Ossufo Momade não concorda com existência de Secretários de Estado nas províncias

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Nampula (IKWELI) – O Presidente do partido Resistência Nacional de Moçambique (RENAMO), Ossufo Momade, considera que a implementação do processo de descentralização no país tem sido feita erradamente, o que constitui uma “autêntica traição”.

Neste último dia de 2025, Momade falou a imprensa em Nampula, tendo referido que a existência de Secretários de Estado nas províncias esvazia a importância e o papel do governador e cria conflitos institucionais ao nível da governação provincial.

“Olha, nós lutamos para descentralização, eu entreguei a minha juventude para que existisse a descentralização no país, para dizer que a descentralização não pode ser causa do sofrimento do povo, mas há uma coisa que Estado deve fazer, todos nós temos que trabalhar, esse papel é de todos nós. Governador hoje não tem poder, nós não esperávamos essa governação que temos hoje, porque há um suporte ao lado que a sombra, eu não sei qual é o papel do Secretário do Estado, eu não sei, o governador eleito é a sombreado pelo Secretário do Estado. Nós podemos ter um governador a cumprir o seu manifesto eleitoral, mas não pode porque temos alguém que está a sobrar que têm às mesmas competências, para dizer que a descentralização não pode ser culpada nisso”.

“Fomos traídos, porque a descentralização foi o projecto da RENAMO e do saudoso presidente Afonso Dhlakama, não foi da FRELIMO, não foi do MDM e nós já vínhamos falando sobre isso, e hoje os governadores não estão satisfeitos, mas uma pessoa eleita vai colocar com aquele nomeado?”, questionou.

Na mesma intervenção, Momade criticou ainda os argumentos de falta de recursos financeiros, colocando em causa a duplicação de estruturas com funções semelhantes. 

No seu informe, o presidente da RENAMO falou igualmente da queda da economia nacional, situação que, segundo disse, foi agravada pelas manifestações violentas, que resultaram no encerramento de empresas, aumento do desemprego e aceleração da fome no seio de inúmeras famílias moçambicanas. (Malito João)

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