CCP de Quinga conta com novas instalações

Nampula (IKWELI) – O posto administrativo de Quinga, no distrito de Liupo, a sul de Nampula, conta com um novo edifício do Conselho Comunitário de Pesca (CCP), formalizado na segunda-feira (30.08), num evento com contou com a presença do administrador local, César Nacuo.

Com o apoio da Associação do Meio Ambiente (AMA), o edifício deverá funcionar como um centro de encontro e debate entre os intervenientes do sector, permitindo a comunidade discutir, de forma segura e organizada, os desafios relacionados com a pesca, conservação dos recursos marinhos e melhoria das condições de trabalho.

Durante a cerimónia, Nacuo apelou aos gestores e membros do CCP de Quinga para que pautem pelo cumprimento da legislação e pela protecção das espécies, alertando que os recursos naturais não são inesgotáveis e que a sua exploração descontrolada pode comprometer o futuro das comunidades que deles dependem.

“Este distrito que é parte do antigo Mogincual era conhecido como uma das maiores potências faunísticas da província de Nampula, havia aqui elefantes, leões, impalas e gazelas. Mas hoje mesmo os ratos estão em extinção, mostra isso que quando a exploração é abusiva, os recursos acabam,” disse o administrador, minutos depois do corte da fita inaugural.

O dirigente deixou, igualmente, um vigoroso apelo aos membros do Conselho Comunitário de Pesca para que respeitem os boletins meteorológicos emitidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia de Moçambique (INAM), entidade que é um importante parceiro dos pescadores que frequentam o mar.

Entre os vendedores de pescado de Quinga, a entrada em funcionamento do novo edifício é recebida com satisfação, por representar uma oportunidade para melhorar a organização da actividade e criar um espaço onde possam ser discutidos os principais problemas enfrentados no comércio do pescado.

″Estamos muito felizes com essa nossa casa que o governo nos entregou hoje, porque nos dava muito falta, assim estaremos sempre aqui para vermos como podemos viver com essa nossa actividade de pesca, não temos muita coisa a dizer se não agradecer mais uma vez. Assim, se não trazemos muitos peixes a culpa não será do nosso governo de Liupo,” explicou um dos membros do Conselho Comunitário de Pesca de Quinga.

Os comerciantes acreditam ainda que uma gestão mais organizada dos recursos pesqueiros poderá garantir maior disponibilidade de pescado e melhores condições para o desenvolvimento dos seus negócios. (Malito João)

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