas já foram encontrados na área, aumentando o sentimento de insegurança entre as comunidades próximas.
Barros Omar Alberto, que afirma ter sido vítima de agressão naquela zona recentemente, pede o reforço do patrulhamento policial. “Esse caminho é muito perigoso. Principalmente aqui no quintal do Vieira, pode encontrar pessoas a serem agredidas, homens, mulheres e até crianças. Eu próprio já sofri aqui.”
Omar Alberto acredita que a limpeza e o aproveitamento da extensa área de mata podem ajudar a reduzir os casos de criminalidade. “Estamos a pedir que procurem uma maneira de limpar essa mata, porque não é possível continuar assim. Ninguém sabe qual é o plano dos donos dessa mata e isso é muito complicado para nós.”
Por sua vez, Hilário Teclecha considera que o problema não é novo e defende que a área seja ocupada ou transformada em espaço útil para a comunidade. Segundo ele, muitos taxistas enfrentam dificuldades naquela zona e até a área próxima ao rio do Nicutha é considerada perigosa para quem circula sozinho.
“Essa mata é praticamente um bairro inteiro. Muitos taxistas sofrem aí. Até no rio do Vieira [Nicutha], se tentar ir tomar banho sozinho, pode não voltar e, se tiver sorte, pode voltar sem nada. Encontramos também pessoas mortas e não sabemos qual é a verdadeira intenção de quem usa aquela mata,” disse Hilário.
O Ikweli tentou ouvir o chefe da unidade policial daquela zona, mas este não avançou detalhes sobre os casos denunciados. A fonte limitou-se a garantir que estão em curso trabalhos multissectoriais envolvendo a Polícia da República de Moçambique (PRM) e a Polícia Municipal, com o objectivo de reforçar a segurança e estancar a onda de criminalidade. (Malito João)
Nampula (IKWELI) – Acompanhantes de pacientes do Hospital Central de Nampula (HCN) manifestam satisfação com a reabertura das casas de banho destinadas aos utentes e acompanhantes, depois de uma intervenção que permitiu resolver problemas de entupimento e melhorar as condições de utilização das instalações.
Para Silvia Maurício, acompanhante de um paciente, a reabertura das casas de banho é uma melhoria importante para as pessoas que passam várias horas no hospital a cuidar dos seus familiares.
“Estamos muito felizes porque agora já podemos usar as casas de banho a vontade. Isso ajuda muito, principalmente para quem passa muitas horas aqui com os doentes.”
Por sua vez, Timóteo Fruto, também acompanhante, considera positiva a iniciativa da direcção do hospital e apela aos utentes para que ajudem a conservar as instalações que foram recuperadas.
“Agradecemos ao hospital por esta ideia de arranjar as casas de banho porque vai ajudar muito a nós mesmos, pedimos também aos outros acompanhantes para cuidarem das casas de banho e não estragarem.”
A reabertura foi possível após uma intervenção que incluiu o desentupimento das redes de drenagem e uma limpeza geral das casas de banho, que apresentavam problemas relacionados com o uso inadequado das infra-estruturas.
Paralelamente, o departamento de Prevenção e Controlo de Infecções (PCI) reforçou a sensibilização dos acompanhantes sobre a importância do uso correcto das instalações e da colaboração na sua conservação.
Durante o acto de reabertura, o chefe do departamento de PCI, Osvaldo Coquela, acompanhado por membros do departamento, orientou uma palestra sobre boas práticas no ambiente hospitalar.
A sessão abordou o uso correcto das casas de banho, a utilização de espaços apropriados para estender roupas, a necessidade de evitar a permanência em locais impróprios e o cumprimento dos horários estabelecidos para a entrada e permanência dos acompanhantes. (Malito João)
Maputo (IKWELI) – A Igreja Católica em Moçambique está de luto pela morte de Dom Januário Machaze Nhangumbe, Bispo Emérito da Diocese de Pemba, que faleceu este domingo, aos 92 anos, no Hospital Central de Maputo.*
Segundo o comunicado da Arquidiocese de Maputo, a morte ocorreu por volta das 15h45, na sequência de doença. A informação foi divulgada em comunicado da Conferência Episcopal de Moçambique (CEM) assinado pelo Arcebispo de Maputo, Dom João Carlos Hatoa Nunes.
Dom Januário Machaze Nhangumbe teve uma longa caminhada de serviço à Igreja Católica em Moçambique. Foi nomeado bispo de Porto Amélia, actual Diocese de Pemba, em 1975, e esteve à frente daquela diocese até 1993, tornando-se posteriormente Bispo Emérito de Pemba. Foi também uma das figuras pioneiras do episcopado moçambicano.
A morte de Dom Januário acontece poucas semanas depois do falecimento do Cardeal Dom Júlio Duarte Langa, Bispo Emérito da Diocese de Xai-Xai, que morreu no dia 3 de Agosto, em Maputo, aos 98 anos.
Dom Júlio Langa dirigiu a Diocese de Xai-Xai durante 28 anos e foi o segundo cardeal da história da Igreja Católica em Moçambique.Com estas duas mortes, a Igreja Católica moçambicana perde, no mesmo mês, dois bispos eméritos que marcaram a história da evangelização no país.
A confidencia Episcopal de Moçambique apelou aos fiéis para que rezem pelo descanso eterno de Dom Januário, acrescentando que as informações sobre as exéquias serão divulgadas oportunamente. (Malito João)
Nacala (IKWELI) – Pelo menos 6 pessoas perderam a vida na tarde deste domingo (23) no distrito de Nacala-à-Velha, na província de Nampula, em consequência de um acidente de viação ocorrido num desvio próximo à barragem de Nacala.
O acidente envolveu um camião e um minibus que seguia de Nacala em direção à cidade de Nampula. A delegação do Instituto Nacional de Transportes Rodoviários (INATRO) em Nampula, em comunicado de imprensa, confirmou a tragédia.
“Supõe-se que o minibus queria fazer uma ultrapassagem, mas até agora é difícil perceber como aquilo aconteceu. Nós aqui em Nacala não temos outras informações com detalhes”, avançou a fonte.
Informações preliminar colhidos a partir de Nacala relatam um cenário considerado trágico, com partes dos veículos e corpos espalhados pela zona do acidente.
O INATRO confirma a morte de 6 pessoas, 5 graves feridos e avultados danos materiais nas duas viaturas envolvidas no sinistro.
“Segundo as declarações apuradas no local por pessoas que ninguém se dignou dar a sua identificação pessoal, dão conta que, o primeiro veículo indicado (veículo articulado), circulava pela referida artéria no sentido Monapo em direcção à Nacala Porto e chegado ali, por conta da via que está obstruída do sentido do mesmo, deixou a sua faixa de rodagem e acabou chocando frontalmente no veículo 2, que circulava no sentido oposto (Nacala Porto em direcção à Monapo),” lê-se no comunicado liberado pelo INATRO em Nampula, prosseguindo que “presume-se como causas, circulação em sentido de contra-mão e cruzamento irregular por parte do veículo 1 e, excessiva velocidade por parte do condutor do veículo 2,” tendo como consequência “6 óbitos e 5 feridos graves e 2 danos materiais avultados nos dois veículos.” (Malito João e Redação *Imagem ilustrativa)
Nampula (IKWELI) – O Hospital Central de Nampula (HCN) está a reforçar as medidas de protecção dos seus profissionais contra infecções ocupacionais, através de acções de formação e sensibilização.
Para efeito, mais de 80 profissionais, entre médicos, chefes de sectores, supervisores e pontos focais de Prevenção e Controlo de Infecções (PCI), participaram, nesta quarta-feira (19), numa sessão clínica dedicada à Profilaxia Pós-Exposição ao HIV e à Hepatite B.
De acordo com o Chefe do Departamento de PCI, Osvaldo Coquela, a iniciativa procurou preparar os profissionais para saberem como agir perante acidentes durante o exercício das suas actividades, sobretudo em situações envolvendo agulhas, lâminas e outros materiais perfurocortantes.
Durante a sessão, o especialista destacou que uma exposição ocupacional deve ser tratada com rapidez, defendendo que o profissional exposto procure imediatamente assistência para reduzir os riscos de transmissão de infecções. “Os acidentes com materiais perfurocortantes devem ser encarados como uma emergência”, alertou o médico, sublinhando a importância de não ignorar qualquer situação de exposição.
Osvaldo Coquela explicou que o HCN possui um sistema próprio para acompanhar aos profissionais vítimas de acidentes ocupacionais, desde o momento da ocorrência até ao atendimento, mas o cumprimento dos procedimentos estabelecidos depende também do compromisso de cada trabalhador.
“É preciso que todos assumam a sua responsabilidade para garantir uma resposta rápida, adequada e segura”.
Segundo sabe Ikweli, dados do primeiro semestre de 2026 mostram que 24 profissionais de saúde do HCN estiveram envolvidos em casos de exposição ocupacional, número que leva a instituição a reforçar as campanhas de prevenção e capacitação. (Malito João)
Nampula (IKWELI) – Alguns vendedores do mercado dos Belenenses, o conhecido mercado do Peixe da cidade de Nampula, acusam o chefe do mesmo, de nepotismo no processo de distribuição de bancas nas novas instalações.
A nova infra-estrutura foi inaugurada na sexta-feira (14) da semana passada pelo autarca Luís Giquira.
Felisberta Mussa contou ao Ikweli que iniciou a venda de hortícolas naquele mercado, no ano 2019, mas considera-se uma das excluídas no processo. “Esses que estão naquelas novas bancas são familiares do chefe do mercado, porque maior parte deles não vendia neste mercado antes de se construir aquele novo mercado. Não faz sentido pagarmos taxas do município todos os dias, para depois não beneficiarmos, será que nós também não merecemos essas boas condições, o presidente do município deve voltar a fazer outra lista.”
Por outro lado, Amina Rodrigues, outra vendedeira de legumes, defende que foi esquecida na distribuição. “Eu já sabia que não ia me beneficiar daquelas bancas, porque mesmo quando estavam a fazer lista para vendedores nessa minha área não chegaram, assim torna difícil voltar a pagar as taxas, se se escolhem entre eles, e nos deixam de lado, nem o próprio presidente do município se interessou em procurar saber porque maior parte de nós continuamos nessas bancas antigas.”
A nossa equipe de reportagem contactou o chefe do mercado de Belenenses, Mussa Chale, quem rebateu as acusações e pediu que os “descontentes” tragam documentos que comprovam a suposta exclusão na distribuição de bancas e garantiu que das 500 bancas de que o mercado dispõe, apenas 210 foram ocupadas.
Já o Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Nampula, Luís Giquira, negou a existência de vendedores fantasmas. “Se houver vendedores que estão infelizes, por favor aglomerem-se, e marquem audiência comigo, porque nós somos transparentes, e todos aqueles vendedores que estão ali a vender, não há ninguém que vem de Anchilo, são todos daqui, é normal num ambiente como este sempre existir um e outro descontente.” (Virgínia Emília)
Nampula (IKWELI) – Pelo menos 10 estivadores, que operavam no mercado grossista do Waresta, na periferia da cidade de Nampula, perderam a vida, nos últimos tempos, alegadamente por consumo excessivo de bebidas de produção caseira, popularmente conhecidas como “vinho macua”.
Fontes próximas aos malogrados, apontam que os mesmos consumiam as tais bebidas sem antes tomar algum alimento.
A situação está a preocupar pessoas próximas dos malogrados, que acompanham com tristeza a perda de jovens que, segundo dizem, tinham condições para construir um futuro melhor. Para os entrevistados, o consumo excessivo de álcool tem contribuído para o agravamento da saúde e das condições de vida dos estivadores.
Osvaldo Orlando Xavier, um dos estivadores e consumidor de bebidas alcoólicas, lamenta a morte dos seus colegas e aponta a falta de alimentação como uma das principais causas do agravamento da saúde. “Temos um colega que também morreu ontem por causa de tuberculose. Ele estava doente e continuava a beber e ninguém lhe dava bola. Perdemos muitos colegas aqui por causa de beber e não se alimentar”, contou.
Osvaldo explica ainda que alguns jovens passam vários dias a consumir bebidas alcoólicas, sem cuidar da higiene pessoal e alimentando-se apenas de pão. “Eu bebo e tomo banho, mas outros podem ficar duas semanas sem tomar banho, a beber, e a alimentação deles é pão só. Então queremos qualquer tipo de apoio para essas pessoas”, apelou.
Sara Maurício, que também apresenta um estado de saúde debilitado, afirma que não pensa em abandonar o consumo de vinho macua por considerar que já perdeu a esperança de ter uma vida melhor. “Estou aqui com esses jovens porque não tenho mais nada a fazer lá no bairro. Tenho filhos e vejo pessoas cada dia a perder a vida, mas não tenho como deixar a bebida porque não vejo o que fazer”.
Por sua vez, Reginaldo Vivaldo, vendedor do mercado grossista de Waresta, considera preocupante a situação dos jovens que vivem e trabalham naquele espaço. Segundo ele, alguns são encontrados a dormir no lixo, numa mata próximo ao mercado do Weresta e outros enfrentam dificuldades para conseguir alimentação. “Para mim, que vejo de perto a vida desses jovens, é sentimental. Você encontra esses no lixo, aqueles que moram são encontrados nessa mata do Vieira, outros por causa da fome. É preciso pensar em ajudar esses jovens, porque alguns estão mesmo mal de saúde”, explicou.
A preocupação com o consumo de bebidas alcoólicas entre os estivadores de Waresta não é nova. No ano passado, o Ikweli noticiou uma situação semelhante, que retratava a vida de um grupo de jovens que enfrentava problemas de impotência sexual, associados pelos próprios envolvidos ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas, sobretudo o vinho macua.
Segundo os relatos recolhidos pelo Ikweli, o número de estivadores no mercado grossista de Waresta tem vindo a reduzir com o passar do tempo, devido às mortes e ao agravamento das condições de saúde. Os trabalhadores e vendedores apelam à intervenção das autoridades, organizações sociais e outras entidades para apoiar esta camada da população e evitar que mais vidas sejam perdidas devido ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas e à falta de alimentação adequada. (Malito João)
Mocuba (IKWELI) – A Polícia da República de Moçambique (PRM), na província da Zambézia, confirmou, esta quinta-feira (20), a detenção do comandante distrital da corporação de Chinde, Daudo Cipriano Andaque, no dia 18 do mês em curso.
Segundo a porta-voz da PRM na Zambézia, Belarmina Henriques, além do comando de Chinde foram detidos outros dois indivíduos de nacionalidade chinesa e portuguesa.
“Não posso adiantar mais sobre isso, porque é de carácter sigiloso e como eu disse esta sob custódia da Procuradoria, simplesmente cabe nos confirmar a detenção do nosso agente, no distrito de Mocuba, mais dados poderão aproximar a Procuradoria para poder se pronunciar”, explicou a porta-voz.
Informações avançadas e que já circulam nas redes sociais indicam que o comandante da PRM de Chinde é supostamente acusado de roubo de valores monetários e comercialização ilegal de minerais. (Fátima Mugaveia)