Nampula (IKWELI) – Há sensivelmente 2 anos, Mónica, nome fictício, mãe de 4 filhos, descobriu que tem o cancro do colo do útero, uma notícia que, segundo conta, criou incerteza sobre os seus próximos dias.
Na esteira das celebrações do Outubro Rosa em Nampula, mês reservado a acções de conscientização e sensibilização para o rastreio do cancro, o Ikweli conversou com a jovem Mónica, para entender os desafios que enfrenta desde o diagnóstico.
A nossa entrevistada considera que desconfiou do diagnóstico, porque vinha participando de palestras onde abordavam-se sintomas do cancro. “Eu passei a desconfiar porque sempre tinha ouvido nas palestras sobre os sintomas, passei a sentir fortes dores no acto de relação sexual e isso aumentou minha desconfiança.”
Após a desconfiança, a fonte conta começou a sua jornada pelos corredores do hospital. “Quando fui de novo a doutora disse que isto ainda não dá para fazer cirurgia e deu me receita para comprar medicamentos e tudo feito, passou. Começou de novo aqueles sintomas por isso que estou aqui porque a doutora lá me deu guia para cá na cidade, para poder ver se a situação pode ser controlada melhor,” indicou.
Mónica aconselha a todas as mulheres a fazerem os exames de rotina. “Eu quero aconselhar aqui, na verdade, nós mulheres não devemos ignorar, devemos participar nas consultas e palestras para sabermos sobre nosso organismo, devemos fazer autoavaliação ou autoexame para saber se tem algo anormal em nós e ir ao hospital para tratar,” apelou.
Dados do sector indicam que em mais de 99% de pacientes, a causa é a infecção persistente pelo HPV (Vírus do Papiloma Humano), que se transmite por contacto sexual.
Por outro lado, destacam-se como factores que aumentam o risco o início sexual precoce, muitos parceiros, não fazer rastreio, fumar, HIV positivo, muitas gravidezes, entre outros. (Nelsa Momade)

