
Nampula (IKWELI) – Um agente da Polícia da República de Moçambique (PRM), afecto numa das subunidades policiais da cidade de Nampula, fugiu ao ser flagrado sem capacete de proteção e problemas mecânicos na sua motorizada, abandonando o veículo na via pública.
O caso foi despoletado na sexta-feira (11), durante uma operação conjunta entre a Polícia de Proteção, Polícia de Trânsito (PT), Polícia Municipal e de Fiscalização, Instituto Nacional de Transportes Rodoviários (INATRO) de Nampula, entre outras associações que velam pela segurança rodoviária na província.
O chefe da Secção de Instrução e Educação Pública, no Departamento da PT no Comando Provincial da PRM, Egídio Pedro, explicou que o suposto agente será sancionado. Só por violar as regras, não importa de que membro se trata, será sancionado e penalizado como os outros, dependendo da infracção que ele cometeu, irá ser sensibilizado de modo que amanhã não venha cometer o mesmo erro.”
A nossa equipe de reportagem entrevistou alguns motoqueiros que circulavam irregularmente na via pública e que se estiveram sob custódia da polícia, foram unânimes em afirmar que estão arrependidos por suas acções.
“Fui capturado por não usar capacete e isso foi uma falha da minha parte, porque esqueci mesmo de levar em casa, como estava a me apressar para o mercado do Waresta para comprar cebola e depois vender,” contou Júlio Carlos
Por outro lado, Diocleciano Alfredo, taxista de motorizada há 3 anos, na praça do cemitério Novo da Faina e vendedor de peças de motorizada no mercado de Assanito, na cidade de Nampula, contou que “saí de casa com uma urgência e acabei esquecendo de levar o meu capacete, estava levar um cliente para o mercado Central. Sei dos riscos que posso estar a enfrentar aqui na estrada, e sabemos que a maioria das pessoas já tem o hábito de não pôr o capacete de protecção por causa de falta de fiscalização constante dos agentes da Polícia de Trânsito, e só por causa disso nós usamos apenas quando as viagens são longas, como distritais, eles fazem uma vez por cada ano, por isso estou muito arrependido.”
“Nos já pagamos várias vezes no comando da polícia, carta de condução e outros documentos só por causa da mesma situação, já gastamos dinheiro que variam de 500,00Mt (quinhentos meticais) a 1.000,00Mt (mil meticais), não estamos a ver a vantagem, este assunto não é por falta de capacete, mas sim eles querem nos prejudicar nós que sobrevivemos de táxi-mota,” rematou outro taxista de motorizada da cidade de Nampula, Faustino Amisse.
Durante a operação, foram apreendidas 150 motorizadas com diferentes tipos irregularidades de rodoviárias. (Virgínia Emília)






