Nampula (IKWELI) – A directora provincial de Desenvolvimento Territorial e Ambiente de Nampula, Delfina Falume, defendeu, na sexta-feira (5), na Escola Secundária de Napacala, arredores da cidade de Nampula, o uso responsável da terra para permitir que as gerações vindouras usufruam da mesma.
Falume falava no âmbito do Dia Mundial do Ambiente que este ano foi celebrado sob o lema: “Produzir com Resiliência para Alimentar a Nação: Soluções Locais para um Moçambique Sustentável”, onde igualmente que Nampula é uma Província com um potencial agrícola e turístico extraordinário.
“Produzir com resiliência significa adoptar técnicas que protejam o solo, conservem a água e garantam a segurança alimentar sem destruir as florestas e a biodiversidade que sustenta o amanhã. A resposta para os problemas ambientais de Moçambique não virá de fora; ela começa aqui em Napacala, em cada um dos nossos distritos e localidades. Soluções locais passam por valorizar o conhecimento tradicional dos nossos líderes comunitários, por travar as queimadas descontroladas que empobrecem o solo, e por desencorajar o abate massivo e ilegal de árvores que acelera a desertificação da nossa província,” disse.
A directora enalteceu o espírito de acção local das actividades de plantio de árvores de sombra e fruteiras bem como as jornadas de limpeza e saneamento do meio, pois “não foram meros actos simbólicos, mas demostrações claras e práticas de resiliência e de apropriação comunitária. Cada árvore plantada hoje é uma barreira contra os ventos fortes do futuro e uma garantia de segurança alimentar para as próximas gerações.”
A dirigente aproveitou a oportunidade para exortar aos alunos para que os conhecimentos adquiridos nas salas e aulas, transformem em acção comunitária, “cultivem o amor pela natureza, protejam o vosso ambiente escolar e influenciem as vossas famílias a produzir e a consumir de forma responsável,” sublinhou. (Francisco Mário)
Nampula (IKWELI) – Membros do comité provincial do partido em Frelimo em Nampula estiveram reunidos no fim-de-semana para eleger os seus delegados à 11ª reunião nacional de quadros, a decorrer em agosto próximo na cidade de Chimoio, em Manica.
Gilberto Francisco, primeiro secretário da Frelimo em Nampula, disse na ocasião que o compromisso do seu partido continua sendo com o bem-estar da população na província.
“A FRELIMO precisa de quadros comprometidos com cinco grandes prioridades: a defesa da unidade nacional e da coesão interna. A unidade sempre foi a nossa maior força e devemos preservá-la com disciplina e respeito pelos ideais do partido, a promoção da paz e da estabilidade política, o fortalecimento da ética e da responsabilidade na governação e, por último, a mobilização para o desenvolvimento”, disse Francisco.
O político reconhece haverem ainda desafios, os quais exigem maior responsabilidade e capacidade dos quadros. “A FRELIMO, como partido libertador e força política que conduziu Moçambique à independência, continuará a defender a paz, a soberania nacional e o desenvolvimento.”
E Filipe Paunde, que chefia a brigada central de assistência à província, enalteceu o trabalho que os quadros do partido têm vindo a desenvolver sob a liderança do presidente do partido.
“Aqui não teremos vencedores nem vencidos. Temos de trabalhar para alcançar ideias alinhadas. Todas as propostas que saírem desta conferência serão fundamentais para a nossa gloriosa FRELIMO na reunião nacional de quadros que teremos em Chimoio, tendo em conta que Nampula é a província com maior expressão em todo o país,” concluiu. (Nelsa Momade)
Nampula (IKWELI) – O governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, lamenta a morte de Dom Osório Citora, bispo de Quelimane e Administrador Apostólico da Arquidiocese da Beira, ocorrido na sua sua residência, na madrugada deste sábado (6), na capital provincial da Zambezia.
“Nampula chora hoje um filho. Moçambique perde um pastor,” começa por dizer o governador, em mensagem a que o Ikweli teve acesso, prosseguindo que “recebemos com dor e indignação a notícia do assassinato de Dom Osorio Citora Afonso, Bispo de Quelimane, nosso conterrâneo.”
Para Abdula, Dom Citora era “um homem de fé, de paz e de serviço ao povo foi levado de forma cruel. Isso fere a todos nós,” por isso “repudiamos este acto covarde com toda força. A violência não pode calar a voz da esperança.”
“À família enlutada, ao clero, aos fiéis e a todo povo de Quelimane e Nampula: a nossa solidariedade e orações neste momento de luto,” conclui a mensagem do governador de Nampula. (Redação)
Quelimane (IKWELI) – A igreja católica em Moçambique está de luto, na madrugada deste sábado foi morto, a tiro, o bispo de Quelimane e administrador apostólico da arquidiocese da Beira, dom Osório Citora, na sua residência, na capital da Zambézia.
Segundo sabe o Ikweli, o corpo do prelado foi encontrado sem vida na varanda da residencial episcopal com o tiro no peito e acredita-se que os assassinos o tenham alcançado escalando o muro da residência.
A Conferência Episcopal de Moçambique já emitiu uma nota de pesar comunicando o falecimento do bispo.
Igualmente, o Presidente da República, Daniel Chapo, endereçou a igreja católica e aos seus filhos uma mensagem de solidariedade e pesar. (Redação)
Nampula (IKWELI) – Membros do comité provincial do partido em Frelimo em Nampula estão reunidos desde esta sexta-feira (5) para eleger os seus delegados à 11ª reunião nacional de quadros, a decorrer em agosto próximo na cidade de Chimoio, em Manica. Gilberto Francisco, primeiro secretário da Frelimo em Nampula, disse na ocasião que o compromisso do seu partido continua sendo com o bem-estar da população na província. “A FRELIMO precisa de quadros comprometidos com cinco grandes prioridades: a defesa da unidade nacional e da coesão interna. A unidade sempre foi a nossa maior força e devemos preservá-la com disciplina e respeito pelos ideais do partido, a promoção da paz e da estabilidade política, o fortalecimento da ética e da responsabilidade na governação e, por último, a mobilização para o desenvolvimento”, disse Francisco. O político reconhece haverem ainda desafios, os quais exigem maior responsabilidade e capacidade dos quadros. “A FRELIMO, como partido libertador e força política que conduziu Moçambique à independência, continuará a defender a paz, a soberania nacional e o desenvolvimento.” E Filipe Paunde, que chefia a brigada central de assistência à província, enalteceu o trabalho que os quadros do partido têm vindo a desenvolver sob a liderança do presidente do partido. “Aqui não teremos vencedores nem vencidos. Temos de trabalhar para alcançar ideias alinhadas. Todas as propostas que saírem desta conferência serão fundamentais para a nossa gloriosa FRELIMO na reunião nacional de quadros que teremos em Chimoio, tendo em conta que Nampula é a província com maior expressão em todo o país,” concluiu. (Nelsa Momade)
Nampula (IKWELI) – A Alemanha compromete-se a continuar a apoiar os sectores agrário e pecuário de Moçambique, com vista ao aumento da produção agrícola, à criação de oportunidades de emprego para os moçambicanos, sobretudo jovens e mulheres, ao reforço da segurança alimentar e nutricional, ao aumento da renda das famílias e à promoção da sustentabilidade ambiental.
Trata-se de uma iniciativa que pretende fortalecer as ligações entre os produtores e os mercados de comercialização de produtos agrícolas, um programa a ser implementado pelo sector agrário moçambicano, em coordenação com o Banco Mundial, com um investimento de 500 milhões de meticais.
De acordo às as informações avançadas por aquele país europeu, o financiamento será dividido em duas fases: a primeira decorrerá durante cinco anos, com um investimento de 250 milhões de meticais, enquanto a segunda fase contará com igual montante para os cinco anos subsequentes.
A informação foi tornada pública nesta quinta-feira (4) pela directora do programa Vamoz Competir, da GIZ – Cooperação Alemã, Silke Hanson, em representação do embaixador da Alemanha, durante a cerimónia de abertura oficial da sessão do Conselho Colectivo Regional do Sector Agrário e Pesqueiro e da Reunião Regional do Comité de Coordenação do Sector Agrário que decorreu na cidade de Nampula e foi dirigido pelo Secretário Permanente do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, acompanhado pelo governador da província de Nampula, Eduardo Abdula, bem como por outras entidades públicas, privadas e parceiros de cooperação.
Neste âmbito, o Secretário Permanente do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, Acubar Paulo Batista, manifestou satisfação com o apoio anunciado e acrescentou que o Governo moçambicano está a estudar novas estratégias para o desenvolvimento do sector agrário, com maior enfoque nas culturas alimentares básicas e nas culturas de rendimento, promovendo sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis, apoiados por culturas resilientes e pelo fortalecimento das cadeias de valor.
Já o governador da província, Eduardo Abdula, afirmou que, embora Nampula seja uma região privilegiada devido a sua extensa faixa costeira e a abundância de recursos minerais, continua a enfrentar dificuldades relacionadas com o acesso à terra, a expansão dos sistemas de irrigação, a disponibilidade de sementes certificadas, o acesso ao financiamento rural, a mecanização agrícola, a disponibilidade de insumos para a produção pecuária e pesqueira e os impactos cada vez mais severos das mudanças climáticas.
O governador salientou a necessidade de mais investimento produtivo, assistência técnica, acesso ao crédito, inovação e tecnologias ao serviço dos produtores, incluindo o fortalecimento das cadeias de valor para garantir o escoamento da produção e melhorar o rendimento das famílias.
Durante a sua intervenção, Abdula referiu que, no âmbito do programa de mecanização agrária, têm sido desenvolvidas várias acções de apoio aos produtores, tendo sido já distribuídos seis tractores aos distritos de Muecate, Nacarôa, Liupo, Malema e Ribáuè, estando em curso a integração de mais dois tractores destinados aos distritos de Mecubúri e Lalaua.
O dirigente explicou ainda que o programa prevê a criação de blocos de produção mecanizada de 100 hectares por distrito, permitindo incorporar anualmente mais de 800 hectares de produção mecanizada e beneficiar cerca de 800 famílias, com prioridade para mulheres vítimas de uniões prematuras e jovens.
De acordo com o governador, é neste âmbito que nos próximos dias Nampula acolherá a Feira Económica e a 2ª edição da Conferência Internacional de Nutricional e Agronegócio, com o objectivo de promover o potencial económico da província, estimular o investimento em diferentes áreas, sobretudo no sector agrário, e fomentar o diálogo e a partilha de conhecimentos entre os intervenientes dos sectores agrícola e pesqueiro.
Por sua vez, Lito Raimundo, director da Aliança para uma Revolução Verde em África (AGRA), considerou que as províncias de Nampula, Niassa e Cabo Delgado possuem elevado potencial para a produção agrícola e pecuária e para a sustentabilidade das famílias, embora enfrentem desafios relacionados com as mudanças climáticas, o acesso limitado a insumos melhorados e as perdas pós-colheita.
Raimundo acrescentou que os impactos socioeconómicos e a instabilidade social na província de Cabo Delgado exigem uma resposta coordenada do Governo moçambicano e dos parceiros de cooperação, de forma a minimizar as dificuldades que constituem um grande desafio para o sector agrário e pecuário.
A fonte garantiu que a sua organização continuará a apoiar o Governo de Moçambique, através do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas e dos governos provinciais, disponibilizando ferramentas e recursos que possam fortalecer as acções em curso e contribuir para soluções adaptadas às realidades locais. (Virgínia Emília)
Nampula (IKWELI) – Abibo Momade Rajabo é o novo presidente do conselho municipal de Angoche, na província de Nampula, na sequência do falecimento da anterior presidente Dalila Abdul Raimo Ussene, ocorrido no passado dia 27 de maio do corrente ano.
Até à sua nomeação, Abibo Rajabo, militante do partido Frelimo, exercia as funções de vereador de Urbanização e Meio Ambiente e era membro eleito da Assembleia Municipal de Angoche.
A tomada de posse teve lugar na cidade de Angoche, na manhã desta quinta-feira (4 de junho), e foi dirigida pelo Secretário de Estado na província de Nampula, Plácido Pereira.
Durante a cerimónia, Pereira reconheceu os esforços desenvolvidos por Dalila Ussene e desafiou o novo presidente do município a garantir o desenvolvimento local, transformar as diferenças em oportunidades e promover a satisfação coletiva dos munícipes.
“Há necessidade de aprimorar as acções constantes do manifesto eleitoral. Neste momento em que assume os destinos do município, queremos aproveitar esta oportunidade para recomendar a necessidade de reforçar a arrecadação de receitas próprias, de modo a garantir a sustentabilidade do município sem depender essencialmente do Tesouro Nacional e de outros fundos”, afirmou.
Plácido Pereira acrescentou que “não queremos ouvir que não há salários porque ainda não houve transferência do Fundo de Compensação Autárquica. É necessário envidar esforços para aumentar as receitas próprias”.
Na ocasião, Pereira exortou a novo autarca a pautar por uma gestão criteriosa e transparente dos recursos financeiros, humanos e patrimoniais, observando os princípios da integridade e imparcialidade, colocando sempre os interesses dos munícipes acima de quaisquer outros.
“É preciso combater de forma rigorosa a corrupção na gestão da coisa pública, distanciando-se de atos de clientelismo, amiguismo, favoritismo, nepotismo e outras práticas que atentam contra a unidade nacional e a boa gestão pública”, sublinhou.
O Governo reafirma a sua abertura e disponibilidade para continuar a trabalhar com os titulares dos órgãos autárquicos e respetivos membros, no prosseguimento de ações visando o desenvolvimento dos municípios e a criação de melhores condições de vida para os cidadãos.
Por sua vez, Abibo Rajabo manifestou solidariedade pelo falecimento da antiga presidente do Conselho Municipal de Angoche, Dalila Ussene. Contudo, assegurou que dará continuidade aos projetos de infraestrutura em curso, garantindo estabilidade e transparência na governação municipal.
“O nosso foco continuará a ser a melhoria da qualidade de vida nos nossos bairros, assegurando a prestação de serviços básicos, com destaque para o saneamento do meio, as infraestruturas e o bem-estar de todos os munícipes. Tudo faremos para pavimentar as nossas estradas e, para alcançar este objetivo, precisamos da união de todos”, afirmou. (Nelsa Momade)
Nampula (IKWELI) – Jovem general e dedicado, Sérgio Age, o comandante provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, tem se revelado um comprometido e cometido com a visão do governador local, Eduardo Mariamo Abdula. Desde a sua chegada à Nampula, Age tem se desdobrado para garantir e manter a ordem e tranquilidade públicas.
A actuação de malfeitores pela província era tanta que dava impressão de que a polícia andava a “descansar demais”, mas com a chegada do jovem general à Nampula as coisas tendem a melhorar. Grupos numerosos de meliantes que actuam sob a capa de Grupo-15, ou então “G-15”, têm sido retirados da circulação, violadores de menores, também, não escapam.
Eduardo Abdula, o governador do povo, tem afirmado que não descansará enquanto a sua população não consiguir pegar sono tranquilamente e Age é o homem que sabe implementar a cor da letra da orientação do governador.
Recentemente, o governador lançou a campanha de combate ao tráfico e consumo de drogas, com um horizonte temporal de 90 dias. A polícia, liderada pelo general Age, está a responder na sua máxima força. Há capturas diárias, desactivação de bocas de fumo e jovens retirados da vida da droga.
Há consciência que este fenómeno de combate ao tráfico e consumo de drogas não acaba neste horizonte temporal, mas os sinais de que as autoridades de Nampula não querem que adolescentes e jovens possam ser destruídos são claros.
Segundo sabe o Ikweli, nas escolas a situação tende a mudar, porque a polícia está lá a actuar como deve ser, protegendo as crianças do fenómeno de consumo de drogas.
Tal como o seu governador, Age não dorme, passava a vida a agir, mostrando a sociedade nampulense que ninguém está acima da lei quando se trate de ilícitos, tanto é que há agentes da corporação, até das forças especiais, que foram recolhidos por andavam envolvidos no mundo da droga. (Redação)
Nampula (IKWELI) – Os vendedores informais que ocupam as bermas da estrada junto ao mercado grossista do Waresta, na cidade de Nampula, manifestaram disponibilidade para abandonar aqueles espaços e regressar ao interior do mercado, reconhecendo os riscos a que estão expostos e os constrangimentos que causam à circulação de pessoas e meios de transporte.
Os comerciantes afirmaram estar dispostos a acatar o apelo da edilidade de Nampula, numa altura em que se registam frequentes acidentes de viação naquela zona.
Em entrevista ao Ikweli, os vendedores relataram que no mês passado ocorreram dois acidentes de viação, que resultaram, na sua maioria, em ferimentos graves. Os casos envolveram sobretudo motociclistas e veículos de transporte semi-colectivo de passageiros.
Os comerciantes explicaram que muitos destes acidentes ocorrem na presença de agentes da Polícia Municipal e da Polícia da República de Moçambique (PRM).
Por essa razão, reconheceram a necessidade de abandonar as bermas da estrada e pediram desculpas ao edil de Nampula por não terem seguido anteriormente as recomendações de segurança.
Atumane Sumail, vendedor informal de frutas, nomeadamente bananas e laranjas, explicou que abandonou o interior do mercado por considerar que o recinto não reúne condições adequadas para acolher os comerciantes.
“Enfrentamos muitos riscos aqui, principalmente acidentes de viação. Sabemos que estamos a colocar as nossas vidas em perigo. Aceitamos sair daqui e regressar ao mercado, mas pedimos ao presidente do município que organize o mercado o mais rapidamente possível para que possamos trabalhar em condições seguras”, afirmou.
Entretanto, alguns vendedores entrevistados pelo Ikweli disseram que continuam a ocupar as bermas da estrada devido à falta de espaços adequados no interior do mercado.
“Estou a vender aqui na estrada desde o ano passado porque não tenho outra alternativa. Dentro do mercado não há espaço suficiente e muitas bancas estão danificadas. Tenho de trabalhar para sustentar os meus filhos. Posso sair daqui assim que o município reabilitar as bancas estragadas”, declarou Inácio Muller, vendedor informal de batata-doce e banana.
Por sua vez, Rizuane Raimundo, membro da comissão gestora do mercado grossista do Waresta, em representação da chefia do mercado, explicou que estão em curso várias acções de sensibilização para retirar os vendedores das bermas da estrada e encaminhá-los para o interior do recinto.
“Estamos a trabalhar para transferir os vendedores informais que ocupam a estrada para o interior do mercado. No entanto, o processo tem sido difícil porque alguns aceitam sair, mas depois regressam durante a noite”, explicou. A fonte acrescentou que a situação agravou-se após as manifestações pós-eleitorais, que afectaram significativamente o funcionamento do mercado. (Virgínia Emília)
Nampula (IKWELI) – A Associação dos Munícipes da Cidade de Nampula (AMUCINA) anseia retirar crianças que pululam pelas artérias no sentido de devolver a sua dignidade através de um projecto denominado “projecto de resgate das crianças em situações de rua” e dar o futuro àqueles petizes que se encontram em situações extremas.
Carlos Manuel Francisco, presidente da AMUCINA, disse em exclusivo ao Ikweli que a iniciativa está na fase piloto, correspondente a um período de dois meses e que, até então, já foi possível devolver quatro (4) crianças de diferentes distritos da província de Nampula.
“Esta iniciativa apesar de estarmos à procura dos parceiros para nos facilitar a questões de transportes já estamos a implementar, fomos apresentar a Direcção Provincial do Género, Criança e Acção Social e nos concederam a credencial, estamos a trabalhar em coordenação com a mesma direcção. Conseguimos devolver para o convívio familiar quatro (4) crianças, duas na cidade de Nampula, concretamente em Anchilo e o lado das antenas, as outras duas no distrito de Eráti e Naca-Porto, respetivamente. É um processo que está ainda na fase piloto, como ainda não reunimos condições, estamos a fazer a nossa maneira, nos arranjamos através das nossas quotas e uma parte somos apoiados por parte da Direçcão Provincial no âmbito do transporte,” esclareceu o presidente.
Francisco sublinhou que o objectivo central é de tirar as crianças para que possam gozar dos seus direitos como o de estar com a família, saúde condigna e também quando estão na rua acabam perdendo o direito à educação e muitos outros.
“Achamos de forma voluntária sensibilizarmos as crianças e felizmente está a acontecer. Vamos identificando as crianças nas ligeiras e depois vamos fazendo o diagnóstico das causas que lhe levaram a abondar onde viviam antigamente de modo que possamos apurar os factores e sabermos nos posicionar porque as vezes mentem, mas se mostrar a seriedade de voltar a sua casa fizemos diligencias para entrar em contacto com a família,” realçou o nosso entrevistado.
A fonte afirmou que as histórias mais preocupantes das crianças de rua é a morte dos pais e por outro o divórcio dos progenitores porque quando morrem os pais algumas são rejeitadas em suas famílias e também quando há divórcios muitas delas ficam com as suas mães que não têm uma fonte de rendimento e as crianças acabam saindo na procura de condições para ajudar nas despesas, dai que quando chegam na cidade, a rua torna-se suas casas.
A fonte pede apoio, também, para o apoio permanente por algum período, assim que as crianças são reintegradas nas famílias.
A fonte pediu os pais para que não abandonem os seus filhos porque assim procedendo, elas começam a se filiar em uma vida que não é boa comprometendo o futuro delas. (Francisco Mário)