Nampula (IKWELI) – Os jovens do bairro de Namicopo, nos arredores da cidade de Nampula, manifestam crescente preocupação com o consumo excessivo de drogas por parte de algumas mulheres da comunidade, uma prática que, segundo denunciam, tem provocado conflitos familiares, divórcios e desmotivação para o casamento em homens mais novos.
Em declarações ao Ikweli, um jovem residente, que pediu anonimato, afirmou que a situação tende a agravar-se a cada dia. “O que estamos a ver aqui é preocupante. Muitas mulheres passam mais tempo no consumo da droga conhecida por Maka e nos jogos de azar do que a cuidar da família. Isso destrói lares e afasta os jovens da ideia de casar”, desabafou.
Outro entrevistado reforçou que o problema não se limita apenas ao consumo de drogas, mas também aos comportamentos associados. “Há casos em que a mulher vende bens da casa ou rouba para sustentar o vício. Já vi amigos meus perderem tudo e ficarem sozinhos porque a esposa acabou por abandonar o lar”, relatou o segundo jovem ouvido.
Dino Mário, também morador de Namicopo, descreveu um cenário social delicado, marcado pela presença frequente de mulheres em bares e casas de jogo. “Encontramos mulheres que passam noites fora, sempre a jogar batota e a fumar Maka. Muitas vezes nem estão bem de cabeça, ficam isoladas dentro de casa depois. É triste ver isso acontecer no nosso bairro”,
Segundo os jovens, essa realidade tem impacto directo na dinâmica social local, levando muitos homens a adiar ou mesmo desistir do casamento. Eles rejeitam a ideia de que a falta de matrimónios se deva à falta de interesse, sublinhando que o receio de formar família em meio a esse contexto pesa mais na decisão.
Ainda de acordo com as denúncias, o consumo de drogas entre mulheres contribui para o aumento de conflitos conjugais, abandono do lar e instabilidade emocional, afetando não apenas os casais, mas também crianças e outros membros das famílias envolvidas.
Perante este cenário, os jovens de Namicopo apelam às autoridades locais, líderes comunitários e organizações sociais para que reforcem ações de sensibilização, prevenção ao consumo de drogas e apoio psicossocial, com vista a resgatar valores familiares e promover uma convivência social mais saudável no bairro. (Malito João)





