Nampula (IKWELI) – O governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, apela a necessidade de os professores, na província, desempenharem cabalmente as suas funções e nas escolas, excepto quando as circunstâncias ditarem o contrário.
”Todos os professores disponíveis, salvo os devidamente enquadrados noutras funções essenciais ao funcionamento do sistema, devem estar onde são mais necessários: nas salas de aula, junto dos alunos. Trata-se de uma exigência de responsabilidade, de ética pública e, acima de tudo, de respeito para com as nossas crianças, as famílias e o esforço colectivo que o país realiza para garantir educação para todos,” disse Abdula na escola secundária de Napacala, durante a abertura do ano lectivo 2026.
Na mesma ocasião, o governador acenou que “estamos comprometidos em continuar a corrigir assimetrias, melhorar a gestão, valorizar os profissionais que cumprem com dedicação a sua missão e assegurar que cada recurso humano existente seja efectivamente colocado ao serviço da aprendizagem. Só com rigor, organização e sentido de dever conseguiremos elevar a qualidade do ensino e honrar a confiança que a sociedade deposita na escola,” tanto é que “renovo o apelo aos gestores escolares para continuarem a liderar com responsabilidade e transparência; aos professores, para manterem o empenho e o profissionalismo; aos pais e encarregados de educação, para acompanharem activamente a educação dos seus filhos; e aos alunos, para estudarem com dedicação, disciplina e sentido de futuro.”
“A província que sonhamos, que desejamos e que precisamos exige um compromisso permanente com o aumento dos níveis de escolaridade, a melhoria da qualidade do ensino e a formação de cidadãos preparados para contribuir activamente para o desenvolvimento social, económico e cultural da nossa província e de Moçambique,” referiu o governador Nampula, reconhecendo os desafios do sector, pois “persistem carências significativas ao nível das infra-estruturas escolares, com insuficiência de salas em algumas zonas, turmas numerosas e, por vezes, condições físicas que carecem de reabilitação e melhor apetrechamento. Há escolas que necessitam de mais carteiras, melhores condições sanitárias, acesso mais regular à água e à energia, material didáctico adequado e espaços que favoreçam uma aprendizagem mais digna e estimulante.”
Ao nível dos recursos humanos, segundo Abdula, os desafios também são evidentes e que “o crescimento da população escolar exige maior disponibilidade de professores, melhor distribuição territorial e maior equilíbrio no rácio professor-aluno,” dado que “temos vindo a trabalhar não apenas no reforço do quadro docente, mas também na optimização dos recursos já existentes, procurando uma gestão mais criteriosa, equilibrada e eficiente,” e que “nesse sentido, após um intenso trabalho de levantamento e auditoria interna, importa deixar uma nota clara de responsabilidade colectiva: não nos é aceitável desperdiçar recursos humanos num contexto em que tantas escolas necessitam de professores nas salas de aula. Não podemos tolerar situações em que docentes, não estando afectos a funções pedagógicas relevantes ou a tarefas administrativas verdadeiramente indispensáveis, permaneçam sem leccionar enquanto continuam a auferir a sua remuneração como se estivessem no exercício pleno da docência.”
Para Abdula, a abertura do ano lectivo “recorda-nos que a escola é muito mais do que um espaço de transmissão de conhecimentos — é um lugar de socialização por excelência, de formação integral, de aprendizagem da convivência, do respeito e da cidadania. É na escola que se moldam consciências, se despertam talentos e se constroem os alicerces de uma sociedade mais equilibrada, mais justa e mais preparada.” “De facto, a educação deve ser uma verdadeira paixão colectiva, porque só uma educação de qualidade permite a ascensão e a mobilidade social de largas camadas da população, abrindo perspectivas de uma vida mais digna para muitas famílias.”
Para garantir um ensino cada vez mais sólido e com impacto real na vida das pessoas, o governador apelou e reconheceu a necessidade do esforço coletivo. (Redação)




