Nampula (IKWELI) – O Conselho Islâmico de Moçambique (CISLAMO) submeteu, na última terça-feira (23), no âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo (COTE), uma proposta de lei para a legalização da poligamia, assente na defesa de que muitas mulheres se encontram desprotegidas e sem direitos sociais.
O Ikweli saiu as ruas, na manhã desta segunda-feira (29), para entender de homens e mulheres qual é a sua opinião quanto a suposta legalização da poligamia.
Uma mulher que preferiu anonimato defendeu que a ideia é valida, pois “pensando bem, é uma boa ideia, porque nós somos muitas e cada uma de nós precisa de marido, porque muitas vezes dormimos sozinhas cheias de frio só porque o nosso parceiro não tem coragem de dizer a minha rival que vocês são duas, eu sou a favor da poligamia,” frisou a fonte.
Na mesma linha, outra mulher que falou ao Ikweli declarou que a questão da poligamia merece uma reflexão profunda, uma vez que “os homens já o fazem, e a legalização da poligamia vai beneficiar ambos, e se o homem for corajoso, disser a outra, eu agora quero uma outra esposa e se ele conseguir clarificar e disser que não vai faltar nada para primeira, ai não vai criar problemas, se o homem tiver condições de sustentar as sua esposas, a legalização é bem-vinda,” destacou.
Os homens por sua vez, repudiam por completo a proposta de legalização. “Nós teremos muitos problemas, não temos dinheiro e nem condições para sustentar muitas mulheres e nem filhos, por isso eu digo não a poligamia,” disse Aurélio Feliciano
Na mesma senda, Juvêncio Jorge Bernardo comentou que “a poligamia não trará nenhum acto benéfico, porque não há condições para ter muitas esposas, e as religiões não podem usar esse discurso bíblico para fazer com que os moçambicanos adiram a esses pensamentos, tem assuntos muito importantes para serem discutidos e a poligamia não é uma delas. (Fátima Mugaveia)





