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Aeródromo de Mocuba torna-se local propicio para prática de actos criminais

Residentes do bairro do Aeroporto primeiro, no distrito de Mocuba, província da Zambézia queixam-se de frequentes assaltos protagonizados por indivíduos até agora desconhecidos que na calada da noite recorrem a objectos contundentes para fazer vítimas.

Falando ao jornal Ikweli, na tarde desta quinta (10), uma residente daquele bairro que também foi vítima dos malfeitores referiu, “Eu estava a sair do hospital quando fui surpreendida por 2 homens munidos de catanas, eram 21 horas, os homens ameaçaram-me com aquelas catanas, tentei resistir, mas deixaram-me cair, levaram minha a bolsa onde havia meus documentos, a receita hospitalar e o meu celular. No dia seguinte fui a esquadra mais próxima, até hoje nada se fez.  Desconfio que os ladrões que estão a desgraçar as pessoas sejam jovens desta zona,” declarou.

Sem gravar entrevista, o chefe da zona daquele bairro lamentou o índice de criminalidade naquele bairro, “Realmente, a situação nesta região não está nada boa, passar da pista de noite é perigoso, já tivemos vários casos de assaltos até de motorizadas, mesmo quando pedes que um taxista venha até aqui de noite eles negam por conta destes crimes que acontecem aqui. A polícia está a fazer o seu trabalho, mas os malfeitores também são muitos.”

Um líder religioso que também foi vítima contou, “Pedimos que se resolva este assunto, é grave, eu mesmo já fui arrancado celular ali na pista num dia de chuva fui abordado por um homem fiquei com medo, e quando anoitece, aquele lugar torna-se perigoso, o jovem já perdeu a vida, não posso dizer que a policia não está a trabalhar, mas é necessário um grande reforço.”

Na mesma senda, um taxista também relatou o drama que viveu, “Carreguei uma cliente na noite da sexta-feira passada, para aquele bairro, não era muito tarde, de repente vieram 03 homens fecharam nossas bocas com um lenço ficamos inconscientes por um bom tempo, quando acordamos, estavam no chão sem a motorizada, e a cliente sem os seus pertences dela, a motorizada não era minha, eu estava a trabalhar, agora estou desempregado, sou pai de família não sei como vou fazer daqui em diante, a situação aqui no bairro aeroporto é muito triste mesmo, não sei se realmente a polícia está a trabalhar porque desde que começaram a acontecer os assaltos, nada se fez, estamos  a perder confiança na polícia de Mocuba.”

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) em Mocuba defende que está a trabalhar para a rápida resolução do assunto, ” O sernic está a trabalhar, não posso adiantar muito porque é um processo sigiloso, mas quero também pedir a nossa população para ser mais vigilante porque nos bairros há sempre jovens com proveniência duvidosa, sejamos unidos para acabarmos com a criminalidade no nosso distrito, este não pode ser só trabalho da polícia, mas toda comunidade.” (Fátima Mugaveia)

A chegada dos Jogos Desportivos Escolares: Delegação de Nampula recebida com júbilo na terra mãe

Nampula (IKWELI) – Os 130 atletas que integraram a delegação de Nampula na XVI edição do festival dos jogos desportivos escolares, que decorrem na província de Inhambane, a sul do país, foram, nesta quarta-feira (09), recebidos por pais e encarregados de educação, num ambiente preenchido de júbilo e sentimento de dever cumprido.

Rachides Nampapi, pai e encarregado de educação de uma das atletas, disse estar muito feliz pelo marco alcançado pela filha. “Estou muito emocionado pelo resultado, é a primeira vez que ela participa nesse tipo de jogos escolares, e eu como pai vinha acompanhando os jogos desde o primeiro dia até o último. E já vou fazer acompanhamento a menina com vista a seguir os seus sonhos, e representar a nossa província.”

Outra encarregada de educação garantiu que “a distância foi longa, mas agradecemos a Deus que tudo correu bem, e eles acataram as nossas mensagens que não deviam se envolver em outras práticas fora daquilo que era o nosso objectivo principal, e estou satisfeita com os resultados que os meninos trouxeram.”

Um dos atletas disse que a viagem permitiu-lhe conhecer outras potencialidades do nosso país, “Com a viagem, pudemos conhecer outras províncias como Sofala, Zambézia e Manica, foi possível conhecer a praia, e convivência com outros atletas onde tivemos a oportunidade de trocar experiências com outros moçambicanos. Apesar de que tivemos uma derrota, mas prometemos vencer nas próximas oportunidades,” referiu o atleta de basquetebol masculino, Justino Manuel.

Por seu turno, o Director Provincial da Educação e chefe da delegação de Nampula, William Simão Tunzine, mostrou-se satisfeito com a oposição que a província ocupou nos jogos Escolares, “conseguimos fazer uma boa viagem para a cidade de Nampula, com boa saúde, e vamos entregar os meninos aos seus pais. A situação do país, as nossas Estradas não estão em boas condições, mas conseguimos chegar e deu para apreciar as paisagens que Moçambique oferece conhecer.” (Virgínia Emília)

Moradores da comunidade de Ivate satisfeitos com chegada da corrente eléctrica

Nampula (IKWELI) – Os cerca de 17 mil habitantes da comunidade de Ivaté, na localidade de Najaça, distrito de Larde, em Nampula, manifestam satisfação com a chegada, pela primeira vez, da energia eléctrica da rede nacional, uma realidade que, segundo os moradores, poderá melhorar as condições de vida e impulsionar as actividades económicas locais.

A electrificação da comunidade, enquadrada no programa Energia para Todos, implementado pelo Governo através da Electricidade de Moçambique (EDM) e co-financiamento pelo Banco Mundial, inclui a instalação de 18 postos de transformação, cada um equipado com 15 candeeiros.

Mário Cândido, popular de Ivaté, considera que a chegada da energia representa uma nova oportunidade para a população, sobretudo para os pequenos comerciantes que enfrentavam dificuldades na conservação dos seus produtos. “Estamos muito satisfeitos com a chegada da energia, porque vai facilitar a conservação dos nossos produtos e ajudar-nos a desenvolver os nossos pequenos negócios.”

O administrador de Larde, Manuel Manussa, destacou que o acesso à electricidade poderá contribuir para o crescimento da comunidade e da economia local. “A energia eléctrica é um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento das comunidades e para o crescimento da economia.”

Manussa apelou ainda à população para fazer um uso responsável da energia e proteger as infra-estruturas instaladas, de modo a garantir a sustentabilidade do serviço. “A população deve usar a energia de forma responsável e denunciar actos de vandalismo que possam comprometer a rede.”

Segundo Jeremias Augusto Centureia, coordenador local de projectos e chefe do Departamento de Planeamento e Estatística do programa Energia para Todos, estão previstas novas intervenções em várias zonas do distrito. “Temos previstas intervenções em Nambilane Expansão, Moneia, Mucuali-Sede e Pacone, entre outras zonas.”

Na segunda fase do programa, estão previstas mais de 1.800 ligações domiciliárias na comunidade de Ivaté, medida que deverá ampliar o número de famílias directamente beneficiadas pela electricidade e reforçar as perspectivas de desenvolvimento económico e social da população. (Malito João)

Para responder a próxima época chuvosa e ciclónica 2026/2027: ANE em Nampula promete reconstruir 10 pontes de travessia até dezembro do ano em curso

Nampula (IKWELI) – A delegação da Administração Nacional de Estradas (ANE) em Nampula prevê, até dezembro do ano em curso, a reconstrução de 10 pontes entre metálicas e de betão armado destruídas pelas intempéries passadas, de modo a melhorar o tráfego de pessoas e bens nos próximos tempos.

Trata-se das vias que dão acesso aos distritos de Monapo, Nacarôa, Lalaua, Muecate, Nacala-à-Velha, Larde, Mogovolas, Liupo e Angoche que poderão beneficiar do projecto de reconstrução de pontes e reabilitação de estradas para garantir a transitabilidade contínua de pessoas e mercadoria.

Segundo o delegado da ANE em Nampula, Oreste Zezela, grande parte dos distritos tornaram-se intransitáveis após a passagem dos ciclones que têm vindo a assolar a província. “O distrito de Lalaua encontra-se isolado com o resto da província de Nampula, por causa da deficiência de trânsito, de igual modo temos os distritos de Muecate, Nacarôa e entre outros distritos sem acesso nas principais vias.”

O delegado da ANE em Nampula disse, ainda, que a província possui uma rede rodoviária total de 6.305 quilómetros, sendo que 948,65 quilómetros é de estradas revestidas e 5.356,35 quilómetros de estrada de terra batida.

“Isto significa que cerca de grande parte das estradas de Nampula não possuem ainda revestimento, o que torna a transitabilidade na província altamente vulnerável, especialmente durante a época das chuvas, para reverter a situação, através de um plano de acção está em curso um trabalho de manutenção de modo niveladora das vias e também as pontes sobre diferentes rios serão mexidas.”

A ANE em Nampula entende que o reforço da manutenção de rotina na via que dá acesso ao distrito de Moma, reduziu o tempo de viagem. “A manutenção de rotina está a oferecer apenas um alívio temporário, enquanto espera-se a solução definitiva do projeto de reabilitação e asfaltagem completa da estrada Nametil–Chalaua–Moma, também estas atividades ocorrem em outros distritos , o objetivo destas intervenções pontuais é garantir que as pessoas e bens circulem sem os longos períodos de isolamento e os severos atrasos causados pela degradação das vias de terra batida, que tendem a piorar após as épocas chuvosas.” (Nelsa Momade)

Milange sob pressão da criminalidade transfronteiriça

Quelimane (IKWELI) – O aumento da criminalidade transfronteiriça no distrito de Milange, na província da Zambézia, está a levar as autoridades a intensificar a sensibilização das comunidades, numa altura em que o intenso movimento de pessoas entre Moçambique e Malawi é apontado como um dos factores que exige maior vigilância.

A iniciativa, promovida pelo Serviço Nacional de Migração (SENAMI), em coordenação com a Polícia da República de Moçambique (PRM), decorreu nos dois principais mercados de Milange, onde as autoridades alertaram os cidadãos para os riscos associados aos crimes transfronteiriços e apelaram à denúncia de situações suspeitas.

A preocupação das autoridades está relacionada, sobretudo, com a ocorrência de roubos e casos de tráfico de seres humanos, num distrito que mantém uma circulação diária de pessoas devido à sua localização fronteiriça com o Malawi.

Falando em representação do Serviço Nacional de Migração na Zambézia, Reginaldo Massarongo destacou a importância da participação das comunidades no combate à criminalidade, defendendo uma maior colaboração com as autoridades para identificar e comunicar atempadamente situações que possam representar perigo.

A mensagem foi igualmente acolhida pelos residentes Alberto Miguel e Delico Manuel, que consideram necessária a intensificação da vigilância comunitária. Durante a campanha e a população foi orientada a comunicar qualquer movimento irregular de pessoas ou indícios de tráfico de seres humanos.

O SENAMI garante que as acções de sensibilização vão prosseguir no distrito de Milange, em coordenação com a PRM e as comunidades, com o propósito de reforçar a prevenção, melhorar a denúncia de crimes e reduzir os níveis de criminalidade transfronteiriça na região. (Malito João)

Professor da escola de Muthimacanha é acusado de assediar aluna de apenas 15 anos de idade

Nampula (IKWELI) – Um professor da disciplina de História afecto a escola básica de Muthimacanha, nos arredores da cidade de Nampula, é acusado de estar a assediar uma aluna de apenas 15 anos de idade, situação que obrigou aos pais da aluna a transferi-la para outro estabelecimento de ensino.

A denúncia foi feita ao Ikweli pela mãe da vítima, relatando que após o início do assédio a filha mostrou-se tímida e a ocorrência tem vindo a afectar o aproveitamento pedagógico da mesma. “Quando nós transferimos ela para outra escola, o professor continuou a mandar mensagens, começando a pedir para se encontrar com ela e que gostaria de namorar com ela, até perguntou quantos anos ela tinha e ela falou e ainda assim disse que queria que namorassem mesmo não estando na escola onde ele está a trabalhar,” disse, referindo que “notei uma redução nas notas da menina, pois ele influenciou muito porque, de alguma forma, não teve bom desempenho.”

De acordo com a mãe, a menina só ganhou coragem de denunciar o caso junto aos seus progenitores, após ser transferida para outra escola. “O cenário é desconfortável para a própria menina e receio que se ele perceber que já falou connosco possa intimidá-la. Pelo que me apercebi pelas mensagens, é uma situação que vem acontecendo há bastante tempo, sensivelmente acima de seis meses porque nós transferimos a menina quase no começo do segundo trimestre e agora estamos no terceiro que já estamos a perceber do cenário.”

Ainda segundo a progenitora, o suposto assediador tem vindo a insistir em manter uma relação com a filha, porque alegadamente está apaixonado. “As mensagens que temos são de quando ela saiu da escola porque ele andou a mandar mensagens procurando saber porque é que a menina não estava naquela escola e qual escola que menina está actualmente e quando é que ele poderia levar ela para sair, dizia que está apaixonado por ela,” sublinhou a mãe.

Entretanto, a nossa equipa de reportagem procurou ouvir a direção da escola em destaque, mas o director pedagógico daquele estabelecimento de ensino escusou-se a gravar entrevista cingindo-se apenas a dizer que “essa informação deve chegar até nós, se é encarregado de educação, que está a denunciar deve se pronunciar diante da direção, enquanto não se pronunciar não aconteceu nada. Vai trazer provas para podermos fazer algo, se a pessoa diz que foi transferida por causa do assunto, deve trazer provas.” (Francisco Mário)

Chapo vai potenciar independência económica de raparigas moçambicanas

Maputo (IKWELI) – Pelo menos 14 mil raparigas vão beneficiar de apoio para o seu fortalecimento económico, numa iniciativa do governo moçambicano com fundos do Banco Mundial, segundo anunciou na quarta-feira o Presidente da República (PR), Daniel Chapo.

“Cada rapariga vai receber 100.000,00Mt (cem mil meticais), sem necessidade de reembolso, para começar com o negócio,” afirmou Chapo, sublinhando que a iniciativa pretende contribuir para o empoderamento económico da mulher moçambicana.

Segundo o Presidente, “o programa já alcançou 72 mil jovens a nível nacional, das quais cerca de 56 mil são mulheres, correspondendo a aproximadamente 70% dos beneficiários.”

De acordo com o PR, “o financiamento surge num contexto em que o Governo definiu como uma das prioridades da agenda nacional para mulheres e raparigas, até 2030, a liberdade da pobreza, associada à meta de zero violência.”

“As duas prioridades estão directamente relacionadas, uma vez que a dependência económica pode limitar a capacidade das mulheres de abandonar ambientes de violência e de tomar decisões sobre a sua própria vida,” acrescentou o estadista. Durante a sua intervenção, o Chefe do Estado defendeu que empoderar economicamente a mulher significa aumentar o seu rendimento e a sua capacidade de decisão, tanto no seio da família como na comunidade. “Empoderar a mulher significa aumentar o seu rendimento, significa aumentar a sua liberdade, permitir-lhe decidir sobre os recursos que produz,” afirmou. (Hermínio Raja)

Fernando Bemane destaca impacto da Save the Children em acções humanitárias

Nampula (IKWELI) – O Secretário de Estado na Província de Nampula, Fernando Bemane, enalteceu, na manhã de quarta-feira (9), o contributo das organizações sociais no apoio às comunidades, com destaque para as áreas da infância, alfabetização e assistência humanitária, defendendo, contudo, maior articulação com os governos locais e a aposta em programas sustentáveis.

Fernando Bemane reconheceu o impacto das intervenções realizadas por organizações sociais, sobretudo na província de Nampula, destacando o trabalho da Save the Children no apoio às crianças, alfabetização e resposta às necessidades das comunidades, considerando que estas acções têm produzido mudanças visíveis e um legado importante.

“Vocês têm feito um trabalho muito importante, sobretudo na área das crianças e em outros sectores prioritários. A instituição tem prestado um apoio muito visível e significativo, e, por isso, queremos reconhecer a nossa satisfação por aquilo que têm feito na área da criança, da alfabetização e no combate aos problemas que afectam as nossas comunidades. Fazem muito bem este trabalho, e o nosso Governo reconhece isso.”

O governante destacou igualmente a continuidade das intervenções da organização, que já alcançou 40 anos de presença, defendendo que o período não deve representar o fim das acções, tendo em conta os resultados alcançados e a sua inserção nas comunidades.

“Este é um trabalho que nunca pensamos em extinguir ou dizer que chegou ao fim, porque precisamos sempre de continuar. Por isso, chegamos aos 40 anos, mas, para nós, ainda não é suficiente. Isso deve-se ao vosso bom desempenho e à vossa boa inserção nas comunidades. Há mudanças visíveis e um legado importante nas comunidades. Por isso, mais uma vez, agradeço pelo trabalho que têm feito na nossa província e no nosso país em geral.”

Fernando Bemane salientou ainda o papel das organizações na resposta a situações de emergência, incluindo incidentes e ataques, considerando que o apoio prestado vai para além da assistência humanitária, por envolver pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade.

“Vocês chegam, inclusive, a salvar vidas quando ocorrem incidentes ou ataques, encontrando mecanismos para apoiar as pessoas com alimentação e outros meios necessários. É verdade que o vosso trabalho não se limite apenas à ajuda humanitária, mas também consista em apoiar as pessoas que realmente precisam. Mais uma vez, muito obrigado por tudo aquilo que fazem.”

Por outro lado, o Secretário de Estado apelou às organizações para que valorizem o conhecimento das comunidades e das estruturas locais durante a planificação das intervenções, defendendo que os governos locais e as lideranças comunitárias conhecem melhor as necessidades de cada zona.

Fernando Bemane defendeu que os projectos devem ser concebidos para garantir benefícios duradouros, evitando a criação de dependência nas comunidades. Segundo o governante, é necessário criar mecanismos que assegurem a continuidade das actividades mesmo depois da saída das organizações, permitindo que as próprias comunidades mantenham e desenvolvam as iniciativas implementadas.

Romão Xavier, gestor de programas na Save the Children em Nampula, disse que graças a sua agremiação  muitas raparigas já voltaram para escola e há uma comunicação adequada na comunidade ” Há semanas atrás demos um treinamento aos gestores das rádios comunitárias e foi notória a coordenação de estruturas locais de prevenção e gestão de desastres, mesmo em termo de mensagens, por exemplo, a meteorologia emite um comunicado a forma que essa mensagem vai chegar a comunidade já tem um impacto porque a pessoa entende a linguagem comunitária, não entende a linguagem técnica do INAM.” (Malito João)

Marginalidade preocupa autoridades comunitárias em Carrupeia

Nampula (IKWELI) – O líder comunitário do 2º escalão da unidade comunal 25 de Setembro, bairro de Carrupeia, nos arredores da cidade de Nampula, Mateus Mponda, mostra-se preocupado com a onda de marginalidade que tem estado a assolar a sua área de jurisdição e pede intervenção conjunta das autoridades e pais encarregados para estancar o fenómeno.

Falando ao Ikweli, Mponda destacou que a marginalidade é muitas vezes protagonizada por jovens que na sua maioria são consumidores de droga.

De acordo com a fonte, a situação já foi encaminhada às instituições competentes e está esperançoso que o problema venha a ser ultrapassado “porque com a reabertura da 3ª esquadra estamos num bom caminho. Nós como autoridades comunitárias sensibilizamos os encarregados de educação no sentido de evitar este tipo de situação,” disse Mponda.

A fonte exortou, igualmente, os jovens a não seguirem caminhos que possam comprometer o futuro, pautando por um trabalho digno, “não é apenas o trabalho do gabinete que devem procurar, por exemplo, quando um jovem vai arranjar areia e vender consegue ter alimento na mesa. É preciso começar a olhar o autoemprego e não esperar apenas que o trabalho venha do governo, o próprio jovem deve se preocupar em ter um pão na mesa, sei que é difícil, mas é preciso não pautar pelas drogas,” exortou o líder comunitário. (Francisco Mário)

Obras Públicas reforça capacitação dos técnicos em gestão ambiental e segurança

Nampula (IKWELI) – A Direcção Provincial das Obras Públicas (DPOP) está a reforçar a formação e capacitação dos seus técnicos em matérias de Gestão Ambiental, Saúde e Segurança Ocupacional, com o objectivo de melhorar a intervenção no sector das obras públicas na província de Nampula.

A iniciativa inclui uma componente prática realizada nos estaleiros de obras do Escritório Regional de AURAS [Autoridade Reguladora de Água e Saneamento].

Segundo Evaristo Murequetule, técnico da área Ambiental e Social na Direcção Provincial das Obras Públicas e formador, a actividade enquadra-se no processo de formação promovida pela instituição para melhorar a actuação dos técnicos nos estaleiros de obras.

Esta fonte explicou que a componente prática foi introduzida para permitir aos participantes compreenderem directamente como deve ser organizado e gerido um estaleiro de obras.

“Houve a necessidade de trazer os formandos para a prática, de modo a perceberem como é feita a composição de um estaleiro de obras e quais são os aspectos que devem ser exigidos durante o processo de construção de qualquer empreitada.”

O formador espera que os conhecimentos adquiridos durante a capacitação sejam aplicados pelos participantes nos seus respectivos campos de actuação, sobretudo nas áreas relacionadas com as obras públicas. “Eu fui o formador e espero que, daqui em diante, os participantes possam, de forma prática, levar os conhecimentos adquiridos durante a formação para os seus respectivos campos de actuação.”

Para Murequetule, a formação deverá contribuir para melhorar a capacidade de intervenção dos profissionais em diferentes empreitadas, com atenção especial para as questões ambientais, sociais, de saúde e segurança. “Sendo profissionais que lidam directamente com o sector das obras públicas, penso que, a partir de agora, já possuem ferramentas básicas para fazer a sua intervenção em qualquer empreitada, sobretudo nas questões de natureza social, ambiental, de saúde e segurança ocupacional.”

A capacitação contou com a participação de 30 técnicos provenientes de diferentes áreas da Direcção Provincial das Obras Públicas e de outras instituições ligadas ao sector. “Em termos de participação, tivemos 30 participantes de várias áreas. Contámos com técnicos do Departamento de Obras, do Departamento de Estradas, bem como do Departamento de Administração e Recursos Humanos.”

A formação contou igualmente com técnicos dos Serviços Distritais de Planeamento e Infraestruturas de Rapale e Nampula, bem como da Administração Nacional de Estradas, numa perspectiva de reforçar a abordagem transversal das matérias. “A Gestão Ambiental, Saúde e Segurança Ocupacional são questões transversais, por isso convidámos técnicos de outras áreas para também participarem na formação.”

Já Manuel Mundoa, um dos participantes, explicou que “tivemos a oportunidade de conciliar a teoria com a prática. Visitamos este estaleiro e verificamos no terreno, como é a organização de um estaleiro, as componentes, como tem sido feita a gestão de resíduos sólidos, a composição e a organização dos cartórios e mais e é o que nós esperávamos e vamos implementar no nosso dia a dia. Valeu a pena”.

Com duração de dois dias, a capacitação iniciou com uma componente teórica e terminou com a visita prática ao estaleiro, estando prevista a expansão da iniciativa para outros distritos da província. (Malito João)