Nampula registou mais de meia centena de casos de cancro da mama em 6 meses

Nampula (IKWELI) – A província de Nampula, a mais populosa do país, registou, durante o primeiro semestre do corrente ano, 54 casos de mulheres que padecem do cancro da mama, uma doença que tem vindo a ceifar vidas.

António Carlos, médico-cirurgião afecto ao Hospital Central de Nampula (HCN), esclarece que destes casos, 37 tiveram de ser internados, contra 23 do igual período do ano anterior, em que a província tinha contabilizado 44 casos.

Este especialista diz que as pacientes têm dado entrada naquela unidade sanitária com um atraso preocupante. “Estamos a falar de pacientes com cancro da mama com a fase mais avançada, que os tumores já estão em estado grave.”

Carlos frisou, também, que a radioterapia continua a ser feita na província de Maputo, e, até ao momento, 3 mulheres foram enviadas para iniciar o procedimento na cidade capital.

O médico mostra-se também preocupado com a desistência do tratamento por parte das pacientes, pois “na maioria das vezes, maior parte das pacientes depois de terem feito a cirurgia, não volta para o seguimento do tratamento, pensando que já está curado e quando volta já tem recaída, então essa já é uma situação extremamente complicada, porque deve-se voltar a fazer quimioterapia. Neste momento no serviço de Fisioterapia já temos 100 pacientes que estão a fazer a quimioterapia mensalmente.”

Por outro lado, Sónia Brito, mulher vivendo com cancro de mama há 7 anos, conta com lágrimas no rosto, como foi descobrir que sofria da doença. “Comecei a viver com esta doença desde 2018, no início, eu sentia dores muito fortes na mama, fui comentando para algumas amigas, mas ninguém esperava que fosse essa doença, esse ano tive que vir a esta unidade sanitária para fazer uma ecografia, e detectou-se que era cancro de mama maligno. Quando o médico disse que eu tinha que operar, fiquei com medo de me rejeitarem na comunidade, rirem de mim e não estava preparada para o processo, como tinha um histórico familiar, pai dos meus filhos perdeu a vida por um câncer, fiquei 4 meses eu a andar aqui no hospital, mas hoje estou viva e não tenho dores.”

Cancro do colo do útero está a matar em Nampula 

Ainda na província de Nampula, foi possível diagnosticar, só no primeiro trimestre do ano em curso, um aumento de 167 internamentos, uma redução de 94 mulheres vivendo com cancro do colo do útero.

“Em termos de mortes, o cancro do útero está em primeiro lugar e depois vem o da mama, onde pode-se fazer a quimioterapia e depois a cirurgia e grande parte desses pacientes vêm quando já estão em estado avançado.” (Virgínia Emília)

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