Sobe preço do carvão vegetal e cidadãos começam a “transpirar” em Nampula

Nampula (IKWELI) – A cidade de Nampula, no Norte de Moçambique, está a enfrentar uma subida galopante do preço de carvão vegetal, um combustível essencial para muitas famílias.

Se há pouco tempo, um saco de cinquenta quilos custava 250,00Mt (duzentos e cinquenta meticais) a 300,00Mt (trezentos meticais), agora varia de quinhentos meticais a seiscentos meticais dependendo do vendedor.

Entre as causas da subida, arrola-se a degradação das vias de acesso que vão aos locais de produção, entre outras.

Esta subida está a afectar negativamente a população, de forma particular as famílias de baixa renda que dependem do carvão vegetal para cozinhar. “Está muito complicado ter o carvão para cozinhar, porque agora o preço está muito elevado.”

“Eu andei em mutos lugares para ver onde poderia encontrar acessível, mas está difícil, em lugares onde passei variava de 500,00Mt (quinhentos meticais) a 600,00Mt (seiscentos meticais). É complicado viver, assim, a situação está muito difícil,” lamentou Carla Alfredo. 

Entretanto, um vendedor do carvão afirma que o agravamento do preço é devido ao difícil acesso aos locais onde tem comprado. “A estrada não está boa, antes da chuva em dois dias era normal ir e voltar, mas agora passa uma semana sem conseguir regressar, o transporte sempre avaria. Também os próprios produtores alegam que fica difícil queimar por contada chuva e também aumentaram o preço,” disse um responsável de um estaleiro na zona da faina.

A mesma justificativa é compartilhada por Amisse Abreu, outro vendedor, que apesar de não ter um estaleiro aponta a dificuldade na hora de fabricar o carvão vegetal. “Para queimar agora não está fácil, é normal quando quero queimar estar a cair chuva e não conseguir,” afirmou. (Francisco Mário)

Polícia de Trânsito “caça” trelas ilegais em Nampula

Nampula (IKWELI) – A Polícia de Trânsito na província de Nampula iniciou, nesta quarta-feira (17), uma campanha de fiscalização e sensibilização que já resultou no parqueamento de várias trelas que se encontravam em circulação, mas sem condições adequadas de segurança rodoviária.

 Segundo a Polícia de Trânsito, o trabalho começou numa fase educativa e de sensibilização, mas poderá ganhar contornos mais rigorosos nos próximos tempos, com reforço de fiscalização em todos os postos de controlo da província.

 Martinho Gabriel Hilário, chefe de Operações da Polícia de Trânsito em Nampula, explicou que a iniciativa enquadra-se num plano operativo denominado mobilidade sustentável e segura de pessoas e bens.

“Concebemos o trabalho no sentido de desencorajar os automobilistas, sobretudo os de semicolectivos de passageiros que têm tido suas trelas, reboques com problemas de iluminação, queremos referir aqui sinal de stop, chapa de matrícula, outras não têm livrete de circulação, outras não têm refletor que permite o seu reconhecimento a uma distância normal e circulam com pneus gastos, acabamos desmontando um reboque porque trazia um pneu gasto e tínhamos de desmontar o pneu e substituir.”

 O responsável assegurou que as acções poderão continuar nos próximos dias, e que os proprietários das trelas devem preparar-se para mais parqueamentos caso persistam as irregularidades.

“Então esse trabalho visa essencialmente reduzir o elevado índice de sinistralidade ao nível da província de Nampula. Neste momento estão parqueadas e como condição para a sua retirada, deve-se fazer a reposição, é uma lição educativa, poderão ser dispensados depois de provar que já substituíram.”

 Na mesma campanha, a Polícia de Trânsito afirmou ter encontrado motoristas em situação irregular, incluindo casos em que alguns condutores abandonaram as viaturas e colocaram-se em fuga. “Conforme disse, a nossa missão é educativa, com o intuito de desencorajar os automobilistas para não seguir estes comportamentos, então das próximas vezes serão medidas punitivas.”

De acordo com Martinho Gabriel Hilário, o trabalho de fiscalização e sensibilização será estendido a todos os postos de controlo da cidade de Nampula, com o objetivo de reforçar a segurança rodoviária e reduzir acidentes envolvendo reboques e trelas. (Malito João)

CNDS manifesta preocupação com tendência de desordem pública no país 

Nampula (IKWELI) – O Conselho Nacional de Defesa e Segurança (CNDS), sob a direção do chefe de Estado Daniel Francisco Chapo, manifestou preocupação com o recrudescimento de acções que configuram desordem pública em alguns pontos do país, com destaque para situações sobre a desinformação sobre a cólera registada nas províncias de Nampula e Cabo Delgado.

O órgão esteve reunido nesta quarta-feira (18) na capital do país, onde analisou a situação de segurança no que tange a situação criminal e das operações no âmbito do Teatro Operacional Norte.

De acordo com um comunicado da presidência, o órgão instou as Forças de Defesa e Segurança (FDS) a combaterem a criminalidade com maior veemência, com vista a restabelecer a segurança e a tranquilidade públicas, enquanto defende a adopção de medidas enérgicas, incluindo o reforço do patrulhamento e a redistribuição das forças de acordo com os desafios actuais que o país enfrenta.

Na mesma ocasião, de acordo com o documento, o CNDS saudou o Ministério do Interior pelos resultados alcançados no âmbito da campanha de recolha de armas de fogo. Contudo, perante a persistência de crimes cometidos com recurso a armas, recomendou o reforço do controlo sobre o armamento na posse do Estado e a intensificação dos esforços para recuperar armas que se encontram ilegalmente nas mãos de civis.

Além de condenar os actos de violência contra dirigentes do Estado ao nível local e líderes comunitários, motivados por desinformação relacionada com a suposta propagação da cólera e de outras doenças, o órgão recomenda que as autoridades, a todos os níveis, promovam campanhas de sensibilização junto das comunidades para melhorar o conhecimento sobre as referidas doenças. 

Anota o grupo que analisa a situação de segurança no país, que as tais acções deverão envolver diferentes segmentos da sociedade, incluindo instituições de ensino, rádios comunitárias, confissões religiosas e lideranças locais, com vista a combater a desinformação e prevenir novos episódios de violência.

O encontro decorre, não só depois de poucos dias se terem registados actos de violência contra lideranças locais por desinformação da cólera, como também de um suposto combate entre as FDS e grupos terroristas na zona de Katupa, uma importante base militar no distrito de Macomia. (Redação)

PDUNM ilumina 30 km de estradas em nove bairros periféricos do norte do país 

Nampula (IKWELI) – Já em está em marcha o processo de instalação de postes de iluminação pública, cabos eléctricos e candeeiros  em artérias de nove bairros dos municípios de Pemba, Montepuez, Nacala e Nampula, num total de 29,9 km.

Esta intervenção faz parte do Projecto de Desenvolvimento Urbano Norte de Moçambique (PDUNM), financiado pelo Banco Mundial e implementado pelo Fundo de Fomento Habitacional (FFH), e tem como objectivo expandir o acesso à energia eléctrica em bairros periféricos das cidades, visando a dinamização de pequenos negócios, melhoria da segurança pública e incremento da qualidade de vida das famílias.  

Em Nampula, estão a beneficiar da iluminação um total de 15,4 km dos troços  antigo Controlo-Universidade Mussa Bin Bique, FPLM-Escola Namitheca, Av Trabalho-Ademo, cruzamento N4-Escola 22 de Agosto e Ademo Escola de Mapara, nos bairros Muahivire e Muatala.

 No município de Nacala, estão abrangidas as zonas de Massapone e Benfica (Bairro Mathapue) e 1º de Junho (Bairro de Ontupaia), num total de 5,7 km. 

Por seu turno, em Pemba vão passar a ter iluminação as vias dos bairros Chuíba e Mahate e em Montepuez os bairros Pitimbine, Napai e Nacate.

Ao todo, serão beneficiadas cerca de 60 mil pessoas com a iluminação pública. (Redação)

Autarca de Nacala “foge” de engenheiros que “queriam entender” sobre obra na avenida Eduardo Mondlane

Nampula (IKWELI) – Tudo começa no mês de novembro passado quando o autarca de Nacala, a segunda maior autarquia de Nampula, Faruk Momade Nuro, escala de surpresa as obras de alargamento e requalificação de um aqueduto na Avenida de Eduardo Mondlane, onde manifestou não ter gostado pela forma como os trabalhos estavam sendo executados. 

Na ocasião, Faruk Momade Nuro manifestou insatisfação, enquanto denunciava suposta falta de qualidade de engenheira na execução da obra “Ali, ali, estão aonde as vigas, onde está, diz lá, vocês são engenheiros de construção, aqui passa carro, camião, pelo menos ali, estou a ver que tem pilar… Onde está a viga, onde está o engenheiro de construção aqui? fiscal da obra, está onde… tínhamos que ter vigas, aqui viga, ali viga, outra viga, uma, duas, três, quatro…”, expressou no momento, reduzindo o peso da profissão de engenheiro.

Esta situação levou a Ordem dos Engenheiros Moçambique a estabelecer um Inquérito para apurar a veracidade dos factos, mas sucede que durante o trabalho, o gestor público do município de Nacala Faruk Momade Nuro fugiu da entrevista da Comissão de inquérito dos engenheiros que igualmente considera o edil ter-se equivocado ao chamar engenheiro responsável da obra que não é membro daquela agremiação à luz da Lei nº 16/2002 de 26 de Junho, anotando que a meio disso “infelizmente, houve violação flagrante da legislação atinente a execução deste projecto”.

Ainda no âmbito do inquérito a Ordem dos Engenheiros Moçambique, que diz como agremiação trabalha por uma OrdEM forte, inclusiva, dinâmica e na vanguarda do desenvolvimento do país, constatou que na execução das obras de alargamento e requalificação de um aqueduto na Avenida de Eduardo Mondlane em Nacala-Porto houve irregularidade da placa de obra, uso ilegal do título do engenheiro, fiscalização irregular, exercício de fiscalização sem licenciamento e inconformidade do quadro técnico do empreiteiro.

Entretanto, OrdEM que elenca os factos num relatório datado a 12 de Fevereiro, com assinatura do Bastonário e engenheiro civil Feliciano Dias, recomenda para a tomada de entre várias medidas, a correcão imediata da placa da obra, substituição do director, suspensão da fiscalização municipal e contratação de um fiscal independente e colaboração com a agremiação nestas matérias. (Redacção)

Greve de funcionários à vista no conselho municipal de Nacala por conta de ajustes salariais

Nacala (IKWELI) – Funcionários e agentes do Conselho Municipal de Nacala, província de Nampula, ameaçam realizar uma greve, caso não sejam satisfeitos suas exigências em volta de ajustes salariais em torno de pagamentos a luz da Tabela Salarial Única(TSU) e de outros direitos legalmente consagrados.

De acordo com uma carta dos trabalhadores enviada aos gestores da autarquia, os problemas registam-se desde o início do presente ciclo de governação.

Por outro lado, face aos desafios, foram realizados vários encontros pacíficos com o presidente do Conselho Municipal da Cidade de Nacala, Faruk Nuro, com o objectivo de promover um diálogo aberto e directo, visando a implementação efectiva de direitos legalmente estabelecidos. No entanto, segundo os funcionários, tais iniciativas nunca tiveram a devida correspondência.

“Não havendo qualquer tipo de abertura para com esta classe, que neste momento se encontra lesada, nos termos do artigo 74 do Estatuto Geral dos Funcionários e Agentes do Estado (EGFAE), conjugado com os artigos 51 e 87, n.º 1, ambos da Constituição da República de Moçambique (CRM), os signatários irão paralisar todas as actividades laborais por um período indeterminado, volvidos seis dias após a recepção do comunicado”, lê-se na nota.

Os funcionários e agentes do Conselho Municipal de Nacala exigem a implementação imediata da Tabela Salarial Única (TSU), nos termos do Decreto do Conselho de Ministros n.º 29/2022, de 9 de Junho, bem como a aplicação da Lei n.º 14/2020, que estabelece o Sistema de Administração Financeira do Estado (SISTAFE). Reivindicam igualmente o incremento de 15% (quinze por cento) nos salários, em virtude da mudança de nível da autarquia da categoria C para B, conforme estabelece o respectivo instrumento legal.

“A não observância imediata destes pontos levará os funcionários a proceder, dentro da legalidade constitucional, à paralisação por tempo indeterminado de toda e qualquer actividade adstrita ao Conselho Municipal da Cidade de Nacala”, conclui a nota. (Nelsa Momade)

Dia dos Namorados deixou “mágoas” entre mulheres em Nampula

Nampula (IKWELI) – Algumas mulheres da cidade de Nampula lamentam a atitude que muitos homens tomaram no dia 14 de Fevereiro, conhecido como Dia dos Namorados, após uma boa parte delas não ter recebido qualquer presente, por motivos ainda desconhecidos.

A situação, que deixou várias mulheres em pânico, e até alimentou debates nas redes sociais, onde uns internautas chegaram de considerar como um “ajuste de contas” por parte de alguns homens, numa altura em que, nos anos anteriores, era comum a mulher receber e não oferecer nada em troca.

Aliás, nos restaurantes de renome da cidade de Nampula, onde geralmente se recebiam casais para jantares à luz de velas, registou-se um vazio significativo, levantando várias hipóteses sobre um possível declínio do chamado “amor materialista”, conforme constatou o Ikweli durante uma ronda a esses locais.

Silvia Carlos, residente da cidade de Nampula, contou que nunca tinha passado um Dia dos Namorados como o deste ano, no seu bairro, sem sair com o seu parceiro.

“Mas este ano não recebi nada e o meu namorado não sei onde estava. Só voltou no dia seguinte. Quando lhe perguntei, disse que estava a dormir porque não tinha planos. Achei muito estranho porque fiquei toda a noite a ligar e ele não me atendia. Mas alguém disse-me que ele estava com outra mulher a trocarem presentes”.

Questionada se tinha algo para oferecer como sinal de reconhecimento e amor, Silvia explicou que “não tinha dinheiro para comprar, mas eu estava à espera dele para pelo menos lhe dar um abraço como sinal do amor que sinto por ele”.

O Ikweli tentou, sem sucesso, ouvir o namorado de Silvia. Entretanto, um amigo próximo do parceiro revelou que “esse ano nosso amigo estava com uma outra pita porque essa Silvia é assim mesmo, não consegue reconhecer. Estão há quatro anos a namorar, mas nunca comprou, pelo menos, um corta-unhas para ele. Por isso, ele estava com uma outra mulher que conheceu recentemente, que lhe respeita e onde o amor deles até então é recíproco. Porque não é possível você considerar pessoas que não te consideram. Porque ouvimos muito que o amor deve ser recíproco, não é a mulher pensar que o homem é financiador da relação”.

Segundo apurou a Ikweli, no dia 14 de Fevereiro, no Parque Popular, um dos locais onde o amor costuma “pipocar” o ambiente esteve calmo, numa clara alusão de que muitos homens “já descobriram que o amor materialista não tem futuro”.

A situação também aconteceu com Gilda Fernando que entende “se homem não oferece nada a sua namorada achas que ela vai encontrar aonde dinheiro para comprar presente?” questionou, acreditando que “nós mulheres somos vítimas em tudo aí se a mulher dar dinheiro um homem fora dele para comprar presente corre risco de perder o namorado ou mesmo ser chamada de vadia, eu também não dei e não recebi porque meu namorado, os amigos lhe agitaram, esse ano na verdade foi péssimo porque nas redes sociais muitos homens diziam que não queriam xixi por isso que às coisas terminaram mal”, desabafou. (Malito João)

Dos takeaways removidos das ruas: Ex-trabalhadores acusam município de Nampula de tirar o seu “ganha-pão”

Nampula (IKWELI) – A remoção de bancas de venda de comida confeccionada e de entrega ágil para pronto consumo, também conhecidas por takeaways, na cidade de Nampula levou ao desemprego centenas de jovens, os quais, agora, acusam a edilidade de os ter deixado sem o seu “ganha pão”.

A maioria centrava-se na avenida Paulo Samuel Kankhomba, a qual sofreu requalificação, o que concorreu para que vários takeaways fossem “deitados a baixo”.

De 25 anos de idade, Jorge Mussa é residente no mítico bairro de Namutequeliua e conta que desde que ficou sem emprego tem tido dias difíceis.

“Trabalhava no takeaway de um somaliano, na avenida Paulo Samuel Kankhomba, mas fiquei desempregado desde ano passado quando o município começou a expulsar e remover, porque diziam que estava a ocupar espaço, dai o meu patrão não deu mais continuidade, porque não tem outro lugar e dali não nos encontramos mais,” conta o jovem, comentando que “nós esperávamos que assim que o município nos tirou dali, pelo menos nos desse um sítio para continuarmos com a nossa actividade, porque é complicado alguém que já estava a trabalhar ficar em casa sem fazer nada, pelo menos eu tentei pedir emprego nas lojas, nesses outros que não foram expulsos, mas não esta ser fácil porque dizem que ainda não passaram a contratar novos trabalhadores.”

Albano Felisberto, de 30 anos de idade, residente do bairro de Namutequeliua, disse igualmente estar a passar dias difíceis devido a falta de sustento após ser despedido na sequência da remoção dos takeaways.

O Secretário Executivo da Organização dos Trabalhadores de Moçambique, (OTM-Central Sindical), na província de Nampula, Mário Mujaja, explicou que o órgão está a trabalhar com o município da cidade de Nampula, para ver o ponto de situação da medida e permitir que os jovens desempregados voltem aos seus postos de trabalho. (Virgínia Emília)

Estrada do campo dos macondes em intervenção de emergência

Nampula (IKWELI) – O conselho municipal da cidade de Nampula iniciou, nesta terça-feira (17), com os trabalhos de intervenção de emergência da estrada que dá acesso a zona mais conhecida por Campo dos Macondes, unidade comunal Marien Ngouabi, no bairro de Namutequeliua.

A rodovia encontra-se em avançado estado de degradação, ameaçando, inclusive o seu corte, devido a erosão que se faz sentir na zona, aliada a falta de manutenção.

Devido às péssimas condições de transitabilidade, dois acidentes foram registados na mesma rodovia, este ano. Trata-se de um transporte de passageiros e uma viatura ligeira que despistaram e capotaram no local, o que acelerou o pânico nos moradores.

Como forma de aliviar o sofrimento dos utentes da via, as autoridades municipais iniciaram com as actividades de intervenção de emergência, com recurso de sacos com areia.

“Estamos a trabalhar no âmbito de emergência. A via em si já vem com problemas anteriores, neste momento estamos a fazer intervenção pontual no local crítico. Este ponto que estamos a fazer intervenção era crítico e poderia criar o corte de estrada. Então, para evitarmos o corte de estrada estamos a criar condições para estabelecer o trânsito, só nesta via, por causa da emergência. É difícil fazer estrada a chover, mas neste momento estamos a criar condições mínimas em tempos críticos. Mas, depois das chuvas terminarem, aí podemos fazer uma manutenção mais pontual, mais robusta para ver se restabelecemos toda via já em condições perfeitas”, disse Mustafa Age Amisse, vereador de Manutenção e Obras no Conselho Municipal da cidade de Nampula.

“Futuramente, vamos fazer melhoramento localizado, vamos fazer valas de drenagem e vamos fazer uma estrada em condições. Este é um trabalho de emergência e, neste momento, não temos custos por revelar, porque é um trabalho que acontece por causa de trabalho de emergência. Depois iremos contabilizar aqueles que são os custos. Importa salientar que é um trabalho que está a ser feito pelo Conselho Municipal, não é um trabalho adjudicado a uma empresa. Portanto, nós é que estamos a fazer como administração própria do Conselho Municipal, com nossos meios, com nossos colegas funcionários, estamos todos aqui empenhados para ver se minimizamos o problema”, precisou o vereador.

Os munícipes louvam a iniciativa, mas instam às autoridades municipais a fazer trabalhos que dignificam aos munícipes utentes daquela via de acesso.

“Esta é uma situação antiga, não é nova. A situação é preocupante e já tem barbas brancas. Para nós, como munícipes, o que gostaríamos de pedir ao Conselho Municipal, é que isto que estão a fazer aqui não é viável, eu não sei que tipo de engenharia está a se fazer, e acreditamos que assim que chover de novo, aquilo vai desaparecer de novo. Então, o que gostaria de pedir é que o governo arranje mecanismos para resolver isto da melhor maneira possível. Colocar uma vala de drenagem aqui, porque o que fez degradar a estrada é por não ter vala de drenagem”, disse

“Do terminal até no campo a situação não está nada boa. Até amortecedores das nossas viaturas, toda hora estamos nas oficinas. Então, estamos a pedir uma intervenção mais rápida para podemos nos aguentar. O trabalho que estão a fazer aqui, pelo menos para mim é bem-vindo. Depois podiam alcatroar a estrada a partir do terminal até sobressair no clube 5, seria mais viável”, referiu Estano António, transportador de passageiro que opera na mesma rota. (Constantino Henriques)

Venda clandestina de combustíveis provoca incêndio que fere duas irmãs em Namiteca

Nampula (IKWELI) – Duas raparigas, uma de 16 anos e outra de 18 anos de idade, ambas irmãs, contraíram ferimentos por conta de um incêndio resultado da má conservação de combustíveis de venda clandestina no bairro de Namiteca, nos arredores da cidade de Nampula.

Juma Pedro, pai das vítimas, contou ao Ikweli que o incidente ocorreu no último sábado (14), sendo que um recipiente contendo 20 litros de gasolina provocou o incêndio.

“Revendo o combustível desde dezembro do ano passado, no entanto, com a ajuda das minhas duas filhas e agora sofreram as suas partes superiores e inferiores por causa do incêndio,” disse a fonte, afirmando que “as meninas tiveram graves ferimentos,” e uma delas encontra-se internada no Hospital Central de Nampula (HCN).

Pedro refere que recorreu ao negócio de combustíveis por conta da falta de alternativa para suprir as suas necessidades, mas agora está arrependido, pois “uma parte da casa foi atingida pelas chamas provocadas pelo incêndio.”

A venda clandestina e informal de combustíveis em Nampula virou moda desde sempre, sendo comum, sobretudo na periferia, encontrar fornecedores sem domínio de manuseio do produto.

Tomas António, vendedor de combustível há 5 anos, na zona da Sipal, explica que “não tive nenhum risco desde que passei a vender o combustível, pelo sofrimento de vida, esta actividade tem permitido arrecadar lucros, os meus principais compradores de combustível são taxistas de mota e por várias razões recorrem a compra de combustível em litros que parte nos valores de 100,00Mt (cem meticais) a 200,00Mt duzentos meticais.”

Segundo Samuel André, de 21 anos de idade, por ordens dos seus pais recorre a venda de combustível na a venda 25 de setembro na cidade de Nampula para obter lucros e sustento da família, apesar de todos os riscos enfrentados dia apos dias. (Nelsa Momade)