“A tecnologia só cumpre o seu propósito quando melhora a vida das pessoas,” Presidente Daniel Chapo, na abertura da Primeira Conferência Nacional sobre Transformação Digital.

Maputo (IKWELI) – O Presidente da República (PR), Daniel Chapo, defendeu, na manhã desta quarta-feira (11), na cidade de Maputo, durante a abertura da Primeira Conferência Nacional sobre Transformação Digital, que a tecnologia só cumpre o seu propósito quando melhore a vida das pessoas.

Chapo está convicto que a utilização racional da tecnologia pode salvar vidas, fazendo ponte ao momento difícil, provocado por cheias, por que o país passa. “Se as cheias nos recordam da nossa vulnerabilidade, elas também nos desafiam a acelerar soluções que salvam vidas – e a tecnologia é uma dessas soluções,” pois “os sistemas de alerta precoce, as plataformas de coordenação de emergência e instrumentos digitais de planeamento territorial podem fazer a diferença entre a tragédia e a protecção das nossas comunidades.”

“A tecnologia só cumpre o seu propósito quando melhora a vida das pessoas: quando reduz distâncias; quando democratiza oportunidades; quando devolve o tempo ao cidadão; ou quando transforma direitos em realidades acessíveis,” sublinhou o PR, recordando que “os países não se transformam apenas com pontes, estradas, energia, água, escolas, hospitais ou barragens. Transformam-se, sobretudo, com infra-estruturas invisíveis – aquelas que ligam pessoas ao conhecimento, ao Estado e às oportunidades. Essas infra-estruturas são hoje digitais.”

Num outro desenvolvimento, o estadista referiu que “o lema que nos reúne – Maximizar o potencial das tecnologias digitais para melhor servir ao cidadão, de forma equitativa e inclusiva – é, na verdade, uma declaração de princípios sobre o país que queremos construir. Um país onde a inovação não seja privilégio de poucos, onde o progresso alcance todas as províncias, distritos, postos administrativos, localidades

e povoações, e onde nenhuma comunidade fique fora do mapa do futuro,” tanto é que “este lema traduz, com clareza, o imperativo do nosso tempo: Maximizar o potencial digital, significa transformar a tecnologia em produtividade, inovação e crescimento económico inclusivo. Servir melhor o cidadão, significa mudar o paradigma da administração pública — passando de um modelo em que o cidadão corre atrás do serviço, para um modelo em que o serviço chega ao cidadão com eficiência, simplicidade, inclusão e dignidade. Equidade, significa garantir que a revolução digital não aprofunda desigualdades, mas sim aproxima oportunidades entre o campo e a cidade. Inclusão, significa assegurar que mulheres, jovens, pessoas com deficiência e comunidades em zonas remotas não fiquem à margem do futuro.”

Segundo Chapo, “a transformação digital é uma escolha política, por isso, ela constitui um dos pilares do nosso ciclo governativo. Ela caminha lado a lado com as reformas estruturais que estamos a implementar para modernizar o Estado moçambicano, aumentar a transparência, melhorar o ambiente de negócios e reforçar a confiança entre o cidadão e as instituições públicas é o nosso objectivo.”

“As calamidades naturais que ciclicamente assolam o nosso país deixam-nos uma lição inequívoca: sem digitalização, reduzimos a nossa capacidade de alertar os cidadãos de forma atempada, comprometemos a protecção de vidas e colocamos em risco a memória colectiva da nação moçambicana,” asseverou o PR, explicando que “se não preservarmos digitalmente os nossos dados – escolares, de saúde, habitacionais, contratuais e administrativos – arriscamo-nos a perder, em cada desastre natural, parte da nossa própria história e da continuidade do Estado moçambicano,” por isso “queremos um país onde cada cidadão possa aceder aos serviços públicos, a partir de qualquer ponto do território nacional — e mesmo no exterior — por meio de sistemas interoperáveis, centros de atendimento único e soluções de pagamento digitais seguros e transparentes. Queremos construir um país onde a Internet é para Todos e é promovida como um direito humano!”, sobretudo porque “digitalizar é aproximar o Estado do cidadão, proteger os recursos públicos, reforçar a integridade institucional e acelerar o desenvolvimento nacional. O futuro exige-nos esta decisão – e o momento de a concretizar é agora.” (Redação)

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